Strada Per L'inferno
37 Mas você gosta amor
Notas iniciais
POV Aaron
Abri a porta de casa e ouvi uma movimentação estranha. Mais precisamente, barulho de panelas, talheres e alguém cantarolando uma música desconhecida. Essa hora Lane já deveria ter dispensado os empregados e Agustina sabia que odiava cantoria. Mas essa voz... Além de cantar em outra língua, era muito aveludada e doce para ser da empregada. E eu já a ouvira antes, mas reproduzindo outro tipo de som. Arqueei a sobrancelha, fechando a porta atrás de mim. Joguei a chave na mesinha e andei calmo pelo corredor, parando na porta do próximo cômodo. Poderia não ser Lane dançando, mas era tão bom quanto.
Ela estava de costas, abaixada, com a bunda empinada checando o forno enquanto cantava uma música em italiano. Parecia estar cozinhando, mas dei pouca importância a esse fato. Estava mais interessado em sua bunda. O shorts não era dos mais comportados e realçava bem aquela parte de seu corpo redondinha e farta para seu biótipo.
– Ah, você chegou. – olhou por cima do ombro, sorrindo contente e parando de cantar. Saí de meu transe e olhei para seu rosto, lamentando ao vê-la endireitar-se.
Mudei de ideia, no entanto, ao encara-la de corpo todo. Sua blusa era colada ao corpo, realçando suas curvas e seios. Ela não usava sutiã. Seu shorts, deste ângulo, também só a favorecia. Engrossava suas coxas e dava-lhe mais curvas, deixando seu corpo com aparência violão. Seus cabelos estavam presos de forma bagunçada, deixando alguns fios soltos emoldurar seu rosto. Mordi o lábio inferior. Vi-a andar em minha direção e já me imaginava afundando as mãos em sua cintura, deslizando para sua polpa e apertando com vontade.
– Aaron? – balançou a mão em minha frente e pisquei, encarando sua face. Ela ria baixo. – Está me ouvindo? Parece estar no mundo da Lua...
Estreitei as sobrancelhas. Lane estava muito sorridente. Era estranho. Depois do que fiz ontem, esperava que ela estivesse de bico ou irritada comigo, como o usual.
– Estava pensando no trabalho. – menti secamente. Sua expressão não se alterou com meu tom.
– Ah... – virou-se para de volta do fogão. Meus olhos desceram imediatamente para seu bumbum. Ela olhou por cima dos ombros, como se adivinhasse. – Eu estou fazendo um bolo.
– Gosto de chocolate. – comentei tirando a jaqueta jogando na banqueta.
– É justo do que estou fazendo. – anunciou animada. – Estou fazendo também calda de chocolate e estou pensando se recheio ou não. O que você acha?
Estreitei os olhos, sentando-me. Lane estava estranha, sem dúvidas. Ela estava calma demais; natural demais. Ela tramava algo. Sem dúvidas. E eu queria e iria descobrir o que. Olhou-me sorrindo por cima dos ombros de novo.
– Você me ouviu, Aaron? – perguntou rindo baixo. Molhei os lábios.
Se ela queria jogar, vamos jogar.
– Acho que você devia rechear.
– Bem, se prefere... – deu de ombros, voltando a girar a colher no fogão.
Percorri meu olhar novamente por seu corpo. As roupas estavam justas e curtas demais. Não eram típicas dela. Eram anormais também. Mas a valorizavam tanto... Mordi o lábio encarando sua bunda perfeitamente tentadora. Ouvia-a gemer e ajeitei-me na cadeira, excitado e intrigado. Ela virou-se para mim com o dedo sujo de chocolate. Ela colocou-o na boca e começou a chupar vagarosamente. Sua expressão era de puro prazer.
– Hm! Isso está tão gostoso! – exclamou olhando-me. Contraia meus lábios, sentindo meu ficando duro. Ela riu baixo – O que foi Aaron?
Virou-se e pegou a colher cheia e voltou a me encarar a espera de resposta. Enquanto isso chupava a colher. Não conseguia desprender-me de seus movimentos. Só conseguia observa-la e imagina-la fazendo a mesma coisa com meu pau.
– Ah...! Você quer um pouco? – olhou a colher e bateu em sua testa. Assenti.
Quando ela virou-se, passei a mão no cabelo e molhei os lábios. Lane estava provocante demais para ser fruto somente de sua inocência. Ela debruçou-se na ilha com a colher pingando chocolate. Seus peitos ficaram amassados contra o granizo e a blusa abriu um pequeno decote confirmando a falta do sutiã. Olhei em seus olhos e eles estavam sapecas e cândidos ao mesmo tempo. Ela enfiou o dedo na colher de chocolate e lambuzou-o.
– Prove. – estendeu em minha direção. Sua voz estava calma e seus olhos brilhavam.
Estiquei-me um pouco para frente e envolvi seu dedo com meus lábios. Ela olhava-me quieta, com uma expressão serena. Minha mente viajava ao provar o bom sabor do chocolate: novamente vi-a chupando meu pau, dessa vez com direito até ao chocolate. Deixei seu dedo babado e ela sorriu doce, esticando-se para limpar o canto de minha boca. Observei-a sem me mexer, encarando-a inclusive quando chupou o dedo sujo e babado. Ela mantinha contato visual como se para testar-me. Tirando o dedo lentamente da boca, riu sem graça e voltou ao fogão.
Observei-a de costas de novo, não conseguindo tirar meus olhos de seu corpo. As roupas ajudavam muito, mas parecia que Lane tinha evoluído. A minha frente eu via uma puta mulher atraente que estava me deixando duro com sua simplicidade manipulada. Aquela garotinha submissa e assustada da Itália se fora. O limite foi ela esticando-se para abrir o armário e pegar uma travessa. Sua bunda estava totalmente e empinada e não tinha como o ato ser “sem querer”. Levantei-me sem conseguir me conter mais.
Colei meu corpo as suas costas, enterrando minha mão em sua cintura e meu rosto na curvatura de seu pescoço. Senti-a tremer e largar delicadamente o prato de vidro que segurava. Ele bambaleou em sua pilha e parou de rodar. Sua pele arrepiou-se sob meu toque e sua voz saiu num ronronado falsamente surpreso:
– O que está fazendo, Aaron?
– Você já pode parar Lane. Já notei o seu joguinho e não vou cair nele. – sussurrei em sua orelha, apertando meu corpo mais contra o seu. Minha ereção roçava sua bunda.
– Parece que já caiu. – riu debochada. Sua mão veio para trás e colocou-se entre nossos corpos, apalpando e apertando meu pênis. Grunhi, ouvindo sua risada sexy e baixa.
– Lane, Lane... Você não sabe com o que tá brincando. Ou se esqueceu de ontem?
Ela virou-se com o dedo sujo na boca, chupando-o e limpando-o sem pudor. Aquela cena remeteu de novo a sexo oral e senti-me o tecido da cueca começar a incomodar. Ela pareceu notar e olhou-o rapidamente, rindo de escárnio.
– Não me esqueci da noite de ontem, Aaron. E sei exatamente com o que estou brincando. – sussurrou aproximando nossos rostos. Seu dedo voou aos meus lábios e os enfeitaram de chocolate. – E eu gosto.
(Coloquem "Animals" para tocar)
Quebrei os malditos poucos centímetros e beijei-a. Não dei tempo de sentirmos o gosto do chocolate: entreabri seus lábios com minha língua e explorei-a vorazmente como se fosse a primeira e a última vez. Senti suas mãos enroscando em meus braços, apertando-os e cravando suas unhas ali. Ela gemia em minha boca para provocar-me junto aos movimentos contra minha pelve.
Peguei em sua bunda e apertei com vontade, fazendo-a apartar o beijo para gemer baixinho em meu ouvido. Cheguei a seu pescoço chupando a pele de neve macia e marcando-a. Lane arfava e gemia feito uma vadia, só testando-me para ver qual era meu limite. Sua mão enroscou-se em meus cabelos e puxou-os para trás. Encarei seu rosto: seus olhos gelo transmitiam desejo e seus lábios vermelhos convidavam-me para explorar além deles. E assim fiz: beijei-a sem delicadeza ou calma. Desci minhas mãos para sua bunda e impulsionei-a para cima, fazendo-a enroscar as pernas em minha cintura. Sem apartar o beijo, andei às cegas até chocar suas costas violentamente na parede.
Exclamou de dor em minha boca, mas continuou entrosada no momento. Sua mão em meu ombro desceu para as costas e emprenhou-se dentro da camiseta pela gola. Senti suas unhas criarem sucos em minha pele. Enfiei uma mão por debaixo de sua blusa e subi a seu seio, apertando-o com força. Lane separou nossas bocas e gemeu ofegante. Abri os olhos e ela ofegava com os lábios entreabertos e uma expressão de inocência que me enlouquecia. Apertei o outro seio e ela colou a cabeça aos azulejos, fechando os olhos para gemer mais. Comecei a massagear seu mamilo com o dedão e deliciar-me com as contorções que fazia. Voltei a ter visão de seus olhos azuis quando os abriu lentamente e encarou-me. Um sorriso descaradamente safado iluminou-a no instante que senti seus quadris rebolarem. Bem em cima do meu pau. Fechei os olhos e mordi o lábio inferior, deitando a cabeça em seu ombro. Senti seus lábios em meu pescoço, beijando-o de forma casta e úmida.
– Isso é golpe baixo, Lane. – murmurei rouco. Ouvia sua risada sensual em meu ouvido.
– Ma che ti piace, l'amore. – sussurrou de volta, mordendo meu lóbulo. Continuando com os movimentos, passou seus beijos para minha mandíbula e queixo até morder meu lábio inferior e puxa-lo, sugando-o como a cereja do bolo.
Cansado de deixa-la tomar o comando, apertei bem sua bunda. Ela gritou de dor e parou de movimentar-se. Enfiei minha cabeça na curvatura de seu pescoço e enchia-a de beijos, fazendo-a perder o raciocínio antes de começa-lo. Chupei sua clavícula e senti suas unhas arranhando meu coro cabeludo e seus dedos puxando meus fios. Colei nossas bocas para mais um beijo sedento e afundei mais minhas mãos em sua polpa. Desencostei-a da parede e dei alguns passos para trás, antes de girar com ela em meu colo e andar para frente. Coloquei-a sobre a ilha da cozinha, fazendo-a ficar da minha altura. Separei-nos, sem fôlego, e tirei minha camiseta. Ela fez o mesmo com a blusa dela, dando-me uma visão maravilhosa de seus seios. Mordi o lábio inferior e aproximei-me para cair de boca neles, mas ela impediu-me colocando a mão em meu peito.
– O chocolate. – apontou com a cabeça para a panela em cima do fogão. Abri um sorriso maroto.
Coloquei a panela ao seu lado na ilha e enfiei meu dedo dentro, lambuzando-o de chocolate para fazer o mesmo com seus seios. A temperatura era ambiente, o que indicava que ela planejava esta ceninha. O doce escorria por sua barriga sujando a barra do shorts e ela observava mordendo o lábio inferior. Mostrei-lhe meu dedo sujo após acabar e recebi um sorrisinho sacana antes dela abocanha-lo. Chupava com afinco, não deixando um canto sequer sujo e sem baba. Sentia meu pau latejar a ponto de querer romper a maldita cueca.
– Agora é sua vez. – sorriu e olhou rapidamente aos seios melecados.
Não a esperei repetir. Chupei seu seio até ela gemer de dor. Apertava e massageava o outro sem me importar em sujar as mãos. Sugava o chocolate e lambia a região "limpa", sabendo que a enlouquecia assim. Desci "limpando" com a língua por toda sua barriga, até subir de volta para o outro seio. Repeti a ação, ouvindo-a gemer e arfar mais. Suas mãos exploravam meu corpo também, arranhando minhas costas e abdômen conforme a intensidade de seu prazer. Desci meu polegar de seu peito a barra do shorts, entrando por dentro de sua calcinha. Antes que descobrisse o quão molhada deixei-a, a mão de Lane puxou a minha bruscamente pelo pulso. Afastei-me frustrado e ela sorriu-me, balançando a cabeça.
– Ainda não. Agora é a minha vez de brincar um pouco.
Seus dedos sujaram meus lábios com o doce e ela aproximou os seus. Puxou o inferior com os dentes e sugou-o, lambendo-o para retirar qualquer resquício. Depois, deu-me um longo selinho e uma solicitação de passagem suave. Concedi, deixando-a tomar a rédea no inicio para saber uma vez como era estar no comando. Passei a controlar o beijo antes que ela notasse que o fiz. Lane apartou antes de sairmos ofegante e sujou meu peito de chocolate. Abaixou-se ligeiramente e lambeu a região formando um circulo com a língua. As próximas áreas a caírem em suas graças foram meu pescoço, clavícula e o começo de meus gominhos. Observava-a quieto, recebendo um sorriso inocente e malicioso quando fui flagrado. Esse seu jeito me enlouquecia: era a Lane imaculada com potencial que conhecera há quase um ano e a mulher sensual e ciente disso que se tornara. E o mais importante: minha das duas maneiras.
Ela desceu da bancada enquanto devaneava em pensamentos e colocou-se em minha frente. Beijou-me rapidamente, apertando meu pau petrificado por cima da calça. Grunhi e peguei em sua cintura, apertando contra meu corpo. Riu e separou-nos, descendo lentamente até colocar-se de joelhos. Abri a boca, incrédulo, assistindo-a abrir o botão da jeans e descer o zíper e a calça. Seu rosto estava na altura de meu pênis e ela assustou-se genuinamente por alguns segundos. Ri pelo nariz e ela olhou-me confusa antes de voltar a ser a Lane sensual. Senti-a acariciar-me por cima da cueca antes de descê-la. Meu pau pulou em seu rosto e ela sorriu, pegando-o pela base. Fechei os olhos e joguei a cabeça para trás ao sentir suas mãos fazerem movimentos de vai e vem em velocidade crescente.
– Aaron. – voltou a ronronar e tirar-me do transe. Abri os olhos e olhei para baixo, tendo uma visão e tanto. – Você pode me passar à panela de chocolate?
Levantei as sobrancelhas, mas ainda assim fiz o que pediu. Vi-a enfiar a mão inteira no chocolate antes de passar em meu amigo, sujando-os das bolas a cabecinha. Voltei a morder os lábios quando sua boca e lábios macios roçaram e começaram a envolver-me. Seus lábios contraiam-se ao redor de minha extensão e sua língua passava limpando o chocolate. Ela enfiou-me na boca até roçar em sua garganta e o que sobrou deixou no encargo de suas mãos. Sua língua acariciava-me com vigor e suas chupadas eram suaves e fortes, torturando-me assim como o carinho de suas mãos. Enfiei minha mão em seus cabelos, empurrando sua cabeça mais em direção ao meu pau. Ela engasgou, mas não tirou da boca. Quando voltou a chupar-me foi pra valer. Ficaria impressionado se não estivesse mais ocupado com sua boca no meu pênis. Senti que ia gozar com tudo e não tinha forças para avisar. Além do que, queria jorrar tudo em sua boca e vê-la engolir cada mililitro da minha porra.
Embrenhei minhas mãos em seus cabelos e comecei a forçar sua cabeça contra mim, fudendo sua boca. Ela permitiu, fazendo-me sentir até sua garganta. Minhas veias engrossaram e logo estava gozando em sua boca com tudo. Ela não reclamou nem pulou: engoliu tudo e limpou o que sobrou. Levantando, vi seu olhar malicioso antes de puxa-la para perto de mim. Seu queixo tinha um rastro da minha porra e ri pelo nariz, limpando com o polegar. Ofereci e ela não hesitou antes de chupar meu dedo.
– Safada. – apertei sua bunda e ela gemeu baixinho, provocando-me. – Onde aprendeu tudo aquilo?
– Caitlin andou me deu uma aula... – deu de ombros. Fechei a cara lhe proporcionando risadas. – Não foram aulas desse tipo. Treinamos com bananas e picolés. E uns brinquedinhos que ela trouxe também...
– Bom que ela tenha levado embora essas coisas.
– Por quê? Com ciúmes de um pênis de borracha? – ironizou. Apertei-a mais contra meu corpo, olhando em seu seus olhos sem brincadeiras.
– Mulher minha não precisa dessas coisas.
Beijei-a sem avisos e ela riu, envolvendo-me com os braços. Roçava meu pau, já endurecendo novamente, em suas coxas e senti-a provocar atrito maior em nós. Peguei-a pelo colo e coloquei-a sentada na ilha. Desci minha mão por seu corpo e enfiei a mão em seu shorts, podendo, enfim, enfiar meu dedo em sua intimidade. Lane deu um gritinho de surpresa me fazendo rir e sentir sua boceta gotejar de excitação.
– Pronta para mim. – sussurrei em sua boca.
– Está esperando o que então?
– Você implorar. – olhei em seus olhos, sorrindo de lado. Mordeu o lábio inferior num gesto safado e aproximou os lábios de minha orelha.
– Eu quero você dentro de mim, Aaron. Agora. Por favor – choramingou gemendo, deixando-me louco.
Beijei-a e desci seu shorts com pressa. Ele caiu em meus pés enquanto minhas mãos forçavam a costura de sua calcinha e transformavam-na em pedaços de pano. Lane riu, afastando-se ao ver a antiga peça voar por cima de meus ombros.
– Precisava disso? – fez biquinho. – Eu gostava dessa calcinha...
– Compra outra igual... – dei de ombros. Ela riu, assentindo e me beijando de novo.
Rocei meu pênis em sua entrada, ouvindo-a suspirar de ansiedade. Comecei a colocar-me dentro lentamente para devolver um pouco da tortura que tive. Uma vez dentro, comecei a mexer-me com a mesma velocidade que tive antes. Lane separou-nos para soltar alguns suspiros e estimulei-a com novos chupões. Aumentei o ritmo e comecei a ouvir seus gemidos e sentir suas unhas em minhas costas. Ela jogou a cabeça para trás, fazendo-me ter a visão e oportunidade perfeita para voltar a seus seios. Os ruídos que saiam de sua boca aumentaram assim como meus movimentos.
– Tão... apertadinha. – murmurei em seu ouvido.
Lane arfou e procurou meus lábios. Seu beijo era sacana e urgente e, por muitas vezes, foi interrompido por seus gemidos extremamente altos, dando-me mais tesão e vontade de fode-la toda. Encostamos nossas testas sem ar e abri meus olhos para vislumbra-la. Ela continuava linda: os fios mais rebeldes do que antes, quase soltos; o suor escorrendo pelo corpo e fazendo sua pele brilhar; e os gemidos urgentes e altos que saiam de seus lábios, que eram constantemente mordidos para tentar controlar a libido. Abriu os olhos lentamente também e encarou-me. Por mais que seu corpo trabalhasse ao máximo e desse sinal de que estava a caminho de cansar, seus olhos ainda brilhavam como se não estivesse fodendo-a o suficiente. Seus lábios entreabriram-se mais uma vez e meu nome foi gemido com dificuldade. Nossos corpos se chocaram violentamente com a velocidade que cheguei ao seu estimulo.
Aproximando-se de seu ápice, fechou os olhos e mordeu o lábio com força até sangrar. Sua cabeça foi para trás e ela soltou um gemido que ecoou pela casa toda quando gozou. Seu corpo amoleceu e, ofegante, deitou a cabeça em meu ombro e acariciou minha nuca enquanto eu continuava a investir pesado para chegar a minha vez. Sentindo-me perto, entoquei três vezes fundo e gozei urrando de prazer. Meu corpo tremeu e Lane ronronou satisfeita. Abracei seu corpo, aproximando-os mais e deitando também minha cabeça em seu ombro.
– Gostei disso. – sussurrou após algum tempo. Ri pelo nariz, levantando a cabeça para olha-la. Ela fazia o mesmo. Não era mais aquela mulher sexy e ousada, e sim a velha e inocente Lane, que me enfeitiçava da mesma maneira.
– Podemos fazer mais vezes. Sabe, tem outros lugares para a gente testar: a piscina, o banheiro, a sala...
– Aaron! – bateu em meu ombro, corando e fazendo-me rir.
– Se eu falasse isso há alguns minutos atrás, aposto que diria para irmos para lá... – molhei os lábios, levantando as sobrancelhas. Suas bochechas ganharam uma tonalidade mais escura. Ri mais uma vez, colocando uma mecha solta atrás de sua orelha.
Ela me encarava de um jeito... Parecia que seus olhos viam através de minha alma e ainda que enxergassem toda a podridão e defeitos não perdiam aquele quê de ternura e doçura que me faziam sentir-me bem. E isso me fascinava e incomodava. Pigarreei e ela abaixou a cabeça, constrangida.
– Vamos sair daqui. Vamos tomar um banho. – separei-me. Vi-a fazer uma careta.
– Juntos?
– Prometo que não mordo. – sorri malicioso ajudando-a a descer.
– Até porque você já me mordeu o suficiente. – apontou a sua clavícula, onde havia marcas de dentes.
– Na hora do sexo vale tudo. – dei de ombros.
Lane soltou uma risada, concordando com a cabeça. Peguei-a em meu colo de novo e subi as escadas ouvindo seus risos e vendo seus sorrisos.
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