Stick
1 Capítulo 1
Estou aqui, mais um dia escrevendo nessa maquina idiota, falando do meu dia. Meu doutor diz que é uma terapia. Por mim eu não faria, mas meu pai me obriga a escrever aqui todos os dias. Já escrevi várias reclamações sobre o quanto isso é irritante. Ele diz que vai me ajudar a se recuperar, e coisas assim. E desde quando isso vai me ajudar a se recuperar? Talvez se me fossemos para uma viagem a Miami eu me “recuperasse”. Nesse momento você deve estar se perguntando “Se recuperar do que?”. Vou te contar. Há 3 meses atrás eu estava indo para uma viagem com a minha família, no carro estava eu, minha mãe, meu pai, minha avó e minha irmã mais nova. Minha mãe estava dirigindo, devido a hora em que estávamos viajando ela acabou dormindo no volante. Daí você pode imaginar o resto. Só sobreviveu meu pai e eu, sendo que agora eu não posso mais andar, estou vivendo numa cadeira de rodas, passei 2 meses em coma no hospital. Só teve alguns ferimentos.
Então, hoje eu fui para escola e tive aulas irritantes com professores irritantes e gente irritante. As únicas pessoas que eu gostava naquela prisão era o professor de matemática, o Sr. Thomas. Meu melhor Amigo, Gustavo, a Apple, sim o nome dela é Apple, ela diz que a sua mãe tinha compulsão por maçã, ai colocou o nome dela de Apple, sim é muito estranho, mas eu não posso fazer nada, muito menos você. Depois da escola eu encontrei o Gustavo e fomos até uma lanchonete e comemos um sanduíche, o dia estava nevando.
-Reluzente – disse o Gustavo quando encontrou um pedaço de madeira no chão da rua, depois que saímos da lanchonete, eu acho que era madeira,- O que deve ser isso? brilha muito.
-Não tem nada brilhando aí – digo pegando a suposta madeira da mão dele e sinto algo parecido como um choque na minha mão. – Isso aqui esta preto, no Maximo ta absorvendo a claridade que o sol está mandando. – Passo a mão esquerda, que era a oposta a que eu estava segurando o graveto, e ele continua preto e muito rígido. Sacudo, pra ver se caí pó ou algo e sai um raio escuro e atinge a árvore fazendo ela morrer, as folhas dela sumiram e o caule ficou morto.
Deixo cair o graveto assustado com o que aquilo tinha feito.
-Que merda é essa que você fez? – Gustavo pergunta com seus olhos arregalados- Porque não me contou que era um mago ?
-Não sei o que eu fiz, é esse treco que você achou, e quem disse que eu sou um mago está louco?
-O que você fez pra isso matar a árvore?
-Eu sacudi o graveto.
O Gustavo faz a mesma coisa que eu na mesma árvore e ela volta viver, com as folhas bem verdes e até uma maçã nasceu nela.
-Viu – digo novamente assustado- Se eu sou um mago você é também.
-Deixa eu ver isso – Ele me entrega o graveto e procuro alguma coisa escrita nele, encontro um relevo mais fundo e um pouco mais claro do que o preto que eu enxergava, dizia “Rua dos Carneteiros, número 15” –Olha aqui. — Aponto para a escritura em baixo relevo – Você já ouviu falar dessa rua?
— Nunca ouvi – Vamos procurar lá no computador de casa.
***
Ele digitou no Google “Rua dos Carneteiros” e não aparece nenhum lugar ou rua com esse nome.
-Cadê o graveto? – Diz Gustavo.
-Está aqui – Entrego o graveto para ele – Deveremos entregar isso?
-Entregar para quem? – ele sacode o graveto mais uma vez e a parede que tinha manchas e rabiscos de lápis tinha se limpado e estava perfeitamente limpa e branca. –Ou a gente joga no meio de rua, ou a gente guarda pra nós.
-Guardamos para nós – falamos juntos e rimos.
-Todas as pessoas podem usar isso? – Aponto para o graveto.
-Talvez você não tenha percebido, mas você achou isso comigo e tudo que você sabe eu sei também.
-Hmmm, é verdade. Temos que achar onde é essa rua.
Passamos a tarde toda procurando onde seria a tal rua e a única coisa que encontramos foi “yin yang” num site de magia que falava a respeito dessa rua, mas a única coisa escrita sobre a rua era yin yang que significa bem e mal. Realmente nem eu nem ele sabemos o que isso quer dizer.
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