Ströme der Seele

30 Assuntos pendentes


Notas iniciais
E ai galera? Estou tentando estabelecer um limite de uma semana entra a postagem de um capítulo e outro e espero conseguir cumprir. rs Então aproveitem ai!

06/04 — Lago Tensai — Parte Sul da Montanha Huggia

Gon, Killua e Kurapika encontravam-se sentados próximos a fogueira aproveitando desjejum. Apesar de já ter amanhecido a algum tempo o clima continuava muito baixo, obrigando nossos amigos a manterem a fogueira acesa. Leório continuava dormindo em um canto, enquanto Maia permanecia ausente.

– Não me diga que vamos ter que ir atrás dessa garota de novo! Mas que menina problemática – reclamou Killua enquanto mastigava.

Os garotos já haviam arrumado todos os preparativos para partirem, porém a ausência da garota acabou atrasando a partida deles de volta rumo ao pé da montanha.

– Hey Kurapika, será que nós não devíamos...

– Não Gon, dessa vez talvez fosse melhor nós esperarmos por ela aqui mesmo – interrompeu Kurapika.

– Mas e se ela passou mal de novo? E se foi atacada? E se caiu em um buraco e não consegue sair? E se...- disse Gon enumerando as possibilidades.

– ...E se ela foi abduzida? – sugeriu Killu gozando do amigo.

– Sim! Eu havia me esquecido dessa possibilidade também Killua! – respondeu Gon sem entender a brincadeira.

Kurapika ouvia tudo com muita paciência. Quando Gon parou de falar e encarou o amigo, o Kuruta pôde notar o semblante sério do amigo.

– Ok Gon, eu vou atrás dela novamente – disse dando-se por vencido

Kurapika se levantou e foi em direção a entrada da mata mais uma vez, assim como havia feito na noite passada. Aquele caminho despertou péssimas lembranças no Kuruta. Ele não queria admitir, mas estava tão preocupado quanto Gon em relação a garota.

Como ela pode ser tão irresponsável?

O garoto não demorou muito tempo caminhando até ouvir um barulho que o despertou de seus pensamentos. Por um momento Kurapika duvidou de sua audição, mas ao se aproximar mais do local de onde havia saído o som, pôde ter certeza de que não se tratava de sua imaginação. Aquele era o som de duas pessoas conversando. Não conseguiu escutar nitidamente o que estava sendo dito na conversa, mas pôde distinguir os timbres. Uma voz feminina e outra...masculina?

– Mas que droga! O que é que você pensa que está...

Dessa vez o jovem Kuruta conseguiu entender perfeitamente o que havia sido dito, porém a frase foi interrompida antes que tivesse a oportunidade de entender seu conteúdo.

Maia?

Será que a garota havia descoberto sua presença? Kurapika esperou em completo silêncio na esperança de que não o tivessem notado, porém uma movimentação nos arbustos frustrou completamente qualquer tentativa do garoto de tentar entender a situação sem ser percebido por uma das duas pessoas.

– O que está fazendo aqui? – perguntou a garota aparecendo irritada por entre a mata.

– Bom dia pra você também, e de nada por ter vindo aqui preocupado te procurar. – respondeu ele ignorando a rude pergunta.

A garota fechou ainda mais o semblante, se é que isso era possível. Kurapika a encarou com certa expectativa, afinal aquela situação era demasiadamente duvidosa.

Droga, será que eu ouvi direito? Poderia ter sido apenas impressão minha. Não! Definitivamente havia mais alguém com ela. Mas quem? E por que ela está escondendo isso?

Kurapika refletia sobre suas possibilidades. Deveria questioná-la sobre isso ou deveria fingir que não havia ouvido nada? Decidiu deixar de rodeios. Aquele era o tipo de situação que não se poderia deixar passar, pois agora não se tratava apenas dele, seus amigos também estavam envolvidos.

– Com quem estava conversando? – perguntou firme e diretamente.

– Não sei o que está falando, não há ninguém mais aqui – respondeu rispidamente.

O Kuruta se irritou profundamente. Quem ela pensava que era para tratá-lo dessa maneira? O garoto já estava cansado de todos os jogos e das mentiras. No momento em que a garota passou ao seu lado, Kurapika segurou-a firmemente pelo pulso e se virou para encará-la.

– Pare com isso. Eu não sou idiota Maia. – disse ele sério e irritado.

Maia parou imediatamente de andar assim que o garoto loiro segurou seu braço. Permaneceu com o rosto virado para baixo e para frente, tampando assim seu semblante. Seu punho foi fechando lentamente, porém a pressão que ela exercia sobre a própria palma era tão intensa que logo suas unhas perfuraram sua pele fazendo seu sangue escorrer por entre os dedos.

– Me solta. Agora.

O comando foi simples e direto, porém sua voz carregava uma forte intensidade. No mesmo instante em que as palavras saíram de sua boca, seu rosto se voltou para o Kuruta, encarando-o. A distancia entre seus rostos era pequena, porém a tensão era enorme, quase palpável. Kurapika não queria recuar, mas o brilho que emanava dos olhos da garota era cruel e ameaçador. Maia não era do tipo de pessoa que fazia ameaças vazias, muito menos do tipo que brinca com as palavras. Lutando contra todos os seus instintos que gritavam para ele soltá-la, Kurapika sustentou seu aperto.

– Ou o que Maia? Vai me matar? – desafiou-a sombriamente.

Os olhos e o maxilar da garota se contraíram. Era evidente que ela estava no seu limite. O coração do jovem Kuruta batia a mil. Estava nervoso e alerta com a possibilidade de uma reação pouco amistosa da garota. Lentamente Maia foi virando seu corpo em sua direção enquanto sua mão livre começava a se erguer. Foi então que...

– Kurapika! Maia! Que bom que eu achei vocês! – exclamou Gon aparecendo entre a mata.

No mesmo instante ambos se afastaram. Gon não havia notado o clima de tensão entre ambos e continuou a falar.

– Vamos rápido, o Leório acordou! – disse o garoto agora sorrindo abertamente.

– Isso é sério Gon? Então é melhor voltarmos rápido para dar assistência a ele – respondeu Kurapika tentando parecer o mais natural possível.

– Sim, por isso eu vim atrás de vocês! Vamos. – disse o garoto enquanto se virava para voltar em direção aos outros dois amigos.

Enquanto Gon sumia por entre a mata, Kurapika e Maia permaneceram por mais alguns segundos parados encarando o local de onde o garoto havia aparecido e desaparecido tão rapidamente.

– Ainda não terminamos esse assunto – sussurrou Kurapika pesadamente.

– Pode apostar que não – respondeu a garota enquanto se movia para seguir os passos de Gon.

Notas finais
Desculpa ai pelo capítulo ser tão curto, mas essa semana foi trash! Muito trabalho, muito estudo...vocês sabem como é né rs. Bom galera, não queiram me matar. Eu sei que estava um clima super de boa entre nosso casal mas...bom, o clima estava bom na cabeça de um certo alguém né, não que isso correspondesse a realidade rs. De qualquer forma eu preciso respeitar o tempo e preservar a característica de cada personagem, e quem sabe o que pode acontecer? Nunca prometi um final feliz afinal...hauahuahua (botando pilha total agora). É isso ai, digam o que estão achando de tudo isso...e sejam bonzinhos! kkkk brincadeira, podem me xingar se quiserem. Até a próxima :*