Still Alive [Hiatus]

17 Never Let This Go


Notas iniciais
Aviso: Conteúdo sujeito a causar ataques cardíacos.
Brincadeira! Só tem um alto teor de emoções - conflituosas -!
Boa leitura.

— POV SARAH —

Os dias que se seguiram foram completamente tranquilos. Daryl e eu dormíamos sempre juntos, contudo, nunca mais ultrapassamos a barreira daquela noite. Ele tinha medo de me machucar, e eu sequer sabia se estava preparada. Ah, além de tudo eu era virgem, e estava apavorada com a ideia de dizer isso a ele e acabar estragando tudo.

Beth e eu estávamos a cada dia mais próximas. Todas as manhãs, saíamos para caminhar entorno do lago. Sentávamos lá e ficávamos apostando quem conseguia jogar a pedrinha nele fazendo-a pular mais vezes. Era extremamente infantil, mas divertido. Ela também estava me ensinando a andar a cavalo, o que eu estava adorando.

Lori já estava melhor — pelo menos já havia saído da cama —, e agora dormia com Rick em uma barraca. Carl e Sophia montavam quebra-cabeças comigo todas as noites antes de dormir. Se não fossem nossas visitas semanais à cidade, eu poderia dizer que o mundo estava perfeito de novo.

Duas semanas se passaram desde aquela noite, e meu braço já estava completamente curado.

Em uma de nossas visitas à cidade, Shane me conseguiu uma faca de combate, e desde aquele dia, ela havia se tornado minha companheira fiel. Em minha opinião, ela era muito melhor que uma arma de fogo, tanto pelo fato de ser silenciosa, quanto por não precisar recarregar. Afinal, balas acabam um dia.

Estava tomando meu banho, e como de costume, saio em direção ao quarto de Beth para me vestir. Reviro minha mochila e me deparo com a única lingerie que havia me sobrado. Ela era vermelha nas extremidades, e o restante era coberto de rendas pretas e um tope demasiadamente grande e desnecessário.

Gemi em desgosto, encarando aquela peça minúscula sobre a cama. Aquela seria uma experiência constrangedora.

Visto uma regata azul soltinha e uma calça jeans e marcho em direção a minha barraca. Era engraçado pensar nela como sendo minha, mas de certa forma, também era.

Quando adentro a barraca, Daryl está me esperando deitado e sem camisa, o que frequentemente me deixava sem fôlego. Era uma imagem com a qual eu não conseguiria me acostumar, mesmo que a visse todas as noites.

Despida de qualquer tipo de vergonha, sento-me em seu colo de frente pra ele, enlaçando meus braços entorno de seu pescoço.

— Estava com saudades — sussurro. Nossos rostos estavam muito próximos, e não posso evitar me perder na profundidade daqueles olhos azuis.

— Garota, você está brincando com a sorte — murmura ele, sustentando um sorriso malicioso enquanto aperta minha cintura, colando ainda mais nossos corpos. — Hoje você não me escapa! — intimou, mordendo de leve meu lábio inferior.

— E nem quero... — sussurro, sem desviar de seu olhar penetrante.

Daryl deixa escapar um gemido rouco, com se aquela frase o desse liberdade para avançar toda e qualquer barreira antes imposta.

Seus lábios abandonam os meus e partem para meu pescoço. Sua barba por fazer causa-me arrepios. Minhas mãos rumam para seu cabelo, castigando-os, entretanto, ele não reclama.

Sem aviso prévio, seus braços contornam meu corpo possessivamente, enquanto ele levanta-se de forma desajeitada, fazendo com que minhas costas encontrem abruptamente o chão da barraca, ficando sobre mim e cobrindo meu corpo com o seu.

Seus lábios devoraram os meus com urgência, de forma quase selvagem.

Involuntariamente minhas mãos descem até suas costas, arranhando-as. Céus! Eu desejava cada parte daquele homem, e ter esperando por tanto tempo para tê-lo, tornava cada sensação ainda mais intensa.

Interrompendo nosso beijo por alguns segundos, ele encara profundamente meus olhos, começando a retirar minha blusa, apressadamente. Seus olhos estavam escuros de desejo, e em nenhum momento eles deixaram de permanecer colados aos meus.

Urgentemente, suas mãos hábeis dirigem-se ao fecho de meu sutiã, livrando-me da peça que atrapalhava sua visão. Minhas bochechas ardem de constrangimento ao perceber que ele me olhava com se literalmente estivesse prestes a me devorar.

Ele passou longos segundos apenas me avaliando antes de ceder à luxúria, tocando meus seios, sem muita delicadeza. Ah, eu sequer me importava com a vergonha naquele momento, meu corpo queimava e implorava por mais, muito mais de Daryl. Deixo escapar um gemido baixo, o que o tenta a torturar-me ainda mais, se possível. Não contente em apenas tocar-me, tomou um de meus seios em sua boca e começou a suga-lo.

— Oh Daryl... — sussurro seu nome, seguido de alguns outros termos incompreensíveis.

Ele se demora em um deles, e depois no outro, igualmente. Mas eu precisava de mais, muito mais. Estava a ponto de implorar-lhe, porém, seus lábios silenciaram os meus, enquanto uma de suas mãos percorria o caminho até o zíper da minha calça, abrindo-a e abaixando-a em seguida.

Meu corpo queimava de desejo, e a cada toque era como se uma carga elétrica se dirigisse ao meu ponto mais secreto. Ele estava causando-me sensações que eu sequer sabia que existiam.

Sem mais delongas, ele livra-se da única peça de roupa que ainda cobria-me. Coro imediatamente. Ninguém havia me visto daquela forma antes...

Daryl fita-me intensamente enquanto começa a descer sua calça, juntamente com sua cueca.

Fico admirada com o tamanho de seu membro completamente ereto. Céus! Tudo aquilo fora provocado por mim! Vendo-o dessa forma, questionava-me se realmente seria possível nos encaixarmos. Eu tinha absoluta certeza de que doeria, mas meu corpo desafiava-me a tentar.

Ele deita-se sobre mim, e sinto seu membro tocando minha intimidade completamente preparada, esperando por ele.

— Daryl... eu não... eu nunca... eu não sei... — gaguejei incoerentemente. Onde raios haviam parado minhas palavras?! Não seria justo sustentar uma mentira! Precisava contar a ele que eu jamais havia feito algo do gênero.

— Você é virgem?! — rosnou entredentes. Aquilo soava muito mais como uma acusação do que como pergunta. Ele não precisava de resposta, tudo em mim gritava aquilo.

Daryl fez menção de levantar-se, porém eu não permitiria. Enterrei minhas unhas em suas costas, enlaçando minhas pernas em seu quadril, fazendo com que nossas intimidades se tocassem tentadoramente.

— Não! — implorei, sentindo meus olhos marejarem. Eu precisava disso! Eu precisava tê-lo completamente!

Ele encarou-me por alguns segundos, secando uma de minhas lágrimas antes mesmo que caísse.

— É isso mesmo que quer Sarah? — perguntou sério, de uma forma que eu jamais havia visto antes.

— Eu confio em você. E sim, é o que quero — pergunto-me de onde toda aquela coragem havia surgido. Senti o peso de minhas palavras, sabendo que eram verdadeiras.

Seu membro invadiu-me de surpresa, provocando uma dor dilacerante. Um grito formou-se em minha garganta, mas antes mesmo que chegasse aos meus lábios, foi silenciado por sua boca, que cobria a minha.

— Shhhh... — sussurrou, sustentando meu olhar e tocando de leve minha testa.

Passaram-se alguns minutos sem que ele se movesse, fazendo com que eu me acostumasse com sua presença em meu interior, tornando-a um pouco menos desconfortável.

Logo, começou a mexer-se lentamente. A ardência em meu baixo ventre incomodava-me de forma assustadora. Com o passar do tempo, passei a tentar me concentrar em outras coisas, como nossa respiração ofegante e sua barba por fazer roçando em meu pescoço. Logo a dor já não parecia mais tão inconveniente.

Beijei seu ombro de leve e ele levantou os olhos para me fitar, enquanto intensificava um pouco mais seus movimentos. Movi meu quadril involuntariamente, para que nossos ritmos sincronizassem-se.

Desisti de ater-me a dor que me impedia de aproveitar o momento. Passei a me concentrar apenas nas sensações provocadas pela junção de nossos corpos, permitindo-me desfrutar do prazer que começava a instalar-se em meu corpo.

Aquilo era realmente bom, e senti-me boba por temer por tanto tempo. A dor havia sido um pequeno empecilho no começo, mas agora que ela havia ido embora, eu queria aproveitar, deixar que ele fizesse comigo o que bem quisesse.

Não quis mais controlar-me, decidi deixar que os gemidos que se formavam em minha garganta chegassem até minha boca, e fiquei feliz com o resultado. Aquele simples gesto pareceu motivar Daryl a investir contra mim mais rapidamente.

Libertei-me de todo e qualquer pudor, permitindo a meu corpo que relaxasse por completo. Nossos corpos dançavam em sincronia. Naquele momento eu não era a garota inexperiente, era apenas uma mulher, desfrutando do amor em sua forma mais simples.

Subitamente ele vira-se, me colocando sobre ele. Em nenhum momento deixamos nossos corpos separarem-se. Daryl segurou minha cintura firmemente, guiando meus movimentos de sobe-e-desce. Mordo meu lábio, impedindo meus gemidos de tornarem-se ainda mais altos e constrangedores. Concentrei-me em nosso movimento, e logo dispensei suas mãos de minha cintura, tomando para mim a tarefa de guiar nossos movimentos.

Gemidos roucos escaparam de sua garganta, e aquilo apenas me motivou a continuar.

Arranho seu peito, sentindo um tremor delirante tomar conta de cada músculo de meu corpo. Aquela sensação maravilhosa me tomou por completo, fazendo com que palavras incoerentes saíssem de minha boca ser permissão, contudo, ele não parou de conduzir seu quadril para que se chocasse contra ao meu, torturando meu corpo, agora ainda mais sensível. Ele não demorou a derramar-se dentro de mim, enquanto puxava-me com força, de encontro a seu peito.

Ele beija o topo da minha cabeça, enquanto acaricia minhas costas nuas. Ficamos longos minutos em silêncio, esperando que nossas respirações voltassem ao normal.

Meu corpo estava completamente dolorido. Uma parte dele em especial incomodava-me mais do que as outras, mas procurei não me importar.

— Então, como foi? — questiona-me com a voz rouca.

— Eu... bem... eu nunca havia feito algo tão bom... — admiti envergonhada. — Quando faremos de novo? — aproveitei-me do fato de que ele não veria minhas bochechas queimarem.

— Sempre que você quiser! — ele riu, e senti seu peito balançar-se levemente. — Não precisa nem pedir! — concluiu malicioso, puxando o lençol sobre nossos corpos.

A inconsciência não demorou a tomar conta de nossos corpos cansados.

***

Acordei-me cedo, logo que os primeiros raios de sol aqueceram nossa barraca, tornando quase impossível continuar ali dentro. Por mais estranho que pudesse parecer, Daryl ainda dormia.

Cato minhas peças de roupa que estavam espalhadas pelo ambiente, com um sorriso no rosto, lembrando-me da noite passada. Meu corpo ainda estava dolorido, mas não era algo incomodo.

Abro o zíper da barraca e saio, seguindo em direção à floresta, escolhendo uma das árvores para praticar. Tenho repetido o treinamento todas as manhãs desde que ganhei minha faca.

Falando dessa forma, parecia ser algo inútil, mas minha mira já havia melhorado muito. Eu conseguia acertar o mesmo ponto da árvore várias vezes, agora só faltava testar a teoria com um walker de verdade. Sabia que seria uma situação completamente diferente, afinal, uma árvore não pretendia me devorar, dessa forma, não havia porque ficar nervosa assim como seria no caso de ter um walker parado à minha frente.

É claro que eu não planejava arremessar a faca e ficar desarmada, todavia, em um caso de emergência talvez fosse ajudar.

Agora eu tinha que aprender a usar a força, caso fosse preciso perfurar o crânio de algum deles. Realmente não deveria ser fácil, e eu não estava a fim de testar essa teoria tão cedo.

Passado algum tempo da minha brincadeira de atirar facas na árvore, Shane veio me chamar para ir ao treino de tiro. Bem, ele realmente havia cumprido a promessa.

Despedi-me de Daryl com um selinho e acompanhei o grupo até o lugar onde costumávamos praticar.

Ele ainda não gostava nenhum pouco da minha convivência com Shane, mas nada podia fazer afinal, Shane e eu éramos apenas amigos.

Eu estava progredindo rápido, o que me deixava imensamente feliz. Enfim, estava começando a ser algo além de um peso morto.

Meu relacionamento com as outras pessoas do grupo havia evoluído bastante. Conversávamos muito durante os treinos. A única pessoa que não se incluía nessa lista era Andrea, que por um motivo totalmente incompreensível, insistia em me odiar com todas as suas forças. Esse seu sentimento já estava se tornando recíproco. Eu não era nenhuma garotinha boba para aguentar seus desaforos e continuar de cabeça baixa. Se ela queria guerra, lutaríamos de igual para igual, mesmo achando algo totalmente desnecessário e cansativo.

Quando voltamos à fazenda já era noite e algumas estrelas brilhavam no céu. Logo que desço do carro, corro em direção a nossa barraca a fim de encontrar Daryl, ansiosa para contar-lhe sobre as novidades. Infelizmente ele não estava lá.

Imagino que talvez ele tenha ido tomar banho ou coisa assim. Encaminho-me até a casa de Hershel. Já que Daryl não estava, planejava passar algum tempo com Beth e tomar um banho.

Chego à varanda e estaqueio, chocada ao presenciar determinada cena.

Eu não podia acreditar naquilo, contudo, meus olhos não me enganariam daquela forma.

Esfreguei meus olhos e testei abri-los novamente.

Daryl e Andrea ainda se beijavam.

Subitamente, algo o alerta de minha presença, talvez meu choro descontrolado, o que faz com que ele a afaste abruptamente e vire-se em minha direção.

— Sarah! Não é nada disso que você está pensando — adiantou-se em minha direção, enquanto Andrea sorria, vitoriosa.

Oh, aquilo tudo era tão irônico e clichê, não? As palavras dele eram aquelas usadas em todos os filmes, quando o suposto mocinho desfrutava de toda a inocência da mocinha, e desistindo de resistir à tentação, caía no flerte da vilã.

— Não se aproxime — gritei a plenos pulmões, antes que ele chegasse perto o suficiente.

— Sarah! Me escuta! — pediu impaciente.

— Você precisa me ouvir! — ele repetiu ainda mais próximo, segurando meu braço.

— Me solta agora, Daryl! — ralhei pausadamente. — Não me toca! — disse com repulsa, tentando soltar meu braço. Ele ignorou meu pedido, mantendo o aperto firme. — Eu já disse pra me soltar! — repeti entredentes, furiosa. Daryl apertou-me com ainda mais força.

— Só me deixa explicar! — rosnou, puxando meu corpo contra o seu.

— Solta ela cara! — ralhou Shane, aparecendo sabe-se Deus de onde, e empurrando Daryl para longe de mim. Encolhi-me atrás dele.

Naquele momento sequer me importei se eles se enroscariam em uma briga.

— Não se mete nisso seu desgraçado! — esbravejou Daryl, tentando partir para cima dele, porém, Rick e T-dog o seguraram.

Quando olhei em volta, percebi que todos estavam assistindo a nossa ceninha.

Beth veio até mim e passou um de seus braços por minha cintura, arrastando-me para a varanda, longe de Daryl.

— Parem com isso! — impôs Hershel, em tom autoritário. — Vocês não veem que estão acabando com a vida da garota? — questionou retoricamente. — Principalmente você rapaz — bradou, apontando o dedo em direção à Daryl. — Quando ela chegou aqui, estava ferida e ainda assim vocês não foram capazes de cuidar dela. Deixaram que ela se machucasse novamente. De agora em diante ela vai ficar na minha casa, sobre meus cuidados, e quero todos vocês o mais longe possível dela! Imaginem que há um divisor entre o acampamento de vocês e minha família.

Após isso Beth me arrastou para dentro, e eu não resisti. Subi as escadas deixando para trás a confusão que continuava a se desenrolar lá embaixo.

­— Vai ficar tudo bem, Sarah. Se ele fez isso é por que não te merecia — abraçou-me, na tentativa de me acalmar.

— Você não entende Beth! — falei entre soluços. — Eu me entreguei a ele! Daryl me usou para suas diversões e em seguida partiu em busca de uma nova aventura! Talvez isso não seja de hoje! Há quanto tempo eu venho sendo enganada e não me dei conta? — comentei, enquanto meu peito apertava, tornando quase impossível respirar.

— Só tome um banho, está bem? Você precisa de um tempo sozinha — concluiu, beijando minha testa. — Vou arrumar suas coisas e você vai dormir aqui no meu quarto — eu já estava entrando no banheiro quando a escuto dizer:

— Só... seja forte, Sarah! Tudo isso vai passar.

Já no banheiro, despi-me mecanicamente, sentando-me dentro do Box e deixando a água cair sobre meu corpo.

Eu me sentia suja, nojenta. O cheiro dele ainda estava em mim, e eu ainda podia sentir seu toque queimando em minha pele.

Todas aquelas sensações acentuavam ainda mais a dor que castigava meu peito. Sentia-me como lixo, ou talvez algo pior.

Como fui tola! Sentimental demais! Não era a minha cara? Deixar-me envolver tão facilmente, lançar-me às cegas, acreditando que no fundo as pessoas poderiam ser diferentes?

Tomei o sabonete em minhas mãos e esfreguei minha pele com força, arranhando-a com minhas unhas agora compridas. Aquela dor não era nada se comparada àquela que maltratava minha alma.

Queria tirar cada vestígio dele de mim, começando por meu corpo.

Eu já havia perdido muitas pessoas, a diferença é que todas elas estavam mortas. Daryl não. Ele estava vivo, e havia me destruído de uma forma que jamais imaginei ser capaz.


***

Maybe if my heart stops beating it won't hurt this much

Talvez se meu coração parar de bater isso não machuque tanto

And never will I have to answer again to anyone

E eu nunca vou ter que responder de novo a ninguém

Please, don't get me wrong

Por favor, não me entenda mal

Because I'll never let this go,

Porque eu nunca vou deixar isso acabar

But I can't find the words to tell you

Mas eu não consigo encontrar as palavras para te dizer

I don't wanna be alone, but now I feel like I don't know you

Eu não quero ficar sozinha, mas agora parece que eu não te conheço

One day you'll get sick of saying that everything's alright

Um dia você vai ficar cansado de dizer que está tudo bem

And by then I'm sure I'll be pretending just like I am tonight

E então tenho certeza que vou estar fingindo assim como eu estou essa noite

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Paramore — Never Let This Go


Notas finais
* Desvia de pedras, chutes, balas perdidas e gatos mortos *
* Esconde-se atrás do arbusto * E então?

Ah, vale ressaltar que nunca havia escrito uma cena hot, então sei que não ficou nada boa :c