Storm Of Feelings
23 Capítulo 23 - Changes
Notas iniciais
POV Zayn
Entramos no carro e eu estava nervoso e inseguro. Será que ela iria gostar? E se ela achasse monótono? Minhas mãos tremiam tentando ser firmes ao volante até que ela pergunta.
– Você ainda não me disse aonde vamos. –ela riu de leve. Engoli a seco e inclinei o pescoço soando um estralo.
– Surpresa. –falei com um sorriso perigoso pregado no rosto.
– Hmmmm. –ela disse vacilando um pouco a voz, eu sabia que ela estava ansiosa, só espero que não se decepcione.
Tentei não parecer nervoso ao fazer isso e liguei o rádio. O locutor da rádio contava algumas piadas com mínima graça o que fazia com que eu e Clara ríamos pela falta de humor. Depois de um curto repertório, ele anunciou uma música e logo reconheço os ritmos iniciais.
– Ah, amo essa! –ela disse sorrindo e batendo o pé em sequencia. Minha boca abriu um pouco, essa menina é tão perfeita.
– Sério?
– Claro! Amo os ramones. –não consegui deixar de abrir um sorriso.
– Eu amo ramones! –falei empolgado.
– Sério? –ela se virou para mim com a boca aberta e esbanjando um sorriso ao mesmo tempo.
– Ramones é vida! –falei.
– Totalmente! –ela disse cantando a música.
Nos animamos e já logo chegou o refrão.
– Baby I love you! -cantamos juntos em voz alta. Certeza que corei.
– C'mon baby! –fiz o eco com a voz trêmula.
– Baby I love you! –foi a vez dela cantar só que desta vez um pouco mais envergonhada.
– Baby I love you! –cantamos juntos. -I love only you! –olhei para ela meio que sem querer, era óbvio que eu queria mandar umas indiretas através da música, mas não queria que fosse tão óbvio. Vi ela corar e sorrir e de repente não ouvi mais a música e olhei para a estrada. Seria isso estar apaixonado conseguir nem ouvir a música de tanto encanto?
– Zayn. –ela disse quebrando o clima.
– Ham. –falei.
– O rádio... acho que bati a mão em algum botão e ele desligou. –ela riu.
Olhei para o rádio então desligado e o religuei. Ok, pelo menos sei que surdo não estou. Terminamos de cantar a música com a mesma animação e logo ela terminou.
– Aww... –ela murmurou. –Todas as músicas deviam ser como Hey Jude, bem longas para cantar.
– Concordo plenamente. –falei.
– Você tem uma voz linda, Zayn. –olhei para ela e seu rosto estava levemente inclinado.
– Obrigada. –olhei para ela e dei um rápido beijo em sua bochecha, que na verdade por conta da rapidez foi no canto da boca.
Chegamos ao destino e eu saí do carro e como sempre, abri a porta para ela. Ela encaixou seu braço no meu e fomos andando.
– Você já veio aqui? –perguntei.
– Não... –ela disse maravilhada.
– Esse é o St. James Park, para mim o melhor parque de Londres. –falei apreciando as luzes.
– É lindo! –ela disse me abraçando de lado. É normal sentir arrepios como acabei de sentir?
Andamos juntos, abraçados, pelo parque.
– Está com fome? –perguntei.
– Muita. –ela disse passando a mão na barriga separando nosso abraço.
– Já sei o que podemos comer, você vai adorar. –peguei-a pela mão e a levei para uma pequena lanchonete com as cores da bandeira da Itália em um dos cantos do parque.
– Pizza no cone? O que é isso? –ela disse rindo após ler o letreiro.
– O nome já diz, pizza no cone. –sorri.
– E isso é bom? –ela disse apontando para a barraca.
– Eu gosto. Experimenta que você vai gostar. –falei. –Mas espera... você não é fresca para comida não né? –ergui a sobrancelha direita.
– Ah, não. –ela sacudiu a cabeça e deu um sorriso fechado.
O rapaz jovem que atendia, devia ter uns 17 anos que vestia roupas com a mesma cor da do lugar nos entregou dois cardápios pretos.
– Já escolhi o meu, o 12. –falei sem nem ler o cardápio, eu já o sabia decor.
Ela analisou o cardápio e ela é tão fofa, tão meiga.
– Quero o número 23. –ela sorriu olhando para o atendente.
Ele entrou na cozinha e eu e Clara nos sentamos em uma das mesas de madeira ao lado. Ficamos conversando e um tempo depois chegaram nossos cones de pizza. Comemos com calma até de depois de longos minutos terminamos.
– Gostou? –perguntei ansioso.
– Adorei! –ela disse. –Preciso comer disso mais vezes.
– Pode deixar. –dei um sorriso esperto.
Me levantei para pagar a conta –depois de insistir mil vezes contra a ideia de rachar a conta com ela- e fomos andando de mãos dadas pelo parque.
Fomos andando e pelos alto-falantes do parque tocava músicas legais, até que começou uma legal mesmo. Christina Aguilera. Preciso dizer mais? Conforme ia começando a tocar a música, me afastei e puxei a mão de Clara e a trazendo para perto de mim. Demos uns passinhos mal executados de falsa, ambos sorrindo graciosamente. Eu a afastei e a girei uma duas vezes. Ela começou a cantar uma parte da música baixinho e enroscar o braço em mim. Ela se desenrolou e fomos cantando alto e dar passinhos descoordenados . Eu a abracei por trás enquanto ela ria e dançava. Passamos por uma curta ponte de pedra sob um pequeno riacho e nos estávamos divertindo muito, cantando embalados pela noite e pelas estrelas que tiveram a compaixão de aparecer esta noite. Meu rosto estava quase rasgando de tão largos meus sorrisos, eu não cansava. Eu a girei mais algumas vezes levado por suas gargalhadas deliciosas. Ficamos ali brincando que nem notamos a música terminar. Descemos do lado da pequena ponte á beira do estreito riacho e eu chutei a água molhando-a.
– Zayn! –ela disse rindo e brava ao mesmo tempo com o cenho franzido, indignada.
Percebi que a coisa não ia ficar bem para o meu lado e sai correndo pelo parque e em dois segundos já ouvia seus passos atrás de mim. Ousei a olhá-la e ela ria correndo sem os saltos. Acelerei os passos e ficamos nesse gato-e-rato por um tempinho até que me canso e me rendo me jogando na grama, tirando minha jaqueta.
– Ahhhh! –ela gritou e se jogou encima de mim. Começamos a gargalhar e ela encima de mim parecia incrivelmente leve. Nossos olhos estavam fixados um no outro e aos poucos nossas risadas foram acalmando e nossos olhares cada vez mais intensos. Nossas respirações ofegantes entraram em sincronia até que eu a beijei. Levei minhas mãos a sua cintura e as suas foram ao meu rosto. Depois de uns minutos paramos para tomar fôlego e ficamos ali abraçados. Minha vontade era de ficar ali abraçado com ela na grama olhando as estrelas até amanhecer, mas meus planos seguintes não permitiam. Ficamos ali uns 15 minutos e nos levantamos. Fomos andando pelo parque pelos últimos minutos e paramos na frente da grande fonte de azulejos para olhá-la, até que Clara em um movimento rápido extraterrestre me molha com água da fonte. Ri e comecei a jogar água nela de volta. Ficamos nesse joga-joga de água que quando eu parei para observar nossos corpos, estávamos todos encharcados.
– Ai meu Deus, olha nosso estado. –falei rindo e pingando.
– Bandeira branca, já te molhei suficiente. –ela gargalhou e veio em minha direção me abraçando, encostando a cabeça de lado no meu peito. –Estou com frio!
Olhei para o lado e ali estava minha jaqueta. Eu a peguei e a envolvi com ela. Ela sorriu e me abraçou, beijei sua cabeça. Olhei o relógio e ele já apontava 9h30. Como essa menina tem o poder de fazer o tempo passar tão depressa? Caminhamos até o estacionamento e entramos no carro molhando os assentos. Beijo para o Liam que irá me matar quando ver o carro dele manchado. Dirigi poucos quilômetros e logo chegamos ao pico de uma alta colina (alta mesmo).
– Já foi ao London Eye? –perguntei.
– Já... –é claro que ela já devia ter visitado o London Eye, por isso que não a levei até lá, além de ser clichê não seria muito uma surpresa.
Deixei o carro e saímos do carro e fomos abraçados até a beira da colina. Nos sentamos.
– Essa é Londres vista do alto de verdade. –falei apreciando as lindas luzes da cidade que brilha. O London Eye parecia uma casa de tão pequena que ficara olhando dali.
– Zayn.... é muito lindo! –ela disse encantada.
– Maravilhoso. –era um lugar simples, havia alguns gravetos e folhas secas espalhadas com somente uma árvore mais a direita.
Sozinhos, certamente ali é melhor que o parque. O lugar era simples e deserto, perfeito, de nosso estilo. Nos abraçamos mais apertado e ficamos observando as luzes. Ela tombou o rosto para meu ombro e eu encaixei o meu no contorno de sua cabeça. Não trocaria esse momento nem por estadias infinitas no mais luxuoso hotel com a mais famosa companhia. – Depois de um tempão, tempão mesmo, eu resolvi parar esse momento e fazer algo bem mais importante.
– Clara...
– Oi. –ela respondeu com a voz calma.
Me mexi e fiquei de frente para ela olhando fundo em seus olhos. Retirei no bolso uma pequena caixinha dourada. Ela sorriu já imaginando o que estaria por vir. Abri a caixinha direcionada para ela.
– Quer namorar comigo? –as palavras simplesmente fluíram.
– Sim. –ela disse dando o sorriso maior que eu já vira, seus olhos brilhavam e o vento batia suave em seus cabelos. Foi mais fácil que eu pensava.
Retirei o anel solitário prata e o encaixei em seu dedo direito. Por sua vez, ela tirou o outro simples e colocou em meu dedo. Demos as mãos cruzando os dedos e selamos o compromisso com um beijo nas alianças.
POV Melissa
Incrível como o tempo passa rápido. O inverno realmente chegou e o dia está muito gélido, agradeço ao gênio que inventou o aquecedor. Já faz três semanas que Zayn e Clara começaram a namorar, os dois são só amor, os meninos dizem que nunca viram o Zayn tão in love,e volta e meia está lendo um SMS com um sorriso bobo. Tocando no assunto de namoros, devo dizer que a cada vez meu coração aperta mais. Fiquei o tempo inteiro observando as ações de Louis e lutando contra mim mesma para me afastar dele. Passei noites quase que em claro me odiando por isso, mas só assim pude perceber que apesar de tudo ele jamais desistira de mim. Quer saber? Eu vou mesmo. Para que ter medo? Se não der certo, tento de novo. O que Louis pode me machucar? Ele é tudo o que alguém sempre quisera e eu venho desperdiçando isso a algum tempo. Qual é Melissa, a quem você quer enganar? Venho tentando esconder de mim própria que gosto de Louis, mas tá na hora do meu coração admitir ao cérebro que está caído nos amores. Hoje, já sábado, resolvi ir definitivamente ir para casa do Louis e me abrir de vez a ele sem mais delongas. Me arrumei e quando estava quase pronta eu ouvi a campainha tocar. Fui até a sala e abri a porta me dando de frente com Niall.
– Ah, oi gordo! –sorri.
– Oi Mel... –havia uma entonação diferente em sua voz.
– Aconteceu alguma coisa?
– Aconteceu. –ele disse rápido.
– Ah... ok. Entra. –falei abrindo mais a porta.
– Não Mel, não precisa. Eu quero ser breve, sério. –seus olhos estavam mais azuis que de costume e ele falava um pouco... inseguro?.
– Você está me assustando. –forcei uma risada.
– Vou ser rápido, não aguento muito falar isso, você sabe... –ele deu um sorriso torto.
– Fala, duende. –falei o impulsionando.
– Ok Mel, vou ser direto. Não quere que você me dê resposta alguma, porque aliás não quero muito saber, não agora. Por tanto... –ele disse devagar
– Fala Niall. –falei o apressando.
– Ok. Eu gosto de você. Gosto muito de você. Mesmo. E isso não é de hoje Mel, faz um tempão, muito antes de nós termos aquela briga. Era só isso. Tchau. –encarei ele ir embora perplexa e boquiaberta.
Como que... Como que ele gostava de mim esse tempo inteiro? Por que nunca me falou nada? Fechei a porta e me sentei no sofá tentando ordenar meu pensamento. E agora? Seria certo ir a Louis? Tomei um copo de água e fiquei pensando um pouco sentada no sofá em silêncio. E agora? Vou até a casa de Louis ou não? Eu odiaria fazer isso com Niall, não aguento vê-lo triste, pra baixo e tudo mais. Ultimamente ele tem feito tudo para mim, um anjo como jamais fora o que já quase me fez esquecer de tudo o que ele aprontou. Não posso mais deixar ninguém me atrapalhar, Niall é só meu amigo, nunca existiu um sentimento maior por ele. Engoli seco e peguei caminho até a casa dos meninos de táxi.
– Ah, oi Mel, que surpresa. –disse Liam abrindo a porta.
– Tudo bem? –falei dando um beijo em sua bochecha.
– Aham. –ele sorriu simpático. –Entra.
Entrei na casa e fiquei procurando Louis com os olhos, mas ao invés dele vi somente Harry vendo a TV com expressão de monotonia.
– Oi Harry. –sorri e fui até ele lhe dar um beijo na bochecha.
– Oi Mel. –ele fez uma expressão mais alegre e devolveu o beijo.
– Erm... o Louis tá por aí? –perguntei.
– Tá no quarto dele. –ele fez uma expressão maliciosa.
– Ok. Vou subir. –falei ignorando sua enorme safadeza.
Subi as escadas e vi a porta do quarto de Louis fechada. Dei duas batidinhas e ele berrou um “Entra!”. Fiz como falou e entrei no quarto. Ele me viu e imediatamente pausou o vídeo-game.
– Oi Mel. –ele disse alegre.
– Oi. –falei feliz apesar de que eu estar sentindo é puro nervosismo e insegurança.
– Tudo bem? –ele perguntou.
– Sim.
– É eu também. –ele sorriu. -Senta. –ele apontou para a cama.
– Então Lou. –falei com a mão tremendo. –Eu queria falar sobre... hm... nós. –suspirei e ele sorriu. –Então, não sei se você percebeu –dei uma risada fraca- mas ultimamente não sei se você percebeu, venho te ignorando um pouco. –abaixei a cabeça.- Espero que entenda-me, eu só queria ter certeza de seus sentimentos.
– O que? –ele me interrompeu e eu ergui a cabeça. –Então você passou o mês inteiro fazendo pouco de mim para me testar? Foi isso? –ele disse indignado o que já foi suficiente para encher meus olhos de lágrimas. Malditos hormônios.
– Não é bem isso Lou. –falei tentando não mostrar meu choro. Ele se levantou.
– Cara, você só pensa em você Mel? –ele disse elevando a voz. –Não pensou em mim? Não pensou o quanto eu poderia estar sofrendo? –ele disse com uma voz dramática.
Eu sou fraca, eu não aguentaria ouvir mais uma palavra. Saí voando do quarto, desci as escadas de dois em dois e saí da casa batendo a porta com força.
POV Louis
Louis! Como você consegue ser tão burro? – Saí correndo atrás de Mel que saiu chorando. Eu não deveria ter explodido daquele jeito, eu fui rude sem nem mesmo terminar de ouvi-la! Que raiva de mim, estraguei tudo! Recolhi meu casaco e saí atrás de Mel, que já da porta a localizei andando com passos apressados já chamando um táxi.
– Mel! –gritei. –Mel, vota aqui! –ela andou mais rápido e um táxi se aproximava.
Saí disparado até ela e botei a mão em seu ombro.
– Pode ir embora. –falei para o motorista.
– Não! –disse a Mel.
– Vou embora ou fico? –o homem perguntou.
– Pode ir. –Mel não hesitou, somente secou suas lágrimas que estavam quase congelando no inverno cortante londrino.
– Mel, me desculpa! Eu não queria ter falado aquilo para você, eu juro! Realmente só foi impulso, é que depois de tudo eu apenas explodi, não foi minha intenção, me desculpa! -implore– e ela olhou nos meus olhos.
– Tudo bem, eu entendo. Depois de tudo o que fiz, realmente não me espanto mais. Acho que devo esclarecer tudo isso de uma vez por todas. –assenti.- Bem, na verdade eu só queria saber se você realmente gostava de mim, eu me sentia insegura, já sofri muito e não quero passar por isso de novo. Eu gosto de você, Louis.
Olhei nos olhos dela e levei minhas mãos dentro das luvas ao rosto dela e observei seus traços angelicais. Não adiantava eu expressar palavras, nada mais podia significar do que um beijo.
POV Melissa
A medida que Louis me beijava eu sentia pingos de chuva caírem por meus ombros mas que aos poucos, ao encostar no meu rosto, se tornaram pequenos flocos de neve. Seus lábios estavam frios e por mais estranho que seja, até as nossas respirações ficavam frias com aquele clima de inverno. Tão suave, tão apaixonado, tão mágico. Eu senti as tão famosas -e clichês- borboletas do estômago que eu já imaginava estarem mortas dentro de mim. Tantos sentimentos unidos em uma tempestade de sentimentos me fizeram der a concreta e absoluta certeza de que ele era tudo o que já precisei, era ele quem podia completar meu vazio, era ele feito para mim, eu pude sentir isso, ele me transmitia isso. Terminei o beijo e ele selou meus lábios me abraçando em seguida. Sem nenhuma palavra mais, voltamos para a casa dele. Esse deveria ser nosso primeiro beijo, não aquele na praia há um tempo no qual eu acho que ele nem lembrava de tão bêbado. De qualquer modo, fiz o que é certo.
– Vamos lá dentro? –ele perguntou.
– Sim... precisamos conversar. –suspirei.
Eu precisava tomar alguma decisão mais concreta. Entramos abraçados e Harry já começou a dar algumas zoadas que tentamos ignorar. Subimos ao quarto de Louis e ele aumentou a temperatura do aquecedor, tirei o casaco.
– Então... –falei e olhei para ele que tinha um sorriso bobo estampado. Não consegui conter outro sorriso de admiração. –Erm... o que vai ser agora? –segurei sua mão.
– Tem outra opção a não ser...
– Tem. –eu o interrompi. Ele fez uma expressão curiosa. –Antes de eu vir para cá o Niall apareceu lá em casa. –me sustentei apenas olhando seus olhos.
– O que ele falou?
– Ele disse que gosta de mim há um tempão, só isso, depois foi embora sem deixar eu falar uma letra. –ele suspirou.
– Mas você gosta dele?
– Não! –eu disse rápido. –Não é isso Lou, é que se simplesmente chegar segunda-feira e ele me ver com você vai ficar muito triste e não quero isso, jamais. Não suporto ver o sofrimento dos outros por minha causa.
– O que vai fazer? –ele se sentou na cabeceira da cama e me trouxe para perto dele me fazendo deitar em seu peito.
– Só sei que não quero ficar longe de você. –eu disse brincando com seus dedos.
– Muito menos eu. –ele disse beijando minha testa.
– O que vamos fazer? Me ajuda! –supliquei.
– Hm... –ele pareceu pensar. –Mel, você sabe o que nos resta, não sabe? –olhei para seu rosto que plantava um sorriso malicioso.
– O que? –disse dando um sorriso bobo.
– E se namorarmos escondidos?
– Ahm... seria divertido, mas os outros não iriam ver nós juntos?
– E o nosso esconderijo?
– Mas e o Niall? Não seria justo esconder dele. –falei.
– A culpa não é minha se ele se apaixonou pela minha garota. –ele disse rápido na esperança que eu não entendesse.
– Louis! –falei dando uma breve risada.
– Tá, mas vamos ficar separados por isso? Você acha certo não sermos felizes por isso? Qual é, olha quantas garotas o mundo tem Mel... –ele falou acariciando meus cabelos.
– É... mas Louis, pelo menos no começo vamos manter entre eu e você em segredo, por favor.
– Vai ser legal. –ele disse com um ar divertido. –Se alguém nos ver de mãos dadas sem querer, digo que estou rezando com você. –eu ri.
– Tá bom. –falei entre a risada. –Você vai contar para alguém ou vai ser totalmente secreto?
– Se contarmos para alguém essa pessoa com certeza vai dar um monte de indiretas na frente de todo mundo e já vão sacar, então é melhor deixar assim.
– Ok, agora vamos descer antes que resolvam vir ver o que estamos fazendo.
– Um último beijo? –ele pediu com os olhos brilhando.
Sorri como confirmação e dei um beijo nele e o abracei forte.
– Vontade de ficar com você abraçado o tempo inteiro. –ele fez bico.
– Eu também... mas não podemos, infelizmente. Mas vai ser por pouco tempo, tá?
– Ok. –ele ergueu minha cabeça com o polegar e deu um beijo na bonta do meu nariz. –Você não vai embora já né?
– Não, vou ficar mais um pouco aqui. –dei um sorriso sem mostrar os dentes.
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