Era tarde da noite, e o som daquele quarto fechado invadia o corredor. O quarto de Nya estava completamente absorvido pelo barulho que fazia o sistema de som espalhado pelos cantos do quarto para trazer ao jogo uma realidade maior. O jovem garoto estava conversando com seus amigos enquanto se mostrava extremamente concentrado em seu monitor de 23 polegadas, até se dar um som de porta, que interrompe todo o clima de tensão do jogo. Ali abre a porta, e observa por um tempo curto a criança que ele tinha como irmão se entretendo em um jogo envolvente em estratégia, trabalho em equipe e pura concentração.

– Pequeno, a janta está pronta.

– Baaaahhhh.....ganhamos. Então....quê que cê disse?

– A J-A-N-T-A.....ta....prooonta......sacou?

Logo depois do jeito engraçado de Ali falar, e a conclusão do jogo, Nya se levanta e segue o caminho direto à mesa de jantar, enquanto Ali se sente um pouco ignorado como pessoa, já que o sorriso do pequeno não aparecia a menos que Marck viesse a visitá-lo. Logo, ambos os irmãos ficam a jantar juntos, mas sem qualquer interação. O silêncio só é retirado pelo som da tv, pelo qual passava um desenho aleatório que distraía a ambos e tornava o local com um ar um pouco menos pesado. Toda essa tensão se extendia por meses, até que um dia Ali olha no fundo dos olhos do pequeno, e o segura pelos ombros, suspirando suavemente e dizendo:

– Você....vai fazer terapia.

– Já falei que você não pode me obrigar a fazer isso.

– Não....dessa vez não é uma escolha.

Então, a porta se abre, e quem chega e senta-se de forma séria é o próprio Shinki. O garoto não entendia o que estava a acontecer, até ver o rapaz. Ele sabia que eles queriam descobrir o fundo da verdade, e que seria naquela hora. Logo, todos se sentam, e Shinki começa a indagar o que houve, perguntando em detalhes da noite em que tudo mudou a vista do pequeno Nya. O menino olha para Shinki, e lhe conta que em seu pesadelo, um lado sombrio do próprio se mostrou vivo, fazendo com que Nya destruísse a vida que amava e as pessoas que faziam sua vida assim, logo o medo corrompeu a própria mente e o fez desistir de todos, sendo assim ninguém se machucaria. Eles consolam Nya, lhe contando que esse lado nunca poderia se manifestar se ele tivesse consciência de que isso acabaria com tudo que ele mais gosta, e que se ele se afastar, vai dar na mesma que ter destruído.

Neste dia, a paz se reconstrói na vida de Nya. Ele volta a sorrir, após algumas horas de conversa e minutos de choro no colo de Shinki, e planeja junto a Ali uma festa para todos da vizinhança. Tendo este plano como realizado pela assistência de Shinki e Ali, são convidados todos os amigos da escola e da rua para um churrasco no domingo da semana atual. São comprados vários itens como picanha, frango, bacon, costelas, linguiça, e para uma sobremesa deliciosa sorvete de creme e petit gateau.

No domingo, com tudo organizado, Ali e Shinki preparam as carnes enquanto Nya serve bebidas e entretém os convidados de diversas formas; jogos de tabuleiro, televisão, e até um momento onde todos fizeram dança sincronizada. A partir do momento em que Shinki passou a participar, Nya se sentou ao lado de alguém, e inconscientemente se encostou no ombro dessa pessoa para descansar. Alguns minutos depois de esvaziar a mente, abre seus olhos e lentamente os move em direção ao rosto desse alguém, para descobrir que era o próprio Marck que estava sorrindo ao ver o garoto tão bem disposto. Quando Nya vê quem é, ele solta um suspiro e um sorriso, e deita no colo do rapaz. Mesmo surpreso, Marck repara que é só uma forma de descansar, e como sempre, traz conforto para que o pequeno descanse.

– É bom ver você assim, baxinho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.