Notas iniciais
Olá pessoas. Você devem querer me matar, não é?
Bem, como vocês sabem eu tive uma semana do cão, mas como tudo pode piorar e não contente com minha desgraça, meu chefe me demitiu! AAAAEEW, ERA SÓ O QUE FALTAVA! --'
Com R$ 700,00 de gastos fixos em faculdade, computador, internet e transporte, fiquei desempregada. Ontem passei o dia com meu pai, eu estava nervosa e ele me levou pra dar uma volta, pensar nas possibilidades. Quem me tem no face ou no twitter sabe que não apareci por ali ontem.
Como eu sou uma pessoa muito positiva (sqn), vamos pensar que agora eu posso escrever mais! *-*
Pra compensar a demora, escrevi um capítulo maior do que de costume, só pra não ser esfaqueada na rua, sabe como é... aheuaehuiaeuaeh
Gente, porque vocês não me mandam mais recomendações? Vocês não amam mais a Tia Bella e a Tia Sarah? É isso? :'(

— POV DARYL —

Corremos o mais rápido podíamos até a fazenda.

Não perdemos tempo atirando nos errantes, seria apenas desperdício e não iria resolver nem um terço do problema.

Sarah não tinha tanto pique quanto nós, então eu praticamente a arrastava pelo braço. Não sei em que ponto da corrida Sarah e eu separamo-nos de Rick e Carl.

Quando chegamos à fazenda, não foi preciso dizer uma palavra sequer, pois com os tiros que ecoavam pela floresta, todos já estavam alarmados, parados na varanda, observando enquanto aquela horda gigante de zumbis se aproximava.

Sarah estava desarmada, achou que não seria perigoso andar nos arredores da fazenda dessa forma. Se não fosse pelo tal prisioneiro, nem mesmo eu levaria uma arma comigo.

O caos estava instalado e não havia mais escapatória. Era fugir ou morrer.

Não sei de que forma aquilo foi acontecer, mas quando dei por mim, o celeiro estava pegando fogo.

Os walkers estavam se aproximando, e mais rápido do que poderíamos imaginar.

Eu só queria sair dali, levar Sarah pra bem longe, encontrar um lugar onde pudéssemos ficar a salvo. Ela estava completamente desorientada, olhando para todos os lados, talvez buscando pelos outros. A única coisa com a qual eu me importava naquele momento era com sua segurança, contudo, não podia simplesmente os abandonar e fugir.

— Não saia de trás de mim, Sarah — instruí e ela apenas acenou com a cabeça, assustada.

Avistei minha moto ao longe, e não hesitei em seguir até ela. O restante do pessoal estava correndo em direção aos carros na tentativa de atrair e eliminar o maior número de zumbis possível.

Sarah estava atrás de mim, e segurava fortemente na barra de minha jaqueta. Por um momento lembrei-me do dia em que a encontrei assustada dentro daquela casa. Agora ela parecia muito mais com aquela garotinha.

Peguei minha arma e tentei derrubar tudo o que podia, todavia, eles pareciam multiplicar-se ao invés de diminuir.

A coisa estava ficando feia, e estávamos gastando toda nossa munição.

Precisávamos de um novo plano. O problema era que em um momento como esse não havia planos infalíveis. Era hora de bater em retirada.

Sem mais alternativas, pulei sobre a minha moto e Sarah me seguiu, passando seus braços entorno de minha cintura.

Partimos dali, não sem antes dar uma olhada para trás. O que por muito tempo foi um lugar seguro para nós, agora estava ruindo, consumido pelo fogo e pela morte, que nada perdoam.

Senti Sarah repousar seu rosto em minhas costas, e por um momento pude jurar que ouvi seu choro.

Seguimos para a rodovia sem mais problemas. Sem dúvida todos os zumbis da região estavam atacando a fazenda.

Dirigi em direção à estrada onde Sarah e Sophia haviam se perdido. Se os outros estavam deixando a cidade teriam de passar por aqui, afinal, já sabíamos o que tinha para trás, não teríamos que voltar, e sim seguir em frente.

Já era dia, então o perigo já havia diminuído. Sarah desceu da moto e sentou-se no capô de um carro que estava parado ali.

— Você acha que eles conseguiram? — questionou ela, cruzando seus braços para se proteger do frio. Sarah estava muito séria, porém não parecia triste. Nunca havia a visto assim.

— Eu espero que sim — respondi sentando-me ao seu lado e passando meus braços entorno de seu corpo pequeno.

Ela usava apenas uma fina blusa de mangas compridas, e o clima estava esfriando consideravelmente. Olhando-a dessa forma ela parecia tão corajosa e tão frágil ao mesmo tempo...

Sarah mudou muito desde o dia em que a encontrei sozinha naquela casa. Mesmo que há alguns momentos ela parecesse extremamente apavorada, eu sabia que na verdade era medo de que os outros se ferissem.

Algo havia a tornado mais forte. Talvez essas mudanças ocorreram na época em que ficamos afastados, entretanto, o real motivo não me importava, o fato é que no mundo de agora, os fracos são os primeiros a partir e ela estava começando a aprender da maneira difícil.

Uma pergunta estava presa em minha garganta naquela hora, e eu tinha medo de não obter resposta. O que faríamos dali pra frente? Seguiríamos na estrada de canto em canto, pulando de casa em casa sem um lugar seguro para descansar? Não seria fácil. Perderíamos muitos, sabemos que a estrada é cruel, e a morte não espera ninguém. O perigo é constante e nunca há um lugar realmente seguro.

Uma a uma as muralhas desmoronam, assim como aconteceu no acampamento, no CCD e por fim na fazenda. Nunca estaríamos a salvo e a luta sempre continuaria.

Não queria pensar em quem perderíamos. Por mais distante que fosse do restante de grupo, éramos praticamente uma família. Convivemos juntos por tanto tempo que qualquer um que nos deixasse faria muita falta. Eu temia que fosse Sarah, tão corajosa, porém tão frágil... Nunca havia parado para pensar em como seguiria se a perdesse. Era por isso que sabia que não podia me apegar, mas agora era tarde, não saberia continuar em um mundo onde ela não existisse...

E se fosse eu, deixando-a desamparada e sozinha? Como ela continuaria? Tudo aquilo estava começando a fazer minha cabeça latejar. Eu não queria pensar, queria apenas seguir em frente, fazendo o meu melhor para que tudo desse certo.

Ficamos ali, cerca de meia hora em completo silêncio, perdidos em nossos próprios pensamentos e torcendo para que todos aqueles que conhecemos sobrevivam. Eles eram fortes, com certeza ainda estariam de pé.

Como que respondendo a meus pensamentos, surge um carro ao longe. Era um dos nossos. Ele se aproxima e as portas se abrem. Dele descem Carol, Sophia, Rick, Carl e Hershel.

Sarah correu em direção a eles, abraçando um a um. Eu apenas faço um breve aceno com a cabeça.

Após cumprimentar a todos, eles aproximam-se e Sarah se senta novamente ao meu lado no capô.

— Você viu a mamãe, Sarah? — questionou Carl, encarando-a.

— Não, querido, mas ela deve estar bem — ela encolhe-se minimamente ao meu lado, e responde-o, tentando soar convincente. Carl apenas concorda.

— Rick, — chamou Hershel. — você precisa levar as crianças para um local seguro, ficaremos aqui esperando os outros. Eu conheço esse local, podemos nos encontrar depois.

— E me diga onde! Onde é seguro?! ­— respondeu Rick. Hershel permaneceu em silêncio. — Não vamos nos separar.

— Por favor, leve as crianças para outro lugar. Nós damos um jeito se algum walker aparecer. Ouça, eu perdi minha esposa, talvez minhas filhas...

— Você não sabe disso! Elas virão! — Rick bradou, interrompendo-o.

— Você não pode ter certeza — Hershel sussurrou.

— Você é um homem de Deus, tenha um pouco de fé! —rebateu Rick, exaltado.

— Não posso afirmar que entendo os planos de Deus, mas Cristo prometeu a ressurreição dos mortos. Só pensei que ele teria algo diferente em mente.

Carol, Carl e Sophia sentam-se um pouco mais a frente em outro carro, indiferentes a discussão que se desenrolava ali. Sarah eu permanecemos quietos. Ela, provavelmente porque estava preocupada com Beth e os outros. Eu, porque não tinha nada interessante para comentar.

­— Ficaremos juntos — concluiu Rick, afastando-se.

— Você está bem? — murmurei para Sarah, preocupado. Ela estava com a cabeça repousada em meu ombro e não esboçava nenhuma reação.

— Sim — respondeu simplesmente. — Só preocupada.

Não toquei mais no assunto, ela precisava pôr os pensamentos no lugar.

Um walker cruzou o caminho de Rick, que o derrubou facilmente com a faca. Depois disso ele fez com que ficássemos todos juntos.

— Não sei por quanto tempo poderemos ficar aqui — comentou entre sussurros.

— Não irei sem a mamãe — disse Carl, determinado.

— Ele tem razão, não podemos simplesmente fugir sem saber se os outros estão bem — falou Sarah, pronunciando-se pela primeira vez. Carl olhou-a e sorriu.

Os demais continuaram em silêncio, provavelmente maquinando um plano. Eu não era diferente, todavia, a única coisa que eu tinha em mente era conseguir um lugar seguro pra ficar quando a noite chegasse.

— Carl, não é seguro aqui. Eu sinto muito, mas... — Rick é interrompido pelo som alto de um motor.

Um carro estava se aproximando, e era familiar. Ele estaciona atrás do carro de Rick, e dele saem Maggie e Glenn.

Em seguida a caminhonete azul chega, trazendo Lori, T-Dog e Beth, que correu em direção a Sarah abraçando-a fortemente.

Era realmente inacreditável que todos tivessem conseguido. Lori, Rick e Carl se abraçam, assim como Beth, Maggie e Hershel.

Agora todas as famílias estavam completas, e quem sabe assim nós poderíamos partir, sabe-se lá para onde.

— E o resto de nós? — inquiriu Glenn.

— Somo os únicos até agora — apontou Rick.

— E Shane? — indagou Lori, sem um pingo de vergonha na cara.

Rick apenas faz um sinal negativo, baixando o olhar logo em seguida. Todos conseguiram entender.

Eu não sentiria sua falta, o cara estava enlouquecendo nos últimos dias. Sarah me abraça forte, escondendo o rosto em meu peito. Eu havia esquecido que eles eram “amiguinhos” e que ela não havia visto-o fora de si.

— E Andrea? — Glenn continuou.

— Ela me salvou e depois a perdi... — disse Carol, fracamente.

Sarah se aperta ainda mais contra mim, provavelmente culpando-se por Andrea estar incapacitada desde a briga delas. Apenas acariciei seus cabelos, ninguém mais a estava culpando.

— Nós a vimos sendo pega — responde T-Dog, cabisbaixo.

— É minha culpa... — disse Sarah, baixinho, apenas para mim. —Eu não queria matar ninguém...

— Não é sua culpa e você não a matou — falei firme, porém baixo, para ninguém escutar.

— Patrícia? — perguntou Hershel.

Beth apenas balança a cabeça em sinal negativo, com os olhos marejados.

— Eles a pegaram pai, na minha frente. Eu estava segurando ela pai, mas não consegui impedir... — Beth contou entre soluços, abraçando-o.

— Nós precisamos continuar, há muitos errantes por aí — interrompeu Rick.

— Eu diria para irmos a leste. — concordou T-Dog.

— Devemos evitar as estradas principais — digo soltando-me levemente de Sarah. — Quanto maior a estrada, mais filhos da mãe como esse daí. — concluo pegando minha besta e atirando em um walker que se aproximava.

Após todos esses discursos, seguimos nosso caminho para algum lugar ao leste.

Subi em minha moto e Sarah acompanhou-me em silêncio, enquanto seguíamos o carro de Rick.

Passamos uma meia hora rodando, até que de repente Rick buzina e para a nossa frente. Paramos também, para ver o que estava acontecendo.

O resto do grupo também para, atrás de nós.

— A gasolina acabou? — questionei a Rick.

— Está no vermelho — respondeu.

— Não podemos ficar aqui e não caberemos em um carro — comentou Carol, juntando-se a nós.

— Iremos atrás de gasolina amanhã cedo — Rick continuou.

— E passar a noite aqui? — Carol encarou-o, incrédula. — Nós e as crianças estamos congelando!

Olhei de soslaio para Sarah e percebi que ela tremia, abraçando o próprio o corpo. Ela estava mal agasalhada e todas as suas roupas haviam ficado na fazenda. Isso era uma droga.

Puxei-a para mim e a abracei enquanto o restante do grupo nos encarava. Apenas preferi ignorar.

— Faremos uma fogueira — disse Lori após um tempo.

— Vou procurar lenha por aí — intrometi-me na conversa. — Estou com poucas flechas. Vocês estão como de munição?

— Não o suficiente — respondeu Rick.

— Não podemos ficar assim tão a mostra... — Sarah encolheu-se contra mim, tentando aquecer-se.

— Chega de pânico e escutem o Rick — impôs Hershel. Não gostei muito do jeito que ele respondeu-a, mas não era hora para confusão.

— É o seguinte: estabelecemos um perímetro e amanhã pela manhã saímos em busca de gasolina e suprimentos para poder continuar — Rick impõe-se de forma autoritária.

— Glenn e eu podemos voltar e buscar gasolina — ofereceu-se Maggie.

— Não — Rick interrompeu-a. — Ficaremos juntos. Se algo acontecer, poderemos ficar encurralados e sem um carro.

— Rick, nós já estamos encurralados! — bradou Glenn, entrando na conversa.

— Eu sei que parece ruim. Todos já estivemos no inferno, mas pelo menos nos encontramos. Eu não tinha certeza, mas nos encontramos. Estamos juntos e não vamos nos separar de novo. Entenderam? — o silêncio tomou conta do grupo, então Rick continuou. — Acharemos um abrigo, deve ter alguma coisa por aqui.

— Rick, olhe em volta. Tem walkers por todo lado, migrando, ou sabe-se lá o que... — Glenn tenta continuar, contudo, Rick o interrompe.

— Deve haver algum lugar, não para nos escondermos, mas para descansarmos, nos fortalecermos.

A discussão estava ficando feia, entretanto, ninguém mais tinha psicológico pra se meter. E se tivessem, com certeza não teriam uma solução melhor. Eu pelo menos, não tinha.

— Mas se acharmos um lugar seguro, não sabemos por quanto tempo ele se manterá assim. Já passamos por isso antes — comentou Sarah.

— Vamos acampar aqui essa noite — Rick encarou-a, mais calmo. — Pegamos a estrada amanhã cedo.

— E se mais walkers vierem, ou pessoas como o grupo do Randall? — Beth devia estar falando do prisioneiro, pelo visto.

— Vocês sabiam que encontramos o prisioneiro? Estava transformado, mas não mordido — comuniquei ao restante do grupo.

— Como isso pode acontecer? — questionou Sarah, dando alguns passos à frente. Mesmo que ela tivesse visto com os próprios olhos o que havia acontecido com o prisioneiro, ela ainda não havia comentado nada, talvez por estar assustada com os fatos. — O que está acontecendo Rick?

— É obvio que Shane matou Randall. Ele, mais do que ninguém, queria acabar com o cara. E além do mais, Sarah me contou que ele entrou no celeiro logo depois que você e Carl saíram de lá — digo, direcionando-me a Rick.

— E a horda o pegou? — intrometeu-se Lori, contudo, ninguém lhe deu atenção.

— Todos nós estamos infectados — Rick respondeu, suspirando pesadamente.

— O que? — inquiri, parando a sua frente. Ele nos devia algumas respostas.

— No CCD... Jenner me disse antes que eu saísse. Seja o que for, todos nós temos.

— E você nunca contou nada?! — indagou Sarah exaltando-se. Segurei seu braço, lembrando-me muito bem da ultima vez que ela ficou assim. Não que eu achasse que ela conseguiria machucar Rick, mas não queria que ele a machucasse, mesmo que fosse para defender-se. — Por que você nos escondeu isso Rick?! — segurei seu pulso mais forte, talvez fosse melhor não detê-la como da última vez, ou eu acabaria machucado também.

— Faria diferença? — Rick apontou, friamente.

— Você sabia o tempo todo! — ela continuou a acusa-lo. Ninguém protestou, a grande maioria devia concordar com ela.

— Como eu poderia ter certeza disso? — defendeu-se.

— Quando vi a horda no celeiro, contei para o bem de todos, por que era o certo a se fazer — disse Glenn, aproximando-se.

— Eu também pensei no bem de todos quando não contei — Rick rebateu, saindo em outra direção.

— Ele não tinha esse direito, Daryl... — murmurou Sarah, voltando a me abraçar. — Todos nós vamos virar uma daquelas coisas um dia... Não importa como.

Apenas a conforto sem mais nada a comentar. Lori sai do grupo e vai atrás de Rick, voltando alguns minutos depois, descontrolada.

Sarah e eu saímos atrás de lenha para fogueira enquanto os outros montavam acampamento.

Fizemos nossa busca em silêncio, e quando voltamos já estava escurecendo e tudo estava pronto. Faltávamos apenas nós dois para poderem acender a fogueira.

Entregamos a lenha para Rick e me sentei em um tronco, trazendo Sarah para meu colo. Ela tremia de frio, então abri minha jaqueta e deixei que ela se encolhesse, passando os braços em torno de mim por debaixo dela. Tudo que se ouvia era o estalar da lenha queimando, ninguém tinha nada a falar.

O grupo ainda encarava-me como se fosse algo extremamente improvável estar ao lado de Sarah. Talvez porque ela fosse totalmente o oposto de mim, porém, eu sequer me importava. Precisava daquela garota e estava pouco me fodendo se os outros apoiavam ou não.

— Não estamos seguros com ele. Não sabemos se ele nos esconde mais alguma coisa... — sussurrou Sarah para mim, escondendo seu rosto na curva de meu pescoço.

— Rick tem feito o certo até agora apesar de ter nos escondido isso — falei para que apenas ela pudesse ouvir.

Ouve-se um barulho na floresta.

— O que foi isso? — questiona Sarah, ficando de pé em um pulo.

— Fica calma. Pode ser qualquer coisa, um gambá, um esquilo, um walker... — comentei enquanto colocava-me de pé também.

— Precisamos ir, não podemos esperar mais! — disse Carol, entrando em pânico, deixando as crianças alarmadas também.

— De que lado veio? — pergunta Rick, saindo sabe-se lá de onde.

— Dali — Sarah aponta simplesmente.

— De onde viemos — Carol continua.

— A última coisa que precisamos é de todos correndo no escuro — disse Rick, autoritário. — Sem pânico.

— Eu não vou ficar aqui com a minha filha esperando a horda chegar — continuou Carol como se Rick não houvesse dito nada, enquanto Sophia a abraçava.

Ela já estava começando a me irritar, estava assustando a todos sem motivo.

— Ninguém vai a lugar nenhum — Rick impôs firmemente.

— Faça alguma coisa! — pediu Carol, ainda aporrinhando Rick.

— Estou fazendo! — ele respondeu, irritado. — Estou mantendo esse grupo junto e vivo! Faço isso o tempo todo, não importa como e eu não pedi por isso! Matei meu melhor amigo por vocês, pelo amor de Deus!

— Você matou o Shane?! — inquiriu Sarah, parando a sua frente e encarando-o.

— Vocês viram como ele era... como ele me pressionava...

— Então se qualquer um de nós te contrariarmos, você vai fazer o mesmo? — ela o acusava, apontando o dedo em seu rosto. Puxei- a para trás de mim.

— Chega Sarah — ralhei.

Rick simplesmente a olha, com angustia nos olhos.

— Ele encenou a fuga de Randall para que eu fosse até a floresta com ele. Shane queria me matar e levar tudo que era meu! — Sarah tentou avançar, mas eu a impedi. — Eu não tive escolha. Ele era meu amigo, mas mesmo assim veio atrás de mim.

As crianças choravam abraçando suas mães, provavelmente com medo dele.

— Minhas mãos estão limpas — Rick prosseguiu. O silêncio mais uma vez tomou conta de todo o grupo. — Talvez se saiam melhor sem mim, vão em frente. Eu disse que poderia haver outro lugar, mas pode ser só uma ilusão, como todos os outros foram. Talvez eu esteja me enganando de novo. Por que não vão descobrir isso por conta própria? — encarou Carol, sugestivamente. — Vamos lá, façam melhor. Descubram até onde podem ir. — levantou seu tom, encarando cada um de nós. Ele estava enlouquecendo, não havia outra explicação. — Ninguém vai? Ok, então vou deixar uma coisa bem clara: Vocês escolheram ficar, isso não é mais uma democracia.

A discussão havia se encerrado ali, nada do que pudéssemos dizer mudaria a decisão de Rick. Sem mais escolhas volto a sentar-me e trago Sarah junto comigo, deixando que ela durma recostada em meu peito.

Depois de todo esse discurso de Rick, algo me dizia que as coisas iriam mudar muito de agora em diante...

Notas finais
RERERERERE SEASON FINALE *--* Agora vem a parte da prisão, que é a parte que amei de paixão escrever *-* O que acharam da capa? Na verdade eu vou mudar agora que entrou na terceira, deixar ela mais prisão... De qualquer forma, sempre usei o photoscape e agora estou aprendendo o photoshop, então tá difícil.. ahsuais Bjks ♥