Story Of Evil... Moderna?!
2 Em um palácio amarelo- ok, ok, é só uma casa!
Notas iniciais
Em um palácio amarelo- ok, ok, é só uma casa!
Meiko estralou o pescoço, enquanto observava, tristonha, o amontoado de papeis em sua mesa. Bebia uma garrafa de cerveja, mesmo que isso fosse contra as normas da escola. Resmungou e começou a fazer seu trabalho, angustiada. Ouviu duas batidinhas na porta e levantou a cabeça para olhar, escondeu a garrafa de cerveja, mastigou uma balinha de menta e respirou fundo.
"Pode entrar!" exclamou, firme, vendo a porta se abrir lentamente e Miku e Haku entrarem em sua sala. "O que foi, meninas?"
"A professora de informática pediu para avisar que o computador está com um problema." Respondeu Miku, calmamente. "Parece que ela não consegue ligar."
Meiko suspirou e pegou a lista telefônica.
"Obrigada por avisar, Hatsune-san e..." parou de falar, olhando fixamente para Haku.
"H-Haku... Yowane Haku..." a morena assentiu e continuou buscando algo em sua lista. Miku puxou um pouco o braço de Haku e fez sinal para saírem da sala.
"Com licença." Pediu Miku, antes de ir embora. Meiko apenas levantou a mão em uma aceno. "Pronto, agora podemos ir!" exclamou a de cabelos verde, sorrindo para Haku.
A albina, sem dizer nada, seguiu Miku pelos corredores. A de cabelos verdes não teria que ir para o clube de teatro, então voltariam juntas. Haku ainda estranhava ter uma amiga, mesmo que uma semana já tivesse se passado desde que começaram a se falar. O grupo de teatro acabou ficando com a peça de Romeo e Cinderela, já que Rin se negava a fazer Adolescence.
Quando perceberam que ela andava com Miku, diminuíram muito o nível das provocações e das implicâncias e podia contar nos dedos quantas bolinhas de papel jogavam em sua cabeça na hora da aula. Era uma grande melhora. Embora ainda doesse quando diziam que ela havia se aproximado de Miku só para ser amiga de uma das meninas mais populares da escola, o que era uma grande mentira, já que Miku quem havia começado a falar com ela.
"Haku, por que você não entra no grupo de teatro?" Hatsune perguntou, quando já estavam no pátio. "Você disse que estava escrevendo, não é?"
"Mas eu não sou boa representando!" retrucou a albina, nervosa. Não queria aparecer na frente de toda a escola, em uma peça.
"A Megurine-sensei não ia ligar de você só fazer o roteiro!" Miku sorriu para a amiga e sentou-se em um banquinho próximo a escola. "Eu ainda vou te convencer a me deixar ler o que você escreve!"
"Você não vai gostar quando ler, Miku..." resmungou, sentando-se também. As duas ficaram em um silêncio agradável, apenas olhando para o movimento na rua.
"Eu ainda vou sair dessa cidade." A de cabelos verdes disse de repente, atraindo a atenção de Haku. "Eu sempre quis ir morar em Tóquio e trabalhar em um estúdio musical. É como se fosse um sonho..."
"É um bom sonho." Haku sorriu de leve. "Quando formos adultas, vamos nós duas para Tóquio, eu nunca pensei em nada para fazer mesmo."
"Verdade?!" a albina assentiu e Miku a abraçou. "Obrigada, Haku! Eu tinha medo por não ter ninguém pra ir comigo, mas... você vai mesmo, né?!"
"Não." Respondeu Rin, encarando um garoto que havia acabado de se declarar para si. Já estava se acostumando com isso.
"Mas... Rin-chan!" tentou protestar, mas foi em vão. A loira ergueu a mão para impedi-lo de falar.
"Eu não gosto de você." Deu de ombros e virou-se para Len. "Vamos, Len! Se não nos apressarmos eu vou perder minha serie favorita!"
"Tá, vamos..." saíram da escola, andando ao ritmo apressado imposto por Rin, porém, quase no meio do caminho, Len parou abruptamente de andar. "Rin, você já se apaixonou por alguém?"
A irmã virou-se para ele com uma sobrancelha arqueada, se indagando o porquê dessa pergunta. Queria ver sua serie de televisão e não perder tempo com uma coisa sem sentido dessas. Além disso, não era como se realmente tivesse algo impressionante para responder, como toda garota, já havia tido aquela paixonite infantil, mas desde que amadureceu um pouco, nunca mais. Colocou as mãos na cintura, encarando o irmão.
"Por que essa pergunta tão de repente?" viu Len abrir a boca para responder, mas o interrompeu. "Você ouviu que eu quero ver minha serie, não é? Então não pare de andar no meio do caminho!"
Dito isso, seguiu o caminho de casa na frente de Len, sem se importar por ter dito aquelas rudes palavras, enquanto o loiro, surpreso, a olhava se distanciar um pouco para logo segui-la, meio a contragosto. A idéia de Rin ter ficado com vergonha por aquilo era quase impossível, já que ela nem mesmo havia corado e sempre que estava com vergonha, nem que fosse pouca, seu rosto esquentava.
Quando chegaram em casa, Rin foi direto para a sala, ligando a televisão e se concentrou em sua serie, por sorte chegará ainda na abertura, não havia perdido nada de importante, só uma pequena introdução. Se ajeitou no sofá, jogando a mochila no chão e tirando as meias.
"LEEEEN! É hora do lanche, traga algo para mim!" gritou para seu irmão, que fora para o quarto trocar de roupa e guardar o material.
Não se passou nem um minuto e viu Len sair da parte dos quartos e ir para a cozinha. Se sentou, ainda vendo a serie e logo o irmão gêmeo voltou com uma bandeja com suco, um bolinho caseiro e um sanduíche. Começou a comer, sem nem ao menos agradecer ao irmão, rindo, mesmo que com a boca cheia, por algo que o protagonista da serie disse.
Len suspirou, cansado, e abaixou-se para pegar a mochila e as meias de Rin, tomando cuidado para não entrar na frente da televisão. Foi até o banheiro, colocando as meias no cesto de roupa e depois para o quarto de Rin, colocando a mochila em cima da cama. "Eu a mal-acostumei?" perguntou-se em pensamento, coçando a nuca.
Bem, era uma resposta obvia, e Len sabia disso. Nunca devia ter começado a tratá-la como uma princesa, ou obedecido todas as ordens de Rin desde pequeno. E mesmo que tivesse mesmo vontade de dizer para ela que não queria mais ser tratado como um empregado, ou melhor, um escravo, pois empregados recebem algo em troca, ficava com medo de magoar sua tão querida gêmea.
Ouviu algo vibrando dentro da mochila de Rin e sacou o celular dela de lá, vendo a foto e o nome de Kasane Teto na tela. Arqueou uma sobrancelha, enquanto atendia.
"Alô?"
"Rin? Sua voz tá estranha..." brincou a ruiva, do outro lado da linha, depois, quando percebeu que Len ia dizer que era ele, riu. "É brincadeira, sei que é você, Len-kun."
"O que foi?" perguntou, fechando a mochila de Rin e começando a fazer o caminho até a sala. Teto suspirou.
"Len-kun, sua irmã te contou de Adolescence?" perguntou a ruiva, já quase certa de sua resposta.
"Adolescence? O que é isso? A nova peça?" já estava no corredor, mas virou-se e foi para seu quarto.
"É. Os protagonistas deviam ser você e a Rin-chan." Explicou, calmamente. "Como você não é do grupo, mas o pessoal do clube ficou animado, Megurine-san pediu para Rin te chamar e ela hoje disse que você estava pensando, mas provavelmente não ia querer."
Len teve que segurar a imensa vontade de ir pedir satisfações à Rin. Ela realmente o tratava com um servo, ele tinha que fazer as coisas para ela, porém agora estava beirando a escravidão completa. Já não podia se vestir do jeito que queria e agora nem decidir o que faria ou não... no lugar de ir gritar isso para Rin, apenas bufou baixinho.
"Como sabia que eu ia atender?" perguntou o loiro, curioso, tentando deixar a irritação de lado.
"Claro que eu não sabia, né? Foi só sorte mesmo, ia pedir o seu número para a Rin-chan... ou pedir para falar com você."
"Podia ter ido falar comigo na escola." retrucou. Teto ficou em silêncio por uns 3 segundos e depois riu levemente.
"Você está sempre com sua irmã, Len." Não tinha como negar isso, então Len nada disse, concordando com a garota. "Mas... você devia ir falar com a Hatsune. Tente entrar no mesmo grupo que ela no festival cultural." o festival cultural da Academia Vocaloid se aproximava e no grupo se misturavam pessoas dos três anos. "Só falta uma vaga..."
"... Sem a Rin?" ouviu um suspiro contrariado do lado e entendeu isso como um: é claro. "Por que eu faria isso?! Por acaso eu devia abandonar minha irmã?!"
"Não devia. Mas ela também não devia te obrigar a ir comprar o lanche, fazer as tarefas e carregar a mochila dela." as duas linhas ficaram em silêncio por quase um minuto. "Preciso desligar, tenho que terminar o trabalho de amanhã. E acho que você tem que terminar DOIS trabalhos, né?" e antes que pudesse perguntar qualquer coisa, Teto desligou o telefone.
O loiro encarou o celular da irmã por um tempo e depois balançou a cabeça negativamente, sem saber bem o que fazer. Foi até seu armário e pegou um elástico de cabelo, prendendo-os num rabo-de-cavalo e guardando os óculos para pegar suas lentes de grau. Olhou-se no espelho. Por mais que odiasse seu rosto demasiadamente bonito, sentia falta de sua verdadeira imagem.
Perdeu-se em pensamentos por tanto tempo, se olhando no espelho, que só voltou a prestar atenção quando ouviu a porta se abrir bruscamente. Rin ia chamá-lo, porém fixou o olhar no celular em cima da cama. Foi até lá e o pegou, olhando para Len com a sobrancelha erguida, mas decidiu ignorar isso, já que às vezes ele pegava o celular para jogar.
"A mãe e o pai chegaram." Avisou a loira, vendo Len virar-se para ela e em seguida abaixar os olhos. "O que houve?"
"Rin..." pensou em perguntar da peça, mas desistiu, para não causar problemas a Teto, que havia lhe contado aquilo, ao menos.
"O que foi? Você está estranho." Rin se sentou na cama, observando o irmão gêmeo atentamente.
"Não é nada não." Len foi em direção à saída do quarto, mas quando já estava com a mão na maçaneta, Rin tacou o travesseiro nele. "Rin?"
"Você estava estranho e eu não vou aceitar um resposta dessas!" a loira cruzou os braços, decidida.
"Rin, não complique as coisas!" e antes que a discussão pudesse continuar, a senhora Kagamine abriu a porta.
"Rin-chan! Venha, eu comprei um vestido lindo para você enquanto voltava!" exclamou a mulher, animada. Rin foi até ela correndo e toda sorridente. "Ah... boa noite, Len. Tem se esforçado na escola?" a mulher apenas deu tempo de Len assentir e fechou a porta, deixando o loiro sozinho no quarto, novamente.
"O que mais eu esperava?"se jogou na cama, desanimado. "Eles nunca esconderam de mim que queriam ter só uma filha, mesmo..."
Na manhã seguinte, um jovem de cabelos e olhos azuis estava parado na frente da diretora Meiko, que lhe explicava os detalhes do trabalho. A morena parou de falar, observando as roupas juvenis e despojadas e a face bonita do homem.
"Você é bem diferente do que eu esperava..." comentou, com a mão no queixo. "Nem óculos você usa...!" Kaito riu, divertido.
"É, a maioria diz isso mesmo!" continuou rindo, mas mesmo assim deu um jeito de completar. "Mas eu faço meu trabalho direitinho!"
"Claro... eu espero, se não fizer eu não te pago! Hahaha!" agora quem ria era Meiko. "Te peguei, Bakaito!"
"B-Bakaito?!" gritou, indignado. A diretora continuou rindo e o de cabelos azuis percebeu que era uma risada um pouco... alterada. "Ela está... bêbada?!"
"Vá para o laboratório de informática!" ordenou ela, pegando o porta-lápis, como se fosse o jogar. Kaito se apressou a sair da sala.
"Ela é louca..." resmungou, passando a mão pelos cabelos e ajeitando a mochila azulada no ombro.
"A diretora é um pouco estranha, mas é boa pessoa." Ouviu uma voz doce ao seu lado e virou-se rapidamente. "Olá, sou Hatsune Miku." A de maria-chiquinha fez um reverencia. "Fiquei preocupada da diretora não te falar direito onde ficava o laboratório de informática e vim aqui..." Kaito sorriu.
"Shion Kaito. Prazer em te conhecer."
Continua...
Notas finais
Bem, pra começar, eu coloquei essa coisa da Miku e da Haku querendo ir pra Tóquio por causa da fuga delas na Shiro no Musume... e não tinha como fazer elas fugirem nessa fic, principalmente porque eu acho que a policia ia encontrar elas logo e ao invés de encontrar um trabalho elas iam se dar muito mal -.-"""
E a coisa do Len... a culpa foi da Kaori-sempai, quer dizer, do comentário dela! ^^""" ela falou da coisa do Len ser considerado a parte da Rin que não deu certo e... e... eu fiquei com pena dele, mas a vida é cruel com os shotas moes que caem em minhas mãos! @.@
Agora, a coisa do lanche foi algo que eu simplesmente não consegui resistir! XD"" E o Len é o Servant of Evil na versão moderna, então ele vai mesmo ficar fazendo essas coisas assim pra Rin, até o final da fic u.u
Acho que é só... um comentariozinho, por favor! Eu tava vendo que tenho 6 rw e 8 leitores... então, hei, os dois outros também podem mandar se quiserem =x e qualquer outra pessoa que esteja ai! XDDD
Ja ne ^^~~
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