Notas iniciais
Escrever esse capítulo foi engraçado. Conversei com o Nick Gomez ( Thomas, ou Shit Happens kk Como queiram ) no meu twitter, e sim , ele foi super simpático ao me seguir e responder minhas questões. Ele disse que está ansioso para vir ao Brasil e tudo mais, e disse que sou fofa por ter falado que não gostava de ver os "vivos" morrendo, mas isso não vem ao caso. kkkk'
O interessante foi quando perguntei porque ele teve que fazer justo o cara mau. Sabe o que ele respondeu? "Quem sabe eu tenha essa carinha de psicopata". Rolei de rir. Qualquer hora se vocês quiserem, eu mostro o print pra vocês.
Agora vem a parte ruim - pra vocês :'( -.
Vou pra casa do meu namorado, ele mora longe, e ficarei até segunda-feira lá. Então, sem att de nenhuma das minhas fics. Não é por mal, só que passei por tantos problemas esse mês, vocês bem sabem, só quero fugir de tudo, aproveitar a companhia do meu namorado, ser feliz um pouco... Não me matem. Juro de dedinho jurado que vou compensar!
Não me abandonem, por favor!
Bjks

— POV SARAH —

Corremos tudo o que nossas pernas aguentaram e até um pouco mais.

Só achei nosso bloco novamente porque os Rick e Glenn nos guiavam. Aquela prisão era um completo labirinto pra mim: Tudo era absurdamente igual.

Chegamos depressa até nosso abrigo, e Carl abriu o portão para que entrássemos.

Logo Hershel foi colocado em uma das camas das celas, e Carol tentava estancar o sangramento enquanto Beth e Maggie choravam ao presenciar aquela cena.

Rick decidiu algemá-lo caso ele não resistisse e retornasse como um walker.

Saímos para o pátio da prisão com o propósito de dar fim aos corpos que continuavam amontoados em um dos cantos.

Apenas Rick, T-Dog, Daryl e eu fomos para fora, o restante permaneceu concentrado lá dentro. Para nossa surpresa, os cinco prisioneiros estavam reunidos ali.

Rick tomou a frente e apenas o seguimos.

— Nós não queremos vocês aqui — advertiu Rick, simplesmente.

— A prisão é nossa! Nós estávamos presos aqui desde o começo — um deles tomou a frente.

— Vocês estavam aqui por falta de escolha — comentei sarcasticamente, parando a centímetros dele e mantendo meus olhos fixos nos seus. — Nós a limpamos, portanto ela é nossa — fiz questão de ressaltar as palavras para que ficasse bem claro.

— Calma boneca. Não precisa falar assim — disse ele, tentando tocar meu rosto. Com uma das minhas mãos afasto sua mão, e com a outra puxo minha faca, encostando-a em sua garganta.

— É melhor tirar essas mãos nojentas de cima de mim se não quiser ficar sem elas.

— Olha só... A gatinha arranha... — continuou, levantando as mãos em sinal de rendição. Ele continuou me olhando de forma repulsiva.

Daryl puxou-me pelo braço, praticamente arrancando-me dali.

— Nunca mais pense em tocar nela, seu filho da puta — rosnou Daryl, dando um passo a frente e ficando cara a cara com ele. Um dos companheiros dele se aproximou, encarando Daryl.

O caro nojento o segurou, fazendo com que voltasse para trás.

— Hey, nós não queremos brigar. Eu só não sabia que a cadela tinha dono... — falou com desdém. Daryl fuzilou-o com os olhos.

Se isso tivesse acontecendo alguns meses atrás, eu tenho certeza que ele teria enfiado a mão naquele cara.

Meu sangue ferveu e tentei avançar contra ele, mas Rick me impediu. Quem ele pensava que era para me tratar daquela forma?!

— Daryl — Rick chamou, e Daryl recuou alguns passos, sem perder contato com o prisioneiro. — Vocês estavam abrigados na cafeteria — continuou, dirigindo-se aos prisioneiros. — Quanta comida ainda há lá dentro? Deve ter um estoque bem grande, já que vocês não parecem nenhum pouco famintos.

— Nós tínhamos mais, agora está quase no fim — um deles respondeu.

— Ótimo. Vocês querem ficar na cadeia também, não é? — eles apenas concordaram. — Proponho um trato: Vocês me dão metade da comida de vocês, e nós ajudamos vocês a limpar um dos blocos para que possam ficar. O que me dizem?

— Aqueles blocos estão infestados! — protestou incrédulo.

— Por isso os ajudaremos a limpá-los em troca da comida.

— Ela está acabando, você não entendeu? — retrucou irritado.

— Trato é trato. Ou funciona assim ou vão morrer sozinhos lá dentro.

Eu sinceramente estava torcendo para que eles aceitassem. Não via uma comida descente há dias.

— Nós aceitamos — por fim renderam-se.

Rick e T-Dog foram até a cantina buscar a comida com os prisioneiros enquanto Daryl e eu esperávamos na entrada da prisão.

— Eu não confio em nenhum deles — murmurei, escorando-me na grade do portão.

— Nenhum de nós confia. O certo seria colocar uma bala do meio dos olhos deles antes que comecem a dar problemas — disse Daryl, profundamente irritado. — Eu tive vontade de matar aquele maldito por ter apenas pensado em encostar em você. — ele me encara profundamente.

— Você sabe que se ele realmente encostasse em mim, ficaria sem as mãos, não é? — eu apenas sorrio, aliviando a tensão.

— Acho que você passa tempo demais comigo. Está ficando igual a mim — sorriu torto, puxando-me bruscamente pela cintura e colando nossos corpos, dando-me um beijo de tirar o fôlego em seguida.

Ouvimos alguém tossindo e nos separamos, encontrando T-Dog e Rick reprimindo sorrisos.

— Vamos lá dentro, está na hora de explicar algumas coisas aos prisioneiros.

Rick e T-Dog vão à frente e ouço-os sussurrarem algo como “já não bastava Maggie e Glenn”.

Daryl segue junto comigo, com um dos braços em torno de minha cintura.

Quando nos encontramos com os prisioneiros, Rick falou todas aquelas coisas que já estávamos cansados de ouvir, como “acertar sempre na cabeça”, “manter sempre a formação”, etc, etc.

Eu já estava começando a ficar entediada, quando enfim seguimos para o bloco que limparíamos.

Logo de início os prisioneiros já agiram, bem... como prisioneiros. Quebraram a formação e avançaram sobre um walker como se ele fosse uma pessoa de fato viva. Dois deles seguravam os braços enquanto o outro esfaqueava loucamente a barriga do zumbi.

Aquela era uma cena que não esperava ver em minha vida. Se não fosse trágico, seria cômico.

Sem muita paciência pra shows, atirei uma das facas em direção ao walker acertando perfeitamente sua cabeça. Eles olharam para mim assustados quando caminhei até eles para retirar a faca da cabeça do zumbi.

— Na cabeça — adverti seriamente. — Não é um assassinato, eles já estão mortos. Não adianta acertar em outro lugar.

— De volta pra formação. Foco — Rick repreendeu-os e então continuamos.

Seguimos nosso caminho e chegamos até uma bifurcação. Os prisioneiros — como era de se esperar —, quebraram a formação novamente e um deles foi à direção oposta a nossa.

Vejo um walker chegando atrás dele, mas nada posso fazer, afinal, os marginais estavam na minha frente, tirando parcialmente minha visão. Ouço-o gritar e corremos em sua direção.

— Foi mordido? — pergunta um deles.

— Não cara, ele só me arranhou, mas eu não estou sentindo nada.

Rick apontou a arma para a cabeça dele sem cerimônia.

— Nós não podemos o matar assim, ele é nosso amigo — disse um dos prisioneiros.

O prisioneiro que havia tentando me agarrar do lado de fora nada disse, apenas seguiu em direção ao outro lhe acertando forte com uma barra de ferro na cabeça até que ele caiu no chão. Então, ele continuou batendo repetidas vezes. Havia sangue por todo lado e o cérebro do homem ficou completamente espalhado pelo chão.

Esse com certeza não seria solto por bom comportamento.

Fiquei um pouco enjoada com aquela cena, nunca tinha visto um vivo sendo morto assim, bem a minha frente.

Seguimos em frente e Daryl praticamente me obrigou a ficar ao seu lado. Algo me diz que ele ainda não havia superado a discussão deles lá fora, e a cena de agora com certeza não tinha amenizado as coisas.

Avançamos sem mais problemas. Abrimos uma porta de ferro e entramos. Ela dava para uma sala vazia com mais uma porta dupla no final. Essa deveria sair nas celas, ou seja, o único lugar pelo qual ainda não havíamos passado naquele bloco.

— Thomas, abra apenas um lado da porta para que possamos controlar a passagem dos walkers — Thomas, esse era o nome do marginal que havia confrontado Daryl lá fora.

Dou alguns passou para trás, preparando minha arma. Era a última parte, não tinha mais porque me preocupar com o barulho se o resto estava limpo.

Desobedecendo a Rick — para variar­ —, Thomas abre as duas portas de uma vez, deixando que pelo menos cinco walkers saíssem lá. Esse número não seria problema, se não estivéssemos tão perto e se mais walkers não estivessem forçando a porta por onde viemos.

Corri para lá, pois apenas Daryl não conseguiria segurar a porta, e se caso ela abrisse, eu poderia ajudar a derrubar os zumbis que entrassem.

Vejo perfeitamente a hora em que um walker vai em direção a Thomas e ele literalmente joga-o sobre Rick, fazendo com que os dois caiam no chão e a arma dele escorregue para longe. T-Dog — que era o mais próximo —, estava ocupado matando outro deles. Sem muito tempo para pensar miro na cabeça dele e atiro, mesmo com medo de errar. Acerto-o em cheio e ele cai sobre Rick.

Nesse momento as forças de Daryl se esgotam e ele sai de frente da porta deixando com que mais três zumbis entrem. Eles foram derrubados facilmente por mim.

Viro-me a tempo de ver a discussão se desenrolar. Eu e Daryl nos aproximamos, com medo de que as coisas ficassem feias. T-Dog já estava preparado ao lado de Rick.

— Você jogou um deles sobre mim! — Rick acusou Thomas.

— Ele ia me atacar irmão. Você entende, não é? — respondeu, sem um pingo de remorso.

— Claro. Merdas acontecem... — em questão de segundos, Rick puxou seu facão e acertou em cheio a cabeça de Thomas, que caiu morto aos seus pés.

O prisioneiro que estava mais perto dele correu em direção à saída e Rick foi atrás dele.

Sobraram apenas um negro e outro que parecia muito assustado. T-Dog e Daryl miravam armas para suas cabeças.

— Ajoelhem — Daryl ordenou. Os dois obedeceram calados.

— Por favor, nós não somos como eles — o assustado implorou.

Nenhum de nós deu atenção a eles. Os caras estavam presos antes de tudo isso começar, e agora queriam que acreditássemos que eram inocentes?

— Oscar foi preso por arrombamento e nem sequer sabe fazer isso direito, e eu só gostava de uns remedinhos, entende? — continuou.

— E quanto a você? — abaixei-me para encarar o outro.

— Nunca implorei por minha vida, não é agora que vou começar — respondeu prontamente, mantendo a postura. — Façam o que quiserem comigo.

Esperamos Rick voltar e ele concordou em continuar com o plano. O bloco seria deixado para eles.

Seguimos em direção as celas e elas estavam limpas, com exceção de alguns cadáveres atirados.

— Vocês não podem nos deixar aqui sozinhos, conhecemos as pessoas que estão aí no chão.

— Nós cumprimos nossa parte. O resto já não é problema nosso — Rick deu de ombros, enquanto caminhávamos para a saída.

Antes de passar pela porta, olho para trás e comento:

— Se querem um conselho, tirem os corpos daqui e queimem.

Saímos dali sem nos importar com seus problemas. Já estávamos cheios o suficiente para termos que nos importar com os outros.

Não era mais época de ser solidário, ajudar o próximo podia ter sérias consequências agora. Antigas regras já não contavam mais.

Seguimos em direção ao nosso bloco para sabermos como Hershel estava e quem sabe ter um pouquinho de paz, apenas para variar.

Notas finais
E então? *-*