Steven and Connie: Fusion of Feelings
2 Capítulo 2: O Encontro
São mais ou menos 21:00 quando Steven sai e decide ir à praia de Beach City, ele caminha lentamente, observando tudo ao seu redor antes de chegar; olhou para a sua direita e viu o Big Donut, luzes de fora ainda acesas e ele lembra dos momentos bons que teve lá com Lars, Sadie e o Leão, várias lembranças vêm à sua cabeça, mas, nada adianta, sempre que pensa em algo bom, as lembranças das palavras de Pérola voltam à tona à sua cabeça. Chegando na praia, Steven tira os chinelos e vai até a parte da praia onde a água consegue molhar seus pés, e senta-se na areia ainda molhada enquanto sente seus pés serem lavados pela água; finalmente, ele se sentia um pouco mais calmo, observando o céu, as gaivotas voando, a brisa batendo em seu rosto; Steven estava cansado demais para pensar em mais alguma coisa, então ele se deita, sente seu corpo afundado um pouco na areia ainda molhada, então, encolhe seu corpo um pouco e dobra o seu braço para usar como travesseiro fecha seus olhos e começa a pensar, lembrando-se da única pessoa que conseguia acalmá-lo nessas horas, sua (até então somente) amiga Connie, quando ele via aquele rosto, não conseguia pensar em mais nada, tudo ficava mais calmo ao seu lado, e então sussurra pra ninguém além de si mesmo:
– Ah, Connie, se você soubesse o quanto eu te amo...
Quando finalmente fica cansado demais para conseguir pensar em alguma coisa, Steven adormece.
Depois de mais ou menos meia hora, Steven acorda, mas fica com os olhos entreabertos, ainda deitado, se vira para a direita e, olhando um pouco mais adiante, vê uma silhueta vindo em sua direção, com sua vista ainda muito embaçada, ele grita:
– CONNIE!!!!
Então, se levanta e vai de encontro à silhueta, ainda cansado, tentando retomar os seus sentidos pois acabara de acordar; mas, conforme ele vai chegando perto, e sua vista começa a tomar forma e focar melhor, Steven percebe que aquela silhueta não era da garota que ele amava, então ele percebe:
– Leão?!!!
– Raawr.
– Como você me achou aqui?!
– Raawr.
– Ah, tudo bem, vamos pra casa, eu estou muito cansado, tudo o que eu quero agora é ir pra casa e me deitar, vamos?
– Raawr.
Então, Steven monta no Leão e diz:
–Vamos.
Então, o Leão começa a correr, mas o caminho que ele começa a percorrer é diferente, dando uma completa volta na cidade; então Steven, confuso, pergunta:
– Leão, o que você está fazendo? A gente não ia pra casa?
Então, Steven reconhece o caminho por onde eles estavam indo:
– Leão, você... Você está me levando... Está me levando para a casa da Connie?!!
O Leão olha para ele devagar e continua correndo...
– Leão... Leão, você não... Não precisa... Não precisa fazer isso, não precisa se preocupar
O Leão olha de novo...
– Tudo bem, Leão, mas podemos ir um pouco mais devagar?
O Leão olha pra Steven e faz que sim com a cabeça, e começa a caminhar mais lentamente, quase que parando, o que dá mais tempo para que Steven comece a observar a cidade; então ele vê o cais, e olhando para o lado, vê as montanhas, na escuridão da noite com as luzes dos postes da cidade iluminando-as; uma paisagem linda, como ele jamais havia reparado; então, ele fala em voz baixa para si mesmo:
– Ah, Connie, como eu queria que você estivesse aqui para ver essa paisagem linda comigo.
O Leão para de andar e olha para a esquerda enquanto Steven desce das suas costas e vai em direção à porta da frente da casa; ainda inseguro, Steven bate na porta, ficando a cada segundo mais nervoso, até que se passam dez, quinze, vinte minutos e ninguém veio atende-lo; Steven não achou nada incomum, afinal, já eram 23:00. Então, Steven pega seu celular e tenta ligar para Connie, mas ela não atende, nenhuma de suas tentativas funciona; mas, na sua última tentativa, ele percebe algo incomum (ainda mais naquela hora): As luzes do quarto de Connie estão acesas e seu celular está lá, dá pra escutar ele tocando; é então que Steven percebe:
– Ela... Ela está... Está me evitando? Ela está com raiva de mim? Mas o que foi que eu fiz?
Steven, triste, abaixa a cabeça, fazendo com que a sombra projetada pela árvore da frente da casa a luz do poste ao seu lado cubra seus olhos; o Leão olha para ele, como que entendendo a situação, e querendo ajudar, coloca seu focinho ao lado do seu rosto:
– Raa...
Mas Steven interrompe com uma voz séria, porém confusa; triste, mas tentando ser forte, punhos cerrados, enquanto, através da sombra formada pela árvore, se viam lágrimas rolando por seu rosto, uma em cada lado, caindo cada vez mais rápido pelo chão:
– Não, amigão dessa vez você não pode me ajudar, sinto muito...
O Leão afunda mais sua cabeça sobre o ombro de Steven, e ele o abraça forte, como que sentindo-se reconfortado; porém, com uma voz ainda como que se recuperando:
– Valeu, amigo, vamos pra casa.
Então, o Leão começa a andar, voltando pelo caminho por onde vieram, fazendo Steven se lembrar de tudo o que tinha pensado, ele não tinha mais certeza do que fazer, tudo o que ele queria era ir pra casa e descansar.
Então, eles chegam à beira da praia às 23:30, faltando apenas alguns metros para a chegarem às escadas de casa; é quando, de repente Steven escuta um grito:
– STEEEVEEEEEN!!!!!!!
– Leão! – diz Steven, olhando para os lados tentando ver quem dissera aquilo – Para... Ouviu isso?
– STEVEEN! – ouve ele mais uma vez, só que em um tom de voz mais ofegante – STEVEN!!
Então, ele olha para trás e vê uma silhueta, ainda distante, a sombra formada pelos reflexos da luz da praia; essa sombra vai chegando mais perto até que então, ele vê... lá estava ela, a garota que partira seu coração:
– CONNIE?!!
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