Notas iniciais
Olá pessoinhas. Não me matem por ter sumido ontem. É que eu comecei uma fanfic nova, aliás, queria muito que vocês a lessem, ela se chama Not Alone e também é sobre TWD http://fanfiction.com.br/historia/386221/Not_Alone Não me deixem na mão, minhas fofuxas. A protagonista será tão fofa - ou mais - que a Sarah ♥
Eu gostaria de dedicar esse capítulo à mhenares que me deixou uma recomendação ultra-mega-power fofa *---* Obrigada mesmo florzinha! Esse capítulo é pra você! ♥
Alguém mais quer recomendar e fazer my heart bater mais rápido e inspirado? *--* Boa Leitura!

— POV SARAH —

Naquela noite, apesar de Daryl estar comigo, não dormi nada bem.

Debati-me a noite toda, e os pesadelos ocuparam grande parte de meu sono. Tudo que havia me atormentado por dias veio à tona juntamente com a escuridão da noite.

Todos os fantasmas voltaram para atormentar-me... A perda de meus pais, o tempo que passei longe de Daryl, o estado de Beth...

Por muitos dias tentei manter tanto os sentimentos quanto os pensamentos tristes longe de minha cabeça, entretanto, agora que havia permitido-me sentir novamente, as coisas vieram até mim como uma enxurrada, concentrando-se em mim de uma vez só.

Acordei bem mais cedo do que de costume e desci as escadas com a ajuda de Daryl.

Rick e Glenn ainda não haviam voltado, e o silêncio predominava na fazenda inteira.

Decidi ver Beth, que estava em um quarto no primeiro andar.

Pedi permissão à Maggie, e ela alertou-me sobre o estado dela, mas mesmo assim insisti.

Daryl acompanhou-me a contragosto, não sem antes tentar me fazer desistir da ideia.

Fiz-me em mil pedaços com o que vi. Maggie tinha razão: Eu devia ter evitado ao máximo presenciar aquela cena...

Beth estava deitada em uma cama e sequer se mexia. Se não fossem seus olhos piscando e seu peito movimentando-se levemente pela respiração, qualquer um poderia dizer que ela estava morta.

Aquela cena era demais para mim. Daryl abraçou-me e deixei que as lágrimas viessem à tona. Eu estava desabando.

Queria tanto que ela estivesse bem! Criticando-me por minhas loucuras, ou apenas ficando ao meu lado.

As coisas estavam erradas! Era ela que sempre cuidava de mim, e não o contrário. Eu não era forte o suficiente para vê-la daquela forma.

Notando meu desespero, Daryl tira-me dali em silêncio, levando-me para a sala.

Sentamo-nos no sofá, e eu repousei minha cabeça em seu ombro, deixando que ele me confortasse.

Será que não poderíamos ter um momento de paz?! Por que sempre aqueles que amo tinham que sofrer?!

Isso não estava certo, não era justo...

Ficamos em silêncio, perdidos em nossos próprios pensamentos por um longo tempo.

Subitamente Glenn e Hershel entram praticamente arrebentando a porta.

— Onde Beth está? — pergunta Hershel, direcionando-se a mim. Eu apenas aponto em direção ao quarto.

— Onde Maggie está? — questiona Glenn em seguida.

— Na cozinha — respondo simplesmente.

Onde será que Rick estava?

Como que para responder meus pensamentos, ele entra apressadamente com um garoto vendado no colo.

O garoto estava desmaiado e sua perna completamente ensanguentada. Rick corre para um dos quartos sem proferir uma palavra sequer.

Cerca de dois minutos depois ele estava de volta à sala.

Aquilo tudo estava estranho demais. Daryl encarou-me e parecia saber tanto quanto eu sobre a confusão que se desenrolava naquela casa.

— O que foi aquilo? — diz Daryl, sobressaltando-se.

— Bem, eu preciso contar a história toda primeiro... — responde Rick, suspirando pesadamente. Daryl faz sinal para que ele continue e Rick senta-se ao meu lado, passando a mão pelos cabelos nervosamente. — Quando fomos até a cidade atrás de Hershel, o achamos em um bar, embriagado. Tentamos convence-lo a voltar. Estávamos quase conseguindo, então apareceram mais dois sobreviventes. Eles começaram a nos enrolar com histórias sobre o que tiveram que passar. Disseram que Fort Benning está tomada também, e começaram a fazer especulações sobre onde estávamos. Assim que notaram que não os aceitaríamos no grupo, eles tentaram nos matar. Acabei os matando primeiro — engulo em seco, encolhendo-me contra Daryl. Agora além dos mortos estávamos matando também os vivos? — Quando estávamos saindo, os companheiros daqueles sobreviventes chegaram e começaram a perguntar sobre eles. Eu respondi que tivemos que mata-los porque eles tentaram primeiro. Eles começam a atirar na gente e então fugimos pelos fundos. Uma horda enorme de zumbis chegou e eles bateram em retirada. O garoto que trouxemos pra cá, pulou de cima de uma casa e caiu, ficando preso na cerca pela perna. Seus amigos partiram deixando-o pra trás, então o trouxemos pra cá — concluiu, secando um pouco de suor que se acumulava em sua testa.

— Vocês o que?! — questionou Daryl, incrédulo. — Eu entendi bem?! Vocês trouxeram mesmo um deles pra cá?! Vocês surtaram de vez?! — levantou-se, apontando o dedo na cara de Rick acusadoramente. — Você já pensou que eles podem vir atrás dele e colocar todos nós em perigo? — ele estava certo, não poderíamos arriscar.

— Eles o deixaram para trás, Daryl! Devem achar que ele está morto. Além do mais, nós vamos deixa-lo na cidade quando ele estiver curado.

— Ah! Quanta consideração, não é? Vocês o salvam da morte para deixa-lo morrer um pouco mais tarde? Muito prestativo da parte de vocês — finalizou Daryl, sentando-se novamente. — Vocês deviam tê-lo matado, ou o deixado para trás.

Hershel saiu do quarto antes que Rick pudesse sequer defender-se ou continuar com a discussão.

— Onde está o garoto? — pergunta, dirigindo-se a Rick.

Ele nada diz, apenas caminha em direção ao quarto onde deixou o rapaz.

Alguns minutos depois, Rick sai do quarto e passa batido pela sala, indo em direção ao acampamento. Hershel sai logo em seguida.

— Hershel, pode dar uma olhada nos pontos dela? Acho que alguns abriram — adianta-se Daryl.

— Estou com a agenda cheia hoje rapaz — diz Hershel com a expressão carregada de cansaço. — Mas vamos subir, darei uma olhada.

Daryl me pega em seus braços como de costume e nos encaminhamos para o quarto onde eu estava.

Deito-me na cama e Hershel tira meu curativo, avaliando os pontos.

— Sinceramente, acho que não há necessidade deles continuarem aí. O corte parecia muito mais profundo naquele dia. Vou tirá-los. Acho que isso ajudará um pouco e você poderá mexer a perna melhor — comenta ele, mexendo em sua maleta e pegando uma espécie de tesoura para cortar os pontos.

Confesso que aquilo ardeu um bocado, contudo, eu fiquei quieta. Ele refez o curativo e eu me sentei na beirada da cama fitando-o.

— Ela vai ficar bem? — inquiri. Ele sabia que eu estava me referindo à Beth.

— Eu tive que sedá-la. Como Beth não está se alimentando, precisa dormir para não gastar tanta energia, mas ela vai se recuperar logo — concluiu, suspirando pesadamente.

Apenas concordei com a cabeça, sabendo que minha dor era grande, todavia, não poderia ser maior que a de seu próprio pai ao vê-la em uma situação causada por sua falta de prudência.

***

Passamos praticamente a tarde toda no quarto. Eu não tinha outra escolha, já que Daryl insistia para que eu não me esforçasse, na verdade, fui praticamente forçada e deitar-me na cama e permanecer imóvel, enquanto seus braços apertavam-me fortemente contra seu corpo.

Não foi um pedido difícil de ser atendido, visto que ele passou a tarde inteira no quarto comigo, trocando beijos e carícias.

Assim que a noite chegou, descemos para jantar junto com a família de Hershel.

Todos comeram em silêncio. O clima estava obscuro naquela casa. Patrícia ainda estava de luto pela perda de Otis; Hershel e Maggie estavam péssimos devido a morte “definitiva” de todos os entes queridos que haviam no celeiro, além da preocupação quase palpável quanto ao estado de Beth.

Eu não estava indiferente a tudo isso. Passei tanto tempo convivendo com a família Greene que acabei apegando-me a eles fortemente, como se fossem minha própria família. A dor deles tornava-se minha, principalmente quando se tratava de minha melhor amiga, que continuava imóvel naquela cama, sem o mínimo sinal de melhora.

Subimos para o quarto em seguida, após Patrícia e Maggie negarem veemente minha ajuda com a louça do jantar.

— Será que uma hora tudo isso irá acabar e teremos um momento de paz? — perguntei já na cama, aninhada nos braços de Daryl.

— Queria poder dizer que sim, Sarah. A verdade é que eu realmente não sei... Não sei o que esperar. A vida que temos aqui é a melhor que tive em meses, mesmo com todos esses acontecimentos recentes. A estrada é bem pior, pode ter certeza. Fique tranquila, creio que agora os problemas acabaram — concluiu, apertando-me com um pouco mais de força.

— É o que eu espero. Não aguento mais ver todos aqueles que amo sofrendo... — comentei aspirando profundamente seu cheiro. Era como se aquele simples gesto me acalmasse.

O silêncio reinou no ambiente, então apenas tentei desligar meus pensamentos, levando-os para qualquer rumo que não fosse todos os problemas que estavam afetando-me.

Não sei em que ponto de tudo aquilo, permiti que a inconsciência tomasse-me.

Notas finais
Então, vão comentar, recomendar e ler Not Alone? Aaaah, sejam boazinhas com a Tia Bella que ama tanto vocês!
Bjks ♥