Strada Per L'inferno

2 Isso é uma piada, certo?


Notas iniciais
Olá queridos, tudo bem? Primeiramente eu queria agradecer os reviews; amei-os, obrigada. Segundo, bem, a introdução foi rápida e chata, sei disso. MAS, a partir deste capítulo, a história realmente começa. Então a única coisa que tenho a dizer é que espero que vocês gostem... Godere

Eram por volta das sete da noite, quando terminei de me aprontar. Eu, como fora pedido, estava vestida elegantemente:um vestido rosa claro cruzado na frente com um decote que eu abominara, mas mamma obrigou-me a por, com um par de saltos altos beges metálicos abertos e uma pulseira dourada com fitas rosa clara e perolas. Passara um pouco de rímel e batom rosa claro com gloss. Meus cabelos castanhos escuros estavam soltos e caiam em ondas por minhas costas

Admirava a vista de minha janela, que agora dava para um jardim iluminado por postes de jardim estilo Paris década de 20 e um bosque somente iluminado pela luz do luar. Ouvi duas batidas em minha porta e em seguida minha irmã caçula, Grace, adentrou o quarto. Grace era somente um ano mais nova que eu. Ela, diferente de mim, possui os cabelos loiros bronze, quase um mel. Ela herdara os olhos de nossa Nonna, que eram castanhos escuros, enquanto eu possuía os olhos azuis claros. Segundo mamma, eu os herdara de meu biso já falecido. Mas de resto, eu e Grace éramos praticamente gêmeas: mesmas feições, apesar de dizerem que as minhas eram mais angelicais; mesmo biótipo, magras com seios e bunda, mas nada de outro mundo; e mesma altura, considerando o fato de que Grace era cinco centímetros mais baixa que eu. Grace também estava bem bonita; vestia um vestido azul escuro de frente fechada até um palmo acima do joelho com um par de saltos altos marfim e pulseiras bronze Os cabelos loiros bronze também estavam soltos e caiam em ondas, e a maquiagem era também rímel e um batom nude.

–Sorella! — Exclamou ela em italiano ao me vendo.

Dei um sorriso a ela e me encaminhei até esta. Ela me abraçou e depois sorriu para mim, admirando mais.

–Como estou Grace? -Questionei dando uma volta e sorrindo.

–Mais linda impossível Lane! — Ela respondeu-me em inglês. Todos de minha família falavam o italiano e inglês, inclusive eu, mas eu e Grace tínhamos o habito de conversar em inglês.

Deu uma risadinha e também a elogiei.

–Então, Don Mantovani é mesmo o convidado de babbo? — Questionei curiosa, sentando-me na ponta de minha cama e puxando-a pelas mãos para também se sentar.

–Acho que sim, não pude ver. Mamma não permitiu que eu descesse – Respondeu ela.

Mordi ligeiramente meu lábio inferior, encarando-a nervosa. Ela riu da minha cara e questionou o que aconteceu.

–Bem, você não acha estranho esse jantar de babbo? — Questionei — Tudo bem que sempre que Don Mantovani nos visita babbo faz algo, mas não acha meio suspeita a comemoração de hoje? Não sei; meio misteriosa? — Compartilhei com ela a minha opinião. Babbo nunca fazia tanto mistério em trono de uma visita de Don Mantovani. Nunca fizera antes, pelo menos.

Grace fez cara de quem pensa por um segundo, olhando para cima, e depois concordou com a cabeça:

–Concordo em partes. Ando achando o comportamento de mamma e babbo meio esquisito de uns dias para cá.

Eu ia dizer algo mais, quando mais duas batidas na porta nos interromperam. Mamma entrou em meu quarto, já vestida e pronta. Ela também estava bem elegante, com um vestido preto parecido com o de Grace só que até os joelhos e com saltos altos verdes musgo nos pés. Os cabelos loiros, idênticos ao de Grace, estavam presos num coque para trás, com uma mecha caindo-lhe ao lado do rosto e a maquiagem simples só composta por rímel e batom vinho. Ela sorriu assim que viu Grace e a mim.

–Meninas! Estão lindas! — Ela elogiou.

–Grazie mamma! — Agradecemos juntas.

–Bem, os convidados já estão aqui. Acho que é hora de se apresentarem, não? — Perguntou ela em inglês fazendo um gesto para que nos levantássemos.

Nós fizemos o que nos foi pedido e ajeitamos nossas roupas, que amassaram levemente. Mamma sai na frente, sendo seguida por mim e depois por Grace. Nós descemos as escadas e tive a visão de todos os convidados, que se encontravam na sala. Como desconfiara, Don Mantovani se encontrava na sala com seu filho e sua esposa. Mas havia também mais duas pessoas, ambas completas estranhas a mim: dois jovens garotos. Deviam ter a mesma idade e deviam também ter por volta dos vinte anos. Um era moreno, dos olhos castanhos, e vestia uma camisa social azul petróleo abotoada até o fim com uma calça de alfaiataria cinza. O outro era moreno também, mas puxado mais para o loiro, e olhos eram pretos. Vestia uma camisa social branca e uma calça jeans escura. Nunca os vira nem pintados de ouro. Terminamos todas de descer a escada e meu babbo se encaminhou até mim e Grace.

–Le mie figlie! — Ele exclamou sorridente, nos cumprimentando.

Babbo era um homem muito bom. Ou pelo menos eu nunca o vira ser ruim para com outro. Ele era um típico italiano: com os cabelos escuros, um pouco mais claros do que os meus e os meus, os olhos cor de mel e um porte em dia para alguém de cinquenta quase. Na verdade, acho que até melhor do que de alguém de sua idade. Sua pele era bronzeada, e revelava que ele passara, e ainda passa quando possível, muitas horas na praia. Sua barba, sempre por fazer, o deixava com um charme, que com certeza deveria enlouquecer as senhoras casadas da cidade. Seu sorriso, sempre bom e compreensivo aos meus olhos, também o ajudava. Ele, sem dúvidas, fora um italiano bonitão quando mais novo. As fotos, ao menos, não me deixam mentir.

–Babbo! — Exclamamos também assim que ele nos cumprimentou.

–Minhas queridas, como podem ver temos visitas... – Ele apontando para os convidados na sala. Ele falava em inglês, o que era um sinal para também falarmos nesta língua.

Nós sorrimos para todos e fomos cumprimentar primeiro Don Mantovani e sua família. Ele, como sempre fora simpático. Don Mantovani era alto e tinha um porte até que atlético: mas do que babbo até. Seus cabelos eram pretos, tão escuros quantos os meus, e seus olhos eram da mesma cor; ele tinha uma barba por fazer e se vestia tão socialmente quanto os garotos que desconhecia. Por mais que ele fosse bem sorridente e bem humorado, ele despertava uma sensação de intimidação aos outros: eu mesma já me senti assim. Suas feições, suaves conosco, mas severas quando preciso, ajudavam bastante. Sua mulher, Mary, também foi simpática. Ela era loira, dos olhos verdes escuros, e estava vestida muito bem. Seu sorriso, sempre simpático, combinava perfeitamente com sua personalidade fina e simpática. Jonas, o filho deles, se vestira como os outros rapazes desconhecidos; camisa social preta com uma calça de alfaiataria bege. Seus cabelos loiros, como os da mãe, estavam penteados para trás, como os dos outros rapazes também estavam. Sorri a ele, e este retribuiu um tanto frio e murcho. Nunca tivera muito contato com ele. Desviei-me dos Mantovani e foquei nos desconhecidos. Sorri simpática e eles sorriram também; o loiro pareceu bem sincero, mas o moreno... Ele aparentou frieza. Embora seu sorriso fosse lisonjeador, seus olhos eram frios e calculistas. Isso me arrepiou.

–Figlie, quero lhes apresentar duas pessoas – Disse babbo.

Ele se aproximou mais dos rapazes, ficando no meio dos dois com uma mão no ombro de cada.

–Figlie, estes são Nick e Henry – Meu pai apontando primeiro para o loiro e depois para o moreno. Se meu pai não tivesse apontado, juraria que os nomes seriam ao contrario.

Eu e Grace cumprimentamo-los com um beijo na bochecha. Nick fora super simpático, já Henry fora frio. Parece que não me enganara quando o julgara só pela forma de sorrir...

–Nick, Henry, essas são minhas filhas: Grace e Lane – Apresentou-nos meu babbo.

Nós sorrimos novamente, e logo meu babbo voltou a falar:

–Bom, apresentações feitas, agora posso anunciar o motivo real deste jantar – Babbo sorriu. Senti um frio na barriga; real motivo do jantar? — Chega uma hora em que todo pai tem de ver sua filha ir-se embora. E, bom, a sua hora chegou, Lane – Babbo voltou-se a mim.

Eu, que tinha um sorriso estampado, fui o apagando aos poucos. Como assim? Não estava entendendo nada. Se já senti um frio só por babbo ter dito que iria dizer o real motivo do jantar, agora que a revelação foi feita sentia um furacão em minha barriga.

–Desde que você e sua irmã nasceram – Continuou babbo, se dirigindo ainda a mim– Procuro um homem a alturas de vocês, e eu finalmente encontrei o seu Lane. Hoje é seu jantar de noivado – Ele sorriu e se aproximou de Henry, botando uma mão em seu ombro — E seu noivo é Henry.

Eu gelei, sem saber o que fazer ou dizer. Se antes não tinha um sorriso no rosto, agora muito menos; tudo que consegui estampar em meu rosto era uma expressão de surpresa com choque. Mas enquanto eu estava incrédula, Henry voltava a sorri de sua forma fria e calculista para mim. Mio Dio, questo è uno scherzo, vero?

Notas finais
Nonna - avó Sorella - irmã Grazie mamma - obrigada mamãe Le mie figlie - minhas filhas Figlie - filhas Mio Dio, questo è uno scherzo, vero? - Meu Deus, isso é uma piada, certo? Lane - http://www.polyvore.com/rose_day/set?id=87402485 Tamtamtamtam! Lhes apresento (agora oficialmente) Strada Per L'inferno. A história agora realmente começou...