Eu me senti um idiota. Se a Menma era aquelas flores, ela tinha escutado toda minha conversa com o Yukiatsu! Inclusive a parte que eu confessei estar dividido entre ela e a Anaru!

Menma: Vejo quando vocês brincam de esconde-esconde, quando conversam do lado de fora, as noites em que fazem churrasco... É como se eu estivesse com vocês também!

Tsuruko: Mas você está Menma. Você sempre esteve conosco.

Yukiatsu: Que tal entrarmos e tomarmos uma xicara de café como antigamente?

Menma: Ótima ideia Yukiatsu!

A Menma se sentou no lugar de sempre, na maior poltrona, próxima parede. Foi emocionante ver ela naquela poltrona novamente, como a dez anos atrás.

Poppo: Bom Menma, o que você quer fazer?

Menma: Hmm. Não sei Poppo. Não havia pensado nisso. Alguma sugestão?

Poppo: Ah! Por que não vamos naquele parque aquático super maneiro? — Ok. Vamos perambular por um parque aquático com um espírito.

Yukiatsu: Um parque aquático? Acho que não era bem essa sugestão que a Menma queria. – Alguém que concorda comigo! Finalmente!

Menma: Eu acho uma ótima ideia Poppo! A Menma nunca foi em um parque aquático! Mas tem um problema não sei se o maiô vai ficar em mim, entende?

Anaru: Acho que poderíamos tentar outro lugar?

Tsuruko: Que tal um parque de diversões?

Menma: Pode ser. Mas a Menma acabou de ter uma outra ideia...

Jintan: E qual seria?

Menma: Quero visitar os meus pais! Assim aproveito, e vejo meu irmão.

Jintan: Tem certeza Menma? Da última vez em que tentamos falar com seus pais eles não acreditaram! Quem garante que eles vão acreditar agora?

Menma: É só levarmos meu diário! Aí eu mesma vou poder falar com eles.

Tsuruko: Você é um gênio Menma!

Menma: Mas antes a Menma quer fazer uma coisa. Naquele dia que encontramos o Yukiatsu vestido de Menma, notei que todos vocês se sentiam culpados pela minha morte. Quero fazer vocês entenderem que não foi culpa de ninguém.

Yukiatsu: E como você pretende fazer isso?

Menma: Vamos refazer aquele dia. – Que?!

Jintan: Tem certeza Menma?

Menma: Claro! Todos em suas posições! Yukiatsu, você está com a presilha aí?

Yukiatsu tirou uma velha presilha do bolso.

Menma: Pronta Anaru? – Ah não!

Anaru: S-sim Menma!

Menma: Ação!

Todos ficamos em silêncio. Anaru baixou os olhos, fitando suas mãos.

Anaru: Ei, Jintan. Você gosta da Menma, não é? – Essa maldita pergunta!

Eu me levantei de supetão. Aquilo não podia continuar. Mas só eu poderia mudar essa história.

Jintan: Sim. Eu amo a Menma. Mesma eu te amo! – Todos já sabem a resposta. Não adianta escoder.

Menma sorriu e chorou ao mesmo tempo.

Menma: Corra! Vá em direção ao rio e nos espere lá.

Eu corri. Meus pulmões ardiam e as lágrimas inundavam meus olhos.

Menma POV

Menma: Agora é minha vez! Yukiatsu você sabe quando você deve entrar. Esperem o Yukiatsu sumir de vista e sigam até o rio. Esperem o sinal do Jintan e venham para perto de mim.

Todos: Entendido!

Corri atrás do Jintan, em direção ao rio. Pouco depois o Yukiatsu apareceu.

Yukitsu: Menma!

Menma: Não tente me parar! Eu preciso ir atrás do Jintan!

Yukiatsu: Menma, essa presilha é para você. Eu... eu vim me confessar! Não vá atrás do Jintan. Eu te amo! – Você está mais vermelho do que naquele dia.

Menma: Yukiatsu!? Me desculpe mas eu preciso ir atrás do Jintan!

Eu me virei e corri. Pude ouvir as lágrimas do Yukiatsu, que ficavam cada vez mais distantes.

Foi então que eu vi o rio. Ele corria forte e majestoso, exatamente como naquele dia. Eu sabia exatamente onde havia caído. Era só pisar em falso lá, que eu iria de encontro a água.

Hesitei. Vá Menma! Disse para mim mesma.

Pisei naquela mesma falha e me desequilibrei. Soltei um grito de desespero. A hora do acidente passava diante dos meus olhos. Minha última hora.

Respirei água. Tentei gritar, mas meus pulmões ardiam por causa da água. Se é que um espírito tem pulmões.

Levantei a cabeça e olhei para o Jintan, escondido entre os arbustos. Ele chorava muito.

Menma: Jintan! Agora!

Boiei até perto da margem e conseguiu, com muita dificuldade segurar a mão do Jintan.

Menma: Grite o pessoal.

Jintan: Pessoal! Venham rápido!

Permaneci imóvel, com a cabeça para o lado, até todos chegarem.

Poppo: Menma! Menma...

Todos choravam desesperadamente.

Menma: A culpa não foi de vocês. Eu tropecei. Ninguém me empurrou. A culpa não foi sua Jintan. A culpa não foi sua Anaru. A culpa não foi sua Yukiatsu. A culpa não sua Poppo. E nem sua Tsuruko. A culpa não foi de ninguém.

Isso aconteceu porque tinha que acontecer. E graças a isso, eu consegui unir todos novamente.

Notas finais
Queridos leitores, o que vocês estão achando da minha fanfic? Eu sei que os capítulos são meio curtinhos, mas é porque eu não tenho muito tempo para escrever. Prometo tentar fazer capítulos maiores! Bye! ^_^