Storm - O Retorno da Tempestade
2 Enquanto Vivo
Notas iniciais
Nya era um garoto que vivia por conta de seu irmão, Ali. Seus cabelos eram de um loiro desbotado, praticamente descolorido, sua pele era clara e avermelhava com facilidade. Sua vestimenta era clássica, envolvendo-se em uma camiseta preta, uma blusa de frio por cima, que no pescoço envolvia uma pelugem sintética que acompanhava o zíper, um short negro jeans que seguia até a metade da coxa, e um coturno de boa marca. Ali, seu irmão, seguia o padrão de uma blusa polo, uma calça jeans e um tênis branco comum.
Aquela casa se mostrava um pouco desabitada, sendo que Nya estava a passar muito mais tempo em seu computador, vivendo virtualmente em seus jogos de ambiente 3d, utilizando de um óculos de realidade virtual. Ali já estava a se preocupar, já que após uma noite de pesadelos, ele terminara com Shinki, o mandara embora e passara a se isolar. Os belos cômodos de enfeite artesanal, seguindo a cultura dinamarquesa, não sentiam nenhum calor humano, apenas poeira. Tudo aquilo se devia ao fato de aquele pesadelo despertara em Nya um lado misterioso, o qual ele conhecia mas agora temia. Sua terapia era basicamente se esconder de todos que ama, com medo de imortalizá-los em sua mente de uma forma horrível.
Passando-se 4 meses após seu último contato com um de seus amigos, ouve-se um toque de campainha, e eis que atrás desta porta estava Marck. Nya atende, mostrando ao seu melhor amigo suas olheiras e sua roupa de pijama com pantufas de gatinhos nos pés. Marck resolveu não rir da situação estranha do amigo, mas não se aguentou. Ao dar uma leve risada, bagunça suavemente o cabelo do menor, em sinal de oferecer carisma.
–Então, pequeno. Você meio que...sumiu....ta tudo bem?
– Você não é idiota....
– Tsc, tente melhorar o humor. -Marck fica um pouco mais sério, ignorando o insulto de Nya, pelo fato de já estar acostumado- Agora que Annie se foi do bairro e aquele seu amigo junto com ela, você ficou nessa.....
–Nessa o que? Eu to bem...tá...- Nya neste instante se emburra e cruza os braços, olhando para o lado-
A conversa não fluía entre os dois. O pequeno então chama Marck para dentro de sua casa, onde o acomoda no sofá enquanto faz uma pipoca para ambos. Tendo um balde para cada um pronto, posicionados na banqueta junto aos copos de refrigerantes. Segue-se um silêncio enquanto ambos assistem ao desenho, e mal se olham. Se passam 34 minutos, e Ali chega com muitas sacolas, organizando-as na cozinha e reparando no convidado:
–Olá, Marck....Que te trazes a esta humilde casa?
Marck dá umas risadas enquanto tenta responder a questão~
– Essa tampinha aqui está com problemas, vim verificar.
Essa resposta se segue de golpes instantâneos vindos de Nya, que se encontra em pé no sofá, acertando a cabeça de Marck. Acredito que isso signifique que está tudo normal nessa casa.
Algumas horas depois, no momento em que Marck está para retornar a sua casa, o mesmo pergunta para Nya se deseja sair para ver um filme no dia seguinte. Seguindo aquele "bom humor" do garoto, ele aceita, mas com um certo desânimo de que nada demais irá acontecer. O que Marck pretendia era dar a seu melhor amigo um motivo para melhorar, sendo assim ele passou a levar Nya para todos os lugares que lhe deixava mais animado, ou que tinham algo exótico para experimentar.
Por mais que seu amigo estivesse se esforçando todos os dias, o pequeno estava preocupado com o que poderia se tornar essa amizade. Entretanto, aos poucos ele via que tudo que lhe trazia medo não fazia mal a Marck, e tudo que ele pensava assustar seu amigo o fazia rir. Marck era o único o qual conseguia fazer o garoto sorrir, pois era o único a rir das piadas e ironias referenciais a programas de tv sempre feitas por Nya. Aquele amigo não era amado pelo pequeno, entretanto tinha um valor sentimental maior do que poderia ter se amasse. Não havia ciúmes, brigas, discussões, pois Marck sempre estava pronto para escutar seu amigo e fazer da opinião dele algo extremamente interessante para seu conhecimento pessoal, o que seria perfeito se Nya, a pequena tempestade, não fosse tão medroso de seu próprio eu assim.
Fale com o autor