Stop Crying Your Heart Out
6 Capítulo 6
Chegamos à tarde em New Jersey, e estava mais frio ainda que New York por incrível que pareça. Pegamos um táxi e fomos pra casa. O táxi parou na nossa porta, descemos e a casa estava toda apagada. Pegamos nossas malas, pagamos o motorista do táxi.
- Será que papai e mamãe esqueceram de nos buscar? – perguntou Mikey intrigado.
- Olha, eu não sei. Só sei que eu quero entrar tomar um chocolate quente e comer biscoitos de chocolate. Porque eu estou congelando. – disse já indo pra varanda, passando os pés no capacho da porta, enquanto Mikey corria atrás de mim. Igual quando nós éramos crianças e ele ficava em dúvida sobre alguma coisa, ficava parado um tempo, e cinco segundos depois levava um susto em vê-lo atrás de mim. Abri a porta, Mikey acendeu as luzes e...
- Surpresa! – todos falaram ao mesmo tempo. E mamãe veio correndo nos abraçar.
- Onw meus meninos, que saudades de vocês dois. – ela estava emocionada e carinhosa como sempre. Um beijo em minha testa e na testa de Mikey, e mais um abraço forte. Assim é minha mãe.
- Oi mãe. – eu e Mikey respondemos ao mesmo tempo, na mesma sincronia que beijamos um de cada lado sua bochecha.
- Oi pai. – o abracei com força enquanto ele afagava meus cabelos.
- Oi filho, que saudades! – beijou a minha testa. – Sua e do seu irmão. – olhei pra Mikey e notei que o mesmo ainda estava sendo paparicado por mamã e acabei dando uma risada. Suspirei e abracei meu pai novamente, só assim encontrava o conforto que eu precisava. Meu pai sempre foi tudo pra mim. Mikey é mais apegado a minha mãe, e eu ao meu pai.
- Também estava com saudades, pai... — suspirei longamente dando graças a Deus por estar em casa.
- Estava esperando por você pra comprarmos o pinheiro.
- Sim, sim. Vamos. – o olhei e dei um sorriso, logo o mesmo segurou meu rosto e beijou a minha testa com carinho.
- Que bom que está em casa, filho. Eu e sua mão quase morremos de saudades com você e o Mikey fora de casa. E esses meninos ai vindo te procurar.
- Hey, qual é papai. Você sabe que eu sou o cara. – disse rindo.
- Sei, sei. — ele acabou rindo e apontou Mikey já conversando com nossos amigos: Mike, Dave, e Chuck. Bom meus pais sempre foram pacíficos e sempre souberam de mim desde os 14 anos de idade. E agora que sou um homem feito, cabia a eles apenas aceitar. Soltei meu pai e fui falar com meus amigos.
- Seu bando de putos! Não me reconhecem mais não? – perguntei tentando esconder o riso sem muito sucesso.
- Fala desgraçado! – respondeu Chuck me abraçando e rindo também.
- Oi Gee. – disse Dave, me abraçando forte e dando um beijo em meu rosto.
- David já começou com a viadagem a lá. – disse Mike rindo. – Tira os olhos Que o Dave é do Mikey, Gerard.
- Cala a boca, Mike! – exclamou David já vermelho pra Mike enquanto recebia um tapa do mesmo.
- É mentira dele Mikey. – as respostas de David vinham desesperadas de tão sem graça que o menino estava.
- Relaxa que eu te mostro meu quarto depois. – Mikey disse rindo também e abraçando Dave pela cintura.
- Fala seu puto de esquina! – Mike disse com um copo de cerveja na mão e logo dando um tapa na minha bunda. Dei um abraço e apertei a sua também. – Ui nem aperta que eu gamo. — disse ele com uma voz fina, que fez todos rirem até Dave que estava quase enfiando a cabeça no chão de tanta vergonha. Mike era o mais engraçado. David o mais tímido. Chuck o mais hétero. E, Billie o mais elétrico. Falando nele.
- Mike, cadê o Billie? – perguntei intrigado.
- Ele disse que estaria esperando você no seu quarto.
- E meus pais deixaram? – franzi a testa e levantei uma sobrancelha.
- Seus pais, ér... Seus pais acho que eles não sabem.
- Meu Deus! Se a minha mãe pega ele lá, nem sei o que ela é capaz de fazer.
- Então vai logo que eu te dou cobertura. – disse Mikey um tanto preocupado e louco pra que eu fosse logo atrás do Billie.
- Certo. – disse e subi disfarçadamente as escadas, andei pelo corredor e entrei em meu quarto e logo acendi as luzes e fechei a porta.
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