Still Alive

14 Se você tiver sorte...


Cadeiras extras foram colocadas na mesa dos professores e logo duas foram ocupadas pelos diretores visitantes, ainda assim, restavam duas vazias. Os alunos americanos ocuparam lugares vagos na mesa da Grifinória, já os de Beauxbatons sentaram-se junto aos corvinais. Apesar da distância, Lis conseguia sentir o olhar do Lorde queimando sua nuca. Havia feito questão de sentar de costas para ele, o que levantou questionamentos dos amigos, pois ela sempre preferia sentar onde pudesse ver a todos.

O jantar fora servido, e com as comidas francesas misturadas às tradicionais de Hogwarts e às americanas, Lis se sentia em casa, onde a elfa sempre trazia pratos de sua terra natal. A ruiva se divertiu empurrando coisas aleatórias nos pratos dos amigo e vendo suas reações, esquecendo que estava sendo observada, mesmo que por um breve tempo.

Apesar da posição, tinha visto a grande caixa feita de ouro e ornamentada que se encontrava no centro do palco, onde a diretora sempre fazia os discursos de boas vindas. Vários alunos apontavam para ela, aparentemente nunca tinham lido sobre o Torneio Tribruxo e deixaram para descobrir sobre ele na noite de abertura.

Terminadas as sobremesas, McGonagall convocou a atenção de todos e anunciou os convidados da noite: Draco Malfoy, ministro das relações internacionais e Olivio Wood, ministro dos jogos mágicos. Após dizer algo sobre o torneio, e informar que somente os alunos com dezessete anos participariam, abriu a caixa de ouro, revelando um grande cálice que era preenchido com labaredas azuis, o Calice de Fogo.

— Este cálice foi feito pelos bruxos mais poderosos do mundo, enfeitiçado para selecionar os campeões com capacidade, força e coragem suficientes para enfrentarem as provas do Torneio. Qualquer um de vocês que quiser participar do Torneio Tribruxo, deverá colocar o nome no cálice, e amanhã, na noite de Halloween, ele escolherá os três alunos, um de cada escola, que farão três tarefas que desafiarão os seus conhecimentos mágicos e lógicos. O vencedor ganhará a taça, mil galeões e a glória eterna, mas lembrem-se: o Cálice é um contrato mágico, se alguém for escolhido, não poderá desistir, então, tenham cuidado ao porem seus nomes, pois apesar das medidas de segurança, as provas ainda são muito perigosas.

Os murmurinhos começaram conforme os jovens se empolgavam com a ideia; muitos alunos mais novos reclamavam da proibição de idade, e os mais velhos pareciam presunçosos de que seriam escolhidos. Quando os alunos começaram a se dispersar, Lis sentiu, antes de ver, Nikolai se aproximando por trás, arrastando aquele perfume com ele.

— Você vai tentar participar? — ela levantou e se virou, ficando de frente pra ele.

— Tenho apenas dezesseis, e não acho que consiga burlar as regras por ser neta de um conde.

— Você é mais nova do que eu imaginava.

— Digo o mesmo.

— Logo farei dezoito, entrei um ano mais tarde na Beauxbatons, e acabei ficando nivelado com minha irmã — ele olhou para trás — cuja paciência é bem curta, então creio que seja hora de ir. Nos vemos amanhã, então?

— Se você tiver sorte…

A ruiva acompanhou ele saindo do salão, mas deixando o aroma de carvalho com ela ao tê-la beijado no rosto antes de ir. Lorcan e Escórpio a chamaram e ela foi, meio desnorteada, com eles de volta para as masmorras, onde as conversas a distrairam do encontro de minutos antes.
As aulas foram suspensas no dia seguinte, pois seria impraticável lidar com alunos tão alvoroçados. Lis escolheu um lugar perto do Cálice para ler, e ao mesmo tempo, observar os colegas corajosos o suficiente para se candidatarem ou tentarem burlar a linha etária posta pela Minerva, algo que foi, 100% das vezes, improdutivo, resultando em barbas brancas em crianças de onze anos, ou adolescentes voando até as paredes do outro lado do salão.

James sentou-se a três palmos dela, parecendo em dúvida sobre se deveria ou não iniciar uma conversa; sorrindo internamente por deixá-lo assim, a ruiva se aproximou o bastante para que seus joelhos se tocassem e algo acelerou seu coração ao senti-lo relaxar.

— Espionando?

— Apenas observando para sabem pra quem torcer hoje à noite.

— Alguém interessante?

— Os gêmeos vieram mais cedo e Maia também apareceu e conversou comigo, gostei dela — a ruiva o olhou — Você vai tentar?

— Sim, coloquei meu nome quando você não apareceu para correr hoje cedo, não havia ninguém aqui.

— Ah, desculpa por isso; estava muito frio e minha cama, maravilhosamente quente — ambos riram — Acha que vai ser escolhido e dar continuidade ao nome Potter no Torneio?

— Não, eu preferiria nem ser selecionado e deixar que alguém como um dos gêmeos participasse, mas precisava tentar, ou me arrependeria.

— Entendo… mas seria divertido.

Iniciou-se uma comoção na porta do salão e os dois viram os uniformes de seda azul claro liderados pelos irmãos Pelletier. Kaleen parecia bem mais adequada que no dia anterior, agora com um laço preto de camurça no pescoço; sem qualquer expressão ou cerimônia, ela pôs o papel no cálice e apenas encarou o irmão, com ar entediado. Ele, ao contrário, sorriu e piscou para todas as moças que via e, graças a Merlin, elas estavam em número suficiente para que ele não a notasse; o rapaz colocou o nome nas labaredas, deu o braço para a irmã e voltou, abrindo caminho entre os colegas para sair.

— Meio presunçoso, não acha?

— Ele pode. É lindo e mais rico que qualquer um nesta sala, a exceção de mim mesma. O pai dele é um lorde e meu avô, um conde, minha fortuna caso ele morresse hoje seria três vezes maior que a dele, que não é pequena.

— Sério?

— Sim, mas não quero me gabar, afinal, não estou na França e sim na Inglaterra. Então, quer tomar um chá?

***

Lis chegara com o James mais cedo e agora ambos caminhavam com ele e Maia, cuja curiosidade levou a sonserina a contar como conhecera o tal do Nikolai: um baile, várias danças, um festival, mais dança, muita bebida; o loiro acompanhou a troca de olhares entre elas e soube que havia muito que ela não estava contando. Escórpio deixou James e Maia andarem na frente, discutindo sobre Quadribol e parou a amiga no meio do caminho.

— O francês, você gosta dele? — ela esperou, como se medisse se deveria falar ou não, e ele a puxou para encará-la nos olhos — Sou praticamente seu irmão, garota, e tudo o que estou vendo é você me escondendo um monte de coisa.

— É mais complicado que eu gostar ou não, mas se a pergunta é essa, a resposta é que eu poderia me apaixonar facilmente, mas ainda não cheguei a esse ponto.

— Qual a complicação?

— Nossas famílias estão envolvidas em uma grande corte, como já deve ter percebido, e as relações nela são meio turbulentas. E outra: minha mãe não fugiu de lá para que eu me apaixonasse por um lorde mimado e voltasse direto para aquele ninho de cobras. Tem muita coisa que você não sabe, Scorp, e eu prefiro que continue assim.

— Certo... e qual é a desse festival? Sei que vocês não ficaram só na dança — ele soube que era a pergunta certa quando ela riu.

— Me diverti bastante com ele, e não me importaria mesmo em repetir a dose, mas vamos que eu te conto os detalhes... da festa, não do que fiz lá. O que acontece na França, permanece na França.

Os quatro passaram mais um tempo juntos, mas Escórpio precisava terminar uma atividade de feitiços e correu para a biblioteca, para tentar fazê-la antes do jantar. O lugar que ele sempre sentava não estava vazio como de costume, uma garota, que ele logo identificou como irmã do Nikolai, estava sentada nele; o loiro tentou, mas não conseguia lembrar seu nome.

O sonserino sentou na mesma mesa, em frente a ela e tentou fazer a sua atividade, mas a ferocidade com que ela riscava com a pena despertou a sua curiosidade. Olhando para o pergaminho, viu desenhos que lembravam os projetos dos gêmeos.

A garota estava extremamente concentrada, ele não conseguia parar de observá-la. Sua pele era tão branca que ele não conseguia acreditar que não estava olhando para um cadáver, os cabelos incrivelmente negros estavam presos com uma fita, provavelmente para não caírem no rosto, suas unhas eram grandes e meticulosamente limpas, mas as mãos estavam sujas do nanquim que espirrava da pena.

Ela parou de súbito e levantou e levantou o olhar, reparando nele. A única cor vinha dos seus lábios rosados, que sorriram de leve; seus olhos grandes e brilhantes o encaravam e ela ofereceu a mão manchada por cima da mesa.

— Kaleen.

— Escórpio — ele respondeu, lembrando do que ouvira da conversa do Nikolai com a Lis de que Kaleen não era muito boa com as conveniências sociais.

— É frio aqui. — o garoto ficou sem ação diante da aletoriedade da conversa — mas gosto assim, Hogwarts lembra minha casa, a Beauxbatons é iluminada demais.

Ela voltou os olhos para o papel, parecendo pensativa, ele achou que era a vez dele de puxar assunto.

— O que está fazendo aí?

— Uma vassoura de Quadribol. Lá na França, a minha casa compete para ver quem faz a melhor vassoura, que será usada pelo time no ano seguinte, com a condição de superar a do ano anterior. Ganhei todas as vezes desde o meu segundo ano, e esse é o meu último, quero fazer uma tão boa que não consigam superá-la por anos.

— Você joga?

— Bem que gostaria, pois facilitaria para saber o que melhorar no projeto.

— Quer ajuda?

— Claro.

Kaleen voltou a fazer anotações como se tivesse esquecido que o garoto estava conversando com ela, e assim permaneceu. Escórpio concluiu o trabalho e voltou a olhá-la com curiosidade.

— Acha que conseguirá participar do Torneio?

— Não — a simplicidade com que ela respondeu, sem nem tirar os olhos do projeto confundiu o garoto, que ficou sem saber o que dizer por alguns segundos.

— Por quê?

Provavelmente ela percebeu que para ele não era tão óbvio, e voltou a atenção para ele.

— Estou competindo com meu irmão. Depois de dezesseis anos, já aprendi que dele eu só ganho na inteligência, de resto, nem tento. Me inscrevi no Torneio apenas para não desfazer da boa vontade da diretora, mas qualquer um com juízo escolheria o Nikolai.

— Por que isso?

— Ele é esperto, se vira bem, é extremamente manipulador e convence tudo e todos muito facilmente, além de não ter medo de ir pelos caminhos mais perigosos, enfim, é perfeito para essa competição.

— Sei... Só não entendi uma coisa.

— O quê?

— Você é tão calada, parece tão tímida, por que veio falar comigo?

— Eu não sou tímida, só não tenho muito interesse nas pessoas, não sei conversar coisas fúteis. Você se interessou pelo meu projeto, e vi o livro que estava usando, é bem avançado, logo, conclui que o tipo de conversa que teria com você não seria banal.

— Nossa, sua mente trabalha bem rápido.

— E você é amigo da Lady D’Noir, eu tenho interesse nela.

— A Lis? Por quê?

— Você pergunta muito o porquê das coisas, parece uma criança de cinco anos — ele ficou pasmo com a sinceridade em sua resposta, apesar disso, ela respondeu, com a mesma tranquilidade apática que respondera todas as outras perguntas — eu não ligava para ela, no começo era apenas mais uma garota que ficava nervosa com meu irmão por perto, mas no festival, ao invés de ser manipulada, ela o manipulou: o embebedou, usou como queria, e o largou no quarto completamente vestido, o que para ele é o pior. Nikolai não para de falar dela desde então, se não o conhecesse bem, diria que está apaixonado. Aqui, ela o trata como um estranho praticamente, então imaginei que uma pessoa que consiga resistir aos encantos do meu maninho é, no mínimo, digna de minha atenção. Além disso, é visível a mascara que ela usa.

— Han?

— Na França ela é a princesa perfeita, sorrindo para todos, seguindo as regras da corte; aqui, ela é apenas a filha de um professor, uma garota simples, mas inteligente, que não tem medo de detenções ou de manchar a própria imagem, o que ela com certeza não poderia fazer em Beauxbatons pois iria contra a todos os princípios ensinados para a nobreza. Uma pessoa, no mínimo, interessante.

— Isso ela é, com certeza, mas você também é, no mínimo, intrigante.

— Isso eu sei — ela levantou sem cerimônia — o jantar vai ser daqui a pouco, logo eu saberei quem irá competir com meu maninho. Nos vemos por aí.

***

— Dane-se isso de casas, vou sentar aqui.

Foi o que Lis disse quando tomou o lugar ao lado dele na mesa da Grifinória junto com Maia e Escórpio, embora ele tivesse uma forte impressão de que essa decisão havia sido por conta do francês que se sentara à mesa da Sonserina momentos antes dela entrar no Salão. Rose havia ido para longe com algumas amigas quando viu os sonserinos, e James viu Lis revirar os olhos antes de se voltar para ele com um sorriso.

— Já experimentou as especiarias francesas?

— Não, tudo parece tão nojento — a ruiva o olhou como se tivesse dito o maior absurdo do mundo, e apanhou uma torta na mesa, empurrando um pedaço para o prato dele — eu não quero isso.

— Não é questão de querer, você vai comer.

Era até saboroso, mas ele não iria admitir. Foi um erro. Ela começou a colocar todas as comidas francesas que via e ele se arrependeu de não ter dito que gostou logo na primeira, pois as outras tinham texturas e sabores estranhos. Quando chegaram as sobremesas, ela serviu algo de chocolate que era extremamente bom, e pareceu ficar satisfeita quando ele quase gemeu de prazer com a explosão doce em sua boca.

— Você não comeu quase nada, ruiva.

— Já experimentei tudo isso, não preciso mais.

— E gosta de todas?

— Não, apenas da primeira torta que te dei, as outras são meio nojentas — ela riu quando ele a olhou com os olhos esbugalhados — O que foi? Você tinha que gostar de algo, e ficou divertido ver sua cara quando comeu o scargott.

James estava pronto para se vingar, mas para a sorte dela, Minerva começou a falar, dando início ao Torneio Tribruxo. A abertura deveria ser feita com cada escola cantando o seu hino, então foi feito, primeiro a Beauxbatons, com uma bela música em francês que, aparentemente, Lis sabia inteira e murmurou junto com os alunos; depois os de Ilvermorny, cuja canção foi entoada com emoção por cada um dos jovens, e enfim, Hogwarts.

Como uma homenagem a Dumbledore, McGonagall mantinha a tradição do antigo diretor de deixar os alunos cantarem o hino com a melodia e ritmo que desejassem, então as vozes se misturaram em um clamor desorganizado, mas cheio de paixão, em que mal se dava para entender a letra.

Os gêmeos Scamander haviam sentado juntos, e eles sempre cantavam uma música diferente a cada vez; naquele ano, seu tio George comentou que costumava usar uma marcha fúnebre para o hino com o irmão e eles seguiram a ideia, então Minerva os esperou terminarem, com lágrimas ameaçando descer nos olhos, mirando-os com um misto de nostalgia e tristeza, o mesmo fizeram algum dos professores que haviam convivido com Fred e George, com excessão do sem expressão Severo Snape.

Então os ministros começaram a ditar algumas regras, mas ele não prestou muita atenção. Sinceramente, não se importava com quem seria escolhido, pois não mudaria em nada a sua vida, mas gostaria que um dos gêmeos o fosse, pois mereciam isso mais do que muitos deles. Escórpio e Lis cochichavam e o garoto resolveu prestar atenção.

— Quem você acha que vai ser escolhido dos franceses?

— Nikolai ou Kaleen — ela respondeu — sem dúvidas são os únicos que têm chance.

— E os americanos?

— Maia.

— Oi? — a morena interrompeu, ouvindo seu nome — o que vocês estão fazendo?

— Scorp está querendo apostar comigo — a ruiva explicou — ele me pergunta até achar uma opinião que divirja, então apostamos. Quem vocês acham que vai ser escolhido daqui de Hogwarts? — a pergunta era para todos os três.

— Um dos gêmeos — o loiro se adiantou.

— É, um dos gêmeos — James concordou.

— Maia?

— Não olhem para mim, não conheço os alunos daqui.

— Okay — ela estendeu a mão para o Malfoy — eu aposto que será o James.

— O quê? — ele se assustou — os gêmeos têm mais chances que eu nisso.

— Eu sei da capacidade deles, mas acho que será você.

— Não sei se fico grato por você acreditar no meu potencial, ou chateado por querer que eu entre na competição mais mortal de todo o mundo bruxo — ela o interrompeu colocando a mão livre em sua coxa, o que não passou despercebido dele, aquela desculpa para contato que ela hunca havia feito.

— Você pode decidir isso quando seu nome sair do cálice. Então, vai entrar?

— Quanto?

— Um galeão? — a pergunta era para o loiro.

— Dois, assim poderemos dividir quando ganharmos.

— Apostado — ela apertou as mãos dos dois.

— Vocês não fazem apostas pequenas, não é? Esperava cinco sicles, ou dez, mas um galeão?

— Maia — James explicou — eles são ricos, não ligam para isso, às vezes apostam vinte galeões apenas para comprar depois algo que possam dividir ou usar o mesmo dinheiro em outra aposta.

Ela fez sinal de que entendeu, um pouco impressionada, e a diretora anunciou que o Cálice de Fogo escolheria os campeões. Todos silenciaram enquanto o zelador trazia o enorme Cálice dourado, preenchido com as labaredas azuis. Após algumas palavras dela, o primeiro papel chamuscado saiu voando até pousar lentamente na mão da diretora. Era como se todos no Salão prendessem a respiração.

— Nikolai Pelletier.

Todos olharam para o belo rapaz na mesa da Sonserina, onde ele tentava parecer surpreso; os alunos franceses bateram palmas e assobiaran, e ele andou em postura perfeita até a McGonagall, que o parabenizou e indicou uma sala atrás da mesa dos professores. Todos esperaram ele passar pelo corpo docente e ser parabenizado por todos até sumir pela porta. Um segundo papelzinho ainda brilhando com o fogo foi lançado pelo cálice e flutuou até a palma estendida da McGonagall. Ela leu.

— Maia Kringles.

A morena olhou para os lados, procurando uma confirmação do que ouvira, até que Lis a empurrou para que levantasse e ela seguiu dignamente até a frente, repetindo os passos do rapaz, até desaparecer no fundo do salão enquanto os colegas a ovacionavam e o diretor sorria orgulhoso. Lis tamborilava na perna do Potter, nervosa.

— É agora.

James pôs a mão sobre a dela para que ela parasse e lançou um olhar silenciador. A ruiva voltou a olhar para frente, mas não desvencilhou a mão da dele, ao contrário, entrelaçou os dedos nos do Potter e se aproximou mais. O terceiro e último papel voou e parou na mão da Minerva, que deu um leve sorriso, fazendo a Snape apertar ainda mais a mão dele, sorrindo em expectativa. McGonagall tirou os olhos do papel e demorou um pouco antes de dizer, pausadamente:

— James Sirius Potter.