Storm
10 Despertar
Notas iniciais
Encontravam-se adormecidos, quando o ultimo trovão rasgou o silencio e quebrou a magia da canção da chuva breve lá fora. Com o estardalhaço, Lilibeth abriu os expressivos olhos, recém despertada de.um sonho que não lembrava nada, franziu a tedta e calada, buscou sentido para tudo o que havia vivenciado ali.
Haviam adormecido juntos ela e o rei dos elfos, por tal razão estupefata e teimando contra a propria racionalidade, virou o rosto e viu a face dele.
Estarecedora cena, de fato era como que esculpido no puro marmore. Thranduil possuia uma figura imponente e possuidor de magnetude.
Arregalou os olhos e cubriu a propia boca.com os dedos. Incredula, deslizou por entre as cobertas, desvenciliando-se da cama e do parceiro. Ele adormecia em grande serenidade. Ela mesma não acreditava na tranquilidade do rosto do elfo.
Não era comum — elfo algum era comum por ali, muito menos Thranduil.
Lilibeth era nordica, não temia o frio por nada. Atordoada com todas as vivencias dos ultimos dias, decidiu fazer o que fazia a vida toda: agir o mais proximo do considerado " normal".
Enrolada numa coberta, saiu a luz de velas de cera de abelha e adentrou a agua sem pertubar o silencio. Do lago, nada era visivel pois névoa densa o cobria completamente.
Nadou por minutos, mas tinha a mente mais conturbada do mundo. Saiu dali e voltou ao interior da casa, sem perturbar o descanso do elfo, encontrou um underdress e vestiu-se. Tratou de colocar agua numa chaleira e a pendurou proxima da lenha que queimava no fogo baixo. Agora estalos dos nós de madeira queimar. Nada pertubador, na verdade era muito reconfortante.
Após o fazer, ela foi só para o lado de fora.com seu copo de chifre, sentou-se no chão e remoeu sua mente, buscando entender o que era tudo aquilo e porque.
— só pode ser uma obra e Loki! — resmungava a si mesma ao olhar fixamente para o céu.
Ali sentada, ela lembrou de Halfdan e de seu triste fim. De toda aquela louca situação com os dragões e pior..a presenca daqueles elfos. Enquanto sorvia da quente bebida, foi possivel ouvir cortar o silencio um longo e agudo som, vindo das trombetas feitas com chifres de cabras montanhesas -também tipicas naquelas regiões.
Chegou a esboçar um sorriso, com a doce lembrança que o ressoar da trombeta causou. Porém, ela sabia que também significava que haviam acordado nos Salões de Cedric e que os homens estavam sendo convocados para ali se reunirem.
Por um segundo receou em levantar-se e alertar Thranduil, mas sabia que era sua obrigação e o fez.
Para sua surpresa, quando entrou na casa, não havia nada. Nenhum sinal de que ele estivera ali. Era como uma lembrança de um devaneio, mas quando questionou a propria mente sobre o assunto, quando ouviu quase que em sussurro:
— muito bom dia, me atrevo a dizer. — a voz era mansa e cordial.
— por Odin! — o susto lhe fez ficar palida e pular para a frente.
Neste instante, ambos esqueceram-se de quem o que eram, ate mesmo das idades que tinham. Riram-se.como adolescentes bobos. E como se por eternidade se conhecessem antes, abraçaram-se reconfortantemente, com um carinho impar. Ele a apetava.contra o peito e continuou:
— devo me retirar.. mas antes, eu preciso dizer... a bruxa exigiu uma flor de fogo... — pareceu pensar. — o homem que pediu o feitiço quer sangue Lilibeth...
— como você tem certeza disso?
— eu nao sou surdo. Surdez não acomete os elfos. E foi ela quem trouxe os dragões...sem tirar o fato de que ambos, homem e bruxa, SABEM que somos nós. Ela.abriu e fechou o portal para os orcs...
—ela abriu?! — Lilibeth o soltou e riu. — bom... solucionamos seu problema. Devemos pegar esta maldita, e exigir que te devolvam ... — refletiu e sobre o que disse: — bem... você finalmente podera voltar para sua Mirkwood... e isso será bom não é?
— será? — ele disse com frieza. — talvez não seja o melhor voltar. Devo pensar.... mas antes e de qualquer forma, sei que eles sabem de nós, mas não previsam saber a profundidade disso... -refletia caminhando pela casa.
— " disso"? — ela sussurrou.
— perdão? — voltou-se a ela com ar de atenção e curiosidade.
— eles não podem saber..." disso"? — apontou com o indocador para os dois com ar de ironia.
Ele sorriu, e disse com calma:
— minha querida luz... não entenda erroneamente. Mas é necesario que façamos de conta que nos odiamos e que tudo o que estamos buscando é nos livrar um do outro. Por mais que eu... — pensou, suspirou e continuou — eu não me vejo na obrigação de me disvenciliar de você..nem pretendo. Mas é preciso e agora... minha nobre senhora, me retiro de vossa presença e me trate mal. O pior que puder... lembre-se, tente livrar-se de mim.
— eu entendo... faça o mesmo.. — ela respondeu calmamente, embora tenha se sentido destruida por dentro.
Thranduil acariciou a face de Lilibeth e a beijou na testa, carinhosamente e dali se retirou sem mais dizeres. Ela o avistou do palanque da casa de madeira, ate que sumisse entre as folhagens.
Voltou para o interior da casa, e calada ficou momentos assim. Tentava achar relaçãoes entre todos os acontecimentos, mas não conseguia.
—-------- no grande Salão ----------
Havia grande movimentação no grsnde salão, um entra e saí de gentes, de todos os tipos e origens. Legolas, estava.de pé, na beira do passadiço quando viu o pai sair da floresta. Manteve-se imovel, como se.fosse despercebido.
Thranduil entrou no salão, mal colocou o pé ali, ouviu a voz rouca e estrondosa de Cedri ladrar:
— grande rei! — estava obviamente alegre e bêbado. — vejo que esta bem, e espero que tenha aproveitado das vantagens dos festejos! Hoje...ah meu amigo! — puxou o elfo e o abraçou com força e bateu-lhe nas costas — hoje.... ah hoje será uma noite memoravel! Ahahaha
—ora mas que interessante...- disse o elfo sem interesse algum.
— sim! Haverá danças e bebidas e banquete! -Cedric ria-se absurdamente orgulhoso — ah e as mulheres... — deu umamgrosseira cotovelada no elfo e com os olhos indicou que olhasse uma das servas do salão — vão dançar .... e não seram só danças de roda ahahaha
— entendo... — respondeu sem gosto pela conversa e questionou: — por onde andam os meus? E que mal pergunte senhor... alguma boa noticia sobre nosso retorno a terra média..ou continuamos na inutilidade de presteza de vossa aliada?
— ah Thranduil.. não ssja uma mejera velha e frigida! É tempo da Lua Azul! — Cedric sustenta sua risada simpatica — de mais a mais... não tenho novidade.alguma de nada! Talves... as pessoas estejam contagiadas meu amigo, ja lhe contei que por duas noites seremos contagiados pela magia da lua?
—é... já me informou. Receio que não terá efeito algum sobre meu povo... — disse ele desvencialiando-se do senhor viking. — pois bem, vejamos o que mais podem fazer nesses tempos não é..
Quando deu-se conta, o elfo percebeu a quantidade de pessoas desacordadas por consumo de hidromel e vinho, visão bizarra.
Thranduil recolheu-se em isolamento. Existia algo em Cedric que ele não suportava, não sabia nem ao menos distinguir o porque não suportava o homem.
Ainda assim, ele desejava que Liliberh aparecesse, mas ela não deu sinal de vida. Nada.
Pelo dia inteiro, O rei ocupou-se de vigiar discretamente a todos. Vez por outra tinha a impressão de escutar a voz dos ocultos da mata.
Mas, algo mudou em seu amago. Dentro dele, pouco importava o que e como acontecia, mas mesmo que imparcial em sua postura, ele queria ver Lilibeth... e.ela não aparecia.
Onde estaria e o que fazia... ?
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