Storybrooke Goes To Hogwarts
6 Drink Nas Masmorras.
O lugar pra onde Regina arrastou Emma era na verdade um esconderijo, o porquê de Regina conhecer aquele lugar a loira não perguntou, mas devia usá-lo muito. Não era grande, mas também não era muito apertado, não tinha janelas nem móveis a não ser pelo enorme sofá de couro negro bem no meio da sala, um espelho que se erguia do chão ao teto e um armário fechado com cadeados. A porta da sala secreta de Regina era escondida com um feitiço que ela não permitiu que Emma escutasse é claro, porque ela confiaria em Emma?
Regina se sentou no sofá pegando a garrafa para si, não tinha copos ali então teriam que beber direto na garrafa. Emma parou um segundo para ver aquela cena, Regina Mills tomando no bico de uma garrafa. Nunca imaginou que veria aquela cena, mas também nunca imaginou ficar a sós com a aquela garota em uma sala secreta. Desviou a atenção da morena para olhar melhor onde estava. As paredes eram de pedra escura e faziam o ar ficar gelado, com certeza estavam em algum lugar nas masmorras, perto do salão comunal da Sonserina, se Emma fosse pega ali naquela hora estava bastante encrencada.
Regina a observava calada, Emma preferia assim, era melhor a se estivesse xingando ou insultando.
– Ele se sente culpado, o Bae. Ele acha que por conhecer plantas venenosas devia ter percebido quando Killian se feriu.
Regina suspirou.
– O que nós sabemos é que não é desse mundo. O professor Longbottom nos explicou que alguém deve ter trazido essa planta pra cá e plantado na floresta, e como ninguém a viu ela se espalhou. Por isso é tão difícil o antídoto, porque ela não é desse mundo. – Ela bebeu um longo gole. – Hagrid ficou responsável de eliminar o que ele encontrar da planta aqui, porque é muito perigosa. Mas ela cresce com muita facilidade.
Emma se sentou ao lado dela. Regina encostou mais no sofá, parecia mesmo muito cansada, Emma teve vontade de abraçá-la.
– Mas vão curá-lo não vão? Quer dizer, vão encontrar o antídoto.
Regina a encarou, elas estavam bem próximas.
– Eu não sei Emma. Espero que sim.
Emma
O coração dela parou.
– Mas essa planta, Sonho Sombrio. Se ela é do mundo dos trouxas...
– Ela não é do mundo dos trouxas, é de outro mundo.
Emma se mexeu desconfortável no sofá. Como assim de outro mundo? Quantos mundos existiam?
– Você quer dizer... Outro planeta?
Regina riu. Um som alegre, não sarcástico. Um som que estranhamente fez Emma sorrir também.
– Outro mundo, tipo outra dimensão. Eu não sei como funciona. Só sei que é preciso um portal para ir pra lá e o Longbottom está com dificuldades nisso.
Regina ofereceu a garrafa e Emma deu um gole. As duas ficaram em silêncio por um tempo. Estavam sentadas lado a lado e só quando pararam de falar que Emma percebeu que estavam encostadas uma na outra. Ela ficou tensa, tentando não demonstrar deu outra grande golada na garrafa. Não entendia aquela proximidade repentina com a garota e entendia muito menos o porquê de ela estar agindo assim com ela. Tão amigável. Talvez fosse porque seu melhor amigo estar doente, Emma não podia entender, nunca havia perdido ninguém próximo, mas sabia que devia ser ruim. Ela nem sabia o que dizer.
– Sabe, vai dar tudo certo.
– Como você poderia saber isso Swan?
– Só sei.
– Deve ser um dom incrível só saber. Eu adoraria só saber. Grifinórios são tão prepotentes.
Emma revirou os olhos, Regina voltou.
– Nós somos prepotentes? Vocês da Sonserina construiriam um altar pra si mesmos se pudessem.
Regina a encarou.
– Porque nós merecemos. Vocês acham que merecem algum crédito, quando na verdade são somente sortudos.
Emma bufou.
– Me lembre de nunca mais tentar te animar.
Regina balançou a cabeça negativamente fazendo Emma pensar que talvez ela estivesse bêbada. Mas já?
– E porque você faria isso? Nós não somos amigas, nós nos odiamos desde o primeiro ano.
– Você me odeia desde o primeiro ano. Eu só tento te evitar o máximo que puder.
Regina olhou feio pra ela.
– Eu não odeio você Emma. E você não tenta me evitar. Porque esbarra em mim em todos os intervalos das aulas.
– Não é de propósito.
– Esse é o pior tipo.
Elas estavam tão próximas que Emma podia sentir o cheiro dela, cheiro de maças. Pela segunda vez naquela noite desejou beijá-la e se xingou por isso.
– O que você esta querendo dizer, Regina?
Regina bufou e se levantou.
– Que você nunca entende nada Swan. Como pode ser tão devagar?
Emma também se levantou assustada com a mudança de humor da outra.
– Jesus, o que deu em você?
– Você é uma idiota.
Regina passou por ela e deixou a sala. Emma ainda ficou alguns segundos ali perdida nos próprios pensamentos e tentando se lembrar do caminho de volta a sala comunal da Grifinória.
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Emma chegou a seu quarto depois de quase se perder nas masmorras, na verdade ela odiava aquele lugar, era sempre tão frio e escuro e tinha o Barão...
Ruby estava sentada em sua cama ainda acordada esperando por Emma que levou um susto quando viu a amiga.
– Onde você estava? Achei que tivessem pegado você. Esta tudo bem?
Ruby parecia tensa, Emma se sentou na cama ainda atordoada. Contou onde tinha ido a Ruby deixando os detalhes constrangedores de lado.
– Regina? A Regina? – Perguntou ela com uma careta que fez Emma rir.
– É e tem mais uma coisa.
Emma se levantou e se sentou ao lado de Ruby, não queria que ninguém mais a escutasse. Enquanto começava a falar tinha um nó na sua garganta, seu estomago doía e seu cérebro parecia derreter.
– Eu sei o que você vai falar, sei que é idiotice, mas eu não sei o que me deu ok? Então nada de julgar. Eu acho que estou atraída pela Regina.
Por alguns longos segundos Ruby a encarou no escuro sem falar nada, talvez estivesse digerindo a noticia.
– A Regina? Regina Mills da Sonserina?
Emma balançou a cabeça.
– Meu Deus Emma!
Ruby disse e então começou a rir. Emma a olhou feio o que a fez rir mais ainda. Segurou a própria barriga e se afundou na cama pras outras meninas não escutarem.
– Você ta tão fudida.
– Você acha que eu não sei disso? Acha que eu não pensei na possibilidade de abrir meu crânio e arrancar meu cérebro de lá só pra ver se tem alguma coisa errada?
– Procure pela coisa certa se estiver com presa.
– Ruby!
Emma se deitou ao lado da amiga, suspirando. Ela sabia que não era certo, que não tinha a menor chance, mas não tinha percebido o quanto antes de falar em voz alta. Regina nunca pensaria nela daquela forma, não a Regina. Não era só pelo fato de Emma ser uma garota, mas havia ainda um milhão de coisas no caminho. Grifinórios e Sonserinos nunca namoravam. Os Mills e os Swan se odiavam desde outras gerações.
– Você contaria?
Emma se virou para encará-la, ela não estava mais rindo e sim encarando o teto com melancolia.
– Pra ela? Eu tenho certeza que ela riria na minha cara antes de eu terminar de falar.
– Então agora você entende. Como eu me sinto.
– É diferente.
– É, porque ela já odeia você. Você não tem muito a perder.
Emma não achou que sentiria isso, mas aquela simples e verdadeira frase foi como uma estaca de gelo atravessando seu peito. Ela se encolheu e também passou a encarar o teto. Ruby tinha razão, Regina já a odiava, então não tinha muito que perder.
– Você ta certa. Ela não pode me odiar mais.
Ruby se virou para encará-la e estranhou. Emma tinha um sorriso no rosto.
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