Storm Of Feelings
17 Capítulo 17 - Surprises
Notas iniciais
POV Melissa
"Em plena sexta–feira fui tentar me distrair, chegando na balada toda linda eu te vi. Você no camarote e eu rodado no pedaço, caçando um jeitinho
De invadir o seu espaço....” – Ouvi uma música de um idioma diferente ecoar pelo cômodo. Abri os olhos se esforço e olhei para o lado e Amanda já estava de pé... dançando(?)
– Cara que música é essa? O que você está fazendo aliás? –falei com a voz manhosa por conta do sono.
– Música brasileira. –ela deu uma risada fraca. –Só estou me acordando. Costumo dançar quando acordo. –ela disse indo em direção ao banheiro.
– Você é retardada, Mands. –falei e me levantei.
Peguei uma roupa emprestada dela e fomos para escola. Por sorte, os materiais necessários estão no meu armário e por conta disso não vou precisar voltar para casa para pegá-los.
– Promete que não vai mais ser assim com o Louis? –Mands perguntou na frente do portão do colégio.
– Tudo bem. –suspirei e continuei andando.
Avistamos os meninos e fomos até eles, logo eles nos viram e Louis, Liam e Harry já vieram nos abordar. Zayn deu um sorriso significante e veio atrás em um ritmo lento. Demos um beijo na bochecha de cada um e dessa vez, sem hesitar, dei um beijo normal na bochecha de Lou. Já é um bom começo, não?
– Cara você não vai acreditar! –falou Harry afobado.
– O que foi? –Amanda perguntou curiosa.
– O Zayn que não conta nada para gente! –disse Liam com os olhos arregalados.
– Como assim? –perguntei confusa.
– O Zayn ficou com a Clara e não contou para gente! –falou Harry com as sobrancelhas arqueadas.
– Cachorro sem vergonha! –emendou Louis.
– Nossa Zayn, parabéns viu! –Mands falou rindo em direção a ele.
– Tava demorando. –deu um tapinha nas costas dele.
– Oi gente! –falou Clara acompanhada de Liz na nossa frente. Todos nós nos calamos na hora e olhamos para ela com olhares maliciosos. –Por que ficaram em silêncio do nada? E o que estava demorando? –ela riu.
– Err... –falei sem saber o que dizer.
– É que Zayn ficou mocinho ontem... –disse Louis e Zayn o fuzilou com os olhos de braços cruzados.
– Que? –disse Clara caindo na gargalhada junto com Liz e Liam.
– É que eu não gostava de beterraba, então eu experimentei e gostei. –Zayn podia ter inventado um melhor, fala sério.
– Ahm... –disse Liz já recuperada da crise de riso.
O sinal logo tocou e entramos na classe.
POV Niall
Eu achava que Cameron era maravilhosa, mas eu estava errado. Ela é perfeita. Ela me fez delirar, essa garota é incrível. – Fiquei observando o pátio enquanto abraçava Cameron por trás. Meus olhos se arrastaram até ver Melissa e Amanda se aproximando dos meninos. Eu gosto deles, são caras legais, mas por conta de tudo o que aconteceu com a Melissa nunca mais conversamos, sinto falta deles já. Elas deram um beijo na bochecha de cada um deles normalmente, o que me impressionei, pois achei que Louis e Melissa estavam namorando. Se estivessem namorando, porque dariam um beijo na bochecha? Enfim, até agora não vi sequer um beijo desde o dia que estavam bêbados na praia e muito menos com Max, no qual ela nem passa por perto. Será que Cameron não se enganou?
– Amor, vamos? –Cam falou tirando-me de meus pensamentos.
– Hã, aonde? –falei confuso.
– Para sala... não ouviu o sinal? –ela riu.
– Ah sim, claro... Vamos. –eu a soltei e peguei em sua mão a guiando em direção a sala.
POV Cameron
Estava na aula de inglês ouvindo as explicações da professora Anne e sua voz de hiena irritante até que sinto meu celular vibrar. Eu o pego discretamente e visualizo a mensagem que acabaram de receber vinda de Max: “Corredor da sala de informática. Agora.” Boas notícias virão? Ou será que aquele otário fez algo errado de novo? – Comecei a tossir freneticamente para chamar atenção da professora.
– Tudo bem, Cameron? –ela perguntou me encarando preocupada.
– Posso ir tomar uma água? –pedi.
– Claro. –me levantei e saí da sala.
Fui ao corredor pedido e vi Max apoiado na parede fitando o chão.
– O que quer? –falei chegando perto dele.
– Fiz o que me pediu. –ele deu um sorriso malicioso.
– Bom garoto. –sorri vitoriosamente.
– Mas quero a minha recompensa. –em um movimento rápido, ele me puxou pela cintura e me olhou maliciosamente.
– Estou namorando, não posso fazer isso! –eu disse me soltando dos braços dele.
– Você sabe de tudo o que sei. Uma palavra e seu namoro acaba. –ele me puxou novamente mas com muito mais força.
– Ok... amanhã passa lá em casa. –falei gaguejando um pouco incerta.
Eu sei o que Max seria capaz e não me arriscaria a negar nada depois de tudo o que aconteceu ao longo de todos esses anos.
POV Melissa
A aula terminou e me despedi de todos e acabei ganhando uma carona da mãe de Liz para casa. Louis não se aproximou de mim novamente, o que estranhei porém fiquei aliviada. Agora que eu estava disposta ele iria desistir?
– Entregue. –falou a mãe de Liz com um sorriso simpático.
– Obrigada Sra.Dobbins , até mais! –falei abrindo a porta.
– Me chame de Dianna, por favor. E não foi nada, é caminho. –ela sorriu novamente e eu retribui o sorriso.
– Tchau Liz, tchau Dianna! –fechei a porta e entrei em casa.
Passei pela cozinha e meu pai estava lendo jornal e tomando sua xícara de café, mesmo estando quase na hora do almoço.
– Bom dia pai. –disse sorrindo.
– Bom dia filha. –ele deu um sorriso aberto. –Vamos almoçar fora hoje, tá? –Assenti e subi direto para meu quarto.
Troquei de roupa e logo estranhei, pois Ozzy sempre que chego vem até na porta de casa me receber. Olhei para sua caminha e ele estava dormindo.
– Ozzy seu preguiçoso! –falei rindo. –Dormindo essa hora? Como você consegue? –passei a mão por seus pelos para acordá-lo mas ele não respondia. Estranhei novamente, Ozzy é muito enérgico e não costuma dormir fora de hora, agora então que eu o chacoalhei ele deveria ter acordado. Peguei-o no colo e nada dele abrir os olhos. –Ozzy! –gritei. –Ozzy! Acorda! Meu Deus, Ozzy! –me desesperei e o levei nos braços até a cozinha.
– O que foi filha? –meu pai disse assustado na ponta da escada.
– Pai! O Ozzy! –falei ofegante. –Ele não tá acordando!
Em um movimento rápido meu pai soltou a xícara encima da mesa e tomou o cão de meus braços.
– Vivo ele está, vamos levar ele no veterinário, rápido! –corri apavorada, peguei minha bolsa e corri para o carro.
Coloquei ele em meu colo enquanto meu pai dirigia a toda velocidade até a clínica.
– Filha, como isso foi acontecer? –meu pai perguntou já mais calmo.
– Não sei! –falei ainda aos prantos.
– Você tá dando água, comida e tudo certinho?
– Claro né pai! –falei incrédula. Ele estava me acusando de má dona?
– Calma filha, eu só fiz uma pergunta. –não o respondi.
Fiquei olhando Ozzy que estava mole como um pano até que sinto seus músculos contrair-se e logo voltaram a ficar moles. Seus olhos abriram levemente e ficaram entreabertos. Eu via que ele estava fraco e lutava para deixar as pálpebras abertas. Meus olhos marejaram na hora, ele não é assim.
Logo chegamos na clínica onde meu pai o comprou e o levamos com pressa para dentro.
– Por favor, alguém nos ajude! –falou meu pai.
– O que houve? –uma mulher loira vestida de branco se aproximou de Ozzy.
– Eu não sei. Ele é todo enérgico, de repente quando cheguei ele estava deitado e não acordava mais. Ele ficou todo mole e sem reação. –falei lentamente já mais calma porém ainda preocupada.
– Vou leva-lo para dentro para o médico o examinar, tudo bem? –assenti com a cabeça e ela pegou ele no colo e foi porta adentro.
Desabei no sofá e encostei minha cabeça no ombro de meu pai.
– Filha, acorda. –senti meu pai me chacoalhando e me despertei.
Olhei ao redor e lembrei-me que estava na clínica.
– Cadê o Ozzy? –falei sentindo as lágrimas secas em minha bochecha.
– O veterinário está aqui para isso... –olhei para frente e vi um homem de estatura baixa com um óculos e um jaleco branco com “Tenninson” bordado em azul turquesa, o que deveria ser seu sobrenome.
– O que aconteceu com ele? –perguntei e o médico suspirou.
– Parece que alguém deu uma substância indevida para ele, ou seja, veneno.
– Ele vai ficar bem? –perguntou meu pai.
– Não sabemos ainda, ele vai ter que ficar um tempo aqui até se recuperar. Ele já acordou mas ainda está fraco.
– Obrigada doutor. –ouvi meu pai dizer e apoiei novamente a cabeça em seus ombros.
– Ele não pode morrer... –sussurrei.
– Ele vai ficar bem Mel, calma. –ele suspirou.
Quem faria isso com Ozzy? O que ele faria de mal a alguém? – Logo já as perguntas pareciam ter resposta. É claro, só pode ter sido Max ou Cameron de algum jeito. Eu não posso acreditar que usaram um cão inocente ao invés de fazer algo diretamente comigo. O que eu fiz de errado para merecer isso?
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