Storm Of Feelings

24 Capítulo 24 - Please don't stop the music


Notas iniciais
oi gente, demorei dois dias olha que absurdo! boa leitura, espero que gostem!! -que mais reviews, tá?-

POV Melissa

As aulas de música vem sendo perfeitas. A professora Jennifer é ótima, de longe as aulas dela são as melhores que já tive na vida. As aulas que seriam uma vez por semana passaram a ser duas por insistência da Jennifer para a diretora, que no início achou absurdo ter que trocar horários de aula para isso. Aprendemos já MUITO apesar de tão pouco tempo. Mais que música aprendemos sobre o canto. Já aprendemos sobre ressonância, melismas, apogiaturas, escalas, estamos nos afinando e já descobrimos sobre nossa própria voz, que aliás sou mezzo-soprano.

A professora entrou na sala e sentou-se encima de sua mesa enquanto tirávamos os materiais da mochila. Ela tinha uma pele bronzeada, cabelos finos levemente ondulados loiro bem claro que iam pouco abaixo da altura dos ombros e uma franja que deslizava em diagonal por sua testa em direção a orelha.­ Ela era bem nova, se estou lembrada ela tem entre 24 e 26 anos, tem a mente que se entrosa com a nossa, na minha opinião.

— Atenção gente! Atenção! –aos poucos as falas diminuíram e quando finalmente cessou ela continuou. –Tenho uma ótima novidade a vocês. Vou a partir de hoje organizar um festival de música. –ela sorriu entusiasmada. –Cada sala vai ter digamos que... ahm... uma missão. A missão desta turma será cantar em duplas, ou melhor, em casais. Cada um poderá escolher seu par e a música que irá cantar. Não será tão simples ir só lá e cantar! –ela levantou-se e começou a andar pela sala gesticulando. –Quero ver química, entrosamento, quero que se encaixem na música. –ela olhava mas cima fascinada como se estivesse em outra era. –Quero que vocês também se sintam confortáveis, então escolha um bom par. E por favor, nada de gracinhas com os outros casais, é apenas um dueto, nada de zoação! Como ainda temos muito o que aprender, os ensaios serão fora da escola, vocês que decidem aonde e os horários. Recomendo que duas vezes por semana é o suficiente, mas quanto mais melhor. Hoje vocês vão escolher o par e ir conversando sobre, mas na próxima aula a gente vai ver sobre harmonia, então já sabem. Não há necessidade de se preocuparem com o playback, haverá banda. Podem escolher as duplas.

No momento em que ela terminou a turma começou a se movimentar. Olhei rapidinho para Louis que olhou para mim, mas logo desviei o olhar, óbvio que não íamos juntos. Não seria normal eu ficar umas semanas me afastando dele e logo um dia depois nós fazendo duetos em conjunto. Ok sem chance. Olhei para o Niall e ele já estava em dupla com outra garota. Me virei para Liam e ele tinha duas meninas ao seu redor e quando me viu me mandou um olhar S.O.S.

— Oi Liam! Quer vir comigo? –falei interrompendo as duas meninas que discutiam por qual delas iria ser par com ele.

— Clara Mel, vamos. –as meninas me olharam com desdém e saíram com o rabo entre as penas.

— Hm, tá disputando então? –falei sentando ao seu lado.

— Sempre. –ele riu.

— Então, o que vamos cantar? –perguntei.

— Não sei, o que você acha?

— Logo quando ela falou pensei em Love The Way You Lie. –ri.

Seus olhos pareceram se iluminar.

— Claro! Nunca eu ia pensar nessa música. –ele riu. -Você faz a Rihanna e eu o Eminem? –assenti. –Parte 1 ou 2?

— Eu amo a 2, mas o Eminem quase não canta. Vamos ficar com a 1?

— Ok. –ele sorriu. ­

Começamos e conversar mais meu olho vivia direcionando a mesa de Louis. Ele estava com Taylor, o que me aliviava, por que depois que Martin traiu ela com a Rachel ela parece que não quer saber de de garotos.­ Mas espera, eu estaria tendo uma crise de ciúmes? Isso é estranho e até novo pra mim.

— Mel?

— Ah, oi. –falei voltando a olhar para seus olhos.

— Você acha que seria legal? –ele perguntou.

— Ah sim, claro. –a verdade é que eu não fazia noção do que ele estava falando.

— Hm... ok. Quando a gente vai ensaiar? Aonde?

— Pode ser na sua casa? O dia e horário tanto faz.

— Não seria melhor na sua? Quer dizer, lá tem os meninos e tal que podem atrapalhar. –ele riu.

— Mas na sua casa vamos nos divertir mais. –sorri e ele concordou.

É claro que eu mais queria para ficar perto do Lou. Eu não sei porque está acontecendo essa tempestade de sentimentos dentro de mim. O Louis me conforta e isso não é de ontem, é desde o dia que eu o conheci no shopping. Ele já me confortava antes mesmo de eu vê-lo!

— Até que enfim acabou o inferno diário... –Zayn jogou a cabeça para trás.

— Vamos pra casa, tô com fome. –disse Harry.

— Tá gente, estou indo! Tchau. –disse Mands. –E você Mel, vem comigo?

— Ah não, vou almoçar fora hoje...

— Ok, tchau. –ela deu um beijo em cada um e foi embora.

— Ah, dudes, eu vou ter que ficar aqui para fazer a parada de história, já vou fazer hoje pra adiantar. Não vou demorar e vê se deixam uma comida pra mim, viu Harry? –disse Louis e Harry riu.

Nos despedimos e fingi pegar o caminho da minha casa mas logo voltei e Louis não estava mais lá. Fui em direção ao cantinho e lá estava ele a minha espera.

— Oi! –falei feliz ao seu lado.

— Oi meu amor! –ele me beijou.

— Enfim sós. –falei e ele riu.

Ficamos ali falando abobrinhas até que uma incógnita reapareceu na minha mente.

— Lou, como você achou esse lugar? –ele riu.

— Na verdade quando nos mudamos para Londres e viemos conhecer a Martine’s no fim começo do ano as aulas não haviam começado, a escola estava vazia. A diretora nos deixou livres para conhecer a escola. Dei o meu jeito de fugir deles e fui explorando cada canto, até que cheguei ao corredor. Olhei para a janela cheia de ferrugem e bem emperrada, até que depois de um tempinho ali tentando abrir achei aquela alavanquinha lá encima que estava bem mais pesada. No dia que começou as aulas comecei a reparar se tinha alguém lá mas nunca ninguém nem chegava perto, então eu te trouxe aqui. –ele sorriu e eu lembrei-me o dia que vi isso pela primeira vez. Me apertei mais a seu abraço.

— E Louis, quando você me viu no shopping, por que me abraçou?

— Na verdade eu disse que gostava de confortar as pessoas menos sem conhecer, lembra? –assenti. –Tudo mentira. –eu ri. –Eu não sou um louco que abraço as pessoas por aí, se é que você ainda não percebeu. –ele pigarreou. –Então eu vi você ali, tão linda, tão fofa e pior, chorando. Eu sabia que teria acontecido algo muito não-legal para você estar ali publicamente derramando suas lágrimas. Aí eu queria me aproximar de você mas não fazia ideia de como, então eu só te abracei, e olha no que deu. –sorrimos e ele apertou mais forte.

POV Liam

Saí de tarde para comprar fones de ouvido novos, coisa que não seria necessária se eu não tivesse emprestado ao Harry e ele por sua vez ter destruído. Enquanto guio o carro procuro com os olhos com cuidado meu celular. Vejo as horas e volto meu olhar à estrada quando sou surpreendido por alguém com expressão de espanto na frente do carro. Dou uma freada brusca e a pessoa de repente sumiu. Saí como um vulto do carro e fui até a pessoa e ajudei-a a se levantar.

— Meu Deus, me desculpe! Eu não te vi! Cara, me desculpe! –falei apressado.

— Sem problemas. –ela limpou seu shorts.

Ela tinha um cabelo bem loiro e liso preso em um coque (que eu ajudei a destruí-lo) e tinha traços angelicais incluindo seus olhos verdes chamativos cor de esmeralda. Ela não devia ter mais que 20 anos. Usava uma meia calça preta e short e um collant da mesma cor.

— Como posso te ajudar? –perguntei ainda preocupado com ela. –Posso te dar uma carona? –emendei.

— Ahn... se não for um estuprador, por que não? –ela deu um sorriso sem mostrar os dentes.

— Pode ficar tranquila. –eu ri. Percebi que as buzinas dos carros atrás começaram a soar. — Entre. –abri a porta da carona para ela e ela entrou.

— Onde posso te levar? –perguntei.

— Até o centro comunitário, quando for para entrar na rua para chegar até lá eu aviso, pode ser?

— Tudo bem. –sorri. –Qual seu nome?

— Laura, e o seu?

— Liam. –sorri. –O que faz no centro comunitário?

— Eu sou voluntária dando aulas de dança para crianças. Sabe, elas tem a vida mesmo cedo muito conturbada, então a dança é um refúgio para elas esquecerem o pouco do peso que é a vida difícil delas. –sua voz tinha um certo enquanto, uma satisfação.

— Sem dúvida é um trabalho lindo!

— Entra nessa rua! –ela apontou para a direita. –É ali aquele casarão branco com uma placa indicando o CC.

Parei na frente e desliguei o carro.

— Posso assistir a aula?

— Claro. –ela sorriu. –Vem comigo.

Entramos no casarão e em entramos em uma sala próximo a entrada. Havia umas crianças lá dentro que quando viram Laura entrar correram a abraça-la. Laura se mostrava muito entusiasmada e alegre. Achei tão fofo! Ok, soou um pouco gay isso mas é o que foi.

— Crianças, esse é meu novo amigo, Liam. Ele vai assistir a essa aula, se comportem ok? –as crianças concordaram e eu me sentei em um cadeira no canto da sala. Logo chegaram mais duas crianças acompanhadas de uma mulher mais idosa e a aula começou. Laura passou uns alongamentos para as crianças, que repetiam um pouco desajeitadas, mas do modo como ela ensinara. A professora parecia muito satisfeita com seu trabalho, o brilho em seus olhos era evidente. Depois de poucos minutos ela começou a passar para as crianças alguns passos bem executados de jazz. As crianças repetiam um pouco brincando, o que não incomodava Laura. Ela olhou para mim e eu sorri entendendo o recado. Me juntei as crianças e um pouco (ok, muito!) desajeitado reproduzi os passos. Ela ria e tentava me ajudar. Os minutos passavam voando enquanto eu “aprendia” jazz. Se um dos meninos me visse eu seria zoado até o fim dos tempos.

— Ok meninas, já deu nosso tempo! Até a próxima aula. –as crianças deram muxoxos e foram se despedir de Laura.

Aos poucos a sala foi se esvaziando até sobrar eu e Laura. Me aproximei dela.

— Você manda muito bem!

— Obrigada. –ela disse corando. –É um trabalho muito gratificante.

— E muito lindo também. –sorri. –Quer outra carona?

— Hm... não quero abusar! –ela riu.

— Se é de boa vontade...

— Então tudo bem. –sorrimos.

— Para onde?

— Essa é um pouco mais longe. –ela me passou o endereço.

— Lá também não é um grupo de dança? –perguntei.

— Sim. –ela respondeu.

— Você também dá aulas lá?

— Na verdade não, lá não tem professores, só coreógrafos, o que não sou. Ainda. –ela sorriu.

— Que legal! E lá deve ser gente de nível então, imagino.

— Aham. –sua pele branca deu espaço ao um coral.

— Vou poder assistir?

— Aham.

— Ótimo. –sorri.

[...]

— Você é melhor que eu imaginava! –falei enquanto saía do estúdio.

— Ah, obrigada.

— Sério! Como você consegue fazer aquilo? Abrir as pernas daquele jeito...

— Espacate? –ela riu.

— Isso aí! Cara, sério... como?

— É fácil para mim, é um dos elementos mais simples para nós. Sei fazer coisas que você nem imagina. –ela riu. Ok, eu iria falar algo mais quente, mas ela iria me achar um pervertido, então resolvi guardar para mim a piadinha.

POV Amanda

Acabei como par do Harry na aula de música. Combinamos dele ir lá em casa ensaiar esa tarde já que não teria ninguém. Tenho um pouco de medo de não controlar meus hormônios, mas tudo bem. Tirei minha roupa esfarrapada e coloquei outra mais normal quando se recebe alguém em casa. Fiquei procurando musicas para dueto até que a campainha toca.

— Oi Harry. –abri a porta e dei um beijo em sua bochecha.

— Já decidiu a música? –ele perguntou.

— Não... eu estava vendo aqui algumas mas não cheguei a nenhuma conclusão. Vamos lá ver no notebook.

No sentamos no sofá e começamos a procurar algumas musicas legais para dueto.

— Ah, legal essa! –falei.

— Endless Love? Sério? –ele me olhou com a sobrancelha arqueada.

— Piadinha, calma. –falei rindo. –Olha para mim, vê se eu escolheria Endless Love? –ri novamente.

— Essa é legal, eu gosto. –ele apontou.

— Não, não gosto de Nelly Furtado. Más lembranças.

— Hm... Umbrella é legal. –ele disse.

— Da Rihanna? –perguntei.

— Conhece outra com esse nome?

— Não, idiota.

— Então não pergunta. –revirei os olhos e ri involuntariamente, o que fez ele rir também.

— Pode ser então. –falei colocando o player para carregar. –Como vamos dividir a música?

— A parte do Jay-Z eu faço, óbvio. –ele disse.

— Mas aí vai ficar quase tudo pra mim!

— Calma, aí depois a gente divide. A gente canta o refrão intercalado eu e você. Aí depois a gente divide assim. –ele foi apontando para as letra e entre as frases umedecia os lábios, o que tornava a coisa mais difícil para mim.

— Então tá. Vamos ensaiar.

Passamos a música umas 5 vezes até nos acertarmos na letra. Na primeira parte Harry sempre se atrapalhava e acabava comendo as palavras. Ele não é um rapper, o que é obvio.

— Ok, agora vamos vamos uma com a interpretação.

Coloquei o playback e começamos a cantar. Harry tinha uma ótima voz com timbre rouco, o que dava mais encanto a música. Ele trocava o “Riahanna” por Mands, o que eu acha hilário. Ele começou a interagir comigo através da música e eu fazia o mesmo. Não precisamos daquele esforço para chegar na química exigida pela professora, tudo fluiu muito bem e digamos que hm... criou um clima entre nós.

-Tem algo que ainda precisamos acertar no fim, vamos de novo. –ele colocou o play antes de eu poder perguntar o que era o que tinha de acrescentar.

Passamos a música mais uma vez e parece que foi ainda melhor. No final ele foi indo mais perto de mim e um pouco mais dançante enquanto dividíamos as ultimas repetições até que ele envolve minha cintura e cantamos a poucos centímetros me fazendo sentir seu hálito fresco. Fiz os últimos ecos e ele se aproximou mais ainda fazendo sumir o pouco espaço que havia entre nossas bocas.

POV Melissa

- O QUE? VOCÊ FOI PRA CAMA COM O HARRY? –gritei pelo telefone.

— Shiu!! Não conta para ninguém! –ela disse baixinho. Suspirei.

— Mas... como... –tentei organizar as coisas. Tudo bem que eu não me impressionei tanto, isso quase aconteceu já uma vez.

— Ele veio aqui ensaiar para o festival e no fim da música acabou rolando. –ela deu uma risada fraca.

— Vocês são rápidos. –ri. –Mas então, vocês vão continuar se pegando assim sem assumir nada?

— Não... eu já disse, é tudo físico, não tem sentimento nenhum envolvido e acho que vai ficar por isso mesmo. Se rolar de novo, rolou.

— Cara, vocês até combinam viu? –ri. –Usaram proteção ao menos?

— Hm... ops.

— Amanda! –berrei.

— Ai Mel, foi sem querer! Mas vai dar nada, estou em dia com minha tabela. –ela riu, não vi graça.

— E se ele tiver aids? –falei brincando.

— Se fosse não seria tão gostoso! –nós rimos.

Fiquei com vontade de contar sobre mim e Louis, acabei guardando para mim.

Notas finais
para os desinformados, espacate é isso: - enfim, vou começar a demorar a postar e quero que estejam cientes disso. ainda não passei para o tumblr a fic, mas o que acham de uma segunda temporada?????? já estamos no cap 23! beijos xx - e a laura, gostaram? foi inspirada no nome de uma leitora!