Stop Crying Your Heart Out
11 Capítulo 11
Passamos a noite conversando. Frank me contou de seus planos, de sua namorada – sim ela existe e foi a pior parte de toda a conversa -, da viagem que gostaria de fazer para a França. Mas, por que raios todos querem ir à França? Perguntei isso a ele, e ele respondeu que não sabia o “porquê” propriamente dito. Apenas tinha curiosidade e confessou que achava o idioma charmoso. Fiz uma brincadeira, dizendo que em nossa lua de mel iríamos passar na França – nessa hora o vinho já havia me afetado, é -.
Frank deu uma risada e logo senti sua mão passear por meus fios de cabelo. Mais um minuto de silêncio completo... Era como estar em paz. Queria beijá-lo, abraçá-lo e fazer amor no tapete daquela sala. Mas, isso é só um desejo meu... Eu acho.
- Gee! Gee... Acorda. – Mikey sussurrou ao pé do meu ouvindo me cutucando levemente.
- Hum... – Murmurei de olhos fechados em resposta ao chamado de Mikey.
- Nós precisamos ir, a tempestade já passou e o dia já amanheceu... – Abri os olhos e notei que estava dormindo no tapete com Frank em meus braços. Suas pernas estavam entrelaçadas as minhas e sua cabeça repousava em meu peitoral enquanto seu braço tomava a minha cintura.
Não queria sair dali, não queria me soltar e nem soltar meu pequenino. Beijei calmamente sua testa, me desviei de seu corpo calmamente e me levantei com cuidado. Tomei mais uma vez Frank em meus braços e o levei pro quarto de hóspedes.
Deitei seu pequeno — e delicioso — corpo na cama, o cobri, acariciei seus fios de cabelo e não consegui conter o sorriso que invadia meus lábios. Me aproximei lentamente, parei com meus lábios na frente dos dele, depositando um rápido selinho. Notei uma coisa... Como os lábios de Frank eram macios, e como eu queria beijá-los não apenas naquele momento... Mas em todos os momentos da minha vida.
- Vamos Gee... – Mikey disse da porta, tirando-me dos meus mais belos devaneios. Apenas me levantei, e sai do quarto fechando cuidadosamente a porta para que não fizesse barulho.
Bob nos levou até a garagem onde pude sair com o carro. Mikey se despediu do loiro, com um belo e bem dado beijo como os de cinema. Acenei para meu futuro cunhadinho e logo Mikey entrou no carro e pegamos o caminho de casa. As ruas estavam calmas e geladas naquele domingo.
- Como foi com Frank? – Perguntou Mikey quebrando o silêncio, se ajeitando no banco e ligando o rádio.
- Como foi o que? – Fingi que não entendi e continuei prestando atenção nas ruas, sem conseguir esconder aquele sorriso no canto dos lábios que Mikey conhece bem.
- Vocês acordaram agarradinhos no chão da sala com uma garrafa de vinho vazia. Não sou bobo.
- É, isso você não é mesmo. – Comentei rindo e me recordando do gemido que ouvi na noite passada enquanto conversava com Frank.
- Como assim? – Indagou sem entender, ou fingir não entender.
- Bob é bom de cama? – Perguntei com um ar de seriedade segurando firmemente a risada que soltei logo depois de ver meu irmão engasgado e completamente vermelho. – Ah para de graça, nós somos bem grandinhos.
- É.
- É? – fiz uma pausa. – Pensei que você fosse mais difícil. – Voltei a rir e recebi um tapa no braço direito.
- Ou, eu sou difícil... Mas, o Bob. Ele, ér... Você sabe.
- Sei sei... – Eu sei?
- Você não me respondeu, eu transei com o Bob, e você e o Frank fizeram o que?
- Conversamos.
- Só isso? – Perguntou incrédulo. Até parece que eu sou tão atirado assim. Ou sou?
- Só isso sim, ok? – Suspirei, prestando atenção nas ruas por onde passávamos até chegarmos em casa.
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