Storybrooke Goes To Hogwarts

15 A Maldição Imperdoável.


Notas iniciais
Quanto tempo faz? Eu nem me lembro mais... (8) Desculpem kkkk'

Elas correram para dentro da enfermaria e quando a porta se abriu fingiram estar dormindo.

Regina havia se deitado de costas para Emma, ela não queria que a garota visse sua expressão naquele momento, nem ela mesma sabia se estava rindo ou chorando. Passou os dedos sobre os lábios, ainda podia sentir o gosto da outra, seu cheiro, ainda podia sentir Emma junto de si e ainda assim sentia tanta saudade.

O enorme sorriso que Emma Swan tinha no rosto não poderia ser descrito, ela estava tão feliz e ao mesmo tempo tão insegura. Amava Regina, sabia disso, mas também sabia que a morena lutaria contra esse sentimento da mesma forma como fizera a minutos atrás, ela tinha medo, Emma sabia disso, mas também sabia que a ajudaria a enfrentar seus medos e ficaria ao seu lado em todos os momentos, ficaria para sempre se ela realmente a quisesse. Sentia-se a garota mais sortuda do mundo.

Quando a porta da enfermaria se abriu ela fechou os olhos e os abriu devagar a fim de tentar identificar o infeliz que estragara aquele momento. Ela não o reconheceu.

O garoto parecia ser mais baixo que ela, mas tinha os ombros caídos então provavelmente era da mesma altura. Quando ele parou aos pés de sua cama ela pode vê-lo mais de perto, mas não conseguiu ver muito, pois ainda fingia estar dormindo. Seus cabelos parecia terem sidos cortados de improviso, pois alguns fios estavam fora de ordem e desiguais, mas a intenção era clara, o cabelo havia sido cortado em um momento de raiva. Tinha um topete desregular e parecia molhado, ela tentou se virar, mas sabia que se o fizesse o garoto a veria.

Ela percebeu que ele havia parado frente a ela e a observada, se sentiu incomodada e levantou a cabeça para que ele visse que ela estava acordada. Ao encará-lo seu coração se apertou. O garoto tinha os olhos profundos e estava muito magro, parecia muito mais velho do que realmente era e tinha olheiras enormes e escuras ao redor dos olhos.

– Bae? O que...?

– Emma. – Disse ela com uma voz profunda e amargura que ela não conhecia.

Ela se levantou da cama e caminhou até ele, teve medo de se aproximar mais ou até mesmo de perguntar o que havia acontecido. Abriu a boca, mas ele a interrompeu.

– Talvez queira acordar a sua amiga ali. – Ele olhou na direção de Regina.

– Regina? Porque?

– Tenho uma coisa que vocês precisam ver.

Emma engoliu um seco, queria abraçá-lo e perguntar o que estava acontecendo, mas não conseguiu, alguma coisa estava muito errada, mas ela se limitou a ir até Regina e trazê-la.

– O que aconteceu com você garoto prodígio? – Regina o provocou assim que se aproximou.

– Cale a boca. – Ele falou a encarando e ela franziu o cenho achando aquilo extremamente estranho, Baelfire jamais havia falado com ela naquele tom, ele até parecia outra pessoa.

– Não me mande calar a boca, pequeno pedaço de bosta. – Ela sacou a varinha, mas Emma se colocou entre eles.

– Por favor, vocês dois. – Bae continuava a encarar Regina com uma expressão de ódio, normalmente ele desviava o olhar a abaixava a cabeça, mas aquele rapaz ali não era o mesmo Baelfire que elas conheciam. – Bae, me diga o que esta acontecendo.

Ele pegou a mochila que carregava nas costas e a abriu, durante todo o tempo evitara olhar Emma nos olhos, pois sabia que assim que o fizesse voltaria a ser aquele garotinho bobo, assustado e apaixonado e havia prometido a si mesmo e a Peter Pan que jamais o seria novamente. Por isso cortara os cabelos e mudara as roupas, pois queria deixar tudo àquilo que um dia fora para trás, dali pra frente seria um homem, seria o homem de Emma.

Ele estendeu um recipiente de vidro para Emma, com um liquido verde e brilhante. Ela o examinou curiosa.

– Dê a ele e irá melhorar. – Ele disse apontando Killian do outro lado da enfermaria.

– Você encontrou o antídoto? – Perguntou Regina incrédula.

– Não, eu o criei.

– Bae, isso é... – Emma começou.

– Poupe-me Emma, dê a ele e venha comigo pra floresta, preciso lhe mostrar uma coisa. – Ele falou abrindo caminho para que ela passasse e ela foi sem questionar, ainda estava muito confusa e seu coração a dizia que algo estava errado.

Regina ficou ao lado da cama de Killian enquanto Emma abria o pequeno frasco e derramava na boca do garoto. Por alguns instantes elas prenderam a respiração esperando que alguma coisa acontecesse, o coração de Regina batia descontrolado, não importava quanta raiva sentisse de Bae se ele conseguisse salvar Killian ela sempre lhe seria grata.

Nada aconteceu.

Emma respirava pesadamente, encarava Baelfire enquanto ele nada dizia ou fazia. Tinha os olhos fixos em Regina o que deixava Emma ainda mais nervosa.

– Não esta acontecendo nada. – Gritou Regina fazendo Emma se assustar, ele tentara, devia ser o suficiente.

– Bae, você testou isso? Como sabe que funciona? – Emma passou a mão na testa de Killian, por bem ou por mal ele não tinha mais febre.

– Funciona. – Ele respondeu seco.

– Você não passa de um inútil, isso sim. – Disse Regina se aproximando do garoto. – Só esta aqui por causa dela, não se importa com Killian.

Regina caminhou até ele com seu ar arrogante, vendo que daquilo não poderia sair boa coisa Emma saiu do lado de Killian e se juntou aos dois que agora discutiam fervorosamente. Aquilo parecia nunca ter fim, Regina o xingava de um lado e Bae rebatia de outro, Emma nunca o tinha visto daquela forma, agressivo e frio, ele até se parecia com a morena de olhos furiosos que sempre sabia muito bem o que dizer para pisar na ferida, mas no entanto Bae não parecia se importar tanto como de costume.

– Porque não assume de uma vez que você é apaixonado por ela e acabamos com isso? Esse corte de cabelo ridículo e essas roupas hardcore não vão mudar quem você é na essência garoto Gold, ela não quer você. – Regina usava todo seu tom sarcástico.

– E quanto tempo você acha que essa brincadeira vai durar Mills? – Perguntou ele apontando para as duas, Emma fez uma careta. – Você viu o futuro dela com os seus próprios olhos, ou vai negar agora? – Regina abriu a boca, mas a fechou. Como ele sabia? Como poderia saber? – Parece que eu achei o seu calo não é mesmo? Isso não é uma história de amor queridinha, não existe final feliz pra pessoas como você.

Regina sacou a varinha quando viu que não tinha resposta para lhe dar, no fundo de seu coração escuro ela sabia que ele tinha razão, Emma era uma boa pessoa, Emma se casaria com alguém e teria um filho que atravessaria uma inteira dimensão para salvar o mundo dos bruxos, Emma merecia ser feliz e não era com Regina, Regina era uma vilã, e vilões não tinham finais felizes.

Baelfire também sacou a varinha, ele sorriu nervosamente colocando uma das mãos na cintura. Emma tentou se colocar entre eles, dizendo coisas para Pará-los, mas nenhum dos dois estavam ouvindo, ela tinha medo de que se machucasse de verdade, afinal era seu melhor amigo e seu amor ali, ela não sabia o que fazer.

Regina sabia alguns feitiços pesados, menos da metade havia aprendido na escola, mas nos livros da mãe, ela os lia escondido quando o pai não estava em casa. Já havia praticado muitos deles e sabia como machucar o garoto mais do que ele merecia e ela o queria machucar muito pois mesmo que não pudesse ficar com Emma também não queria que ele ficasse. Mesmo com tudo isso pesando na sua mente sabia que se o machucasse de verdade Emma não a perdoaria.

Uma explosão aconteceu quando o feitiço de Regina e Bae se encontraram. Os dois foram jogados para trás e faíscas verdes e brancas voaram para todos os lados.

– SECTUMSEMPRA! – Gritou Regina.

– AVADA KEDAVRA! – Gritou Bae ainda mais alto.

Quando se levantaram Regina e Emma estavam assustadas, ele tentou matá-la, de verdade ali, ele tentou matá-la. Ele a olhava do outro lado da sala com olhos estranhamente verdes, Bae não tinha olhos verdes, pensou ela.

Emma ainda se recuperava do choque, a explosão dos feitiços também a tinha jogado no chão e ela mal conseguia parar em pé, pois não acreditava no que tinha acabado de acontecer.

– Quem é você? – Perguntou Regina ainda incrédula, sua voz era só um sussurro, mas devido ao silêncio brutal que havia se instalado na sala era impossível não ouvi-la.

– Vocês estão tentando derrubar o castelo? – Uma voz grossa e arrastada falou atrás de Emma, todos se viraram de uma vez surpresos, exceto Bae que certamente já previa aquilo. Killian se sentou na cama e então devagar se levantou. Ao mesmo tempo as portas da enfermaria se abriram e Ruby entrou com Belle assustada logo atrás de si.

Notas finais
Meu deus esse Bae, o que vocês acham ein?