Storybrooke Goes To Hogwarts
10 Pequeno Homem Leão.
Notas iniciais
Baelfire corria apresado pelos arredores do castelo. Não parava nem mesmo para respirar, seus pulmões doíam e suas pernas tremiam. Precisava encontrar Emma. Precisava lhe contar o que havia descoberto. Precisava que ela se orgulhasse dele, e tinha certeza de que ela iria. Estava com uma péssima aparência, depois de passar praticamente todo o dia na floresta, mas não se importava. Emma também não se importaria de ele ter perdido os testes pro time, apesar de serem de casas diferentes, Bae sempre torcia pela Grifinória, mas naquele momento nada importava. Ele entrou apresado pelos grandes portões de entrada da escola, tropeçando e quase caindo nas escadas, passou por dentro de Nick quase sem cabeça o deixando realmente irritado. Subiu como um louco as escadarias que davam a torre da Grifinória passando por alunos que olhavam feio para ele. Parou em frente ao retrato da mulher gorda quase desmaiando, não sei se de ansiedade, ou se porque havia corrido todos aqueles quilômetros até como se sua vida dependesse disso. A mulher gorda apareceu para ele bufando de frustração.
– Se não sabe a senha não devia ter atrapalhado o meu momento de beleza filinho do professor Gold.
Ele se encostou à parede decepcionado, precisava falar com Emma, mas de nada adiantava ir ate ali se não poderia entrar. Amaldiçoou silenciosamente o chapéu seletor por tê-lo colocado na Lufa-Lufa. Apertou a mochila que carregava junto de si respirando fundo e sentindo seus pulmões agradecerem.
Vários alunos passavam por ali àquela hora, a maioria vinda das aulas e outros só matando o tempo. As escadas dançavam acima e abaixo dele, seu coração batia tão alto que ele não conseguia ouvir mais nada do que acontecia ao seu redor. Talvez estivesse ficando maluco, pensou. Sua testa estava molhada de suor e o cabelo comprido estava grudado em seu rosto, ele parecia uma criança que havia acabado de sair de um filme de terror.
Então algo o tirou de seu transe, uma imagem conhecida em meio a todo aquele preto do uniforme escolar o fez suspirar aliviado. Desceu afobado a primeira escada que conseguiu alcançar e correu até ela antes que se perdesse pela multidão.
– Belle? – Chamou a assustando.
– Bae? O que aconteceu com você? – A garota o olhava, assustada.
– Você sabe onde posso encontrar a Emma? – Ele perguntou ignorando a pergunta dela.
– Ela foi pra enfermaria, mas... – Antes que ela pudesse terminar ele já estava correndo a caminho de lá.
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Bae entrou na enfermaria fazendo todo barulho possível, sem querer, mas não se importava. Estava tão atordoado que não havia pensado no caminho até ali o que Emma estaria fazendo na enfermaria, ao chegar quase deu meia volta achando que ela não estava ali.
Somente duas camas estavam ocupadas. Em uma delas Killian Jones dormia sozinho ainda com uma aparência doentia, de vez em quando se mexia como se estivesse tendo um pesadelo, um pesadelo bastante doloroso. Em frente a sua cama, outra estava ocupada, Bae demorou um pouco para que seus olhos se acostumassem ao que estava vendo. Emma estava deitada na cama inconsciente, seus cachos dourados caiam ao seu lado, ela ainda vestia o uniforme de quadribol e parecia muito pálida. Regina Mills estava em pé ao lado dela, com as mãos dentro do casaco e o rosto vermelho. Olhava com as sobrancelhas franzidas para Bae. O garoto correu até a cama de Emma e a olhou com os olhos arregalados, não tinha noção do que havia acontecido, mas sabia que tinha sido Regina, só podia ter sido.
– O que você fez? – Murmurou ele com a voz baixa e raivosa, Regina até se assustou, nunca pensou no menino como um garoto temperamental.
– Como é que é? – Ela sorriu sinicamente para ele.
– O QUE VOCE FEZ? – Ele gritou a deixando sem reação.
– Não fiz nada, idiota. Foi um acidente.
– Eu não acredito em você. – Ele serrou os dentes, parecia capaz de explodir a qualquer minuto. – Saia daqui.
– E porque eu faria isso? – Ela virou a cabeça de forma divertida. – Ambos sabemos que serei eu que ela desejará ver quando acordar.
Bae a olhou indignado, tanta era a raiva em seu coração naquele momento que mal conseguiu notar quando a porta da enfermaria se abriu atrás dele. Quando percebeu tinha os punhos fechados e provavelmente uma cara de maluco.
A diretora Mcgonagall e o professor Gold entraram junto de uma mulher baixinha que tinha uma aparência bastante autoritária. Eles observaram a cena, ambos com expressões rudes.
– O que esta acontecendo aqui? – Perguntou o Professor Gold com a voz grossa.
Bae virou as costas ainda agarrado a mochila de couro. Olhou de Emma para Regina uma ultima vez e saiu correndo da sala furioso, bateu as portas atrás de si. Esbarrou em mais alunos do que poderia contar, Regina tinha razão, sempre tinha razão Emma não gostava dele. Ela o fazia de idiota, sempre rastejando atrás dela, fazendo tudo por ela, mas todas as vezes que se perdia a olhando ela estava olhando para a Mills, todas às vezes.
Sua cabeça doía, seu coração palpitava. O garoto da floresta tinha razão, ele sempre seria um menino perdido, um deslocado, sempre em segundo plano. Correu de volta a floresta proibida desejando que tivesse sido Regina a se ferir com o Sonho Sombrio, porque assim estaria mais satisfeito. Satisfeito por ter feito o que ninguém mais havia conseguido, por ser o melhor e acima de tudo satisfeito por não querer salvar ninguém. Bae havia encontrado a cura.
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Gold balançou a cabeça em sinal de desaprovação e então agiu como se nada tivesse acontecido.
– Senhorita Mills. Não devia estar aqui.
Regina pareceu voltar a si.
– Mas fui eu quem a trouxe. – Ela disse com a voz fraca.
Os dois conhecidos a olharam com solidariedade, mas a terceira mulher ergueu o queixo e fez um som estranho com a garganta. Regina imaginou se ela estava tentando passar alguma mensagem.
– Você precisa vir conosco querida. Precisa nos contar o que aconteceu. – A diretora falava com uma calma na voz que nunca havia usado com alunos da Sonserina, pelo menos não que Regina já tivesse visto.
– Eu já disse, ela caiu.
– E como foi que ela caiu? – Perguntou a mulher baixinha, sem dar tempo de Regina responder. – Você a empurrou? – Regina fez uma careta, mas outra vez sem tempo para respostas. – até onde eu ouvi pelos corredores vocês são inimigas mortais. Então precisa nos dizer o que estava fazendo lá em cima com ela senhorita Mills.
– Mas...
– Sem mais. O ministério não tolera explicações esfarrapadas. – Regina abriu a boca, mas nenhum som saiu, estava começando a ficar assustada. – Pela minha experiência, o fruto nunca cai muito longe da arvore. – Ela se virou para os dois professores ignorando completamente a cara que Regina fez. — E esta maça esta começando a mostrar a que puxou.
A mulher deveria gostar muito de frases de efeito, pois deu as costas e saiu assim que fechou a boca. Gold e Mcgonagall se olharam com a mesma expressão insatisfeita no rosto, os dois eram muito parecidos se calculasse o grau de severidade, mas não acho que seja hora para isso.
– O ministério? – Regina sussurrou para si mesma, olhou para o rosto desacordado de Emma desejando que ela acordasse logo. – Mas eu não fiz isso.
– Uma testemunha afirma tê-la visto empurrar a Senhorita Swan da arquibancada. – Disse o Senhor Gold calmamente.
Ela os olhou com os olhos vermelhos. Já havia chorado tanto aquele dia que achava que ia morrer de desidratação (Como eu no 3x11), esfregou os olhos com as mãos para afastar as lágrimas, mas parecia que o ato só as fazia cair mais insistentes.
Antes que pudesse perguntar quem havia feito tal coisa, o senhor Gold caminhou em sua direção.
– Respire um pouco, se acalme e depois á até a sala da diretora, ok? Não queremos que fique nervosa. Temos muitos meios de saber a verdade, e outra, Swan acordara e poderá esclarecer as coisas.
Ele saiu levando a diretora com ele, Regina sentou na cadeira próxima a cama de Emma e desabou.
– Bastante radical, não acha? — Regina se levantou com um pulo, a voz arrastada de Killian a pegou de surpresa. – Chamar o ministério da magia por uma briguinha de aranhas.
– Killian? Você esta bem? Deuses!
– Estou ótimo, amor! – Ele se mexeu na cama fazendo uma careta dolorosa, certamente não estava bem.
Ela caminhou até ele segurando sua mão.
– Acho que estamos os dois bastante ferrados, você não acha? – Sussurrou ela o fazendo sorrir.
– Já fizemos muitas coisas ruins, nós dois. – Ele respirava com dificuldade, devia estar fazendo muito esforço para falar.
– Você se arrepende?
– De nenhum segundo. – Ambos riram. Regina apertou a mão do amigo com mais força, olhou para cama de Emma, ela parecia bem. Killian sempre foi o parceiro de crime de Regina, sempre que precisava fazer algo que não fosse certo era nele que ela podia confiar, mesmo assim nunca foi capaz de lhe contar sobre Swan. Respirou fundo, mas antes que pudesse começar a falar Killian gemeu. – Agora vá, estou cansado. Diga aqueles bastardos do ministério que você é muito diferente da sua mãe. E depois volte. Ela vai querer vê-la quando acordar.
Regina sorriu para ele, um sorriso sincero que ela não dava a algum tempo, estava feliz que ele estivesse se recuperando.
– Você sabe, não é? – Perguntou já se distanciando.
– Desde o primeiro momento.
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