Stop Standing There
8 Holding my heart
Notas iniciais
Louis me deixou na faculdade e sinceramente? Não sei o que eu estava fazendo ali. Eu não conseguia prestar atenção em nada, meu pensamento era só nele, em como meu coração já estava começando a acelerar com apenas um olhar dele, meu corpo tremer com o seu sorriso e meu mundo desmoronar ao lembrar que ele tem a Eleanor. Eu não sabia o porque de estar sentindo aquilo. Era errado. Tudo tão errado. Acho que o certo é me afastar dele, mas eu não consigo, ficar longe dele já está fora de qualquer hipótese.
– Chloe? Você poderia me explicar a terceira Lei de Newton? – O professor perguntou me tirando do transe e me assustei um pouco ficando sem graça sem saber o que responder.
– Lei de Newton? Mas isso não é física? A gente está dando física? O que isso tem a ver com publicidade? – Fiz várias perguntas ao mesmo tempo e todos na sala começaram a rir, incluindo o professor.
– Está tudo bem com você Chloe? Você nem está prestando atenção na aula. – Neguei com a cabeça.
– Estou passando um pouco mal, desculpa. – Menti.
– Se quiser pode ir para casa, isso é só revisão. – Agradeci com um sorriso forçado e peguei as minhas coisas saindo em disparada para a saída.
Andei pelas ruas o mais rápido que pude, eu nunca precisei tanto da minha cama para chorar. Chorar por não poder ter quem eu amo perto de mim. Amo? Será que isso é amor? Não pode ser eu não posso amar alguém que não me ama. Não existe coisa pior do que amor não correspondido. Sofrer por alguém que não sente nada por você. Em questão de poucos minutos já tinha chegado à portaria do prédio e como estava demorando para o elevador chegar resolvi subir de escada. Subi os degraus correndo e sem nem perceber esbarrei em alguém fazendo todo o meu material cair. O choro que antes eu fazia de tudo para segurar saiu involuntariamente.
– Você tá bem? – Uma voz feminina perguntou me ajudando a pegar as coisas caídas no chão.
– Não. – Dei um sorriso abafado secando as lágrimas. – Mas eu vou ficar. E desculpa por isso. – Ela sorriu para mim.
– Tudo bem. Se quiser desabafar estou aqui. – Ela disse parecendo simpática. – Eu sei que você nem me conhece e que deve estar me achando uma intrometida, mas eu tenho uma mania chata de querer ajudar as pessoas.
– Na verdade não to com cabeça para pensar em nada. – Disse parecendo um pouco arrogante. – Desculpa. Sou a Chloe. – Estendi a minha mão.
– Beatrice. – Ela falou apertando a minha mão. – Bom, preciso ir. Acho que você não vai mesmo desabafar comigo. – Dei um sorriso meio forçado.
– Só preciso da minha cama e vou ficar bem. – Dei um sorriso me despedindo dela e subi o último lance de escada que faltava.
Entrei em casa como um furacão, joguei minhas coisas no sofá e corri para o meu quarto. Naquele momento o choro já estava impossível de controlar. Joguei-me na cama pegando meu travesseiro e o abraçando. Meu celular começou a tocar e ignorei jogando ele longe. A minha maquiagem toda tinha passado para o travesseiro que estava sujo de preto por causa do meu lápis de olho. Tentei limpar, mas foi inútil. Droga, droga, droga, além de tudo ainda vou ter que lavar o travesseiro. Meu coração disparou quando a campainha tocou me dando um susto. Pensei em ignorar, mas por algum motivo que eu desconhecia fui atender. Sequei as lágrimas tentando limpar meu rosto e abri a porta vendo um Louis sorridente a minha espera. Tentei sorrir, mas ele me olhou confuso.
– O que aconteceu? – Antes que eu falasse qualquer coisa ele me envolveu com os seus braços me dando um abraço forte. Afundei meu rosto em seu ombro deixando a droga o choro escapar. Ele me guiou em direção ao sofá e sentamos com ele ainda me abraçando.
– Eu não quero falar nada Lou, só me abraça. – Ficamos ali abraçados por algum tempo até o telefone dele tocar quando uma mensagem chegou. Ele pegou o telefone, leu a mensagem e guardou. Olhei para ele esperando que ele falasse algo.
– O que foi? – Perguntei secando as lágrimas.
– Eu tinha vindo aqui te chamar para sair com o povo todo. – Ele falou acariciando meu cabelo. – Mas você não está bem, melhor deixar para outro dia.
– Sério, me desculpa... mesmo. – não era uma boa sair com Louis hoje. Eu estava triste em ter que desmarcar algum compromisso com ele, mas se eu já estava confusa sozinha, imagina com ele ao meu lado o tempo inteiro. E ainda mais com sua namorada junto.
– Não precisa pedir desculpa. Só saiba que quando você quiser falar, eu vou estar aqui. – ele disse e eu assenti, abraçando-o mais uma vez. Seus braços me reconfortavam, e esse era o pior. Seus braços me faziam esquecer tudo de ruim que estava passando comigo, mas o problema era que eu estava mal justo por isso.
– Pode deixar, quando chegar a hora certa eu te falo. – disse e dei um sorriso fraco. Ele retribuiu. – agora vai lá, sua namorada deve estar te esperando. Não estrague sua noite por minha culpa. – disse e ele relaxou os ombros, encostando a cabeça no sofá.
– Você não estragou minha noite. E, pra falar a verdade, agora eu nem estou mais com tanta vontade assim de sair. – ele riu. – culpa sua. – ele disse e eu coloquei a mão no peito, me fazendo de ofendida.
– Minha? Mas eu não fiz nada.
– Não, você fez. Você está mal. E eu não suporto ver uma amiga minha mal. – essa palavra me doeu tanto. Eu não gostaria de ser só amiga de Louis, mas eu tinha que aceitar. Tinha que entender, afinal, ele tinha namorada e Eleanor era uma pessoa ótima. Estalei o pescoço e me levantei, respirando fundo.
– Tudo bem. Não dizem que o melhor a se fazer quando estamos tristes, é sair? Então vamos. Eu vou com vocês. – disse e sorri, recebendo um sorriso maior ainda de volta.
– É assim que se fala. Vai se arrumar que daqui a meia hora eu passo aqui e te pego, e nós vamos. – ele disse, já se virando para ir até a porta.
– Mas espera... Onde nós vamos? – perguntei, confusa.
– Em um restaurante. Conhecer a garota do Styles. – ele disse e fez uma careta. Isso ia ser engraçado, pelo simples fato de Louis ser o melhor amigo de Harry e eles terem aquela coisa de bromance. Provavelmente ele ia ter ciúmes.
Eu estava me perguntando, o que será que eu ia achar da namorada de Harry? Ia ser estranho pra mim conhecer ela assim. Eu sempre tive aquele ‘’ódio’’ das namoradas dos garotos porque eu era fã, né. Na verdade a única que não tinha ódio era de Eleanor e isso era o que mais me dava raiva, tudo seria mais fácil se eu apenas a odiasse. E agora eu ia conhecê-la como se Harry fosse um amigo meu... Quer dizer, ele era um amigo meu. Ah, eu estava completamente confusa.
Louis saiu e eu fui até o guarda-roupa. Peguei uma roupa que saia do meu estilo e fui até o banheiro. Pendurei-a e entrei no box, tomando um banho e tentando esquecer todos os meus problemas. Esfreguei bem o rosto, tentando tirar todos os vestígios de choro e maquiagem que haviam ficado.
Enrolei-me na toalha e comecei a me arrumar. Me vesti e fiz uma maquiagem rápida e simples, somente para esconder as olheiras. Fiz cachos na ponta do cabelo com a prancha e saí do mesmo, pegando o meu casaco de oncinha e pendurando no braço. Peguei o celular e não havia nada, nenhuma ligação nem mensagem. Me olhei no espelho: eu estava pronta.
Saí do quarto e fui em direção a sala, Louis estava jogado no sofá, observando qualquer idiotice que passava na televisão. Espera... Como ele havia entrado? A porta estava aberta? Meu Deus, eu sou uma idiota.
– Cof cof. – fiz uma tosse forçada e ele se levantou rapidamente, olhando para mim em seguida de cima abaixo, com a boca aberta descaradamente. – se for babar avisa, que eu te dou um balde. – disse e ele riu, voltando a ficar sério e me encarar.
– Eleanor que me perdoe... Mas você está linda! – ele disse e eu sorri, com o elogio. Para ele podia não ser nada, mas esse simples elogio havia mudado o meu dia.
– Obrigada. – dei um sorriso. Quando percebi, já estava corando, e ele ainda me encarava, feito bobo.
– Então, vamos. – ele disse e esticou o braço. Enrolei-o no meu, e caminhamos até a porta. – Eleanor preferiu ir com Harry e a nova namorada dele, e me mandou vir te buscar. Vai entender. – ele disse mais para si mesmo do que para mim. Revirei os olhos e ri.
Descemos as escadas dessa vez, apostando uma estúpida corrida, em que resultou em um tombo feio do Louis nos últimos degraus. Tive uma crise de risos e de preocupação ao mesmo tempo. Mas claro que eu não podia demonstrar.
– Seu maluco! Olha por onde anda. – eu disse, ainda rindo. Ele revirou os olhos e forçou uma cara brava, mas não deu certo, acabou rindo junto comigo no final. Entramos em seu carro e ele ligou o rádio. Não estava tocando nada de interessante.
Em alguns minutos, chegamos ao restaurante. Era um local bem iluminado e movimentado, havia uma mesa grande e lá já se encontravam todos os garotos – menos Liam – Eleanor e mais uma garota, que estava de costas. Provavelmente era a garota de Harry.
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