Mike puxou o lábio inferior do homem a sua frente, e desceu os lábios pelo seu corpo até encontrar o membro do mesmo que também já se encontrava rígido. Dirnt envolveu o membro de Joe com a ponta da língua e logo começou a chupá-lo, causando espasmos no mesmo e o fazendo começar a dar pequenos pulos em meu colo. Acelerei e aprofundei as estocadas, atingindo agora o ponto sensível de Billie o fazendo gemer alto e demoradamente.

- Onw... Awn... Gee... Mais... Mais forte! – Billie pedia entre ofegos e gemidos mal controlados.

Apoiei os pés no chão mais para trás e escorreguei meu corpo no banco, o inclinando e me dando mais força pra continuar e aumentar gradativamente a intensidade das investidas, arrancando delírios de Billie que forçava cada vez mais seu membro na boca de Mike conforme aqueles movimentos.

Apertei a coxa de Billie e a arranhei, deslizei minha outra mão pelo corpo de Mike, encontrando seu membro que a essa altura já implorava pra ser tocado. Assim que comecei a masturbá-lo, senti uma coisa incontrolável preencher Billie e melar meu membro, sim eu tinha atingido o ápice do meu prazer. As reboladas de Billie me faziam incontrolavelmente delirar e gozar cada vez mais. Ofegante e completamente exausto escorreguei no banco ainda mais, e logo ouvi o gemido aliviado de Billie, que acabara de expelir na boca de Mike, que sugou seu membro até perder o fôlego.

Mantive a minha mão trabalhando no membro de Mike que sentou ao meu lado, Billie ainda no meu colo, se esticou até chegar com os lábios no membro de Mike. Enquanto eu o masturbava na base, Billie sugava ora a glande, ora chupava seu membro por inteiro. Mike não resistiu e gozou segundos depois. Billie chupou e engoliu seu gozo assim como Mike fez com seu membro. Mike de um lado, Billie saiu do meu colo e me deixando no meio. Ambos correram os lábios pelo meu corpo até atingir meu membro e começar a limpá-lo, ora com a língua de Mike ora com a língua de Billie. Isso arrancou-me longos gemidos.

Sem fôlego fitei os vidros embaçados, e os dois homens no mesmo estado que eu agora sentados novamente em cada lado meu. Inclinei a cabeça pra trás, deixando a encostar no banco e assim deixando o cansaço tomar conta de mim e adormecendo.

Abri os olhos e os esfreguei infantilmente, olhei para os lados e notei que estava deitado no banco traseiro da minha picape, e ainda por cima nu. Lembrei-me do acontecido na noite passada, no ménage com Billie e Mike, e principalmente no sexo com aquele homem.
Um bocejo e um suspiro bastaram pra selar aquele momento “recordações num banco traseiro”. Peguei as peças de roupa espalhadas pelo carro e me vesti. Cruzei os braços ao sair do carro, pois estava nevando e muito frio, e meu casaco ficou na casa, lembram que eu o troquei pela minha mascara? Com a camisa amassada, pra fora da calça, e sem gravata, entrei naquela casa agora vazia e um pouco suja.
Caminhei até a sala onde guardavam os casacos e não havia ninguém, pulei o pequeno balcão e adentrei na mesma. Um silêncio estrondoso invadia o local até eu esbarrar numa pilha de casacos e deixar os mesmos caírem em cima de mim, quebrando todo aquele silêncio do local.

- Quer ajuda? – Ouvi uma voz perguntar atenciosamente.
- Claro. – Respondi, sem reconhecer quem era e sem ao menos ver por estar perdido naqueles casacos em cima de mim. Avistei sua mão esticada, logo a segurei e levantei. Assim que levantei notei que era...
- Frank? – Indaguei surpreso, franzindo o cenho e suspendendo as sobrancelhas.
- Sim, eu mesmo. – Sorriu encantadoramente, com uma caneca de café na mão. Calça jeans antiga, uma camisa e chinelos nos pés.
- O que... O que ta fazendo aqui? – Acho que já puderam notar que eu demoro um pouco para juntar as palavras perto de Frank não é? Minhas mãos geladas, as batidas incrivelmente aceleradas do meu coração e minha garganta seca ajudam. Ajudam muito. Nunca me senti assim antes, por ninguém. Agora sei... Agora sei como é estar apaixonado.
- Eu vim à festa ontem, e você?
- Também...

Frank ainda segurava minha mão e, notando-a gelada, sorriu timidamente enquanto fitava meus olhos. O senti se aproximar e meu coração acelerar – mais do que estava acelerado — conforme seus passos diminuiam a distância entre nós. Desviei os olhos pros seus lábios e, umedeci os meus assim que senti sua respiração se misturar com a minha. Agora olhando seus olhos, encontrei a resposta. A resposta de porque ter me apaixonado por Frank. Encontrei a vida em seus olhos. Me encontrei e me perdi ao mesmo tempo. Aquilo era real ou era apenas um sonho?

Fechei meus olhos à espera daqueles lábios macios que tanto sentia falta. Mas...

- Frank! – Uma voz masculina o chamou parado na porta.
- Oi Ray. – Respondeu Frank um tanto impaciente. E com certeza com o mesmo desejo que eu. Matar Raymond Toro.
- Estamos esperando por você na piscina, você não vem?
- Sim eu já vou indo...

Abri meus olhos e fitei Ray parado na porta, quase falei “Obrigado Ray! Muito obrigado, seu veadinho!”. Admito, vontade não me faltou. Apenas engoli a seco, cocei a cabeça, virei às costas e voltei a procurar meu casaco.

- Ger... – Sussurrou Frank segurando a minha mão novamente.
- Oi. – Respondi virando-me pra ele, e com timidez ele se aproximou novamente.
- Frank, será que dá pra ser ou está difícil? – Ray perguntou cruzando os braços demonstrando indignação.
- Nos vemos... – Frank murmurou contra meus lábios. Apenas acenei positivamente com a cabeça recebendo na bochecha um beijo daquele pequeno que me deixava sem ação, e principalmente sem palavras.
- Frank! – Ray o chamou novamente um tanto alto.
- Vê se não fode Raymond! – Gritou Frank assim que saiu daquele cômodo esbarrando propositalmente no braço de Ray. Que foi de imediato atrás do bravo Iero.

Encostei-me na parede, respirei fundo corri as mãos pelo meu rosto e logo avistei meu casaco, meu cachecol e luvas pendurados em um cabide no canto de um armário. Vesti as peças, tirei o celular do bolso e liguei pra Mikey.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.