Notas iniciais
Olá, meus amorecos ♥ ♥ mais um capítulo quentinho pra vocês. Esse tá quentinho mesmo, eu juro -q ok, minhas piadas são horríveis FHIUDSBF Espero que gostem nenes ♥ ♥ beijinhos e boa leitura~

— Eu sei que nós começamos com o pé esquerdo, mas eu queria me desculpar pelo meu comportamento das outras vezes que nos encontramos, senhor. — Evan educadamente se pôs cabisbaixo, empenhando-se em demonstrar respeito para amenizar as desavenças entre eles. Tudo bem que aparentemente era um relacionamento falso com o intuito de irritá-lo, mas os seus sentimentos pela garota nunca mudaram, e continuar no lado ruim de seu pai não lhe ajudaria muito a conquistá-la no futuro quando a poeira baixasse. — Eu prometo que se me der uma segunda chance eu vou provar que consigo ser melhor. De verdade. — Argumentou serenamente, embora cheio de inseguranças.

O Don fitou-o em desaprovação, porém logo voltou à sua mesma inexpressividade de sempre. O outro casal de jovens era o mais surpreso com aquela fala, especialmente porque, há alguns dias, era Evan quem estava caçando brigas nos corredores do colégio ou no hospital com outros homens da famiglia. Apesar disso, alguma coisa em seu semblante os convencia de que estava sendo verdadeiro; que decerto estivesse disposto a mudar por ela, afinal.

— Eu não costumo dar segundas chances. Por que com você seria diferente? — Cruzou os braços em dominância, quase como se o estivesse colocando em um interrogatório. Não chegava a odiar um rapaz arruaceiro, porém se quisesse cativá-lo a ponto de ganhar sua confiança depois de tudo, teria que se esforçar o dobro. Palavras bonitas e juras vazias não tinham valor. — Até agora você não se provou merecedor do meu apreço, garoto.

Diego então se avizinhou dele e puxou-o pelo ombro, tomando sua atenção antes de discretamente sussurrar em seu ouvido:

— É só aceitar ele como seu padrinho e beijar as mãos dele pra mostrar respeito. Ele vai dar uma amolecida depois disso.

Quando o sobrinho do conselheiro se afastou para disfarçar a ajuda nada sutil, ele recordou-se de como sua mãe o havia mandado fazer o mesmo no passado. Não era parte de sua cultura ou algo que faria em seu cotidiano, portanto achava o gesto um exagero. Mas o que poderia fazer? Talvez fosse a única maneira de conseguir uma aproximação, e se quisesse mostrar que realmente estava levando seu suposto relacionamento com a primogênita a sério, provavelmente era a única opção.

— Padrinho... — fez exatamente como instruído, soltando as mãos de sua parceira para segurar as dele e cerimoniosamente beijá-las. — Vou me tornar alguém digno do seu respeito e da posição ao lado da sua filha. — Arriscou, percebendo que sua feição modificara-se instantaneamente, quase como se estivesse se convencendo. O único problema era que ele não compreendia os perigos de se submeter a ser um dos muitos afilhados não legítimos daquele sujeito. Aceitar uma relação de troca de favores poderia ser fatal.

— Vamos ver. — A voz rouca soou ainda mais amedrontadora naquele silêncio da madrugada álgida enquanto recuava o braço para afastá-lo do menino, direcionando os olhos avermelhados à sua queridinha por um segundo. Logo depois voltou a atenção para Diego. — Mande alguém levar esses dois em segurança para casa. — Ordenou seco, voltando para dentro de sua casa sem nem ao menos dar-se ao trabalho de se despedir.

Perceber que sua filha havia começado a criar um mínimo de independência mexera com seu interior. Era tão satisfatório vê-la crescida e desafiadora que seus lábios curvaram-se involuntariamente em orgulho. Talvez estivesse arrependido por ter sido tão protetor no passado a ponto de prendê-la por anos e anos, privando-a de seu desenvolvimento pessoal e juventude, mas já era muito tarde para isso. Ao menos estava amadurecendo aos poucos, e isso o deixava ansioso para descobrir o tipo de mulher que ela poderia se tornar caso a permita tomar as próprias decisões sem interferências externas daqui em diante.

— Eu não entendi. O pai de vocês duas me perdoou ou não? — Evan inquiriu confuso, franzindo o sobrolho.

— Ainda não. — Sarah negou com a cabeça. — Ele te deu outra chance e não vai mais tentar te matar se aparecer aqui sem aviso, mas é a última vez. Ele ainda não gosta de você.

— Exatamente, amico mio. — O mais velho entrelaçou seu pescoço com o braço e sorriu ladinamente. — É uma fase de testes com o padrinho depois de você ter jurado lealdade pra ele, então boa sorte. — Piscou maroto, achando graça de sua miséria.

— Eu vou ter que ser quase morto e passar por tudo isso aí também ou é exclusividade dos interesses amorosos da Pan? — Chris indagou à namorada, preocupado em também acabar entrando na mira do anfitrião da casa.

Ela discretamente riu e acenou em negação novamente.

— A não ser que você seja um assassino ou um casanova arrogante e problemático, eu acho que você vai ficar bem. — Murmurou, também arrancando dele uma risada abafada.

— Sinto muito por acabar com o flerte dos pombinhos... — Diego enfiou-se no meio de ambos, levando os garotos para longe das moças — mas vocês vão pra casa agora. O Matteo já trouxe o carro.

Bufaram em reprovação, irritados por terem sido incapazes de se despedirem corretamente das parceiras, porém foram tão "gentilmente" coagidos a adentrarem o veículo pelo motorista que acabaram aceitando sem reclamações.

Pan deixou escapar uma breve gargalhada, mordendo os lábios no intuito de mascarar a felicidade que transbordava após ter finalmente conseguido responder à altura de seu genitor sem tolerar calada suas decisões absurdas. Sabia o quanto ele reprovava seu relacionamento com o músico, e se o havia obrigado a aceitá-lo, talvez no futuro acabasse por conquistar o retorno de seu antigo guarda-costas.

Tomada pelo cansaço, acompanhou a considerada irmã até seu quarto e a viu sair até o banheiro para retirar a fantasia. Há tempos não se divertiam tanto, e aparentemente as coisas estavam voltando aos trilhos. Bom, nem tudo. Ainda existia algo que a atormentava naquele instante.

Enquanto Sarah estava afastada, caminhou até o lado de sua cama e averiguou estar sozinha antes de alcançar seu celular para retirar a capa de proteção, buscando pelo papel entregue por Luca Caccini; o homem mascarado e misterioso que a abordara repentinamente na festa. Curiosa, o desdobrou e passou rapidamente os olhos por cima do conteúdo, deparando-se com um endereço, uma data e nada mais. O que deveria fazer, então? Ir até lá no dia em questão e tentar a sorte de encontrar-se com um sujeito sobre quem não se sabia nada além de seu nome e sobrenome que era minimamente familiar? De jeito nenhum. Isso definitivamente não estava em seus planos. Já tinha se aventurado o suficiente pelo mundo de sua família para saber que não era nada sensato.

Mas e se fosse realmente importante? E se realmente precisasse lhe dizer algo? De alguma forma sentia que ele não lhe faria mal, contudo seguia hesitante em acabar colocando as pessoas amadas em perigo ao cometer outro erro estúpido. Se até mesmo seus amigos do colégio foram envolvidos nessa bagunça, não era hora de agir imprudentemente e piorar os danos.

— Pan? — A voz da outra retirou-a de seus devaneios, forçando-a a instantaneamente esconder o papel e forçar uma expressão neutra despreocupada. — O que foi? Tudo bem? Você parece meio pálida. — Questionou preocupada, vendo-a agindo com estranheza.

— Sim, tudo bem, é só sono. — Disfarçou, colocando as mãos para trás na intenção de guardar a mensagem atrás de seu telefone novamente. — Precisa de alguma coisa? — Mudou rapidamente de assunto.

— Eu não consigo alcançar o zíper. — Virou-se de costas, prendendo os cabelos em um coque antes de olhar por cima do ombro esquerdo e seguir falando: — Pode abrir pra mim, por favor?

Discretamente posicionou o celular acima da mesinha ao lado da cama e acercou-se em passos rápidos para ajudá-la, pensando que não era o momento de tomar uma decisão concreta sobre o caso de Luca. O dia fora tão agradável e depois de muito tempo conseguiu sair do quarto para se divertir com os amigos, então não perderia tempo quebrando a cabeça com besteiras. Decerto fosse capaz de esquecer sobre o passado e seguir em frente, afinal.

Longe dali, Naoki e Alex tinham acabado de chegar à casa do rapaz em um táxi, pois ele estava ciente de que não podia dirigir sob efeito do álcool. Ambos estavam quase sóbrios, e tecnicamente mal conseguiam sentir as sequelas da bebida, contudo se fossem pegos dirigindo com um mínimo de alteração no sangue, sabiam que acabariam tendo complicações com a polícia. Evan era um amigo próximo, portanto não seria problema esquecer o carro em sua moradia por uma noite.

— Não acredito que você vai dormir aqui outra vez. — O anfitrião fitou-a exausto, destrancando rapidamente a entrada.

— Para de reclamar, nerd. Já disse que não quero a minha mãe me enchendo o saco por ter bebido. — Apressou-se em pular na cama dele como se fosse sua, puxando todo o cobertor para enrolar-se ali. — E além disso, eu ia aparecer aqui mais tarde pra estudar pras provas mesmo.

Ele suspirou e se deu por vencido. Continuar a debater com aquela garota era completamente inútil, principalmente se decidia bater os pés por algo. Não era como se desapreciasse sua presença, mas tê-la ao seu lado o tempo todo enquanto tinha a certeza de ter desenvolvido sentimentos por ela tornava tudo complicado. Seguir com tanta intimidade o acabaria enlouquecendo, ou pior, arruinando o laço que estavam começando a criar juntos. Tudo o que ele não queria era dar a impressão de que havia se tornado mais um dos vários caras que só se aproximavam dela com segundas intenções. Precisava ser um bom amigo para ajudá-la a superar seu coração partido, e não pressioná-la com suas emoções desnecessárias.

— Então vai pro quarto de hóspedes. O sol nasce daqui algumas horas e eu tô muito cansado pra assistir anime com você. — Reclamou em um timbre fraco e arrastado, adentrando o banheiro no intuito de retirar sua roupa de jedi. As vestes longas somadas ao calor da festa e de toda a bebida já o estavam fazendo suar. — Vou tomar um banho pra tirar esse fedor de bebida do meu corpo. — Abriu uma fresta da porta, colocando apenas a cabeça e parte do pescoço para o lado de fora antes de acrescentar: — Se também quiser fazer a mesma coisa, tem umas roupas suas que você deixou aqui da última vez que passou a noite. Estão na terceira gaveta da minha cômoda. — E voltou para dentro, trancando a fechadura.

Ela sorriu e esticou os braços para cima na intenção de espreguiçar a coluna, sentindo-se dominada pelo cansaço depois de tanto festejar a noite toda. Seguindo as instruções do colega, correu para tomar uma ducha rápida no banheiro ao lado, no intuito de ganhar alguma energia. O único problema era que seu sono havia desaparecido depois disso, a obrigando a voltar até o quarto dele para convencê-lo a passar a noite em sua companhia e entretê-la enquanto não conseguisse dormir.

— O seu jeitinho de me falar que eu tava fedendo e me obrigar a tomar banho me fez perder o sono, agora você precisa se responsabilizar. — Provocou-o em tom de deboche, adentrando o local sem nem ao menos se incomodar em bater na porta antes. No segundo que colocou os pés para dentro, deparou-se com um Naoki seminu, utilizando apenas uma cueca boxer que ele correu para esconder; extremamente tímido e inseguro. — Tá com vergonha por quê? Eu já te vi na praia, sabia? — Aproximou-se dele, sentando no colchão.

— E a minha privacidade? Pelo amor de Deus. — Balançou a cabeça de um lado para o outro, demonstrando sua decepção.

— O que foi? Vai me dizer que nunca ficou sem roupa na frente de outra mulher? — Esboçou uma risadinha insinuativa, que foi desaparecendo à medida que recordava-se do jogo de eu nunca que haviam participado mais cedo. — Ah, verdade, você é virgem.

— Sim, eu sou, já pode me zoar como sempre. — Revirou os olhos, esperando algum tipo de brincadeira completamente sem graça vinda da amiga. — Sei que é vergonhoso um cara no último ano do ensino médio não ter nem mesmo beijado alguém. — Coçou a nuca um tanto nervoso, evitando fazer contato visual.

— Eu sei que a gente te magoou com a zoeira nos anos anteriores, mas eu juro que não acho nada vergonhoso. — Deu uma leve pausa hesitante, sentindo uma leve pitada de vergonha por precisar admitir algo que normalmente não diria. — É até fofo que você tenha decidido esperar a pessoa certa ou sei lá, porque a maioria dos caras da nossa idade só querem saber de sexo o tempo todo e não pensam em mais nada.

— Tudo bem que a minha família é tradicional e meio rígida, mas não é que eu tenha decidido esperar nem nada do tipo, só... ninguém nunca se interessou por mim a ponto de querer sair comigo.

— Quer dormir comigo, então? — Segurou o pulso dele, chamando-lhe a atenção.

A pergunta veio como uma imensa surpresa que o fizera arregalar os olhos, porém logo respirou fundo e pensou melhor para manter a calma. Tinha ciência de que a colega gostava muito de fazer brincadeiras insinuativas para vê-lo corar.

— Se queria me deixar com vergonha, não vai conseguir. — Desvencilhou-se, orgulhoso de si mesmo por ter sido capaz de mascarar o nervosismo. — Nós dois já dormimos juntos, caso não se lembre.

Ela franziu o cenho, imaginando que ali existia um erro de comunicação.

— Você sabe que eu falei de sexo casual, né?

Todo o oxigênio do ambiente parecia ter se esvaído; o fôlego dele se perdeu por um ou dois segundos; as bochechas se esquentaram repentinamente, e ele ouvia os próprios batimentos descompassados nas pontas das orelhas.

— Muito engraçado. — Disfarçou uma tosse, pigarreando antes de continuar: — Já fazem horas desde que a gente parou de beber e você continua alterada.

— Como se eu fosse ficar bêbada com alguns copinhos de vodca em um jogo. Aquilo não fez nem cócegas. — Diminuiu ainda mais a distância entre eles e olhou para cima, fitando-o diretamente. — Eu posso te ensinar pra você não ficar tão perdido quando começar a namorar alguém. Ou você não me acha atraente o suficiente pra ter sua primeira vez comigo? — Inquiriu em tom baixo e entristecido, sem quebrar o encontro de olhares. Sua entonação continha uma leve pontada de insegurança causada pelo medo de ser rejeitada outra vez.

— O quê? Claro que não, você é linda e todo mundo sabe disso, mas... — cruzou os braços na frente de seu tórax desnudo para escondê-lo, amaldiçoando mentalmente seu corpo franzino e pálido. — Eu sou só o nerd esquisito que é o presidente do clube de debates e teve a sorte de fazer amizade com vocês pra parar de ter a cara enfiada na privada toda manhã. Não sou igual os caras atléticos e populares com quem você tá acostumada a sair. — Aqui sua voz soou baixa e cheia de mágoas.

— Que bom, porque eu já tive a minha cota de babacas nessa vida. — Afastou as mãos dele de seu abdômen e percorreu-o suavemente com os dedos, pousando a mão acima de seu peito para sentir os batimentos acelerados. Os toques dela contra sua pele o faziam perder toda a coragem de encará-la corretamente. — Você é bonito. — Sussurrou. — Seu coração tá assim pela vergonha ou porque você sente alguma coisa por mim?

— Os dois, eu acho. — Admitiu em um rumorejo acanhado. — Não que isso importe. Eu sei que você ainda não superou o Chris.

Alex tocou-lhe a bochecha e emoldurou seu rosto, obrigando-o a fitá-la para demonstrar sinceridade.

— Então me ajuda com isso. — Murmurou, colocando-se na ponta dos pés e beijando-o com urgência no intuito de fazê-lo se calar.

Quando se afastaram, ela curvou os lábios em um sorrisinho ladino. Tentada a provocá-lo, empurrou-o até a cama e o deixou com as costas apoiadas na cabeceira, posicionando-se acima dele com uma perna para cada lado de seu corpo.

— Alex, eu... — Naoki tentou contestar a iniciativa pelo medo de acabar cometendo algum deslize, porém logo a viu colocar o indicador em frente ao seu rosto para impedi-lo de continuar com o show de inseguranças. Dado por vencido, encolheu os lábios em rubor e continuou a observá-la, sem saber como deveria agir nesse tipo de situação.

— Eu vou te ensinar o que fazer. — Sussurrou, inclinando-se até que sua boca tocasse o pescoço dele, traçando um caminho de beijos desde sua clavícula até chegar à orelha, aonde ela se prontificou a dar leves mordiscadas no intuito de incitá-lo. Funcionou perfeitamente; conseguia senti-lo arrepiar após ter soltado um longo e sofrido suspiro para se conter. — Segura em mim assim enquanto eu estou no seu colo... — pegou as mãos dele e colocou-as bruscamente em suas coxas — e agora aperta com vontade pra ditar o ritmo da cavalgada. — Ordenou, sendo imediatamente obedecida.

O toque dele, apesar de firme, era suave e preciso; os dedos longos que ela nunca havia reparado agora estavam lhe arrancando leves gemidinhos ao serem pressionados contra a pele de sua bunda, e inesperadamente, Alex começou a gostar disso mais do que deveria. Tomada pela própria curiosidade e pelo desejo exalando de cada centímetro seu, ela puxou-o dominantemente pelos cabelos, beijando-o enquanto ele retirava sua camiseta aos poucos até finalmente jogá-la no chão. Ela era realmente deslumbrante, e a maneira com que seus cabelos dourados caíam tão sensualmente sobre os seios à mostra o deixava sem palavras. O mais impressionante nisso tudo era a segurança que exalava dela; o modo como ela sabia que estava no controle; que era gostosa e capaz de fazê-lo enlouquecer com a simples imagem de suas belas curvas cobertas por uma simples calcinha preta de renda que nada escondia.

— Você é perfeita, meu Deus. — Envolveu a cintura dela com as mãos e engoliu seco, acariciando-a levemente como se estivesse deslumbrado com a sua existência. — Quase uma obra de arte. — Essa última parte escapara de seus pensamentos sem querer, ofegante enquanto percebia o sangue ferver em seu interior à medida que suas intimidades separadas por nada além de panos finíssimos roçavam uma contra a outra.

Alex voltou a sorrir; dessa vez um sorriso sincero e agradecido, quase romântico, que escondia uma pitada de luxúria e narcisismo. Confiante devido aos elogios, ela levantou-se para retirar a última peça que o proibia de vê-la completamente nua, ficando à mercê de seus olhares tímidos que escondiam uma fome voraz.

— Vem aqui. — Sinalizou com o queixo para que ele se colocasse entre suas coxas e ele acatou sem contestar. Apoiou as costas na cabeceira e inverteu os papéis, puxando-o pela nuca até que conseguisse sentir sua respiração fazendo cócegas no meio de suas pernas, aonde ele deliberadamente depositou um traçado de beijos provocativos e arrancou-lhe gemidos altos nada desapreciados. — Bom menino. — Mordeu os lábios, com alguma dificuldade em abafar o som de seus arfares conforme o guiava para lhe dar prazer.

Naoki gostava de ser dominado por ela. Achava tão sensual a maneira como ela puxava seus cabelos para levar sua língua até as partes de seu clitóris que mais lhe instigavam, e a expressão vulnerável e deliciosa que ela esboçava com aqueles lábios entreabertos balbuciando seu nome entre gemidos de deleite e tentativas falhas de se conter quase o enlouqueciam.

Com muita vontade de seguir presenciando aquela cena tão excitante, ele tomou alguma coragem e apertou sua bunda com força, trazendo-a mais para perto. Alex arfou ainda mais pesado, atestando seu gosto pela atitude. A sensação de tê-lo tão delicadamente resvalando a língua sobre seu clitóris da perfeita maneira que lhe fora ensinada era tão boa e estimulante que não demoraria muito até alcançar seu ápice. Conseguia perceber um calor intenso percorrer seu interior ao mesmo tempo que suas costas arqueavam-se sutilmente com aquele toque insuportavelmente gostoso.

— Ainda não. — Alex atestou despoticamente, cessando ofegante toda e qualquer ação de seu parceiro para privar-se do orgasmo pouquíssimo antes de alcançá-lo. Umedeceu os lábios e os mordeu provocativamente antes de despi-lo, invertendo rapidamente as posições ao empurrá-lo até que ficasse deitado com o torso apoiado nos travesseiros e as pernas prensadas entre as grossas coxas dela. — Eu não posso gozar ainda. Não tem graça se só eu me divertir, né? — Curvou a boca em um aspecto safado ao contemplá-lo de cima à baixo, deliciando-se com a visão daquele garoto tão submisso e tímido; seu corpo franzino e frágil a excitava de uma forma diferente. Aparentemente, havia descoberto que apreciava ficar no comando, e apreciava muito.

Ela alcançou sua bolsa jogada entre os lençóis e retirou um preservativo da carteira, abrindo-o com os dentes um pouco apressada para deslizá-lo pela ereção de Naoki até que o desenrolasse por completo, prontificando-se a masturbá-lo lentamente durante o processo. Ele grunhiu e fechou os olhos, lutando para não demonstrar o quanto estava sensibilizado por seu toque firme e altamente instigante.

— Alex... — Chamou em um timbre arrastado e sofredor ao senti-la apertando ainda mais os dedos, aumentando também a velocidade.

— Vem aqui. — Ordenou, parando seus movimentos ao percebê-lo completamente duro. — Eu vou sentar em você e rebolar no seu pau. — Explicou em um murmúrio, dando-lhe tempo apenas de respirar fundo por um segundo antes de acomodar-se em seu membro, começando a mover os quadris enquanto inclinava a cabeça para cima à medida que era penetrada. — Faz como eu te ensinei antes e aperta a minha bunda com força. — Acrescentou sedutoramente, apressando-se em intensificar a rapidez com que se mexia acima dele e divertindo-se ao ouvir seus gemidos abafados. Impaciente com sua demora em obedecê-la, ela mesma puxou suas mãos e posicionou-as fortemente aonde queria, obrigando-o a seguir seu ritmo.

Com dois de seus dedos, Alex espalhou um pouco da própria lubrificação por cima do clitóris, acariciando-o entre o indicador e o intermédio conforme o sentia pulsar entre seus arfares nada discretos. Afobada e desejosa, inclinou o tórax para frente e puxou-o pela nuca na intenção de aproximar seus lábios, selando-os em um beijo desesperado e luxurioso.

Naoki afastou seu rosto do dela por um momento e inclinou-o em direção aos seus seios, deslizando a língua pelos mamilos endurecidos, vez ou outra sugando-os vagarosamente para escutar seus suspiros de prazer. O movimento entre seus quadris entrou em sintonia, com Alex ditando o compassos de seus corpos, ansiosa; voraz; implacável, deleitando-se com a sensação de tê-lo se afundando dentro de si. Não demorou muito até que alcançasse o orgasmo, sendo tão deliciosamente acariciada pelos próprios dedos enquanto estocada conforme sua vontade, pegando um pouco do tecido dos lençóis entre a curva que fizera com os dedões dos pés ao arquear as costas e gemer no ápice de seu prazer.

— Sua vez. — Ela sussurrou cansada, mudando a posição ao deitar-se com a cabeça nos travesseiros, entrelaçando a cintura dele com as pernas enfraquecidas e bambas; tendo alguma dificuldade em mantê-las apoiadas ao seu redor.

Ele levou os pés dela até seus ombros para facilitar o trabalho, apreciando a estimulante e perfeita visão que tinha de todo o seu corpo ao penetrá-la daquela forma. Continuou a se mexer incansavelmente, aproveitando cada segundo daquele instante em que ela estava ainda mais sensível para provocá-la com os dedos, arrancando-lhe alguns gritinhos altos causados pela sensação infernalmente deliciosa de ser tocada ali enquanto tão vulnerável. Ela mordeu parte do travesseiro para reprimir o som de sua voz no momento que o sentira invadi-la uma última vez antes de gozar e fitá-la com a luxúria estampada no rosto; as bochechas avermelhadas e a respiração descompassada.

Apesar de Naoki estar cheio de dúvidas e perguntas não respondidas, imaginou que aquele seria o pior momento para abrir o bico. Tinha ciência de que já era uma situação constrangedora e nada usual, portanto retirou o preservativo em silêncio e colocou-o acima da mesinha, deitando-se ao lado de Alex ainda desnudo para permitir que se acomodasse em seu peito, envolvendo-a em um abraço caloroso após beijar seus cabelos emaranhados. Ela retribuiu o gesto com uma risadinha confortável, como se dissesse que tudo estava bem e que não o trataria diferente só porque haviam passado uma noite juntos. Uma parte dele havia ficado contente por saber que não perderia sua melhor amiga por isso, mas a outra estava minimamente frustrada ao descobrir que absolutamente nada mudaria.

De uma coisa Naoki tinha absoluta certeza: estava se apaixonando por Alex aos poucos, e torcia muito para não acabar se magoando no fim.

Notas finais
Eita, Naoki e Alex dormiram juntos, mas será mesmo q isso n vai afetar em nada a amizade deles? Vamos ver né HUIFDHSF Espero que tenham gostado, meus chuchus, beijiinhos~ ♥