Stop Crying Your Heart Out
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Acordei algumas horas depois jogado na cama de Mikey. O dia foi tranqüilo, até chegar a hora de sair de casa. Terminei de dar o nó na gravata preta com uns pequenos desenhos, suéter preto e jaqueta de couro preta, luvas e cachecol. Desci e já vi todos prontos, Chuck, Mike, Dave, Billie, e Mikey.
- Demorou hein Gee... – Comentou Billie vindo até a mim e selando nossos lábios rapidamente assim que cheguei ao pé da escada.
- Já tava na hora né, Gerard! – Exclamou Mikey, que andava de um lado para o outro apreensivo.
- Calma gente... – Olhei para o relógio e já eram sete da noite, dava tempo de sobra pra chegar em New York, mesmo com o engarrafamento.
Eu e Mikey nos despedimos e desejamos feliz ano novo a papai e mamãe que já estavam do lado de fora também se preparando para sair. Fomos até o carro, me ajeitei no banco do motorista e virava a chave enquanto os demais entravam e se ajeitavam no carro. Mikey sentou no carona e Chuck, Mike, Dave e Billie se espremiam no banco de trás da picape preta do papai. Todos estavam animados, as ruas lotadas de carros, Mikey me olhando apreensivo e reclamando ao mesmo tempo por causa da hora. Por mais barulho que houvesse dentro daquele carro, às vezes eu não ouvia nada... Devaneios de novo? Sim! Todos perdidos entre eu e Frank e no sonho de tê-lo em minha cama, ops em meus braços.
- Ouviu, Gee? – Perguntou Mikey já nervoso.
- Eu? — Fiz uma pausa tentando lembrar do que ele tinha falado e... Nada. Meu momento “Puff”.
- Não né? – Resmungou mal humorado e cruzando os braços.
- Olha pra cara dele, você acha que esse puto ouviu alguma coisa Mikey? – Disse Mike todo encolhido no canto, num tom engraçado. Só pra botar pilha e deixar Mikey mais puto comigo. Me lembrem de matar o Mike quando chegarmos. Porque o meu irmão de mal humor...
- Vamos passar na casa do Bob! Ele vai com a gente pra lá. – Afirmou Mikey com um tom autoritário e completamente puto.
- Sim, Senhor Way. – Bati continência mesmo sentado. O que o fez me empurrar e bater no meu ombro, dei uma risada alta assim como todos.
Parei em frente ao prédio de Bob, apertei levemente a buzina e logo ele desceu, entrou no carro dividindo o banco da frente com Mikey. Nunca tinha entrado tanta gente aqui, o pessoal ta pensando que isso é uma mini van? Tá parei de resmungar.
- Oi amor! – Exclamou Bob animado selando os lábios de Mikey que logo trocou o “mal humor” por um sorriso bobo. — Oi Gee, oi garotos. – Bob cumprimentou todos os presentes, e apertados, no carro com a mesma animação, e com o mesmo sorriso bobo dos lábios de Mikey.
Bob recebeu um “oi” coletivo de todos nós em coro. E logo foi indicando o caminho que eu devia seguir. Minutos depois, chegamos a um condomínio da área nobre de New York. Bob trocou pequenas palavras com o porteiro que já o conhecia, e sem delongas fomos liberados pra entrar no condomínio. Casas de luxo meramente vazias, acho que as pessoas daqui gostam de viajar durante as férias. Algumas ruas pequenas, e por fim achamos a casa, ou melhor a mansão onde já estava acontecendo a festa.
Parei a picape no local indicado por Bob e saímos todos de dentro da mesma.
Observei o jardim, a mansão, bem estilo aquelas mansões de filme, bem grandes e esbanjando luxo. As pessoas entravam e saindo dando um grande movimento naquele local. Atravessamos o jardim, esbarramos em algumas pessoas e logo se notava as luzes e a música alta. Entramos em um local onde trocamos os casacos, luvas e cachecóis por máscaras que cobriam parte de nosso rosto deixando apenas nossos olhos a mostra. Adentramos a sala principal, onde se avistava o segundo andar no final daquelas escadas. O DJ no canto da sacada tinha toda a visão das pessoas que estavam lá em baixo, um bar tomava o canto da sala, haviam pessoas sentadas nos bancos ou no balcão do bar, todos sem exceção estavam mascarados. Olhei pros lados e percebi que havia me perdido de todos, acho que era porque eu estava parado notando as luzes coloridas e a decoração do local, tudo o mais idêntico possível a uma bote. Bom já que estou perdido, vou beber alguma coisa. Arrumei a gravata e a máscara. Fui até o bar e pedi uma vodka ao bar man. Eram onze horas quando a música parou às luzes se ascenderam, e todos fitaram o anfitrião da festa que apareceu na sacada da escada ao lado da mesa do DJ.
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