Steps of Tomorrow

2 Capítulo 2 - Loucura me dá dor de cabeça


Notas iniciais
Eu falei que ia ser rápida kkkkkk Bom, não sei se existem pessoas presentes por aqui, mas isto é para vocês. Aproveitem ^^

(Trilha sonora: Don't You Worry Child — Swedish House Mafia clique aqui)

Pov Mônica

O sol estava quente. Por alguma razão o final do mês de novembro decidiu dar a louca e simplesmente não caiu uma gota de chuva nos últimos 15 dias. Tudo bem, eu já deveria estar acostumada com a completa loucura que é o clima brasileiro, mas às vezes aquilo ficava tão estranho que chegava a ficar assustador! Já não sou exatamente conhecida por ter uma das consideradas maiores ou melhores paciências do mundo, então a situação atual não ajudava muito.

Estamos na aula do Lou... Quer dizer, Professor Licurgo! Isso já é o suficiente para me deixar com dor de cabeça. Mas claro que não foi só isso, o dia não começou muito bem com uma baita dor de cabeça que brotou do chão, estava atrasada e não comi, e agora ainda tenho que aturar essa criatura completamente maluca, que chamo de professor, falando coisas nada a ver com nada. Isso é completamente claro nessa aula sem sentido, na qual ele começou falando sobre a crise econômica na Europa... Depois estava falando sobra a floresta Amazônica... E agora ele está falando sobre a infância dele...

Em muitos momentos me pego questionando como ele tem essa capacidade de mudar o foco da conversa tão rapidamente. Seria um dom? Ele poderia ganhar a vida com isso? Não é por nada, mas com essas aulas totalmente desfocadas, eu não aprendo absolutamente nada! Só o Do Contra mesmo pra entender a lógica bitolada disso.

Sinceramente, hoje eu não estou no meu melhor dia e essa loucura continua, que está infestando toda a sala de aula, já está me dando nos nervos.

Massageei as têmporas, nervosa. Os ponteiros do relógio pareciam estar de clara gozação com a minha cara, não era possível que aqueles últimos 15 minutos de aula estivessem demorando tanto para passar. Precisava chagar em casa, tomar um bom banho e descansar. Mas não era de hoje que eu vinha me sentindo mal, porém eu não fazia ideia do que estava acontecendo comigo. Não era um problema de saúde, parecia ser mais... Psicológico?

— Mônica? — chamou a Magali me cutucando.

— Oi? — respondi ainda tentando controlar a dor de cabeça que começava a aparecer.

— Eu preciso falar com você. Desde hoje de manhã que tento conversar, mas você parece estar fugindo de mim. Tem algo que está...

— Agora não. — a interrompi, nervosa. — Se o professor nos ouvir conversando, vai ficar louco!

— Eu não sou louuuuuucoooo!

Mas de onde raios essa criatura brotou?!

— Não! Você não! Eu é que sou louca... Por coelhos! — consertei rápido. Não queria ter que começar outra discussão com ele justamente naquele momento. Outra conversa sem pé nem cabeça não ia ser exatamente o ponto alto do meu dia.

— Eles são mesmo muito fofos, mas preste atenção que eu tenho que dar um anúncio.

— Magá, a gente pode conversar depois? — questionei após dar um pequeno suspiro de alívio por Licurgo ir embora.

— T-tudo bem...

Estranhamente a voz dela estava um pouco pesada. Algo não estava certo. Eu realmente vinha fugindo dos meus amigos durante a manhã inteira, passando mal eu não ia ajudar em nada. Acabaria perdendo a paciência com o Cebola, Não iria conseguir aturar observar os cada vez mais constantes ataques de ciúme da Cascuda, e não ia conseguir conversar sobre nada com a Magali, já que estava bem claro que havia acontecido algum problema com ela. Mas definitivamente eu não estava em condições de fazer nada, então não tive outra opção a não ser ignorá-la.

Me voltei novamente para o relógio esperando que os ponteiros já houvessem se mexido o suficiente para me proporcionar alguma alegria repentina. Foi completamente inútil. Só haviam se passado 3 minutos. Bufando de raiva voltei minha atenção para o professor.

O figura se virou e foi até a mesa pegando vários papéis — provavelmente bilhetes — e entregando para as primeiras pessoas de cada fileira, que passavam para a pessoa de trás, e assim consecutivamente.

— Meus queridos, — ele começou quando todos já tinham o papel em mãos. — vocês vão para um acampamento nas férias... Ou seja, daqui a duas semanas!

E dá-lhe vaia. Quase entrei no meio da revolta coletiva, mas acho que isso não seria obrigatório, tudo o que eu buscava para esse final de ano era um completo e maravilhoso... Nada.

— Eu não vou ir para um acampamento de férias! Ainda tenho traumas do último! — gritou Cebola.

— Mas foi divertido. — argumentei com algumas lembranças em mente. Apesar de todos os problemas, eu realmente me diverti e aprendi um pouco mais na prática problemas da poluição. Incrível como às vezes deixamos esse assunto pra lá, não temos noção do quanto ele é sério.

— Há pensando bem seria legal ver a Iara de novo! — ele falou com cara de bobo, e lá se foram todas as minhas boas lembranças. Uma súbita raiva tomou conta de mim. Pensei já ter me livrado desses sentimentos, mas vez por outra noto que eles estão de volta.

— E pensando bem quem não quer ir mais sou eu! — murmurei irritada. Na verdade, eu estava irritada comigo mesma! Não acredito que continuo com esses pensamentos em mente! Já era pra estar tudo bem resolvido...

— Calma povo! ­— Licurgo gritou numa tentativa de fazer os alunos calarem a boca. Estranhamente, ele até que obteve sucesso. É, na aula dele as coisas realmente ficam bem loucas; digo, fora do normal. — Vocês vão para um acampamento para ajudar no seu futuro! Uma faculdade dos Estados Unidos cedeu doze vagas para quando vocês forem para a faculdade...

— Mas ainda tem tempo! — reclamou um garoto.

— Nem tanto tempo assim... Na minha adolescência...

Há! Pra que aquele menino foi perguntar? Agora o Licurgo não vai mais voltar a falar disso! E apenas com esse pensamento minha cabeça estava de volta a ponto de explodir!

Apesar da forte enxaqueca, não pude negar que estava bem curiosa. Quer dizer, faz algum tempo que não saio da cidade, ou saio sem algo muito estranho acontecer... Talvez a realidade seja que eu sinto realmente falta das aventuras. Há cerca de um ano nosso dia a dia ficou muito calmo e normal. Eu queria uma corrente de adrenalina.

Comecei a ler o papel que dizia o seguinte:

< Alunos, pais e responsáveis,

Comunicamos que o Colégio do Limoeiro foi sorteado para que os alunos participem do acampamento Steps of Tomorrow, que tem como objetivo trabalhar as habilidades desses adolescentes, que em breve serão adultos com suas próprias decisões, escolhas e caminhos...

Os alunos entre 14 e 17 anos poderão participar, mas as vagas de inscrição são limitadas, apenas 120, e ainda tem outra escola que também foi sorteada.

Os alunos passarão 2 meses participando de atividades para desenvolverem e explorarem habilidades e conhecimentos. Ao final dos 2 meses, 12 alunos serão selecionados e terão de decidir se vão estudar na faculdade.

Para mais informações ligue para: (000) 0000-0000 ou acesse:

stepsoftomorrowcamp.com/maisinformaçõesparapais >

E anexa ia uma ficha de inscrição...

Isso é interessante. Pode ser legal ter mais uma coisa certa para o meu futuro... E essa é uma questão na qual eu sempre penso: Como será o meu futuro?

Honestamente, aquilo parecia estar me chamando. Será que alguma outra aventura estará a minha espera? Será que era daquilo que eu precisava? Talvez o certo para minha saúde mental não fosse relaxar, mas sim entrar em outra confusão, o que há muito tempo não acontecia. Eu admito que estava sentindo falta daqueles dias agitados...

É... Esse acampamento guarda muitas surpresas para mim...

Notas finais
Um pouco menor, mas mesmo assim, feito de todo o coração. Esse teve bem menas edição do que o outro, mas ainda assim algumas alterações que devem ser levadas em conta. Comentem, quero saber o que pensam. Bjs, Bia ^-^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.