Notas iniciais
Então o que vocês estão achando? Acham que a fic devia focar mais no relacionamento das duas ou posso criar essa aventura que eu tenho na minha cabeça? Vocês é que mandam.

Regina se lembraria daquele feitiço: Abaffiato. Ele emitia um zumbido interminável nas pessoas permitindo que se conversasse sem ser ouvido. Ela não sabia como a bruxa havia feito aquilo, mas todos os retratos de antigos diretores estavam vazios, não havia ninguém que pudesse ajudá-la.

Ainda não conseguia acreditar que o professor Gold e a diretora Mcgonagall a tinham deixado ali sozinha com aquela mulher que visivelmente odiava a sua mãe. Talvez por ser do ministério da magia eles achavam que ela não faria mal a Regina, mas será que havia se esquecido de Dolores Umbridge? Crouch Junior? E até do próprio Lucius Malfoy debaixo de seus narizes dentro do ministério todo o tempo?

A mulher caminhava pela sala escura tão calmamente que Regina se perguntava se ainda estavam no castelo. Horas pareciam ter se passado, mas provavelmente foram apenas alguns minutos. Algumas das tochas tinham sido apagadas em pontos estratégicos para que somente onde Regina estava pudesse ficar iluminado, assim a mulher andava de um lado para outro a observando e Regina nunca sabia dizer de onde ela iria aparecer.

Alguma coisa acontecia fora daquela sala, Regina podia ouvir sons de estouros muito distantes, algo não estava certo. A mulherzinha verde sorria friamente para ela antes de desaparecer nas sombras novamente.

Regina olhou a sua volta assustada. Tinhas as mãos e as pernas amarradas na cadeira por uma corda preta muito esquisita, seu corpo estava suado e ela não sabia bem porque, talvez fosse o medo ou talvez a dor. Vários cortes em linhas horizontais percorriam seus braços, cada um significava uma pergunta feita pela velha bruxa que não obteve a resposta que desejava. No começo Regina não achou que ela fosse realmente machucá-la, agora só agradecia por ainda estar viva.

– Agora me diga, querida. Onde a sua mãe escondeu a maldição? – Perguntou a velha bruxa aparecendo de repente fazendo Regina dar um pulo na cadeira.

– Eu não sei, ela não me contou. – Gemeu ela sentindo mais um corte profundo se formar em seu braço.

Outro barulho de explosão do lado de fora, a bruxa soltou uma sonora gargalhada se ajoelhando na frente de Regina.

– Você esta tornando as coisas muito mais difíceis, minha menina. Diga-me, você planeja jogá-la contra a criança Charming? Porque seria um baita desperdício. – Ela ergueu a mão segurando o rosto de Regina fazendo ela olhá-la nos olhos sombrios.

Pensar em Emma fez o coração de Regina se encolher. Será que ela estaria bem? Será que também pensara isso no passado, que Regina a odiava a esse ponto? Mas não, nunca poderia causar tanto mal em ninguém, muito menos em Emma. A maldição de sua mãe havia mandado famílias inteiras de trouxas dentro de um portão para o esquecimento. Ninguém nunca havia voltado, pois não tinham poder o suficiente então simplesmente ficavam perdidos no nada. Como seria capaz de mandar Emma para um destino tão cruel? Se bem que Swan encontraria um jeito de voltar, ela era uma bruxa incrível, era poderosa e corajosa e...

– Você está sorrindo? – Perguntou a bruxinha verde com os olhos serrados em direção a Regina. – Você não vê que estou prestes a te matar?

– Você não vai me matar. – A expressão da mulher mudou de confusão para ódio. – Você não teria se arriscado tanto vindo até aqui se não precisasse mesmo da minha ajuda para encontrar o que você quer. Você sabe que mais ninguém pode encontrar a maldição. – A mulher se levantou, seus olhos estavam arregalados em fúria. – Mesmo que eu não saiba onde esta eu posso encontrar. Mas você não esta pretendendo lançá-la por ai pelos trouxas, esta? – Regina falava cada vez mais confiante o que fazia com que a mulher se encolhesse. – Você chegou aqui falando sobre como a minha mãe morreu sozinha e louca em Azkaban, você não quer o mesmo destino e sabe que é isso que terá, pois o novo regime do ministério não deixa brechas para bruxos mal intencionados. Então acho que você esta querendo abrir um portal para passar por ele e se estou certa você sabe como manipulá-lo, sabe como voltar se precisar.

A bruxa estava parada de boca aberta frente à Regina, os estouros no lado de fora pareciam mais frequentes e mais fortes, mas nenhumas delas estava dando atenção.

– Eu vou encontrar a maldição e a darei para você.

Regina tinha a voz confiante e segura, a mulher baixinha a olhou com desconfiança, mas não desviou os olhos da prisioneira. Abriu a boca para falar alguma coisa, mas parecia atônita de mais.

– Com uma condição. Eu tenho um amigo, um bom amigo que precisa de um antídoto porque foi ferido por uma planta que supostamente veio desse outro mundo...

– Sim... Killian Jones... Sonho Sombrio... – Murmurou a mulher ainda confusa.

– Nós temos um acordo? – Perguntou quase gritando.

– Ahh... – A mulher gemeu torcendo o pescoço de forma esquisita. – Você entendeu tudo errado meu bem. – Ela começou a rir descontroladamente, Regina não havia previsto aquilo, tentou um golpe de sorte e aparentemente falhou. – Não planejamos mandar alguns trouxas para o esquecimento, não. Mandaremos todos eles.

A mulher voltou para as sombras e Regina sentiu suas forças se esvaírem de seu corpo, por essa ela não esperava, iria morrer ali.

– Mas é claro que podemos ajudar o seu amigo sangue puro. Matar um sangue puro é um pecado terrível para meu mestre. – Regina ergueu a cabeça, talvez ainda houvesse esperança, por que ela mesma era uma sangue puro. – Não, meu mestre não fará mal aos sangues puros. Até porque uma já irá morrer essa noite.

A mulher se afastou mais uma vez se perdendo nas sombras, um nó se instalou na garganta de Regina, não queria morrer assim, queria ver Emma mais uma vez havia tantas coisas a serem ditas, tantas coisas a serem feitas. Quando a mulher retornou das sombras ela tinha um olhar muito satisfeito e dez vezes mais maníaco.

– Vamos tentar de um outro jeito meu bem. – Disse ela erguendo a varinha em direção a Regina. – Crucio!

Uma onde de dor se apossou do corpo de Regina, se estivesse em pé teria caído e rolado no chão era como se estivesse sendo atravessada por um raio. Sentia tanta dor que mal conseguia ouvir o próprio grito, mas sabia que estava gritando, pois sabia que não era forte o suficiente para aguentar aquilo. Quando o feitiço cessou a dor continuou, todas as suas células pareciam derretidas, um zumbido entrava pelo seu ouvido a deixando surda e seus olhos estavam embaçado, talvez de lágrimas. Ela ergueu a cabeça sentindo não só seu corpo, mas seu orgulho ferido olhou a mulher nos olhos a desafiando, sua respiração estava muito pesada e ela achava que estava morrendo.

Um dos motivos da garota achar que já estava partindo era porque começava a enxergar uma luz muito pequena ao lado da mulher. Já ouvira falar de pessoas que foram torturadas pela maldição cruciatus e enlouquecido, mas para ela a morte era mais bem vinda. A luz branca continuou a crescer ao lado da velha bruxa, mas ela não parecia perceber, disse alguma coisa que Regina não conseguiu ouvir devido ao zumbido em seu ouvido. A mulher ergueu a varinha mais uma vez e Regina se preparou para uma segunda onda de dor, mas esta nunca chegou. A luz cresceu até explodir e derrubar tudo ao seu redor. Theodora foi lançada contra a parede e Regina amarrada na cadeira caiu para trás.

Quando conseguiu abrir os olhos a luz brancas já estava desaparecendo, ela se esforçou para olhar para o lado e viu a mulher caída no chão de um jeito estranho, como se não tivesse terminado de cair e sim parado no meio do caminho, como se estivesse congelado. Ela sentiu dois pares de mãos levantarem sua cadeira, demorou um pouco para se acostumar a visão, mas assim que pode enxergar se assustou. Tudo estava congelado e os responsáveis eram duas crianças.

– Olá mã... Regina... – Disse um dos garotos.

– Parece que chegamos na hora certa. – Disse o outro apontando para a velha bruxa espatifada a meio caminho do chão.

Os garotos eram muito parecidos, exceto por um deles ser um pouco mais alto, talvez um ano mais velho e pelos olhos, um tinha os olhos muito verdes e o outro tinha olhos cor de chocolate. Eram pálidos, seus cabelos muito pretos caindo sobre os olhos e ambos tinham um sorriso travesso no rosto. O de olhos escuros se aproximou desamarrando suas mãos enquanto o outro analisava a bruxa inconsciente.

– Quem são vocês? O que vocês fizeram? Ela esta...

– Morta? Não, apenas desacordada. – Disse o garoto que estava próximo a bruxa. – Nós viemos ajudar você, mas precisa jurar que vai acreditar em tudo o que falarmos.

Regina olhou para o garoto que a desamarrada, ele se parecia muito com Emma, o sorriso. Ela balançou a cabeça positivamente, afinal aqueles garotos haviam salvo a sua vida o máximo que podia fazer era acreditar neles.

– Ótimo. – Disse o menino de olhos verdes abrindo as vestes da velha e retirando de lá a varinha de Regina que a mulher havia confiscado.

Eles terminaram de desamarrá-la e lhe entregaram sua varinha, ela ficou em pé ainda sentindo algumas dores, mas precisava ser forte.

– Nós não temos muito tempo. – Falou o mais velho com autoridade. – Assim que nos formos você estará sozinha, ela lançou um feitiço de bloqueio na entrada, mas você precisara paralisá-la primeiro.

Regina balançava a cabeça sem dizer nada. O garoto menos também não falava muito só a olhava curioso.

– Você precisa detê-los. Nós viemos do futuro, é complicado. A maldição, quando a lançaram algo deu errado e nós bruxos fomos lançados a esse mundo terrível. Theodora domina as terras do Oeste e outras três bruxas igualmente más dominam o Leste, Sul e Norte. Não há mais alegria no mundo. – O garoto falava com melancolia.

– Mas você pode fazer alguma coisa, não pode? Quer dizer, você sabe onde a maldição esta, não sabe? – Disse o garoto menor com esperança na voz. Regina odiou ter que desapontá-lo.

– Sinto muito, eu não sei onde esta.

Os meninos se olharam por um segundo e então voltaram a olhar para ela, como se não acreditassem nela.

– Quem são vocês, afinal? – Perguntou ela se sentindo extremamente boba por se importar.

O garoto menor se aproximou ficando bem de frente a ela.

– Eu sou Henry... Só Henry. – Ele sorriu. – Você vai encontrar a maldição, nós sabemos por quê... Bem, foi você quem a deu ao mestre.

Regina se afastou do garoto, certo que a alguns minutos ela pretendia negociar com a velha bruxa, mas dá-la a esse homem que ela nem sabia quem era e que pretendia acabar com os trouxa, ela não faria isso.

– Do que estão falando? Estão enganados.

– Escute Regina. – O garoto mais velho falou tentando manter a calma. – Nosso tempo esta se acabando. – No lugar onde os garotos estavam outra luz começou a brilhar, eles a olharam assustados e o garoto menor segurou a mão do mais velho. – Precisa nos ajudar, precisa fazer o que for preciso, sacrifícios precisarão ser tomados, mas será por um bem maior.

A imagem dos meninos começou a ficar ofuscada conforme a luz ficava mais forte, antes de partirem o garoto menor segurou a mão dela fazendo um pedido.

– Por favor, tome conta da minha mãe. Ela não é tão forte quando demonstra.

E então eles sumiram, tão de repente quanto apareceram.

***

Theodora abriu os olhos confusa, tentou se mexer, mas não conseguiu. Ela estava amarrada na cadeira se sacudindo tentando se soltar, em vão. Na frente de braços cruzados estava Regina segurando as duas varinhas e a olhando com um sorriso sarcástico. O senhor Gold e a diretora Mcgonagall também já estavam ali acompanhados de Ruby. Todos encaravam a velha com expressões de ódio exceto por Regina que sorria.

– Agora me diga, querida. – Disse a morena apontando as duas varinhas para a velha. – Quem é esse seu mestre?

Notas finais
Esse cap foi mais focado na Regina né, os ultimos tem sido assim, vocês estão gostando? Quem acham que é esse mestre ein? E o que acharam da pequena aparição do nosso amor Henry? E pra quem não sabe o garoto que estava com ele é o Alvo Severo Potter pq sim. rsrsrs Reviews?