Still Alive [Hiatus]

22 My Guardian Angel


Notas iniciais
Boa noite pessoinhas!
Passando apenas para deixar mais um cap pra vocês antes de dormir ♥
AAAAAAAAH ~ le eu surtando ~
O que vocês acharam da capa nova? Heim, heim, heim?
Foi a minha pessoinha que fez u___ú
Sei que ela ficou meio fraquinha, mas é que não tenho photoshop :c Faço tudo no photoscape! * chorando *
Não deixem de comentar o que acharam :c

— POV SARAH —

Eu me remexia de um lado para o outro, deitada naquela cama. Realmente odiava ter que ficar ali sem nada para fazer. Era uma sensação realmente desagradável ter passado o dia todo com uma agulha em minha veia. Felizmente essa parte havia passado, o que não queria dizer necessariamente que meu braço não estava dolorido devido ao procedimento. Nada se comparado à minha perna, e minha cabeça, e minhas costas... Enfim, tudo doía, e ficar ali, praticamente imóvel, parecia piorar ainda mais as coisas.

Infelizmente, eu precisaria passar alguns dias em repouso de novo. Isso era muito, muito chato.

Eu adorei ter saído para matar alguns zumbis na cidade, por mais imprudente que tenha sido. De certa forma, serviu para que eu perdesse aquele medo bobo que eu sentia toda vez que via um deles.

Queria repetir a dose, ver até onde poderia chegar, contudo, havia um cara mau, muito mau, de olho em mim naquele momento.

Hershel havia tirado todas aquelas malditas agulhas em mim, e saído, deixando-me sozinha com Daryl.

Eu estava nervosa, e realmente não sabia o que dizer. Então permaneci um longo tempo com os olhos fechados, fingindo dormir.

O silêncio pairava no quarto, e eu tinha medo de abrir a boca e falar uma enxurrada de besteiras.

Sentia-me culpada, tola e idiota por ter sido tão ingênua a ponto de pensar que tudo fora culpa de Daryl. Eu sabia que ele importava-se comigo, da mesma forma que sabia que Andrea odiava-me com toda sua essência.

Como pude não ligar os fato? Bem, talvez fosse por estar tão cega pelo ódio, pela dor... Oh, a dor ainda me queimava, era tudo tão recente... Era como uma ferida aberta, esperando para ser cicatrizada. Agora tudo dependia de meu remédio... Daryl era minha cura, e eu realmente não sabia se ele estaria dispostos a juntar meus pedaços e ajudar-me a me reerguer.

Ele continuava sentado na cadeira ao lado de minha cama, e eu não tinha certeza se era apenas por não conseguir mover-se ou se era por por vontade própria. Daryl estava pálido e com uma cara péssima. Sinceramente, parecia que iria desmaiar a qualquer momento.

Sua boca parecia seca, e ele respirava pesadamente. Fechou os olhos por alguns segundos, e eu realmente cogitei a ideia de que ele havia desmaiado, ou talvez, rendido-se ao cansaço. De qualquer forma, vê-lo desajeitado naquela cadeira, fraco e vulnerável acabava comigo... Era tudo culpa minha, tudo!

Já estava começando a ficar nervosa com aquilo, entretanto, o silêncio sufocante me assustava. Tinha medo de quebra-lo.

Uma gota de suor escorreu por sua testa. Mesmo sabendo o quanto ele era forte e independente, eu me preocupava demais com ele.

­— Você está bem? — pergunto receosa, enfim quebrando o maldito silêncio.

Ele abre os olhos minimamente, parecendo lutar para mantê-los assim.

— Não me olhe desse jeito! É você que está cheia de ponto e precisa de sangue. Sou eu quem tem que se preocupar — ele responde, áspero sério demais.

­— Você vai ficar essa noite? — solto sem pensar. Céus! Eu sentia tanta falta dele... O clima pesado daquele quarto apenas acentuava minha angústia.

— Se você quiser... — murmura fracamente.

Apenas concordo com a cabeça, sentindo um nó formar-se em minha garganta ao vê-lo naquele estado.

Não era assim que as coisas funcionavam... Ele costumava me ver machucada e frágil, todavia, eu não era forte o suficiente para vê-lo tão fraco...

Daryl levanta-se cambaleante, e arrasta-se até ao meu lado na cama, caindo pesadamente ali.

Aproximo meu corpo do seu. Não era algo que eu pudesse controlar, é como se fosse algo instintivo.

Encaro seus olhos semicerrados e sinto uma vontade praticamente incontrolável de tocá-lo, contudo, eu tinha medo... Eu não sabia como as coisas ficariam entre nós a partir de hoje... Não sabia se voltaríamos a ficar juntos, depois de todos os erros e injustiças que cometi.

Minha perna doía muito, porém, eu já não me importava. Machuquei-me tantas vezes que a dor física era uma suave carícia se comparada ao inferno que vivi nessas semanas sem Daryl.

Ele olha-me tão profundamente que quase perco o rumo de meus pensamentos.

— Sarah... Você... me perdoa? — ele pede, sem tirar os olhos dos meus.

— Por quê?! Você não fez nada de errado! Eu fui uma idiota, cega, estúpida... — desato a falar compulsivamente. Ele silencia-me, tocando meus lábios com sua mão trêmula.

— Não é isso. Eu quero que você me perdoe... por não ter insistido mais vezes e... — ajo impulsivamente, colando meus lábios aos seus. Eu não me importava com o que ele tinha para dizer. Agora nada mais importava.

No começo, apenas mantive minha boca colada à sua, porém sua, língua traçou o contorno de meus lábios, e foi impossível não ceder-lhe passagem.

Seu gosto invadiu-me juntamente com todas as emoções que havia reprimido nessas últimas semanas. Sua língua enroscava-se a minha sem pressa e sua mão infiltrou-se em meus cabelos, acariciando-os levemente.

Não queria que aquele momento acabasse jamais. Por Deus, eu sentia tanta falta de tudo aquilo...

Se o mundo resolvesse acabar agora, eu morreria com um sorriso nos lábios.

Só queria aproveitar o máximo que pudesse daquele momento, antes que o beijo terminasse e ele me dispensasse, dizendo que importava-se comigo, mas não poderíamos ficar juntos porque eu não confiava nele e...

— Posso continuar? — questiona sorrindo torto, interrompendo meus pensamentos enquanto brincando com uma mecha de meu cabelo.

— Prometo que não vou te atacar — fiz minha melhor cara de inocente.

— Sarah... — ele começa, segurando meu rosto e olhando profundamente em meus olhos. — eu... não sei muito bem como dizer isso, mas... eu acho... que te amo... — confessou enquanto uma fina ruga formava- se em sua testa. — Não sei, é só que... parece que essa palavra é tão insignificante comparado ao que sinto por você! Não sou bom com as palavras e ah, eu vou ficar quieto antes que comece a falar asneiras! — conclui, balançando a cabeça.

Eu ainda não havia digerido bem a história. Ele não me dispensaria? Jamais imaginei que ele diria que me ama... Contudo, ficava extremamente feliz por ouvir aquelas palavrinhas, por mais atrapalhadas que houvessem soado.

— Shhhh... Não precisa dizer mais nada — coloco meu dedo sobre seus lábios. — Eu te amo Daryl... O que eu sinto por você não cabe nessas palavras. Sente isso? — digo colocando sua mão em meu coração. — Ele é seu, bate por você, e nada nem ninguém vai mudar... Por mais que eu tente me enganar, e me esforce para odiá-lo, ele nunca irá mentir.

— Só não me deixe sozinho de novo! Sofri o diabo longe de você, baixinha!

— Eu prometo, eu estarei com você até o fim... — fechei meus olhos ao sentir seu beijo em minha testa, em meus olhos e por fim e minha boca.

Nossas línguas dançavam calmamente enroscando-se uma à outra. Sua mão traçava uma linha em minhas costas, subindo e descendo. Minha mão mantinha-se em seu rosto, o acariciando enquanto sua barba por fazer a arranhava suavemente, fazendo cócegas.

Não havia pressa, apenas carinho. Aquele era um dos melhores momentos da minha vida, e eu me sentia praticamente nas nuvens.

Não sei por quanto tempo nos beijamos, porém parecia pouco, muito pouco pra mim. Ele interrompeu nosso beijo com um leve selinho. Encostei minha testa na sua.

— Podemos ficar aqui pra sempre? — questionei, fechando os olhos.

— Gostaria de dizer que sim, mas quero ver você caminhando por aí, e não deitada em uma cama, doente. Se bem que a ter deitada em uma cama saudável, é uma situação completamente diferente... — aponta, sorrindo de forma maliciosa. — Conversaremos melhor quando você estiver bem... — ele morde levemente meu lábio inferior e em seguida beija meu pescoço. Sua barba roça ali, causando-me arrepios. Puxo de leve seu cabelo, provocando-o. — Hey baixinha, vai com calma, heim?! Acho que nenhum de nós está em condições de brincar hoje... — comenta matreiro, apertando minha cintura.

— Com calma por quê? Eu nem fiz nada... — faço biquinho enquanto deslizo minha mão por seu peito, bem devagar.

— Tudo bem, agora chega. Preciso me concentrar e lembrar que você não está bem, então, por favor, seja boazinha e coopere comigo — diz ele respirando profundamente, ajeitando-me para que eu fique deitada em seu peito. — Agora descanse, antes que eu não consiga me controlar — ele ri, mas sinto um fundo de verdade em seu comentário.

— Boa noite — digo fechando os olhos, aspirando profundamente seu cheiro.

— Boa noite — responde, esticando-se para apagar a luz, puxando o cobertor sobre nós.

Envolveu-me seus braços fortes e eu tive certeza de que ali era o meu lugar, com o meu anjo da guarda...

***

I will never let you fall, I'll stand up with you forever

Nunca deixarei você cair, eu estarei de pé com você eternamente

I'll be there for you through it all, even if saving you it sends me to heaven

Eu estarei lá por você do começo ao fim de tudo, mesmo que salvar você me mande para o céu

Cuz you're my, you're my, my true love, my whole heart

Por que você é, você é, meu verdadeiro amor, de todo meu coração

Please don't throw that away cuz I'm here for you

Por favor, não o jogue fora por que eu estou aqui por você

Please don't walk away, please tell me you'll stay, stay

Por favor não se vá, por favor diga que você vai ficar, ficar

–

The Red Jumpsuit Apparatus — Your Guardian Angel

Notas finais
Comentem, comentem e comentem minhas pimpolhas! *--*
A propósito, ninguém falou se está gostando das minhas músicas :c