Storybrooke Goes To Hogwarts
19 Ciências.
Notas iniciais
Quando saltavam do expresso de Hogwarts em Hogsmeade os alunos novatos seguiam até o colégio em pequenos barcos que os levavam até as entradas do castelo pelo lago negro. Os veteranos iam em uma carruagem enfeitiçada que andava sozinha até os portões do castelo, era o que sempre pensaram.
Regina observava as criaturas que a levavam de volta ao castelo com curiosidade, depois da guerra os Testrálios passaram a ser estudados na escola, mas Regina nunca o tinha visto realmente e sabia o por que. Ela havia presenciado a morte cara a cara, na verdade ela tinha matado alguém e por mais que fosse o certo a se fazer, por mais que o ministro da magia em pessoa tivesse dito a ela que agira como qualquer outra pessoa teria agido aquele sentimento ruim nunca sairia de dentro de si.
Emma esperava do lado de fora do castelo, desde que Regina e Killian haviam saído ela esperava por eles. Ruby e Belle estavam sentadas nas escadas atrás dela e eram só romance o que estava fazendo a espera ser ainda mais irritante. Emma não entendia porque o ministério achou prudente interrogá-los separadamente, todos tinham passado por aquilo juntos e não era justo que desconfiassem deles depois de terem salvado a pele de todo mundo. Quando viu a carruagem se aproximando sentiu um estranho frio na barriga e quanto mais se aproximava mais ela se sentia estranha.
Ela viu Regina descer da carruagem com cara de poucos amigos enquanto Killian sempre mantinha o bom humor. A luva de couro preta escondia a nova mão falsa que ele usava. Ele sorriu quando passou por elas, mas Regina se limitou a ignorá-los.
– Como foi? – Emma perguntou sentindo como se falasse com uma completa estranha.
– Isso não é da sua conta Swan. – Regina respondeu com a voz cansada. Emma revirou os olhos já previa aquela resposta.
– Foi tudo bem, por favor, se controlem. – Killian disse perdendo o sorriso que tinha antes.
O professor Gold que os tinha acompanhado até o ministério se juntava a eles com aquela mesma cara ruim que sempre possuía, Emma se perguntava se alguma vez na vida aquele homem sorria.
– Você sabe muito bem que é sim da minha conta. Se não fosse eu provavelmente não estaria aqui agora perguntando. – Emma encarou Regina, seus olhos pegavam fogo.
– Saia da minha frente Swan.
– Ou o que?
– Muito bem senhoritas. – Killian entrou no meio das duas. – Acho que isso é desnecessário, afinal já estamos todos muito traumatizados.
Emma deixou que Regina passasse, mas sem tirar seus olhos dos da morena, as duas exalavam ódio e aquilo não poderia magoar menos. Ela ficou observando enquanto a “rainha” subia as escadas desejando que pudesse correr até ela e a abraçar.
***
Regina entrou na sala se sentindo mais cansada do que qualquer dia nas ultimas semanas, o tempo passava por ela como uma flecha e quando viu já fazia quase um mês desde que toda aquela bagunça aconteceu. Ela se jogou no sofá da sua sala secreta e fechou os olhos, quando fechava os olhos podia imaginar que tudo aquilo havia sido um sonho e que ela podia acordar quando quisesse.
Barulhos no lado de fora a tiraram de seus sonhos ela revirou os olhos se levantando. Já tinha ensinado a idiota o feitiço pra abrir a sala umas dez vezes e ela continuava fazendo a maior bagunça do mundo. Quando ela conseguiu finalmente entrar estava ofegante.
– Se continuar fazendo toda essa bagunça vão acabar nos pegando. – Regina falou usando seu melhor tom superior na voz.
– Deixe que peguem e eu vou poder dizer logo a todos eles que eu sou louca por você.
– Sim, você é louca Emma Swan.
Emma sorriu passando os braços pela cintura de Regina que a abraçou com força. Seus lábios se encontraram e a sensação de estar finalmente aonde deveria estar fez Regina se arrepiar.
– Eu não sei se consigo continuar te encontrando por ai e fingindo que nada mudou. – Emma disse assim que seus lábios se separaram. A expressão de Regina mudava toda vez que ela tocava no assunto.
– Você sabe que é preciso, seus pais nunca permitiriam isso, você sabe.
– E daí?
– Emma, se eles soubessem mandariam você pra Beauxbatons no segundo seguinte. Nossas famílias são inimigas a gerações. – Regina suspirou, estava cansada de ter aquela conversa, Emma nunca entendia como era importante que ninguém soubesse que estavam juntas.
– E o que eu faria na Beauxbatons? Seria a mascote delas? – Emma perguntou fazendo cócegas em Regina que tentava ficar séria. – Nem pensar, eu fugiria e estaria de volta antes de você sentir a minha falta.
– Ah esse ponto eu já estaria pulando a sua janela. – As duas riram.
Regina passava as mãos pelo pescoço de Emma e mexia na sua gravata, enquanto conversavam e sem que ela percebesse Regina já a havia arrancado.
– Ta ai uma coisa que eu pagaria pra ver. – Emma apertou a cintura de Regina mais contra si.
– O que você gostaria de ver? – Regina sussurrou no ouvido de Emma, começando a desabotoar sua camisa.
– Você pulando a minha janela. – Emma quase gaguejou, Regina tinha esse efeito nela.
– Você estaria esperando por mim? – Ela mordiscava o pescoço dela e já havia aberto todos os botões de sua camisa.
– Sempre.
Emma puxou Regina até o sofá e se colocou sobre ela entre suas pernas, arrancou suas peças uma por uma com grande habilidade. Tinha tanto desejo em tê-la, em senti-la que tinha medo de machucá-la. Todas as suas mordidas deixavam uma marca, assim como as unhas de Regina faziam caminho em suas costas. Emma alcançou o seio de Regina com uma das mãos e a escutou gemer quando o apertou e depois começou a beijá-los e mordê-los. Desceu seus lábios sobre o abdômen da morena passando a língua no contorno de seu umbigo e descendo cada vez mais. Passava os dedos pela umidade em cima da calcinha de Regina e mordia de leve o interior da coxa dela, conforme se aproximava de seu sexo mais sentia as unhas da outra em suas costas e os gemidos dela a enlouqueciam. Tirou a calcinha dela e jogou longe, quando alcançou o sexo dela com a língua Regina se contorceu de prazer, Emma começou a massageá-la com os dedos e língua, seus corpos se mexiam em um ritmo perfeito. Regina gemia cada vez mais alto e Emma a devorava com mais fome a cada vez que se encontravam, nunca se cansava dela, de seu gosto, seu cheiro. Tudo naquela mulher era hipnotizante. Regina chegou ao orgasmo se agarrando ao sofá, gemendo alto e só depois percebeu que havia deixado marcas pelas costas de Emma. Novas marcas que se destacavam sobre as antigas. Ela puxou Emma para um beijo longo e cheio de desejo.
***
Regina esperou um tempo depois de Emma sair para poder sair também, não queria correr o risco de serem vistas juntas. Emma não entendia, mas Regina sabia muito bem o ódio que a mãe dela sentia pela família Mills, e sabia que faria qualquer coisa praquela relação dar certo e se precisasse ficar se encontrando as escondidas no meio da noite era isso que ia fazer.
Killian a esperava na sala comunal da Sonserina quando ela chegou, ele usava aquele gancho que ela achava horrível na mão. O professor Gold e a professora McGonagall haviam feito pra ele vários tipos de próteses, a verdade é que podiam ter dado a ele uma mão nova e útil, mas ele se negou a ter a mão restaurada. Ninguém entendeu porque o garoto não quis uma mão de verdade, mas Regina entendia. As cicatrizes daquele dia não eram superficiais e muito menos físicas, elas eram profundas e internas e grande parte nunca poderia ser concertada, Regina entendia que ele preferisse um lembrete visível que um fantasma em sua mente como os que ela mesma carregava sempre consigo.
– A senhorita Swan já se foi?
Regina riu.
– Como você sabe que eu estava com ela?
– Porque até onde eu sei você não é da Grifinória. – Ele apontou o gancho para o pescoço de Regina que percebeu estar usando a gravata de Emma. Ela riu tentando imaginar se a garota tinha percebido ou se estava andando pela escola com a gravata da Sonserina.
– Pare de apontar essa coisa pra mim. – Disse ela tentando mudar o rumo do assunto antes que começasse a ficar vermelha.
Mas Killian não se mexeu. Regina se levantou contornando o sofá onde o garoto estava e viu que ele estava paralisado, olhou para a lareira e o fogo estava congelado em ondas extremamente belas, mas ela não ficou lá parada admirando. Se lembrou da ultima vez em que as coisas pararam e estremeceu, odiava se lembrar daquele dia.
– Olá. – Disse o garoto, o mesmo da ultima vez, mas agora estava sozinho. – Não quero assustá-la.
– Não esta me assustando. – Murmurou ela em tom superior. – Está sozinho dessa vez.
– Você não é tão forte quanto pensa, mas não vim pra falar sobre isso. Estou sozinho, bem porque Alvo não se lembra. Eu também me esquecerei em breve. – Ele caminhou adoravelmente até ela tomando sua mão na dele. – Você conseguiu, salvou a todos, mas mexer com o passado é algo complicado e por isso as coisas estão voltando ao normal aos poucos, logo será como se nada tivesse acontecido.
Ele sorriu de lado pra ela do mesmo jeito que Emma fazia. Um sentimento estranho tomou conta dela.
– Você é mesmo filho dela não é? Da Emma. – Ela perguntou com melancolia.
– Eu não sei se deveria te contar. – Ele olhou pra baixo, mas voltou a olhá-la como se a conhecesse muito bem. – Não me olhe assim...
– Não se preocupe, o importante é que ela é feliz nesse futuro, não é? – Pra Regina aquilo era mesmo o que importava, mas no fundo só queria que o motivo da felicidade de Emma fosse ela. Estava se esforçando para que tudo desse certo, mas podia ver que não daria, ela não podia dar um filho a Emma e sua família nunca a aceitariam. O garoto balançou a cabeça afirmando.
– Só pense por um minuto, eu tenho o nome do seu pai. – Ele falou, mas ela ainda ficou sem entender. – E você costuma-me dizer que é porque ele e minha mãe eram as únicas pessoas que tinham fé em você.
– Eu costumo lhe dizer?
– Sim, mãe. – Ele soltou e tampou a boca com a mão, tinha um sorriso divertido. – Ops!
Regina o olhou, assustada, não era nem ao menos possível. Mas os olhos, ele tinha os mesmos olhos castanhos dela e os cabelos pretos, Emma tinha cabelos dourados. Mas não, não era possível.
– Garoto... – Ela começou, mas se interrompeu, era insano até pensar no assunto.
– Os trouxas têm uma coisa chamada ciência... – Ele falou timidamente. – Mas não me diga que fui eu quem te contei.
Os dois ficaram confusos por alguns segundos.
– Eu preciso ir agora. Só precisava vir te agradecer mesmo.
Regina balançou a cabeça, ainda estava muito atônita, mas quando o olhou novamente sorriu pra ele, era um garoto lindo e tinha encontrado um jeito de salvar a humanidade de um destino terrível. Ele nem havia nascido e ela já se orgulhava dele. Antes de ir ela caminhou até ele e o abraçou.
– Até mais garoto.
– Até mais mãe.
Tudo voltou ao normal e Killian a olhou confuso, ela estava sentada na sua frente e agora estava em pé perto do fogo.
– Que diabos..?
Mas ela o ignorou, estava feliz de mais para se importar. Teria Emma com ela, teria um filho com ela, ainda não sabia como, mas sabia que encontrariam um jeito e seriam uma família. Naquele momento ela se permitiu acreditar que tudo ficaria bem, era a primeira vez na vida de Regina Mills que ela realmente acreditava que teria fé, teria paz, teria amor. Ia dar tudo certo.
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