Notas iniciais
Então gente. Gostaria de começar esse capítulo dando uma desculpa qualquer para o meu atraso, mas infelizmente eu não posso.
Muitas de vocês devem conhecer a Small Zoombie, já que ela posta ótimas fanfics de TWD ( Still Not The End e Fight To Survive). Ela é minha melhor amiga, daquelas que você daria a própria vida, sabe? Então, o pai dela veio a falecer na terça :c Cara, foi um choque e tanto, não apenas pra ela, mas pra mim também. Eu tava falando com ela quando ela recebeu a notícia. Sabe o que é você correr da sala no meio da explicação da prova como se a aula não valesse nada? Você sair desesperada e chorando como se fosse com você? Pois é. Como moramos longe, eu tenho passado quase 24h por dia falando com ela no telefone, e cara, se eu pudesse arrancar a dor dela e sofrer em dobro, eu faria com um sorriso no rosto, porque não aguento ver ela triste, mesmo. Dói demais você lembrar de sua melhor amiga rindo até da cor das paredes com você, e de repente nada do que você faz é o suficiente. Só que meu, eu nunca vou desistir. Sei que é difícil pra caralho, mas se pudesse dar meu coração pra ela eu dava. É triste demais passar por isso, se sentir de mãos atadas ouvindo ela chorar no telefone. Não desejo isso pra ninguém ;c
Enfim, acho que o capítulo não ficou bom, já que minha cabeça tá cheia de problemas. Espero que me perdoem. Assim que der respondo aos reviews. Infelizmente não sei que dia vou postar de novo, mas vou tentar fazer um capítulo pra quinta.

— POV DARYL —

— Ele nos quer todos mortos, pelo que fizemos em Woodbury. Nós vamos para a guerra — anunciou Rick.

Então era isso?

Depois de toda aquela enrolação e a droga de reunião para uma trégua de merda, nós estamos em guerra?

Bem, o que mais eu deveria esperar? Sarah estava certa desde o começo.

Sempre pensei que ela fosse a otimista, enxergando sempre o lado positivo das coisas, mas, de uns tempos para cá, ela insistia o tempo todo nessa tal de guerra. Agora estava feito, não havia volta.

Droga, isso não podia acontecer justo agora! Não com a Sarah grávida! Não agora que Merle havia retornado...

Infelizmente era isso, sempre havia algo para foder com tudo. No mundo de agora não há paz, descanso ou segurança. A cada dia temos que lutar para continuarmos vivos. Já não bastasse àqueles zumbis de merda, agora havia um cara caolho disposto a acabar com tudo.

Após alguns minutos aparentemente sem reação, os demais começaram a se dispersar. Merle lançou-me um olhar cauteloso, como se soubesse o que nos esperava, afinal, havia convivido muito tempo com o tal Governador. Logo, olhou de forma demorada para Sarah, parecendo um tanto quanto... amargurado? Ela apenas abaixou o rosto e subiu em direção ao “quarto”. Não demorei a segui-la.

Havia algo muito estranho entre aqueles dois e eu precisava descobrir, mas não agora.

Agora eu tinha muita urgência em aplacar aquele maldito aperto no meu peito, e só havia uma forma realmente eficaz de fazê-lo.

Assim que nos deitamos, não deixei que Sarah se aconchegasse em meus braços, como de costume. Pelo contrário, deitei-me sobre ela e busquei seus lábios com pressa.

Não sabia quanto tempo ainda restava. Não sabia se ainda estaria de pé pela manhã. Não sabia se ela estaria.

Não havia tempo a ser desperdiçado.

No primeiro momento ela pareceu surpresa, contudo, logo me correspondeu, infiltrando suas mãos pequenas em delicadas em meus cabelos.

Eu tinha fome de seu corpo, e lhe desejava como nunca antes. Senti-me idiota por evitar tocá-la nos últimos dias. A verdade era que eu tinha medo de machucá-la, entretanto, tê-la em meus braços daquela forma fazia meus medos parecerem totalmente desnecessários.

Logo suas mãos abandonaram meus cabelos e adentraram em minha camisa, arranhando minhas costas com suas unhas compridas. Não pude reprimir o gemido rouco que escapou de meus lábios.

Droga, eu tinha pressa, e sabia que ela também.

Sem cerimônias abandonei sua boca e parti para seu pescoço, sem medo de deixar minhas marcas ali. Sua respiração estava ofegante, o que me deixava ainda mais ansioso.

Arranquei sua blusa desajeitadamente, lançando-a para algum lugar daquela cela. Eu queria poder ver seu corpo, memorizar cada centímetro dela, mas a escuridão envolvia tudo com seu véu negro.

Eu não podia ver, mas queria tocar cada milímetro de sua pele, sentir seu gosto, seu cheiro, deixar minha marca por todo seu corpo.

Avancei sobre seu sutiã, retirando-o sem sutileza. Suas pernas envolveram meu quadril, puxando-me para mais perto, de forma que nossas intimidades pudessem se tocar sobre o fino tecido de nossas roupas que ainda atrapalhavam o contato.

Desci meus beijos por seus ombros, peito e por fim tomei um de seus seios em minha boca, sugando-o com vontade. Contentei-me em ouvir seu gemido, todavia, não queria que o restante da prisão ouvisse os gemidos da minha garota.

Levei minha mão a sua boca, cobrindo-a, e ela mordeu-a com força. Droga, aquilo sequer doía, apenas me deixava cada vez mais excitado.

Continuei a descer por seu corpo, traçando o caminho com minha língua. Não resisti ao ímpeto de beijar sua barriga, sabendo que ali dentro havia um filho meu, por mais absurda que aquela ideia parecesse.

Ela pareceu encolher-se um pouco com meu toque, então logo me afastei, imaginando que pudesse ter a machucado.

Tirei minha mão de sua boca e deslizei-a por seu corpo, até trazê-la ao zíper de sua calça, arrancando-a juntamente com sua calcinha.

Merda, como eu queria poder vê-la!

Senti que ela movimentou-se, e logo percebi que ela estava sentada, já que enlaçou seus braços em meu pescoço, puxando-me para cima e beijando-me novamente.

Suas mãos ainda receosas e até um pouco inexperientes desceram até minha calça, tendo um pouco de dificuldade com os botões e o zíper, mas não a apressei, queria que ela o fizesse. Queria que ela fizesse de mim o que bem entendesse.

Após um breve momento ela conseguiu abri-la, e então a ajudei a retirar minha calça e logo minha cueca. Eu estava duro, mas não queria invadi-la tão cedo. Queria ouvi-la pedir, dizer meu nome, dizer que me amava... Por mais difícil que essa expressão fosse, causava sensações estranhas ouvi-la em sua voz.

Nesse momento, apenas minha camisa atrapalhava o contato total de nossos corpos, então a tirei, jogando-a em algum canto.

Sarah tocou meu rosto gentilmente, acariciando-o de leve, como se quisesse entender minhas expressões, mesmo no escuro.

Um pouco receosa, aproximou-se mais, sentando-se no meu colo. Aquilo era demais para o meu autocontrole.

Encaixei nossos corpos com urgência, penetrando-a com força. Ela mordeu meu ombro, e aquilo com certeza me renderia uma marca, mas eu pouco me importava. Eu precisava tê-la daquela forma, e já não havia mais como esperar.

Deixei que ela se movesse, controlando nosso ritmo. Ela subia e descia lentamente, como se quisesse me torturar ainda mais. Aquilo estava acabando comigo.

— Droga, Sarah... — murmurei, puxando um pouco seu cabelo.

Eu queria que ela fosse mais rápido, mais forte... Eu queria mais.

Percebi que a barriga estava atrapalhando, então a empurrei para que se deitasse, cobrindo seu corpo com o meu.

Agora era minha vez de torturá-la.

Apenas encaixei nossos corpos novamente, mas me mantive parado, por mais que minha vontade fosse invadi-la com toda a força que eu tinha.

— Daryl... — ela sussurrou em meu ouvido.

— O que? — perguntei enquanto mordia seu pescoço.

— Eu quero você agora — pediu, e por mais que eu tentasse resistir, sabia que não aguentaria por muito tempo.

Imediatamente mexi-me com força em seu interior, aumentando a velocidade gradativamente. Aquele era o paraíso.

Seu corpo no meu, seu cheiro, seus gemidos que escapavam volta e meia, tudo aquilo era muito mais do que eu podia pedir.

Sarah enlaçou suas pernas em meu quadril, obrigando-me a penetrá-la com mais força. Dessa vez foi minha hora de deixar um gemido escapar.

Continuei cada vez mais rápido, e senti seu corpo tremer levemente. Sabia que tinha a levado ao ápice, e o mesmo não demoraria a acontecer comigo.

Investi contra ela com mais força, e não foi preciso muito para que eu me derramasse em seu interior.

Caí sobre seu peito, sentindo meus pulmões implorarem por ar. Apenas fechei os olhos tentando controlar minha respiração, enquanto Sarah acariciava lentamente meu cabelo e minhas costas.

Era como se aquele fosse o melhor lugar para se estar, mesmo em meio àquele inferno todo.

Permaneci por pouco tempo assim, não queria deixar meu peso sobre sua barriga. Por mais que ela não tivesse protestado, eu tinha medo de machucá-la.

Separei nossos corpos e deitei-me ao seu lado, puxando-a para meu peito. Aquele simples gesto significava muito para mim. Jamais pensei que fosse querer adormecer com uma mulher ao meu lado depois do sexo. Geralmente sentia apenas o desejo e depois que o satisfazia, as chutava para fora da cama. A verdade era que nenhuma delas se importava, elas queriam aquilo tanto quanto eu.

Já com Sarah era diferente. Se o mundo ainda estivesse normal, eu sentiria aquela necessidade idiota de comprar uma casa para dividirmos, apenas para vê-la acordar todas as manhãs ao meu lado, por mais absurdo que fosse.

Toquei seu rosto e ela se encolheu. Amaldiçoei-me por ter as mãos tão ásperas e calejadas.

O silêncio naquela da prisão era quase sufocante, mas eu me contentava em ouvir apenas o suave som da respiração da garota ao meu lado, que logo se tornou regular, indicando que ela dormia.

Esgotado e satisfeito, não demorei a pegar no sono.

Acordei-me com a suave claridade que adentrava na prisão. Devia ser em torno das oito da manhã, e esse era meu limite para permanecer deitado.

Apressei-me em buscar minhas roupas pelo chão, aborrecido com a ideia de ter algum deles subindo para me chamar, o que seria cada vez mais comum daqui em diante. As vigias seriam ainda mais constantes, e tinha certeza de que acabaria sobrando para mim.

Virei-me para onde Sarah estava, com o intuito de cobri-la. Não queria que ninguém visse seu corpo, e essa simples ideia fazia meu sangue ferver.

Assim que bati meus olhos sobre ela, quase caí para trás. Havia um grande hematoma em sua bochecha, extremamente inchado. Ele só não era pior do que o grande círculo quase negro em sua barriga.

Fechei minhas mãos em punho, sentindo meu corpo inteiro tremer. Mas por que diabos ela não tinha falado nada ontem à noite?!

Alguém pagaria muito caro por aquilo, eu só precisava saber quem.

Abaixei-me ao lado dela e senti meu peito apertar. Droga, por que ela tinha que ser tão frágil? Já havia perdido as contas de quantas vezes tive que a ver machucada.

Tirei seu cabelo da frente de seu rosto e toquei cada uma das cicatrizes que havia em sua testa. Eram muitas, e todas começaram a aparecer depois que ela me conheceu.

Quantas vezes eu havia falhado? Merda! Eu só tinha que protegê-la, e era apenas tirar os olhos de cima dela que algo ruim acontecia. A única coisa que pesava em mim era a culpa, aquele sentimento de ter sido inútil.

Quem quer que fosse iria pagar caro. Ninguém podia machucá-la, ninguém! Não me importaria de pôr aquela prisão abaixo apenas para colocar as mãos no filho da puta que havia tocado nela.

O problema era que eu sequer podia imaginar quem teria o feito. Sarah era tão doce, e todos eram extremamente apegados a ela...

Se não soubesse que a vadia loira estava o tempo todo na tal “reunião”, cogitaria a ideia de uma briga entre elas.

Droga! Por que a Sarah não acordava de uma vez e me explicava logo o que havia acontecido?!

Bufei impaciente, e logo seus olhos se abriram. Ela piscou diversas vezes, acostumando-se com a claridade.

Quando percebeu meu olhar sobre ela, cobriu-se apressadamente.

— Quem? — perguntei entredentes.

— O que? — questionou-me confusa.

— Quem fez isso com você? — respirei profundamente, tentando me acalmar.

— Ninguém — ela murmurou, e percebi que seus olhos encheram-se de lágrimas. Merda.

— Não minta pra mim — ralhei impaciente.

— Eu caí — mentiu descaradamente. Será que ela não percebia que aquela resposta nunca se encaixaria na verdade?

Ela achava o que? Que eu nunca havia visto um hematoma causado por um soco?

— Se veste — disse pausadamente, tentando me lembrar de que não era dela que eu tinha raiva.

Ela apenas acenou enquanto eu jogava suas roupas sobre ela.

Sarah vestiu-se apressadamente, e logo que ela se levantou, segurei seu braço e praticamente a arrastei para o centro do bloco.

Ouvi-a soluçar, mas estava cego pelo ódio, nada me faria parar.

A grande maioria tomava café em silêncio, preparando-se para encarar o resto do dia.

— Quem foi o filho da puta? — gritei, fazendo alguns se assustarem.

Sarah puxou seu braço, soltando-se de mim.

Beth, Michonne e Hershel apenas abaixaram a cabeça, como se não soubessem de nada.

Maggie e Sarah entreolharam-se de forma triste. Já Glenn a fuzilava de forma acusadora, levantando-se em seguida.

— Quem foi, porra?! ­— repeti empurrando o coreano com força.

— Glenn, não... — Sarah sussurrou, deixando-me ainda com mais raiva.

Até o maldito asiático sabia quem foi, menos eu.

— Chega, Sarah. Eu não vou proteger aquele imbecil — disse Glenn entredentes.

— Você prometeu... — ela insistiu.

— Não, Sarah. Eu prometi — murmurou Maggie, levantando-se e ficando ao lado dela.

— Quem foi? — falei pela última vez, esperando que dessa vez alguém abrisse a boca.

— Foi o Merle — Glenn respondeu, fitando-me friamente.

Imediatamente o soltei, recuando um passo.

Eu conhecia Merle, sabia que ela era assim desde o começo. Apenas pensei que podia ser diferente... Pensei que ele jamais a machucaria, mas eu estava errado. Desgraçadamente errado.

Naquele momento eu não me importava se ele era meu irmão, ele ia pagar por aquilo, e eu não esperaria mais.'