Story of My Life

1 Capítulo 1 DESCOBRINDO NOVAS PESSOAS


Notas iniciais
Espero que gostem e que tenham uma ótima leitura!

A vida as vezes é uma merda. E já fazem três anos que estou vivendo na merda que o mundo se tornou. Como se já fosse fácil antes de tudo acontecer. Bom hoje tento não pensar no que ficou para traz, na minha família e amigos. Só viver cada dia como se fosse o último. E claro, tomando o máximo de cuidado para que uma dessas merdas de mortos não me matem no meio de tudo isso.

Já perdi a conta de quantos grupos de sobreviventes já passei depois que os mortos se levantaram. No começo dessa pandemia as pessoas não estavam preparadas para todo o caos. Os grupos que começavam com vinte a vinte e cinco pessoas diminuíam em menos de uma semana. As pessoas não estavam atentas as coisas ao redor e sempre com conversas altas, os homens nas farras. Até que com o passar do tempo foram sobrando os mais fortes, os mais loucos. Alguns talvez tivesse ficado loucos por terem perdido alguém próximo, não sei. Mas o que sei é que as pessoas começaram a se tornarem também um risco.

E por isso passei a evitar grupos que tivessem mais homens do que mulheres. Isso nem sempre era certo de que o grupo era tranquilo. Já vi mulheres fazendo coisas que me assustaram muito. Acho que agora, depois de todo esse tempo, não há o que posso me assustar, não o que se diz respeito a maldade do homem.

Bom depois de todo esse blá blá blá é melhor eu me apresentar. Meu nome é Isabelly, tenho vinte e cinco anos. Antes do fim da humanidade trabalhava em um hospital na Geórgia como medica no PS (pronto socorro), não morava nos EUA mas consegui passar em uma prova para fazer minha pós graduação e vim morar aqui durante esse período.

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DESCOBRINDO NOVAS PESSOAS

Passei a noite em um prédio de uma cidade pequena que aparente mente não havia mais nada que pudesse ser aproveitado. Mas sinceramente, depois de tanto tempo descobri que é só procurar nos lugares certos que você encontra o que quer, e nem tudo havia sido saqueado.

Desci para um armazém perto para vasculhar e ouvi um barulho nas ruas. Estava louca para ser apenas zumbis. Mas não, tinham que ser pessoas. Me escondi no meio das roupas no canto da parede esperando eles irem.

— Cara você tem certeza que viu mesmo uma mulher andando por ai sozinha?

Ouvi um deles falando enquanto entravam onde estava. Merda!

— Tenho! E é melhor calar a boca pra vadia não fugir.

O outro retrucou:

— Se o Negan souber disso eles nos mata. Você sabe disso né?

O outro cara riu debochadamente e disse:

-Sei. Mas o Negan não precisa saber. Não é só ele que tem o direito de funder com uma mulher.

Por entre as roupas consegui ver o rosto dos caras, o que me chamou de vadia tinha o cabelo comprido e era bem magro, o outro era careca e parecia bem hesitante em fazer algo escondido desse tal de Negan. Mas quem é esse tal de Negan? Mais essa agora pra me preocupar.

Eles olharam ao redor da loja e se foram. Óbvio que não iria sair em seguida. Fiquei esperando por um tempo até que escutei o som do carro cantando pneu na rua. Olhei pela loja e peguei um par de roupa e no deposito consegui acha umas três embalagens fechadas de barrinhas de cereal. Não é uma maravilha, mas pelo menos não vou morrer de fome.

Passei mais uns quatro dias caminhando até a próxima cidade. Estava vasculhando uns carros quando vi pelo vidro o reflexo de um cara se aproximando. Foi só tempo de levantar o meu facão pro maldito. Ele levantou a mão e disse:

— Calma! Não quero te machucar. Meu nome é Aaron, e quero te ajudar. Eu...

Cortei ele dizendo:

— Claro que quer me ajudar. E depois, você vai querer o que em troca?

Ele me olhou e disse:

-Nada. Nós não vamos querer nada em troca.

Opa! Olhei pros lado e disse:

— Nós quem? Quem mais está aqui com você?

Ele suspirou e fez um sinal e logo depois um outro cara apareceu. Ele disse bem rápido:

— Esse é Eric meu namorado/marido. Nós moramos em uma comunidade e sempre que possível saímos em busca de mais pessoas. Queremos ajudar o máximo que conseguirmos.

Olhei pros dois incrédula com o que acabaram de me dizer e perguntei:

-Vocês são idiotas? Sabem que podem acabar destruído o lar de vocês se levarem as pessoas erradas?

Eric disse:

-Talvez. Mas se não tivéssemos saído não teríamos encontrado você.

Aaron:

— O que você me diz? Quer ir conosco? Pelo que vi você está ai sozinha e isso é bem ruim nos dias de hoje. Olha só, tenho fotos da comunidade, pode ver que não estamos mentido.

Ri sem acreditar no que vi e disse:

— Você de fato não tem noção do perigo mesmo né cara? Se por um acaso eu tivesse um grupo ai fora e só estivesse andando sozinha para conhecer comunidades como a sua afim de pegar tudo o que vocês tem e destruí-los depois? Você me dá as fotos e tudo mais. Serio isso é um risco grande, você sabe né?

Ele maneou a cabeça e disse:

— Te observei por um tempo quando você chegou aqui na cidade e começou a procurar algo. Você não parece pertencer de algum grupo.

Respondi:

— É você tem razão não pertenço.

Já estava cansada de andar de um lugar pro outro sozinha. De fato era muito mais perigoso do que no início e eles não parecia nem de porto com os caras ruins que já encontrei por ai. Se nada desse certo eu sairia e eles não conseguiriam me impedir. Disse:

— Ok. Vou com você. Mas dependendo do que encontrar por lá, não fico nem um dia.

Ele levantou a mão e disse:

— Tudo bem.

Eles estavam em um trailer e seguimos com ele até a tal comunidade. No caminho vi uma placa sobre um condomínio com o nome Alexandria. E qual não foi a minha surpresa quando eles pararam em frente a um portão que tinha uma placa de bem-vindo a Alexandria. Eles estacionaram o carro e disseram:

— Vamos te levar a uma pessoa que é responsável pelas coisas aqui. O nome dela é Deanna, ela tem o costume de entrevistar as pessoas quando elas chegam aqui.

Revirei os olhos mas vamos ver no que isso vai dá. Cheguei na porta da casa da tal Deanna e Eric tocou a campainha. Antes dela atender ele disse:

— Olha, vou te esperar aqui até a entrevista acabar e depois vou te levar pra nossa casa. Até você adaptar as coisas aqui.

Não tive tempo de responder pois uma senhora de cabelos curtos e loiros abriu a porta rindo. Eric tomou a iniciativa e disse:

— Deanna essa é a Isabelly. Nós a encontramos em uma cidadezinha e ela estava sozinha.

Ela sorriu e disse:

— Entre querida, vamos conversar.

Não tive tempo de recusar, Eric me empurrou incentivando a entrar. Lá ela me indicou uma poltrona e se sentou ao lado de uma câmera e disse:

— Espero que não se importe, mas eu gosto de filmar as entrevistas. Vamos começar pelo seu nome e o que você fazia antes de tudo isso acontecer.

Respirei fundo e disse:

— Bom. Meu nome é Isabelly Bittencourt, não sou americana, me mudei pra cá para fazer minha pós graduação. Trabalhava como medica do PS no Hospital em Geórgia. E quando as coisas aconteceram passei de grupo em grupo até o dia em que percebi que as pessoas estavam mudando a forma de ser. Estava começando a aflorar o pior em cada um. Ai decide que ficar sozinha era melhor....

Continuei ali por mais ou menos meia hora. Sai da casa da mulher e Eric estava de fato sentado nos degraus da casa me esperando. Ele sorriu e disse:

— Vamos?

Fomos andando até sua casa e ele me contando sobre o que tinha na comunidade. Mas ele conseguiu minha atenção quando disse:

— ... aqui nós temos eletricidade por causa das placas solares e ....

Cortei ele dizendo incrédula:

— Tem água quente?

Ele afirmou com a cabeça e então pedi que ele apressasse os passos porque estava louca por um banho quente. Na verdade, queria um banho de qualquer jeito. Mas um quente era sempre bem-vindo. Enquanto tomava banho eles disseram que iam fazer a comida. Acho que nem lembro quando foi que pode tomar um banho demorado com calma e relaxante. Os dedos da mão chegaram até enrugar.

Encontrei com os dois colocando a mesa e fui ajudar a terminar a arrumação para comermos. Durante o jantar perguntei:

— Por que vocês me quiseram aqui?

Eles se entre olharam e Aaron disse:

— As pessoas aqui, algumas na verdade, nos jugam por nossas escolhas. E pra evitar que isso acontecesse com você queríamos que você ficasse conosco. Na verdade, queríamos mesmo que você aceitasse a morar na comunidade.

Afirmei com a cabeça e depois de engoli a comida disse:

— A comida está uma delícia. E estou cheia. Amanhã vou olhar as coisas aqui. Mas isso é pra depois mesmo. Agora se não se importarem quero muito dormir.

Eles acenaram com a cabeça e me deram boa noite.

Notas finais
Me digam, o que acharam?