Notas iniciais
Oi queridos, como estão? Por livre e espontânea pressão, aqui estou postando. hhhahaha. Bom, aproveitam minha certa rapidez, porque minhas provas estão começando e sabem como é. Apesar de que até o final do ano quero acabar a fic. Espero muito conseguir. O capítulo está super diabético e fofo então eu tenho duas músicas que são perfeitas para se ouvir o lendo. Eu o escrevi as ouvindo e me inspirando nelas, na verdade. ENTÃO PARA A EXPERIÊNCIA COMPLETA, OUÇAM. Escolham uma das duas e bom proveito. "1+1", Beyoncé; ou "Save Me From Myself", Christina Aguilera. http://minilogs.com/egldkw0 Godere P.S. Não recomendo se estão na TPM, se estão comendo chocolate ou se andam só carentes... hahahaha.

Saí do banheiro, e Aaron ainda estava sentado na cama de cabeça baixa.

— Hey, a banheira está pronta — encostei-me ao batente da porta.

— Eu estou cansado, Lane — admitiu, levantando os olhos.

— Eu sei — suspirei, aproximando-me. — Mas você precisa de um banho e cuidar desses ferimentos. Depois você pode dormir por dois dias seguidos se quiser.

— Com uma condição.

— Diga.

— Você vem junto — segurou em minha cintura e me puxou para mais perto.

Sorri de lado, assentindo.

Aaron me olhava atento e luxuoso enquanto eu deslizava o vestido pelo meu corpo. Ele caiu aos meus pés, deixando-me somente de calcinha para ser devorada. Retirei-a também e andei até ele, seu olhar agora cravado no meu. Entrei na banheira e me sentei de frente a ele, mantendo certa distância. Nossos olhares continuaram grudados, fazendo-me arrepiar com a intensidade dos seus.

— Vem aqui — pediu baixo e mais rouco que o normal.

Obedeci, sentando em seu colo segundos depois. Ele fechou os olhos, mordendo os lábios ao sentir o atrito entre nossos sexos. Sabia o que ele estava imaginando e queria tanto quanto ele.

Passei a mão em seus fios, molhando-os. Aaron voltou a abrir os olhos, penetrando-me ainda mais. Só havia a luz da lua lá fora e as do banheiro, tão fracas que pareciam quase apagadas. Suas mãos trilhavam minhas coxas até minha bunda, apertando-a e forçando-a mais para frente contra sua intimidade. Repreendi-o com o olhar.

— Aaron...

— Preciso estar dentro de você. Por favor.

Não resistia a seu pedido urgente. Estávamos cansados, mas se era a maneira de me deixar ainda mais perto dele, então era o que eu mais precisava também. Suspirei e levantei minimamente meu quadril, o suficiente para que, quando sentasse, fosse em cima de seu membro. Ele gemeu rouco, pendendo a cabeça para trás e fora da banheira. Cravei as unhas em sua nuca, mordendo o seu lábio. Sem abrir os olhos ou se endireitar, envolveu-me em um beijo terno. Separei-me dele, vendo-o apoiado despreocupado na banheira me, encarando-me como a peça de arte mais valiosa. Amava esse seu tipo de olhar, fazia eu me sentir apreciada e quente.

Comecei a rebolar lentamente.

— Senti tanto medo de te perder — confessei após longos minutos silenciosos.

Sua boca estava em meu pescoço, e nós estávamos apenas curtindo um ao outro, sem nos preocupar com o tempo em que chegaríamos ao nirvana. Pois estar com Aaron era garantia certo disso. A verdade era que ele em si já era o nirvana. O meu nirvana.

— Eu tinha prometido que voltava, Lane — murmurou em minha orelha. — Eu nunca volto atrás com o que digo.

— Eu sei. Foi nisso que eu me apoiei quando me contaram.

Ele se afastou e nos encaramos em um simples e bom silêncio. Sua mão subiu e desceu em meu quadril até ele pousá-la na base de minha cintura. Alisei sua nuca e ele estreitou os olhos, puxando minha mão para si. Analisou o curativo nela com as sobrancelhas estreitas.

— O que você fez?

Suspirei, puxando-a de volta.

— É uma longa história, Aaron. Você está cansado, e eu também. Vamos deixar isso para amanhã, tudo bem?

— Lane...

— Aaron, não adianta insistir.

Ele bufou, mas concordou com a cabeça. Desci os olhos para seu peito, para os hematomas da explosão. A maioria era pequena, mas havia um bem grande nas costelas direitas. Acariciei-o com a ponta dos dedos, e ele gemeu baixo.

— Dói? — mordi o lábio.

— Não tanto. Já estive pior.

Concordei, fechando os olhos quando sua boca se aproximou de meu rosto. Senti seus dentes em meu lóbulo e gemi baixinho quando o mesmo foi chupado. Sua boca trilhou um caminho de beijos por meu rosto até minha boca, iniciando um beijo lento e casto, e assim permaneceu até ele puxar meu cabelo e ofegar em meu pescoço. Deixou um chupão ali, renovando a promessa de sempre marcar seu território em mim.

Continuamos com as carícias, e seus beijos só pareciam intensificar mais o prazer do momento. Toda vez que suas mãos exploravam delicadamente meu corpo enquanto sua boca controlava a minha, minha intimidade se apertava um pouco mais na sua.

Quando sentimos que estávamos próximos, Aaron chupou meu lábio e o soltou lentamente, afastando-se e olhando fundo em meus olhos. Com suas mãos possessivas em minha cintura e meus braços circulando seu pescoço, dei uma última rebolada antes de sentir o orgasmo se apossar de cada célula de meu corpo. E estar olhando diretamente para seus olhos escuros e turbulentos só intensificou tudo ainda mais. Gemi baixinho, sôfrega, caindo com a cabeça em seu ombro, cansada.

Permanecemos assim, meu corpo deitado sobre o seu, enquanto seus dedos deslizavam em minha coluna. Não queria que ele saísse de mim, e nem ele parecia desejar isso. Senti seus lábios brandos beijarem minha testa.

— Che ero pazzo con la possibilità di non ho mai più toccare il mio amore. Tu sei mia e sempre sarà.

Engoli em seco, sentindo as lágrimas se formarem em meus olhos. Suas palavras eram lindas, e, em qualquer outro momento, sua declaração possessiva me faria desmanchar em lágrimas. Porém, desta vez, as lágrimas pendiam mais para a tristeza, pois o sempre tinha prazo de validade: um mês.

Funguei, e ele notou, levantando meu rosto e estreitando as sobrancelhas, confuso com minha reação.

— Hey, por que você está chorando?

Balancei a cabeça, tentando negar, mas ao piscar, as malditas escorreram e me traíram. Escorreram direto para seus polegares. Peguei-me odiando como seu olhar era ardente. Sentia-me sem pele, totalmente exposta perante a ele.

Aaron queria uma resposta, mas eu não queria acabar com o momento a dando. Não queria acabar com aquilo anunciando que sabia mais esse segredo. Seria admitir que havia um véu acima de nós, que seria puxado a qualquer hora, revelando-nos e nos separando. Não, se era nosso último mês, que fosse o melhor de todos então.

Nem que fosse vivido sob um segredo velado.

— Lane...

— Ti amo, Aaron.

As palavras saltaram de minha boca num impulso. A rapidez e facilidade com que saíram me surpreendeu, mas, de forma alguma, causaram-me arrependimento.

Por muito tempo, tentei me enganar e me convencer de que não era a verdade, mas só naquela noite, com todas as emoções as quais fui submetida, percebi que não conseguia mais sustentar a mentira que criei. Eu o amava com todos os defeitos, bloqueios e cicatrizes. Eu o amava e fiquei aterrorizada com a possibilidade de perdê-lo.

Aaron me encarou sem palavras, fitando meus olhos à procura de um vacilo que pudesse usar contra mim, que pudesse usar para me acusar de insanidade. Mas não havia, eu não mentia ou estava enganada. Talvez até estivesse mais certa sobre isso do que estive em toda minha vida só sobre tudo.

Ele fechou os olhos com força. Essa foi a primeira pancada.

— Não estou esperando que você diga de volta que me ama, Aaron. Mas é que, essa noite, quando a possibilidade de você não voltar apareceu, eu... — comecei a me justificar rápido, tentando abafar a dor que começou a florear com seu silêncio.

— Lane, cala a boca.

Segunda pancada.

Escancarei a boca, surpresa com sua rude interrupção. Teria preferido, sem dúvidas, o silêncio se soubesse que essas seriam suas palavras. Ele abriu os olhos e tentei levantar do seu colo, mas ele não me deixou levantar mais do que para tirá-lo de mim. E isso doeu, mesmo que já estivesse magoada com ele. Desviei o olhar, sentindo as lágrimas. Sabia que não podia esperar que ele retribuísse na mesma moeda, mas também não esperava que ele fosse agir dessa maneira nem em meus pensamentos mais pessimistas.

— Olha para mim, Lane.

— Não — sussurrei, sentindo a voz falhar e a garganta fechar.

— Olha.

Neguei com a cabeça e fechei os olhos. Ele virou meu rosto para o seu, mas ainda assim não o obedeci.

— Me escuta, então — pediu baixo, a boca bem perto da minha.

Não tive outra opção senão o ouvir.

— Eu não suportei a ideia de te perder hoje também. Na verdade, eu não suporto essa ideia todos os dias, porque eu sei que, mesmo te mantendo ao alcance de minha vista, com vários seguranças e o seu pai para ajudar com a cota dele de proteção, você nunca estará segura o suficiente. E isso me enlouquece. E eu não sei o porquê. Mas... eu acho que é pelo mesmo motivo que você não suporta a ideia de me ver morto.

Abri os olhos. Enxerguei nos seus a escuridão pura de costume, mas, diferente de sempre, totalmente clara. Pode parecer contraditório, mas seu olhar não era. Ele estava fazendo a coisa mais difícil do seu mundo: tirando a armadura e mostrando o seu interior para mim.

— Tirando aqueles com quem já me importava, você foi a primeira desde Sienna com quem eu me importei e me importo. Porra, eu nem sei por quê. Você me tira do sério. Você era toda fragilzinha e chorona, esperando que eu fosse seu cavaleiro branco, isso me irritava pra caralho e me fazia querer a maior distância possível de você. Mas agora você é diferente. É esquentada e independente, discutindo comigo e me fazendo pensar que não precisa de mim. Isso, essa mudança, esse comportamento, me faz querer enfiar uma bala na sua boca. Mas se eu fizesse isso, eu sei que me mataria só pra te trazer de volta. Merda... O que eu quero dizer é que... eu também tenho esses sentimentos por você, Lane. Caralho… Eu acho que te amo também.

Não consegui controlar nem o sorriso nem as lágrimas. Colei nossos lábios, e ele reagiu surpreso antes de corresponder. Era calmo, mas ardente e cheio de significado.

Aaron nunca seria um romântico, e eu me acostumara e passara a gostar disso. Ele ainda enfrentava muitos demônios e tentava curar as dores do passado, e isso era um processo longo e árduo, ainda mais para alguém que se fechara para tudo e para todos tanto quanto ele fez. Ainda mais para alguém que tinha tanto medo de se machucar de novo.

Mas vê-lo admitir que tinha sentimentos por mim, que achava que me amava, já era o suficiente. Pois, a essa altura, eu o conhecia bem para saber que se ele conseguiu ultrapassar seus receios e admitir para si e para mim o talvez, então ele conseguiria ter, no futuro, a certeza que eu já tinha sobre seus sentimentos para comigo.

Separamo-nos sem fôlego, encostando nossas testas. A água já não estava mais quente, meu cabelo já havia soltado e molhado, e os primeiros indícios da manhã já apareciam no céu. Mas tudo aquilo era um universo paralelo, a verdade era só os nós dois ali, o negro escuridão e o azul céu, e as palavras finalmente ditas em voz alta, que ecoavam entre nós.

Encostei minha cabeça em seu ombro e nos encaixei de novo, rebolando ainda mais fraco do que na primeira vez. Não queríamos o prazer, só queríamos nos completar. E para isso, precisávamos nos sentir por completo.

Brincava com os seus fios da nuca, e seus dedos desenhavam padrões aleatórios em meu quadril. O melhor silêncio de nossas vidas reinava enquanto o sol nascia.

(...)

Todos estavam reunidos no escritório de Aaron. A cena lembrava a reunião que me motivou a fazer a loucura que fiz no dia anterior, com exceção de que agora as cores no céu eram escuras e todos na sala pareciam abatidos, mesmo depois de um dia inteiro na cama.

Eu e Aaron, sentados atrás de sua mesa, éramos os piores de longe. Ele, claro, ganhava.

— Ontem, ninguém tinha condições de falar muito. Mas agora quero que todos falem. Sem exceção. Eu tenho que saber a versão de cada um sobre a noite retrasada para poder juntar melhor o quebra-cabeça.

Cada um começou a contar a sua versão. Caitlin não falou muito, e a versão dos meninos, com exceção de Nick, não diferiu muito até chegar à explosão. Assim que Nick deu seu ponto de vista diferenciado, sobrou a mim e a Aaron. Engoli em seco e olhei para ele. Com seu encorajamento em um aceno de cabeça, comecei o meu relato.

— Você não ouviu nenhum nome ou viu, nem que rapidamente, o rosto dessa mulher? — Nick perguntou.

Havia contado sobre a conversa que ouvi no escritório de Callum. Revelei que o homem era o anfitrião da festa, como descobri depois, mas a mulher permanecia um mistério para mim.

— Não. Eu não consegui ver o rosto dela. Só a vi de costas, e ela estava com uma blusa de mangas compridas, calça e o cabelo preso.

— Que cor era o cabelo?

— Loiro escuro. Talvez só as pontas. Não consegui ver bem.

— Não acho que isso vá ajudar muito agora. — Aaron comentou calmo, e tive que concordar com ele, uma vez que nem tinha certeza absoluta de sua cor de cabelo. — Continua.

— Bem, mesmo não sabendo quem era, eu achei a voz dela familiar.

— Familiar? — Caitlin levantou a sobrancelha.

— É. Eu não sei bem onde eu a ouvi antes, mas acho que...

— Você acha que...? — Aaron incentivou.

— Lembra-se de um dia em que você chegou em casa e eu disse que uma garota ligou? Eu pensei que fosse uma das suas garotas das boates, brigamos e você disse que era Kim pregando...?

— ... uma peça e no final a gente transou. Sei.

Fiz uma careta, corando enquanto os outros riam.

— Sim... Bem, eu acho que a mulher no telefone era a mesma com Callum naquele escritório.

Sua surpresa e a dos demais não poderia ser maior.

— Não era a Kimberly. Disso eu tenho certeza.

— O que a mulher disse no telefone?

— Ela me provocou. Disse que era uma velha amiga sua, mas já deixando claro que não era só isso. E quando eu disse que era casado, ela debochou dizendo que não tinha tanta certeza se você permaneceria casado por muito mais tempo.

Ao lembrar das palavras e repetí-las, uma dúvida surgiu em minha mente: e se ela se referia ao contrato? Meu casamento com Aaron era secreto, mas se havia aprendido algo nesses últimos meses, era que, no mundo errado do crime, nada era impossível se você soubesse jogar com as peças certas na hora certa.

Encarei o rosto de Aaron, esperando alguma reação às minhas palavras, mas ele não me pareceu nada afetado por elas. Na verdade, só pareceu refletí-las à procura de alguma pista. Por fim, pediu para Dylan checar todas as ligações nos últimos dois meses.

Prossegui com minha história.

Senti Aaron enrijecer e fechar os pulsos quando contei, escolhendo bem minha palavras, sobre meu encontro com Callum. Quando cheguei à parte de minha conversa com Dom Mantovani, menti.

— Dom Mantovani passou vinte minutos com você perguntando por que tinha se metido no meio do plano? — Aaron estava cético.

— Aaron, ele é como um tio para mim. Meu segundo pai. Não é estranho ele estar preocupado comigo e querer saber o porquê de ter me metido em algo tão perigoso.

— Isso é estranho. O cara é um dos homens mais perigosos e sangues-frios do mundo, mas, com Lane falando assim, parece que o cara é inofensivo, assa bolos e lê historinhas para crianças antes de dormir.

— Ele nunca fez essas coisas — refleti. — Mas ele pedia para a empregada fazer bolo de chocolate para mim, minha irmã e Jonas, o filho dele.

— Brincadeiras para depois, gente. — Aaron bufou e sorrimos, conseguindo descontrair um pouco o irritando.

A partir da explosão, senti que o ar na sala ficou mais pesado do que antes. Aaron estava muito atento a cada palavra, e sua mão em minha cintura se apertava um pouco mais a cada instante, como garantia a ele de que eu ainda estava ali. Via em seus olhos, toda vez que tinha coragem de olhá-los de relance, o quanto ele se sentia impotente por não ter impedido aquilo de acontecer. Não o culpava por nada, mas sabia que não adiantaria dizer nada, ele continuaria se culpando por não ter sido capaz de ter me salvado.

Por não ter sido capaz de ter sido o meu herói.

Quando contei, no entanto, que esse papel ficara para meu pai, a escuridão de seus olhos honrou seu significado.

— Seu pai te sequestrou? — Zack cuspiu atônito.

Assenti, virando-me para Aaron, de quem a reação era a que mais me interessava. Ele se encostou à cadeira, olhando fixamente para a frente.

— Não acredito nessa história. Tem mais por trás disso.

— Eu também fiquei desconfiada, Aaron, mas eles nunca me machucariam...

— A você, não, mas a mim... — deu de ombros, jogando-se contra o encosto.

— O que você quer insinuar? — arqueei a sobrancelha.

Ele me olhou, e seu olhar era decidido, mas frio e distante. Muito distante.

— Eu tô falando que acho que eles já sabiam do plano de Callum para me atingir e contribuíram com ele.

Não consegui impedir minha boca de cair e minha incredulidade subir.

— Enlouqueceu?

Levantei de seu colo, encarando-o de pé. Ele pareceu surpreso com minha reação, mas suspirou, passando as mãos no rosto. Todos nós observavam.

— Aaron, olha, eu sei que parece suspeito e eu acho que pode ter algo que eles estejam me escondendo, mas ainda estamos falando da minha família, e eles não me machucariam.

— Eu sei, mas, Lane, eu fiquei pensando em tudo à noite e cheguei à conclusão que Callum só poderia ter ajuda de alguém para armar tudo. E seu pai e Dom Mantovani eram os únicos que sabiam além da equipe. Eles poderiam ter ajudado. E como antes não era você envolvida, não havia problema nenhum. Quando você entrou na jogada e eles perceberam, tiveram que improvisar. E esse cara, Herrera, entrou.

Balancei a cabeça, ainda descrente. O caráter de meu pai e de Dom Mantovani poderia ter caído em meu conceito, mas ainda não achava que eles fossem capazes disso. Não poderia ignorar totalmente a afeição, o amor, que vira no passado e ainda refletia no presente.

— Olha, eu não acho a ideia de Aaron tão maluca... — Nick se manifestou.

O olhei em choque, e ele encolheu os ombros.

— Faz sentido. — Dylan concordou.

Caitlin o olhou feio e lhe deu um tapa, do qual ele reclamou. Colin, quieto, suspirou e atraiu minha atenção.

— Eu odeio concordar com o Aaron, mas eu acho que ele pode estar certo. Seu pai e seu tio, se não participaram, pelo menos sabiam de tudo antes.

Zack não demorou em expor sua opinião favorável ao amigo, deixando-me em clara desvantagem. Caitlin não dizia nada, só observava com atenção. Ela não queria me magoar, mas eu sabia que também concordava com eles. Respirei fundo e olhei para Aaron. Ele não vacilava em sua hipótese, e tudo começou a girar para mim.

— Preciso de um pouco de ar depois de tudo isso — murmurei.

— Lane... — Aaron revirou os olhos, fazendo menção de me segurar.

— Não, Aaron. Eu sou vou tomar uma água e vocês continuam.

Ele assentiu a contragosto, e andei até a porta. Pensei ter visto uma troca de olhares entre Caitlin e Aaron antes de ser acompanhada para fora por ela.

Tomei um copo de água gelada em um só gole, arfando com os olhos fixos no nada. Caitlin me observava quieta, encostada no balcão. Agradecia por seu silêncio. Minha cabeça estava cheia demais para querer conversa. Ficamos um tempo em silêncio, apenas respirando, quando passos vieram da área de serviço. Viramo-nos alarmadas para ver um dos segurança entrar com uma caixa média nos braços.

— Senhora, chegou essa caixa endereçada a você.

— A mim? — perguntei surpresa.

— Sim, senhora.

— O que é?

— Não sei, senhora. Mas aparentemente não é nenhum artefato explosivo.

— Tudo bem. Deixe em cima do balcão.

Ele assentiu e se retirou. Olhei para Caitlin e nos aproximamos da caixa. Havia, de fato, meu nome como destinatária. E isso era tudo. Não havia remetente, nem mais nada que pudesse dar uma dica de quem enviara.

— Devíamos chamar eles...

— Devíamos — concordei. — Você pode ir lá?

— E te deixar aqui com essa caixa? Nem pensar. Você vai comigo.

— Deixa de bobagem, Caitlin. Não acontecerá nada. A caixa está fechada.

— Não se você abrir.

— Eu não farei isso até chegarem.

Ela não botou muita fé em mim, mas depois de certa insistência minha, ela foi sozinha. Esperei vê-la desaparecer no corredor e entrar no escritório para pegar uma faca na gaveta. Havia dito que não iria, mas confesso que menti. Minha intuição me dizia que não era nada perigoso, mesmo que não achasse que fossem flores. Rasguei a fita em cima com a faca e a coloquei de lado, puxando as abas da caixa. Não perdi tempo tentando adivinhar o conteúdo antes de olhá-lo.

Soltei um grito espontâneo e horrorizado. Afastei-me da caixa como se a mesma fosse tóxica e bati as costas contra a pia. Ouvi a correria no escritório, e, em menos de um minuto, todos estavam na cozinha. Aaron correu até mim, pegando em meu rosto assustado de olhos arregalados.

— Você tá bem?

Não respondi a sua pergunta. Ao invés disso...

— Tem uma mão ali dentro.

Notas finais
Che ero pazzo con la possibilità di non ho mai più toccare il mio amore. Tu sei mia e sempre sarà. - Fiquei louco com a possibilidade de não poder mais tocar o meu amor. Você é minha e sempre será. Lembrando que tanto as frases em italiano quanto a tradução são bem livres, então estão sujeitos a erros. Provei que sei ser fofa e açucarada? hahahaha. Estava inspirada e vocês mereciam um pouco mais de romance. MAS eu não sei ser fofa a toda hora e isso não é um conto de fadas. E eu tive uma mãozinha para estragar isso. Literalmente. Palpites sobre a mão? De quem é, o que significa? Amores, responderei os comentários do capítulo passado e deste ao longo da semana, conforme der, claro. Xoxo