Stole My Heart

9 08. Como diz o ditado: Tudo que é bom dura pouco


Notas iniciais
Heeey leitoras lindas. Desculpe o atraso, é que houve vários imprevistos aqui e eu esqueci de postar. Olha, era pra ser menor e eu n achei esse cap legal mas whatever, eu sempre acho sem graça, mas boa leitura, falem o que acharam dps please.
Obg pelos reviews passados

Em circunstâncias normais, eu não estaria correndo — como uma psicopata que acabou de sair do hospício e foi tratada por falta de glicose no sangue e acabaram injetando Coca-Cola para recompor o açúcar — atrás de Harry Styles. Sinceramente, eu parecia um fã. Desde que lembro, este era o papel da Sam.

Porém, como eu ia dizendo... Essas não eram circunstâncias normais. Além do ser que eu estava correndo atrás, não ser normal — o que percebi com apenas algumas horas de convivência e que confirma o fato de que famosos tem problemas de retardadisse cerebral — eu também não contribuía para sociedade considerada decente da população.

- Pera... Só me deixa pegar o dinheiro... — estava pegando minha carteira para pagar o sorvete que todos estávamos comprando.

- Nada disso, deixa que eu pago — Harry insistiu. Que cavalheiro.

- Tá brincando? Não, eu pago, sem problemas.

- Pelo relógio, ontem.

Eu estava pegando a nota da minha carteira quando o idiota resolveu rouba-la. Quando eu digo que não gosto que peguem meu celular sem autorização, me refiro a tudo que é meu.

- Devolve! — Gritei tentando esticar o braço para alcançar.

- Olha, sua identidade...

NÃO! Foi a primeira coisa que eu pensei. Fotos 3x4, o que posso dizer? Quem sair bonito provavelmente é um deus grego, porque na boa... Isso é praticamente pedir para eu viver sem chocolate e a Sam sem One Direction. Claro que me baixou a louca e eu fui atrás do Harry que já corria com a identidade em mãos. EU USAVA APARELHO NAQUELA EPÓCA!

- Harry! Volta aqui!

Minhas corridas nunca foram bem sucedidas, o que incluiu esta. Tinha um carrinho de camareira no meio do corredor. (Vou dar uma de azulzinho e deixar uma multa ali). Onde viu se estacionar assim? Eu cai. Obvio.

Antes que eu pensasse em me levantar, braços forte agarram minha cintura e me colocaram dentro do carrinho.

- O que você pensa que está fazendo? — Perguntei séria, virando a cabeça.

- Me divertindo com quem merece.

A primeira coisa que me passou pela cabeça, obviamente, foi dizer não. Mas eu me senti em uma pista de kart e não vou negar, era muito divertido! Apenas depois de uma certa velocidade começei a dar valor a minha vida, nunca se sabe quando o motorista pode ter um ataque cardiaco, ou muito provavelmente, o carrinho emperrar em uma ponta do tapete levantada. Como era eu dentro do carrinho, as chances eram de 11 em 10.

- EU VOU MORRER! HARRY, PARA!

- Relaxa, não vou te matar! — ele riu.

Como se eu acreditasse! Se essa brincadeira acabasse em hospital, a conta ia para o senhor Harold Edward Styles. Não pergunte como sei seu nome.

Para minha sorte, — ou não, pois fiquei realmente envergonhada, meu rosto deveria estar uma pimenta, é muito fácil me deixar vermelha — um segurança parou nossa alegria de 4 rodas.

- Sem mais dessas brincadeiras crianças, aqui todos são iguais. — Ui, indireta pro garoto ao meu lado.

Harry fez uma cara de criança indefesa. Não colou, mas saímos andando de volta a lanchonete.

- Ouviu, seu irresponsável? E me devolve isso — arranquei minha carteira da sua mão.

- Você estava fofa na foto.

- Conta outra — dei uma risada para tentar disfarçar minha vergonha.

Voltamos para a mesa. Sim, comemos sorvete, picolé, na mesa. E Louis estava pintando aqueles desenhos que vem nas bandejas de fast-foods. Em que mundo eu vivo, mesmo? Pensei que todos eram maiores de idade já.

- LOUIS! As linhas são para serem seguidas!

- O que? Que linhas?

- É para colorir conforme as linhas. Dentro delas!

- Eu faço novas linhas, Liam. Use a criatividade.

Eu ri com a cena. Liam estava tento um piti por causa das linhas de um desenho. Isso era uma cena imperdível.

- Conseguiu seu precioso?

- Agora em boas mãos — balancei a carteira para Sam.

- Ei! Minhas mãos também são boas. — Harry falou sorrindo. Tentei não levar aquilo para outro lado. Zoey cadê a inocência!

Zayn me olhou e apontou para minha blusa:

- Tá sujo.

Olhei para baixo e vlup um dedo passou na minha cara. Sabe aquela brincadeirinha? Zayn me pegou. Ah, eu tenho que parar de cair nessas coisas. Todos começaram a rir.

- Hey, Zoey.

- Que é? — olhei com um olhar mortal para Zayn.

- Sabe o Kinder ovo?

- O que tem?

- É preto por fora e branco por dentro, você parece um agora.

- Que? — falei atordoada.

- Morena por fora, loira por dentro.

- Ei! — Sam protestou. Mas logo estava rindo também.

- Ah Malik, você deveria pintar seu cabelo de loiro, porque acho que cavalos afetam o cérebro.

Seu sorriso largo se reduziu a um pequeno. Mas levamos na brincadeira. Isso está tudo errado, pensei que Louis fosse o engraçadinho.

A sujeira imaginaria na minha blusa, — só para constar, uma das que eu mais gosto. Ela era branca e meio solta e tinha uma caveirinha preta no meio meio desbotada. A Sam fala que eu não tenho senso de moda, mas caveiras estão na moda! Não que eu use por isso — acabou que virou realmente uma sujeira. Humanos anormais não conseguem comer sorvete normalmente, bem vindo ao meu mundo.

- Nosso voo é depois de amanha, de manhã. Poderíamos fazer alguma coisa amanhã? — Liam perguntou.

- Boa idéia. O que? — Harry falou desinteressado, ele mexia no celular. ESSE GAROTO NÃO DESGRUDA DISSO? O que tem de tão especial nessa coisa eletrônica?

Mensagens... Vai saber, as únicas que eu recebo é da Sam mandando eu acorda e encontra ela no café e do meu maior fã. A operadora.

- Harry! Sério. Acorda pra vida! — Louis empurrou a cabeça dele para o lado, o que fez com que ele prestasse atenção na conversa.

- Amanhã nós vemos. Tô com sono.

- Não parecia, quando você estava se aventurando com a coitada da Zoey — Zayn resmungou. Advogado!

- Porque vocês... — olhei para eles que agora me encaravam — Estão convivendo conosco?

- Recebi um olhar da Sam que dizia: Cala a boca agora senão eu te boto em uma sala e vamos brincar de Jogos Mortais. Desculpa, ainda estou na faze aceitação. Aceitar que 5 garotos famosos estão querendo sair se divertir com duas garotas... Normais? "Não famosas" é melhor.

Não que eu os visse como os ban-ban-ban. Eles pareciam primos loucos... É tenho uns primos parecidos, só que eles tem 8 anos. Estava legal conviver com eles esses dias. Muito legal, mas não conseguia parar de pensar o porque. Pode ser implicância comigo mesma, ou o fato de eu não ter muitos amigos assim. Nem teria se não fosse a Sam.

- Hun... — Harry pareceu ficar nervoso.

- Eu falei, lembra? — Louis me olhou e sorriu. — Eu disse que faria você gostar de nós!

- Na verdade, foi da música... — lembrei-me de eu gritando para parar a música. O que eu não fiz ainda?

- Bem, então vamos cantar!

Eles começaram a cantar o refrão daquela música enquanto subíamos... What makes you beautiful. Quando chegou naquela parte: The way that you flip your hair... Eu só senti mãos bagunçando meu cabelo.

- Para! — Outra mania minha é: argh, não toquem no meu cabelo.

Não é pra ficar arrumado, porque ele não é, por natureza. É porque eu não gosto, simples assim.

Obvio, era o Styles.

Empurrei-o para o lado que se desiquilibrou e caiu. Claro que me puxou junto, é... Vingança é um prato que se come congelado.

Olhei para Sam e a mandei calar a boca. Ela sabe que eu odeio que mecham no meu cabelo.

- Então, não gosta é? — Ele bagunçou mais um pouco.

- Ah! Para!

Ele esticou o braço e pegou um fio de cabelo solto. Vou ficar careca antes dos 30! Me bate um pavor quando eu to no banho, a água caindo... E os cabelos também. Vai que eu fique calva?

- O que você está fazendo? — perguntei séria.

- Agora, — ele esticou o frio na minha frente — eu posso te clonar.

- E o que você pretende fazer com o meu clone?

- Muitas coisas — ele levantou as sobrancelhas e sorriu.

- Sério, sem mais cabelos.

Sai de cima e sai batendo o pé emburrada enquanto ele ria atrás de mim. Debochado.

De alguma forma, lembrei — UAU, EU LEMBREI! ACONTECIMENTO DO ANO — que deveria ligar para minha mãe.

O tuuuu tuuuu tocou duas vezes e ela atendeu.

- Filha, estava esperando que ligasse.

- Ou mãe... Tudo bom?

- Ah, sim. Na verdade mais ou menos, eu preciso te falar uma coisa importante.

Estremeci.

- Aconteceu alguma coisa? — perguntei agora preocupada.

- É seu irmão...

- O que ouve com ele? Ele se meteu em alguma briga e não voltou? Ficou bêbado? Ele quebrou a casa?

- Não filha... Não foi nada disso. Eu vou precisar de você — eu só pensei: O QUE?

- Han? Mãe, o que houve? Fala logo.

- Seu irmão sofreu um acidente.

Demorei alguns vários segundos processando a informação. Depois que ela entrou no meu cérebro, falei nervosa.

- O que houve? Ele se meteu em alguma briga? Não ficou devendo pra ninguém, não? Mãe, ele tá bem?

- Os médicos falaram que ele vai melhorar...

- Como assim? Mãe, o que aconteceu?

- Ele sofreu um acidente de carro, não sei direito o que houve... Mas aposto que foi com algum desses amigos e devem ter bebido. Mas filha, eu preciso de você agora. Não sei como vou pagar depois, preciso que você arranje um emprego para ajudar seu irmão... Provavelmente isso vai acabar com suas férias, desculpe-me.

Pensei em matar meu irmão por causa disso. Mas não era algo que ia me levar a muito lugar. Tá certo que ele era um vagabundo, mas era meu irmão, e eu o amava. Minha mãe nunca me pediu algo assim, claro que eu iria ajudar. Mas eu não poderia deixar a Sam, e precisaria de dinheiro para passagem de volta. A menos que eu consiga um emprego aqui... Duvido muito, mas nunca se sabe.

- Mãe, não se preocupe, eu vou conseguir. Quando foi isso? Deixe-me falar com ele.

- Ele ainda não acordou, filha.

- Como assim, não acordou? A quanto tempo ele está dormindo?

- Três dias... — senti meus olhos humedecerem.

- O que? — Me bateu um pavor, quantas pessoas ficavam em coma e simplesmente não... acordavam?

- Calma, os médicos falaram que ele ia acordar, ele só ta desmaiado. Ta fazendo gemidos, duvido que mortos façam gemidos.

- Porque você não me ligou? Mãe!

- Desculpe, não queria te preocupar, mas me liga quando conseguir resolver suas coisas.

Parecia que mamutes corriam em volta do meu coração. Eu não sabia o que iria fazer...

- Tá, tá. Eu te ligo, beijo. Qualquer coisa, me liga. Te amo.

- Te cuida, também te amo, filha.

Desliguei o celular e fui correndo encontrar o resto.

- O que houve?

Olhei para Sam que me olhava preocupada.

- Nada, nada... Vamos?

- Houve algo sim...- Zayn me analisou.

Eu não conseguiria mentir para os dois. A Sam me conhecia bem demais, e o Zayn... Esse garoto sabe o que as pessoas sentem, eu hein.

- Meu irmão... — esfreguei meus olhos. — Ele sofreu um acidente.

- O que? O que o Connor fez dessa vez?

- Acidente de carro... Sam, preciso fala sobre isso contigo.

Os garotos me olharam atentamente. Então Harry veio para meu lado.

- Vai ficar tudo bem...

- Vai. Eu só — balancei minha mão — só um minuto.

Puxei a Sam para o lado e esperei até que ela estivesse mais nervosa que eu. Era simples dar a informação, não para mim. Respirei fundo e comecei a falar:

- Eu preciso voltar para Londres. Não fala! Avisei antes que ela abrisse a boca. — Eu preciso arranjar um emprego para ajudar minha mãe a pagar o hospital. E eu tenho certeza que nao consigo arranjar um emprego aqui nos Estados Unidos, ainda mais que nós vamos viajar, sei lá para onde. E eu vou vender brownie na rua, ou sei lá, fazer aquele doce brasileiro que minha tia me ensinou, e vender na rua para arranjar a passagem. É isso.

Ela me olhou perplexa.

- Tá brincando? Vamos voltar, a gente compra as passagens e eu te ajudo a arranjar um emprego, posso ver com meu pai até... — antes que ela continuasse, eu a interrompi.

- Sam, escuta. Eu não vou acabar com suas férias, ok? Você vai para o próximo shows dos garotos e sem mais. Eu vou voltar.

- Vai me deixar sozinha? — Ela fez uma cara de cachorrinho pidão.

- Sam, é sério...

- Zoey, eu sou sua melhor amiga, acorda o retardada. Eu nao vou deixar tu voltar sozinha. Juntas sempre, esqueceu? Eu pago as passagens e nós...

- Sam, eu vou conseguir o dinheiro para passagem. Isso é algo que eu tenho que fazer por mim mesma. Não posso te deixar pagar.

Uma coisa era ela pagar as viagens que nós íamos juntas, pois a Sam me convidava. Outra, era ela pagar algo só para mim. Eu sou mais independente do que pareço, não gosto que ninguém faca as coisas para mim. E questão de orgulho próprio.

- Ok... — Vi que ela não engoliu aquela conversa. — Mas eu vou te ajudar, vem vamos voltar, vamos curtir o resto do dia.

Voltamos e os garotos estavam sentados nos sofás que tinham no corredor.

- Eae, o que deu? — Louis perguntou.

- A Zoey precisa de um emprego. Na verdade ela precisa de dinheiro, nós vamos vender comida na rua, ou atormentar os hospedes

- Emprego, comida? — Niall deu sinal de vida.

Agora, pensando seriamente, eu realmente estava preocupada.

- Socorro, — botem ei as mãos na cabeça e me atirei no sofá ao lado do Liam — Eu nunca vou conseguir um emprego. Eu não sei trabalhar, eu não posso ser garçonete, vou derrubar e trocar os pedidos. Não sei atender pessoas, não sou organizada, sou uma inútil! O que eu vou fazer?

- Deve ter algo que você saiba... — Harry falou.

- Bom, nesse caso ela tem razão. A Zoey é mais inútil do que leque de papel higiênico.

- Ei! Primeiro, não mete na cara. Segundo, da onde tu tirou isso?

- Aprendi contigo garota, não se lembra?

Comecei a me contrariar, sou hipócrita, uma hora eu falo que sou inútil outra tento me defender.

- Ei... — Harry bateu as mãos na nossa frente — acho que já sei o que vamos fazer amanha.

Isso vai ser mais divertido do que eu esperava.


Notas finais
Oi dnv. Queria saber uma coisa... Vcs acham que esse tamanho de cap tá bom? Ta na média de 2.000 palavras, preferem menor, maior? Ou assim tá legal?
Onde vcs acham que vai dar esse negocio de emprego hein? kkkk n tava muito inspirada pq eu esqueço de anotar minha ideias.
Beijos girl, até o próximo.
REVIEWS FAZEM COM QUE A ESCRITORA ESCREVA MAIS RÁPIDO. Just sayin`