Storybrooke Goes To Hogwarts
1 Emma Vai Para Hogwarts
Notas iniciais
Emma olhava fixamente para a parede entre as plataformas 9 e 10 da estação de trêm, era seu primeiro ano em Hogwarts e ela sentia seu estomago doer.
– Tudo bem querida? Você tem tudo o que precisa? — Sua mãe Snow tentava lhe tranquilizar pois sabia o quanto sua filha estava nervosa.
– Estou bem, vamos logo com isso. — Respondeu Emma mal humorada, ela amava seus pais, mas desde que lutaram na guerra e quase foram mortos pelas mãos de uma bruxa poderosa estavam cada vez mais grudentos.
Emma atravessou a barreira e deu de cara com o maior trem que já havia visto em toda a sua vida, ele era negro e vermelho, fazia muito barulho e soltava muita fumaça, era incrível, Emma estava de boca aberta. Não podia esconder um sorriso de satisfação que se desfez quando olhou para a mãe e ela estava segurando o choro.
– Mããe! — Resmungou Emma olhando para os lados para ver se alguém estava vendo aquela cena, a plataforma estava empilhada de gente, então certamente alguém estava vendo. David passou o braço pela cintura da esposa e tinha um olhar orgulhoso.
– Venha nos dar um abraço, princesa. — Disse ele estendendo o braço livre para ela.
– Por favor pai, não me chame assim. — Resmungou ela se arrastando a contragosto para os braços do pai.
O trêm apitou anunciando que partiria logo e Emma agradeceu mentalmente por isso, se livrou do abraço dos pais com muita dificuldade e foi caminhando empurrando seu malão em direção ao expresso de Hogwarts. Antes de entrar ainda podia ouvir as exclamações doa pais "Se cuide!" "Cuide de Eva!" "Te amamos!"
Dentro do trêm o caos era ainda maior do que do lado de fora, crianças corriam de um lado para o outro recebendo gritos inúteis de seus monitores, os mais velhos pregavam peças nos mais novos ou estavam pelos corredores paquerando. Emma procurava por uma cabine que não estivesse lotada quando reparou em algo bloqueando seu caminho, ou melhor dizendo alguém.
– Ora, ora, ora rapazes, se não é a senhorita Charming! — Emma se irritou automaticamente quando ouviu o apelido pelo qual seus pais eram conhecidos durante a guerra, seu romance era uma lenda conhecida por todo o mundo, inclusive o mundo trouxa. Ela virou bruscamente para encarar quem a estava provocando.
Seus olhos verdes se encontraram com os olhos negros mais frios e sombrios que já vira, a garota também tinha cabelos muito escuros que não passavam do pescoço e pareciam propositalmente bagunçados.
– Estou 'encantada' em conhecê-la. — Falou a garota com sarcasmo fazendo os dois garotos que estavam com ela darem risinhos. Um deles era alto pra idade e também tinha cabelos pretos, mas ao contrario da menina ele tinha olhos muito azuis e galanteadores, o outro era mais baixo, mas bonitinho, pensou Emma, com seus cabelos em desordem e o furinho no queixo igual ao dela.
– Eu gostaria de poder dizer o mesmo, na verdade, não, não gostaria não, agora saia da frente. — Emma falou com todo o seu tom orgulhoso e deu um passo, mas os três se juntaram bloqueando a passagem dela.
– Porque tanta presa querida? Ainda nem começamos com você. — Disse o rapaz alto dando um sorrisinho de lado.
– Sabe, Killian tem praticado um feitiço que transforma as orelhas da pessoa em orelhas de cavalo, talvez você queira ser a cobaia. — A garota que Emma nem se que sabia o nome, mas parecia odiá-la de graça falava sempre em tom superior, com se fosse a rainha do mundo, Emma estava começando a ficar enjoada aqueles três representavam tudo o que ela mais odiava. O menino mais baixo se encolheu fazendo uma careta como se ele mesmo já tivesse sido cobaia das experiencias dos outros dois.
– Bom, talvez ele devesse lhe dar um par pra combinar com a sua atitude. — Emma rebateu forçando um sorriso falso e pela expressão da outra com certeza tinha pisado em uma ferida. A garota franziu as sobrancelhas atordoada como se ninguém nunca tivesse a enfrentado antes. Ela se aproximou de Emma invadindo seu espaço pessoal, era bastante impertinente pra idade, pensou Emma que estava tão perto agora que podia sentir o cheiro da menina, cheiro de maçãs.
– Você vai descobrir senhorita Swan que estava certa em não gostar de ter me conhecido e que filhos de heróis precisam muito mais do que a reputação dos pais para sobreviverem. Você vai ver mais cedo do que imagina que precisa criar sua própria reputação antes de me enfrentar novamente. Eu já tenho a minha e nada nela sopra ao seu favor. — Dizendo isso a garota se afastou e o mundo real voltou a aparecer para Emma.
– Mas que diabos foi isso...? — Perguntou a si mesmo quando a garota e os dois meninos já tinham ido.
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– Eu ficaria longe dela se fosse você. — Uma garota um pouco mais alta que Emma estava parada na porta da cabine e provavelmente tinha ouvido toda conversa. — Eu sou Ruby, Ruby Lucas. — Disse a morena de olhos claros e sorriso largo.
– Emma Swan. — Respondeu a loira relaxando os ombros. — E eu não tenho medo dela.
– Bom, mas deveria. Aquela é Regina Mills, a mãe dela esta presa em Askaban por causa dos seus pais. — Emma olhou séria para Ruby que tinha uma expressão amigável. agora Emma entendia o tom esnobe na voz de Regina, ela culpava os pais da loira pela mãe estar em Askaban, mas o quão injusto era isso? Emma não tinha nenhuma culpa disso.
– Vem, pode ficar com a gente. — Ruby deu espaço pra Emma entrar na cabine e outras duas crianças estavam lá. um garoto magro pálido e com muito cabelo que ficava caindo nos olhos, ele tinha um olhar inocente e parecia bastante delicado. A outra era uma menina muito linda com cabelos castanhos avermelhados e olhos muito azuis, quando ela falou Emma pode perceber um sotaque estrangeiro, mas não quis perguntar.
– Esses são Bae e Belle, Bae é filho do nosso professor de poções o Sr Gold, mas não se deixe enganar pelo traço de sangue. — O garoto sorriu timidamente e as duas garotas gargalharam, mas Emma não entendeu a piada.Ela se sentou ao lado do garoto e de frente pra Ruby que parecia já ser muito próxima a Belle.
– Então, qual casa vocês querem ficar? — perguntou Bae abrindo distraído um sapo de chocolate.
– Grifinoria! — Responderam Emma e Ruby ao mesmo tempo. Belle olhou as duas e se sentiu incomodada.
– Eu não me importo muito com isso, sei que todas as casa possuem o seu valor. — Disse Belle com o olhar perdido pela janela.
– Se eu não cair na Sonserina, meu pai me mata. — Suspirou infeliz Bae.
– Então se prepare. — Zombou Ruby acotovelando Belle que pareceu não se incomodar com o contato e sim se aconchegar a morena.
Emma passou o resto da viajem até Hogwarts conhecendo seus novos amigos e torcendo para que todos caíssem na mesma casa, a verdade era que nenhum de seus pais tinha sido da Grifinoria mas ela adoraria ficar na mesma casa que seus heróis haviam pertencido, Granger, Weasley e Potter, todos Grifinorios.
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Emma Swan nunca estivera tão ansiosa em toda a sua vida, estava rodeada de crianças esperando para serem selecionadas as suas casas e sua vez parecia nunca chegar.
O novo diretor da Grifinoria Neville chama os nomes ao lado do chapel seletor.
– August Booth! — Chamou Neville
Emma avistou Regina entre as crianças, ela estava de braços cruzados com uma pose superior, os dois garoto ainda estava com ela.
– CORVINAL! — anunciou o chapel
Os olhos escuros de Regina encontraram os de Emma e ela os cerrou tentando parecer ameaçadora, mas Emma achou que ela parecia adorável.
Regina Mills — A garota subiu no banco com uma expressão triunfante que mudou pra surpresa quando o chepél mal encostou em sua cabeça e já gritava SONSERINA!
– Hunpf — Bufou Emma. — Como se ninguém imaginasse isso ein. — Ruby sacudiu a cabeça em concordância.
– Ruby Lucas! — A garota tinha os grandes olhos arreganhados que fizeram Emma e Belle soltarem risinhos.
– Ela é adorável não é. — Suspirou Belle fazendo Emma rir.
– GRIFINÓRIA! gritou o chapel e Ruby correu para a mesa laranja e vermelha.
– Emma Swan! — Quando o chapel chamou o nome de Emma esta ficou pálida, estava assustada, mas não deixaria transparecer. Foi quando o chapel começou a falar dentro da cabeça de Emma que ela entendeu os olhos arregalados de Ruby.
– Hmm, coração muito valente, mas que guarda muita insegurança, medo de ser comparada aos pais e um enorme desejo de se provar. Sim, sim. Grifinoria! — Gritou o chapel e Emma soltou o ar que estava prendendo e correu para abraçar Ruby e os outros membros a receberam e apertaram sua mão, só voltou a prestar atenção na seleção quando viu que Ruby tinha os olhos vidrados em direção a Belle que já tinha o chapel na cabeça.
– CORVINAL! anunciou o chapel e Emma sentiu Ruby apertar sua mão com tanta força que chegou a doer. Belle se sentou a mesa da Corvinal sorrindo e apertando a mão de seus novos companheiros e por fim lançou um olhar triste a mesa da Grifinoria, Ruby e ela trocaram um olhar significativo e Emma se sentiu mal por elas.
Quando Bae finalmente subiu no banquinho e colocou o chapel na cabeça todos pareciam ansiosos pelo resultado, Emma não sabia quem era o pai dele, mas pela expressão das pessoas presumiu que ele era bastante conhecido.
– LUFA LUFA! — Gritou o chapel e Bae olhou apavorado na direção da mesa dos professores, Emma pode ver que ele olhava para um homem de cabelos compridos e sedosos que tinha um olhar severo e rígido, ele a assustou só por parecer assustador com suas roupas pretas e sua postura firme, Emma sentiu pena de Bae que foi se sentar infeliz a mesa da Lufa Lufa, lembrou de seus pais sempre tão carinhosos e gentis e sentiu falta deles por um momento até perceber que estava sendo infantil e voltar a sua atenção para o banquete.
A diretora Minerva fez um longo discurso antes de mandá-los para cama e Emma já estava exausta, foi saindo do salão seguindo Ruby e os outros alunos, quando chegou as portas que davam saída do salão principal sentiu alguém esbarrar nela e suas mãos se tocarem, olhou para o lado e deu de cara com Regina, esta sorria de alguma coisa, mas suas feições esfriaram quando viu Emma e esta sentiu que estava andando em um lago congelado prestes a desabar. Suas mãos ainda se tocavam e Emma pode sentir que apesar da frieza que havia em tudo naquela garota, suas mãos eram quentes, ela se afastou limpando a garganta e Emma se preparou pra ouvir palavrões e insultamento, mas Regina simplesmente se virou e continuou andando. No fundo Emma sabia que sua vida nunca mais seria a mesma.
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