Still Into You - Pausada (voltamos ainda em 2021)
10 Regras de sobrevivência
Notas iniciais
Não sei quando chegamos aqui. E eu realmente não entendo o que de fato aconteceu no meio do caminho. Talvez, só tenha estado sorrindo como um bobo apaixonado com os pequenos carinhos de Bella em mim. Seus beijos esporádicos em meu rosto e pescoço, sua mão deslizando sobre meus cabelos e sua suave e respiração.
Não tinha como bater o carro, pois eu estava concentrado em chegar em casa, na minha casa mesmo, que era mais perto, já que a chuva tinha nos pego no fim do nosso encontro. Uma força divina nos abençoou e chegamos na casa sem danos. Talvez só meu coração tenha batido violentamente contra o peito. Eu morreria hoje, mas só de amor.
Entramos na casa e ela esperou que eu trancasse a porta. Talvez ela só tenha esperado por estar observando a simplicidade da casa. Era exatamente a casa que sempre víamos quando eu passava de Forks para Port Angeles.
Eu comprei e reformei a nossa casa dos sonhos.
Minha mão retira o casado pesado e encharcado de cima dos ombros dela. Ela estremece um pouco, a casa está mais quente, mais ainda assim o frio nos pega.
— Pode usar o banheiro do meu quarto...
— Não, eu não quero incomodar...
— Não incomoda. — Nós dois sorrimos pelas interrupções. — Ok, eu tomo banho no banheiro daqui de baixo, só vou pegar uma roupa e deixo uma calça e uma camisa para você vestir.
— Parece bom, preciso de água quente urgentemente! — Ela sorri e seus dentes batem. Estico as mãos até alcanças seus braços e esfregar o calor de volta a eles. Por um minuto, me preocupo com a sua saúde frágil.
— Bella... — ela me interrompe novamente.
— Olha. — Ela coloca os dedos gelados sobre a minha boca. Quando vê que me calei, a tira de lá. — Não fique preocupado demais, não sou tão frágil. — Tentei argumentar, mas ela me calou de novo. Dessa vez me beijou.
Sua boca se moldando perfeitamente com a minha. E depois ela sumiu. Subiu quase correndo com os sapatos na mão. Eu fiquei um tempo parado, contemplando o momento, a sensação. Escutei sua risadinha e olhei para o topo da escada. Seu vestido parecia ter subido mais e eu olhei por um tempo longo, mas não o suficiente, para elas.
— Me mostre onde é o seu quarto, não vou achar tão rápido sozinha.
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Já faziam quase trinta minutos que Bella tinha tomado banho e tinha dado o tempo de ela ter se vestido. Mas não entrei, respeitei sua privacidade. Chamei ela para beber algo um chocolate quente ou um chá, café se ela preferisse. Mas ela não desceu. Uma angustia me abateu e eu comecei a andar pela sala de estar e depois de muito protelar, subi as escadas devagar e tentei escutar algum som vindo do meu quarto. E nada. Não escutei nada. Bati na porta quatro vezes, o mais forte que pude sem soar um desesperado bruto. Nada. Girei a maçaneta e quase caí para trás com o que vi.
Bella.
Eu vi Bella.
Provavelmente nua sob o lençol.
Ela caminha até mim e eu tento pescar qualquer sinal de que isso é só um doce sonho. Mais uma das dezenas que tive com ela nesses anos. Mas é só ela tocar a minha mão e guiá-la até seu corpo que eu acordo de vez. Ela me puxou até a cama e caímos sorrindo nela. Bella me ajuda a tirar a roupa, só a calça que vesti e então me olhou sob os cílios. Aproximou a boca da minha e me prendeu pela nuca.
Deus do céu. Beijar essa boca é tão sublime. Afasto de vez o cobertor e cubro seu corpo com o meu. Ela suspira e espalho beijos por seu rosto e chego ao pescoço. Seus gemidos me deixam cada vez mais duro. Acabo ficando de joelhos no chão e a puxo pelas pernas. Minha língua dança por sua virilha e ela se contorce e aperta os lençóis.
A deixo mais lubrificada e balanço a cabeça enquanto minha língua trabalha em sua entrada. Eu a chupo, lambo, mordo e não tarda muito até que eu enfie um e depois dois e três dedos ali. Ela xinga alto, eu me arrepio mais quando sinto a mão dela na minha cabeça, está quase no fim e sei que ela já está pronta. Aumento os movimentos e é como apertar, literalmente, um botão para que o show comece. Ela treme, geme longamente, suas pernas estão tremendo no ar, e ela ainda está arqueada na cama. É tão lindo que eu mal vejo o tempo passar. E ainda tem gente que não acredita na duração de um orgasmo feminino. Ou na beleza dele. Eu movo minha mão sobre o meu membro enquanto ela se recupera. Minha vontade é de entrar nela e curtir o orgasmo que com certeza me apertaria, mas eu resolvo esperar.
— Você vai se divertir sozinho? — Mal percebo que fechei os olhos. Ela me chama com o dedo e mais rápido do que vejo, estou na cama de novo e ela me beija. É explosivo. Língua, lábios e dentes se chocam. Eu não sei quando parar. Minha boca se atrai novamente por seus seios e eu sugo um e depois o outro. A pele dela deixa de ser alva e vai ficando rosada e mais tarde vai estar tão corada quanto ela quando fica envergonhada.
Nós dois nos unimos. Meu membro está todo dentro dela e eu fico parado por um tempo. Minha vontade de foder tudo está alta, mas eu sei que Bella ainda é frágil demais. E se eu a machucar? Não me perdoaria. Nos viro na cama. Ela controla. Ela está totalmente colada a mim e puta merda... meu pau está todo atolado. Cacete, cacete. Ela se move, minhas mãos seguram sua cintura. Eu vou gozar se ela continuar logo. Um adolescente, eu pareço isso. Caralho. Ela solta uma risadinha, sua mão se apoia no meu peito e ela se ergue um pouco e sobe e sobe e sobe. Nego com a cabeça. Um pedido mudo para.... Ela desce de uma vez.
— Porra! — Ela faz mais uma vez antes de rebolar e quicar no meu colo. Puta que... ela fecha os olhos. Meu Deus, que tentação. Seus peitos balançam na minha frente e eu acho que rezar deu jeito. Consigo segurar por pelo menos mais alguns segundos e então não posso mais. Massageio seu clitóris e ela está apertando meu pau dessa vez. Eu gozo primeiro e depois ela grita e chega ao dela. Ela cai sobre mim.
Ela respirava rápido e eu não sabia se passaria logo. Será que foi demais? A deitei ao meu lado. A respiração dela ainda estava acelerada e eu precisava me acalmar também. E se ela precisasse de ajuda? Ela deitou ereta na cama e sua mão pousou entre os seios. A outra agarrou a minha e juntou a outra.
— Eu só... eu não sabia que seria assim. Sabia... que seria intenso, mas você...
— Eu? — Ela sorriu e continuou.
— Você abalou meu mundo. Eu pensei que isso nunca aconteceria comigo.
— O quê? — A respiração dela já estava relaxando.
— Que eu seria protagonista de uma história de amor. Por metade da vida, eu pensei que era só a figurante número 3, aquela que é cortada da cena na última hora. Então eu te encontrei... — ela tinha lágrimas nos olhos. Fiquei mais perto do rosto dela. — E te perdi. E me encontrei.
— Mas você sempre foi protagonista.
— Talvez nas histórias de terror. — Nós dois sorrimos. — Mas se isso fosse um filme de terror, nós dois já estaríamos mortos.
— Regra número um: Não transe. — Gargalhamos alto e ela me abraçou pelo pescoço. Porra de vida. Queria isso antes. Seis anos atrás eu perdi uma oportunidade. Foi tirada de mim na verdade. Eu queria recuperar meu tempo, meu precioso tempo perdido.
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