Stickwitu

11 Capítulo 11-Adeus


-Lilly?-me virei e vi Mark usando um terno preto
- Mark?!-corri e pulei no colo dele- Eu sabia que você estava bem, que eles estavam mentindo.
-Eles não mentiram Lilly- desci do colo dele e percebi uma pequena cicatriz rosada na testa dele.
Olhei em volta e finalmente vi onde estávamos. Era a casa em Hamptons da família dele onde nos vimos pela primeira vez, a casa parecia estar arrumada para uma festa mas não havia ninguém lá.
- Vem comigo-ele estendeu a mão e me puxou pelo corredor parei em frente o espelho que ficava ali e vi que usava o mesmo vestido preto com uma fenda na perna que usei no dia que nos conhecemos.
Tudo estava igual aquele dia menos pela cicatriz na testa até a gravata dele estava desarrumada como sempre. Ele parou na pista de dança que ficava no quintal em uma tenda com candelabros pratas.
- Você se lembra desse dia?-ele colocou a mão na minha cintura e Hero do Enrique Iglesias começou a tocar
- É claro que sim –sorri olhando pra baixo – Você me irritou tanto que acabei dançando com você
- Nunca corri atrás de ninguém, mas alguma coisa me dizia pra ir insistir em você. E quer saber, foi a melhor coisa que eu fiz.
- O que você quis dizer com eles não mentiram?-perguntei com medo da resposta
- Eu acho que você sabe -ele olhou pra cima e sorriu- Você sempre foi a mais esperta.
Começei a entender, olhei em volta pro jardim vazio. Era tudo tão real, eu definitivamente sentia as mãos dele, que estavam geladas eu podia sentir até mesmo pelo tecido do meu vestido, eu também podia sentir o cheiro das cerejeiras ao nosso redor, a brisa de verão.
- Lembranças-Mark olhava o meu rosto-Essa lembrança é tão forte pra você, eu consigo sentir tudo.
Soltei a mão dele e toquei a cicatriz.
- Você sentiu muita dor?-perguntei respirando fundo segurando o nó que surgia na minha garganta
-Não-ele levantou meu rosto-Eu estou bem. Você tem que saber que você e as meninas foram as melhores coisas da minha vida, e por mais incrível que pareça no meio das suas loucuras, eu me mantive são.
Nos olhamos por um tempo, várias memórias passavam pela minha cabeça, todas as vezes em que ele ficou no shopping nos esperando por horas, quando nos segurava pra não ficarmos com caras errados, risos, lágrimas e beijos.
- Você sempre vai ser meu primeiro amor-falei sem desviar o olhar, nunca tinha falado isso pra ele.
-E você sempre vai ser o meu único amor.
Abracei ele chorando.
-Por favor, não me deixa- pedi.
-Nunca-ele respondeu- Tenho que ir
-Eu sempre vou te amar Mark-disse enquanto ele dava um beijo na minha testa.
Abri meus olhos e vi o teto do meu quarto em vez da gravata de Mark, o cheiro das cerejeiras ainda estava no ar misturada com o perfume dele. Sentei na cama.
-Mark?!-gritei me levantando- Mark?! MARK?!
-Lilly abre a porta-minha madrinha disse
-MARK?!- andei até o closet
-Lilly, abre a porta nos precisamos conversar- ela insistiu.
Abri a porta e ela usava sua camisola e robe de seda pretos.
-Lilly-ela me puxou pra cama-Eu tenho que te falar uma coisa
O perfume tinha sumido, ele tinha ido. Mark estava mesmo...
-Morto-falei baixo
- O que você disse?- Samira perguntou
-Ele morreu-sussurrei-Mark, morreu.
Minha madrinha piscou de boca aberta.
-Como você sabe?-ela perguntou-Marilyn acabou de me ligar pedindo pra te contar.
-Ele... -pisquei e uma lágrima caiu- Ele veio se despedir.
Samira me abraçou.
-Eu tenho que ir-me levantei e peguei um short no closet
-Ir pra onde?
-Não sei, eu só preciso sair.
Desci as escadas correndo e fui pra garagem. Meu carro era um lugar o meu segundo lugar seguro, agora era o primeiro.

...............xx...........

Alice segurou a minha mão que estava abaixada enquanto eu olhava pro enorme cemitério que estávamos prestes a entrar, olhei pra ela e dei a mão pra Mary que segurava o choro.
-Meninas-Tia Cléo chamou-Está na hora.
Seguranças nos cercaram enquanto passávamos pela multidão de fotógrafos e de repórteres que estavam no cemitério. Nos sentamos na primeira fileira de cadeiras, fiquei olhando o chão sem coragem pra olhar o caixão. O padre falava, no pedestal, os fotógrafos continuavam com os flashes de longe, pelo menos eles não faziam barulho. Olhei pra foto de Mark com a moldura dourada, o sorriso de ironia eu podia praticamente o ouvir dizendo, “que belo circo eles arrumaram não?”, ou então “uma dose de tequila, ou uísque cairia bem com isso”.
Levantei o rosto pro caixão, e chorei pela primeira vez naquele dia. Tinha me segurado pelas meninas, mas parada ali olhando pra tudo aquilo não aguentei.
-Está tudo bem-Mary fez carinho na minha mão-Você não tem que ser forte.
Encostei no ombro dela continuei até a hora em que o padre disse que poderíamos tacar rosas na cova. Nos levantamos e assim que chegamos perto do caixão os flashes que haviam parado recomeçaram. Depois do enterro fomos até a casa de Mark onde finalmente ficamos livres dos fotógrafos e repórteres, a casa estava cheia e as pessoas falavam baixo, encontrei Marilyn falando com um a tia do Mark. Ela me olhou e veio falar comigo.

-Você pode vir comigo?-ela perguntou

-Claro-respondi

Ela subiu as escadas e parou em entrou no quarto so Mark.O quarto só estava arrumado,com as cortinas fechadas.Marilyn acendeu as luzes e andou até a mesa e pegou uma caixa que estava em cima.

-Ele ia dar isso pra vocês-ela sorriu olhando pra caixa-Ele mesmo desenhou,disse que era pra comemorar o aniversário de amizade.Eu vou chamar as meninas e vocês podem abrir.

Me estendeu a caixa e saiu do quarto.Fiquei em pé encarando o pacote com a sigla da Tiffany.Ele sempre comprava presentes pra nós,ano passado foram brincos,os meus eram de rubis,os da Mary de safiras e da Alice ouro negro.

Meu celular vibrou olhei e era uma nova mensagem,abri

Sei que o que fiz foi errado e você não quer falar comigo mas acabei de ficar sabendo do seu amigo,Sinto muito me liga por favor.

Justin

Fica esperando eu te ligar.

- O que é?-Mary perguntou ao meu lado

Olhei pra ela e sorri

- Nosso presente

Notas finais
Sei que o Justin tá meio sumindo mas ele vai voltar prometo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.