Steps of Tomorrow

1 Capítulo 1 - Adeus minha doce cama...


Notas iniciais
Olá meus amores!
Pois é, estou de volta! Estou repostando a fic, mas quase podemos dizer que é uma primeira postagem alterei bastante coisa, então acho que ainda conseguirei surpreendê-los até alcançarmos o ponto em que paramos na original.
Aproveitem, e dessa vez irei ser mais rápida ^^

(Trilha sonora: When I'm Gone (Cup Song) – Anna Kendrick clique aqui)

Pov Merida

— Merida! — o alto grito me assustou completamente. Rolei pela cama e senti o forte impacto entre meu nariz e o chão frio. Hoje com certeza não era meu dia de sorte...

— Ok, mãe — falei rolando no chão para que minha cara se voltasse para cima. A dor se fez presente começando em meu nariz e se espalhando pela minha face, então massageei o local, um pouco irritada. — o que você quer dessa vez? E não, não fui eu quem assaltou a geladeira no meio da noite.

— Primeiro, que foi você sim. Segundo, — uma pequena pausa se seguiu e eu tentei me preparar para o grito que viria. Infelizmente, não consegui a tempo. — O QUE ESTÁ FAZENDO AINDA NESSA CAMA?! VOCÊ ESTÁ ATRASADA PARA A ESCOLA!

— Tecnicamente eu tô no chão... — o olhar furioso, e reprovador, dela pousou sobre mim. — E isso não importa. Ok. Mas qual é mãe? — fiz manha me arrastando novamente para o conforto do meu colchão. — Eu já passei de ano, com notas melhores do que o esperado, aliás.

— Graças ao Hiccup.

— Isso não vem ao caso. O fato é que eu passei de ano e com boas notas. Só faltam duas semanas para o pesadelo, que é o Segundo Ano do Ensino Médio, acabar. Sinceramente, ninguém está indo mais para a escola, e você ainda quer me obrigar a ir para o colégio? Você não tem coração? Está acabando com a maravilhosa relação que eu tenho com a minha cama!

— Querida, pare de ser dramática. — ela pediu massageando as têmporas. — Eu ainda quero que você case, mas sinceramente, não com um colchão!

— Tem gente que já se casou com travesseiros. — dei um sorriso travesso e ela apenas me olhou em completo choque.

— Ouse fazer isso e estará morta! — ela gritou puxando meu travesseiro.

— Tá, que seja. Apenas não quero ir para a escola. Não acha que 186 dias de tortura já não foram o suficiente?

— O quê? — questionou arqueando uma sobrancelha confusa.

— Os dias que fui pra escola mãe...

— Você conta?! — ela exclamou surpresa. — Pensei que odiasse ir pra escola! Hiccup realmente fez um bom trabalho nessa ajuda com as matérias.

— Preferia que o chamasse de Soluço, — pedi sentindo meu rosto esquentar um pouco. — Hiccup parece um desconhecido.

— Mas é o nome dele.

— Mas ninguém chama ele assim.

— O chama.

— O quê?

— O correto é “o chama”, e não “chama ele”.

— Sério isso?! — arqueei a sobrancelha incrédula. — Já não basta o Soluço e a Punzie me enchendo o saco por causa de erros de gramática, agora você também se juntou à perseguição?! Tenho que andar mais com o Jack, acho que é mais confortável.

— Você por acaso está me enrolando? — ela questionou batendo o pé, nervosa. — Estamos nisso há 10 minutos, e você nem sequer saiu da cama ainda.

— Então apenas me deixe faltar à escola hoje.

— Parabéns pelo ótimo uso das palavras nessa frase. — ela me zoou com um sorriso irritante nos lábios. Eu não merecia isso... Rolei os olhos, entediada, e abracei meu cobertor fechando os olhos e tentando voltar a dormir.

— Prefere mesmo que eu te arraste pelos pés até o carro e te leve pra escola de pijama mesmo?

— Prefiro.

Passaram-se alguns poucos segundos e eu já estava tendo certeza de que ela havia desistido de me mandar para a aula hoje. Mas subitamente fui surpreendida por um forte puxão que me fez ir novamente ao encontro do chão. Olhe para cima e percebi que minha mãe estava literalmente me arrastando pelos pés.

— Mãe! — protestei irritada me contorcendo para tentar escapar.

— Te dou mais uma chance. — ela anunciou parando de me puxar na beira da escada. — Vai ir para a escola ou quer rolar escada abaixo?

— Tá bom, tá bom. — cedi. — Qual é o seu problema? Aprendeu a me convencer sob tortura?

— Seu pai me ensinou que só conseguimos te convencer assim. — ela falou sorrindo vitoriosa largando meus pés e descendo calmamente as escadas. — Ande logo.

Me arrastei pelo chão ainda sem coragem. Esse ia ser um longo dia...

*~*~*~*

— Você volta a pé hoje, ok? — minha mãe avisou enquanto eu saia do carro.

— Tudo bem, tenho treinamento com o Angus hoje. — concordei fechando a porta do carro.

— Te amo, até mais tarde.

O carro acelerou e enquanto ele sumia pouco a pouco do meu campo de visão dei um leve aceno. Suspirei cansada, não era para eu estar em pé ali. Olhei no relógio: 06:35; estava cedo demais! Quem obriga um filho a aparecer na escola meia hora antes das aulas começarem?! Ok, eu sei que não falta meia hora, e sim 25 minutos, mas você me entendeu.

— Oi Meri. — ouvi a voz familiar e me voltei imediatamente para trás. Era o garoto de olhos esmeralda.

— Pois é, — rolei os olhos, divertida, iniciando meu sarcasmo. — existem casos raros em que não é preciso obrigar o filho; ele aparece por conta própria.

— Hãn... — os olhos verdes vagaram da direita para a esquerda um pouco perdidos. — Eu perdi alguma piada interna?

— Com certeza, Soluço. — ri alto passando meu braço por sobre seus ombros e senti sua mão ao redor da minha cintura.

— Bom, e o que você faz aqui? Achava que não ia aparecer de jeito nenhum.

­— Minha mãe me arrastou pra vir até aqui.

— Eu pensei que nada conseguia estragar sua maravilhosa relação com o colchão.

— Você não me entendeu. Ela me arrastou da cama! Tipo, literalmente.

Ele piscou os olhos tentando absorver a informação. Se tem algo que vale a pena citar a respeito do Soluço, é que ele é lerdo. Pode até ser inteligente, mas muitas vezes isso não adianta de nada, porque a lerdeza o faz travar. Pode parecer estranho pra você se eu disser isso, porém, é incrivelmente engraçado vê-lo assim.

— Tá, — finalmente acordou. — acho que sua mãe se superou dessa vez.

— Eu sei.

— E eu descobri de onde saiu sua personalidade impaciente e extremista. — ele me provocou com uma risada fazendo cocegas. Sou muito fraca quando se trata disso e comecei a rir que nem uma retardada durante aquele “ataque”.

— Pa-pa-para! — pedi, barra ordenei berrando; tentando com todas as forças fazer minha voz sair em meio às rizadas e aos gritos de ‘socorro’. Quando finalmente eu escapei e ele parou com um sorriso satisfeito nos lábios, eu avancei. O Soluço ia ter que apanhar.

— Ei, ei, ei! Calma mocinha atacada.

— Eu não tenho uma personalidade impaciente e extremista. — falei emburrada puxando os seus cabelos castanhos.

— A porta derrubada do meu quarto diz o contrário. — me repreendeu sarcástico. A voz dele parecia feita para ter um tom sarcástico, toda vez que ele fazia isso sua voz me parecia mais sonora, mais bonita. Mas, no momento, tudo o que eu queria era bater nele até tirar aquele sorriso vitorioso daqueles lábios! Ele não deveria estar certo, mas adivinhem? Estava, como na maioria das vezes.

Pois é, eu derrubei a porta do quarto dele. Pela nona vez. Longa história...

— Oi estressada, oi nerd. — Rapunzel chegou nos surpreendendo com suas palavras.

— Vem cá, — chamei interrompendo a surra no Soluço. — você bebeu?

— Ou fumou? — o garoto de cabelos castanhos com o braço sendo segurado por mim em suas costas continuou especulando. Exageradamente, é óbvio. Se não, não seria ele. — Aceitou doces de estranhos? Dona Rapunzel, eu já te falei que nem todos os doces fazem bem, alguns levam orégano na preparação, se é que você me enten...

Surpreendentemente, ele foi interrompido pela loira que jogou sua cabeça na parede com uma cara de quem estava se segurando para não explodir. Desde quando ela ficou tão parecida comigo?!

— Pare de me tratar como criança Soluço, eu apenas resolvi agir um pouco diferente hoj...

— Me largue e volte ao normal que ganha tinta, flores e chocolates.

Então, já que eu mencionei algo útil sobre o Soluço, vamos fazer isso com a Punzie. Ela é extremamente bipolar. Como pode ser observado em uma situação como essa, em que ela bateu em alguém, mas agora está abraçando que nem um macaco.

— Namorem logo. — falei revirando os olhos. Às vezes, o quanto aqueles dois eram próximos me irritava, mas eu não ia dar o braço a torcer.

— Você sabe que ele não gosta de mim. — a loira afirmou com um tom e um olhar desafiador. Soluço também ficou vermelho, e uma estranha agitação em meu estômago me deixou extremamente confusa com a situação.

— E nem você gosta dele certo? — questionei irônica tentando desviar minha atenção daqueles efeitos estranhos.

— Exato.

— Incrível como você é bipolar. — Soluço comentou bagunçando seus cabelos dourados. — Mas que bom que voltou ao normal.

— Vou cobrar os meus presentes.

A loira nem bem tinha terminado a sua frase e um carro vermelho apareceu na nossa frente, nos chamando a atenção. Quando a porta do lado do passageiro se abriu nos deparamos com as duas familiares figuras albinas. E com certeza não consegui me conter quando o motorista chutou para fora o corpo amolecido daquele Picolé.

— Olá meus queridos! — o senhor com uma familiar barba branca e sotaque forte, nos cumprimentou de dentro do automóvel.

— Oi Norte. — retribuímos em uníssono.

— Cuidem desse preguiçoso para mim, por favor.

— Pode deixar. — Punzie falou seguindo rapidamente para o corpo jogado de cara na calçada.

— Até mais, já estou atrasado. — Norte se despediu rapidamente e acelerou, indo embora.

— Ok, o que faremos com ele? — a loira começou nos encarando confusa. — O sono do Jack é mais pesado que nem sei o que.

— Uh, uh, uh! — dei vários pulinhos animados, aquela seria uma ótima desculpa para tortura-lo, e eu amava fazer isso! — Que tal jogar do terraço?!

— Não. Próxima opção?

— Então posso apenas chutá-lo? — questionei rolando os olhos um pouco decepcionada.

— Tá bom, essa é uma opção mais válida. — ela concordou se afastando e eu dei um sorriso satisfeito me aproximando.

"Prepare-se Jack."

*~*~*~*

— POR QUE NINGUÊM IMPEDIU ELA DE ME ESPANCAR?! — a voz do albino ecoou por todo o corredor.

— Por que eu estava muito ocupado rindo. — Soluço comentou satisfeito.

— E eu porque ou era isso, ou era te jogar do prédio. — Rapunzel se justificou tratando alguns dos machucados.

— Por que seu tênis tinha que ter spikes, Tochinha? — Jack me provocou despejando sua raiva.

— Por que eu não ia ter um tênis cor-de-rosa cheio de purpurina e lantejoulas. Desculpa amigo, mas não sou uma princesa ou uma patricinha.

— Claro que você é uma princesa. — ele contradisse com seu típico ‘sorriso de canto despreocupado’. Nome grande, eu sei, mas creditem, tem outros piores. O Iceberg realmente gosta de dar nomes às suas próprias ações.

Há, claro. Seguindo a linha de apresentação, a característica que vou ressaltar sobre o Jack é que ele tem um enorme ego e um sentimento de alto-importância maior que a Rússia. Por isso vivemos brigando.

— Uma princesa?! — ri alto. — Eu? Claro querido, vai nessa.

— Você é a princesa do Soluço. — ele concluiu me surpreendendo completamente.

Fiquei parada, completamente sem palavras; algo extremamente raro de acontecer. Claro que o albino sempre me encheu o saco por causa da minha amizade com o Soluço, e no início eu respondia com força bruta ou com um maravilhoso e digno vácuo. Mas com o tempo, isso começou a me incomodar um pouco mais e eu já não conseguia mais responder da mesma forma despreocupada. E desde que o Frost percebeu isso... Digamos que eu ando tendo alguns probleminhas mais frequentes.

— Não diga esse tipo de coisas! — gritei quando ouvi a risada alta da Punzie. — A Rapunzel também seria “sua princesa” se esse for o caso.

— Há, mas você está completamente certa.

— O que? — questionamos os três restantes em completa incredulidade com as suas palavras. — A loira é a minha princesa mesmo. De qualquer forma, vamos. O sinal já vai bater.

Observamos a figura branca seguir tranquilamente pelo corredor. Enquanto isso nós três ainda estávamos tentando entender o que havia acabado de acontecer ali.

— Ma-mas... O que foi aquilo?! — a loira foi a primeira a esboçar alguma reação, seguida por Soluço.

— Isso significa que ele acabou de confessar que gosta de você?!

— Mas que jeito idiota de terminar essa discussão! — reclamei querendo o pescoço de alguém. — Volte já aqui Frost! Não se fala uma coisa dessas e se some totalmente despreocupado!

E assim seguimos com o nosso completo choque até o sinal bater e levarmos outro susto gigante. Não era possível que o Jack ia se safar da detenção e nós três iriamos ficar presos na escola até depois do horário! Iceberg, você ainda me paga!

*~*~*~*

O tempo havia passado muito rápido, e como eu só acordei para aquela aula em especial, fiz um rápido resumo do dia em minha cabeça.

Apesar de todas as provas já terem acabado, apesar de eu ter passado de ano com uma média bem acima do esperado, apesar de eu estar de péssimo humor e apesar de eu me humilhar a ponto de implorar para minha mãe me deixar continuar em casa dormindo confortavelmente em minha linda cama... Óbvio que ela me arrastou pelos pés e me obrigou a vir para a escola. Ok, até aqui tudo bem. Ou quase isso...

Continuando, pelo menos meus amigos também vieram. Rapunzel e Soluço, obviamente, por conta própria. Esses seres realmente não podem parar de tentar manter o histórico escolar perfeito por um ano?! Mas tenho que admitir que quando se encara aquela tabela e nas faltas vemos aquele monte de... Nada. Chega a dar uma estranha satisfação. Não importa se eu acabei dormindo em 60% das aulas; ao menos eu estava aqui. Sem falar que aquele monte de nada era um sinal de que eu não havia adoecido, então eu me sentia, de certa forma, como uma verdadeira vitoriosa.

Jack, por outro lado, claramente foi arrastado até aqui. Isso meio que ficou claro quando Norte, o avô dele, chegou jogando a criatura no chão. Sim, ele estava dormindo. Simplesmente eu NUNCA ia perder a chance de acorda-lo aos tapas, ou o jogando de um prédio. Como a Punzie proibiu minha segunda opção, tive que sair chutando ele mesmo. Mas foi satisfatório.

Há sim, também teve a discussão estranha e a suposta “declaração do Jack”, apesar daquelas palavras claramente estranhas, tudo continuou absolutamente normal entre nós. Nenhum clima estranho, nem mesmo entre a Punzie e o Iceberg. Talvez tenha mesmo sido apenas mais uma das 'desculpas para irritar a Merida e fugir de uma briga com ela ao mesmo tempo, em que algum assunto com a Rapunzel no meio é colocado para distraí-la'. Eu falei que tinham outros nomes piores.

Após algumas horas, finalmente estávamos no último horário, ou seja, agora.

Nem vi o tempo passar porque na verdade eu estava dormindo desde o intervalo, mas nessa aula em especial eu tenho que ficar acordada. Estávamos tendo aula com o Sandmen, nosso professor de artes. Ele é mudo, mas sinceramente, SUPER legal. As aulas dele são interativas de um jeito interessante e até mesmo chegamos a aprender língua de sinais com ele. Nunca pensei que me interessaria tanto por isso. Fui meio que obrigada a aprender outros idiomas, mas a língua de sinais foi algo que realmente gerou uma grande curiosidade e afeição em mim. Talvez por isso esse baixinho tenha acabado por se tornar meu professor favorito.

No geral, tudo mundo fica completamente quieto durante as aulas dele, as conversas que ocorrem são por língua de sinais, o que chega a ser até divertido, mas quando o povo bagunça ele usa um sininho para chamar a nossa atenção.

Bom, como todo mundo tá conversando... Ele deve fazer isso... Hãn... Agora?

É, acertei. Ele está tocando o sininho e todos estão olhando para ele.

Sandman saiu entregando um bilhete, quando finalmente estava com o papel em mãos, comecei a lê-lo. Dizia o seguinte:

< Alunos, pais e responsáveis,

Comunicamos que o Colégio EM foi sorteado para que os alunos participem do acampamento Steps of Tomorrow, que tem como objetivo trabalhar as habilidades desses adolescentes, que em breve serão adultos com suas próprias decisões, escolhas e caminhos...

Os alunos entre 14 e 18 anos poderão participar, mas as vagas de inscrição são limitadas, apenas 120, e ainda tem outra escola que também foi sorteada.

Os alunos passaram 2 meses participando de atividades para desenvolverem e explorarem habilidades e conhecimentos. Ao final dos 2 meses, 12 alunos serão selecionados e terão de decidir se vão estudar na faculdade.

Para mais informações ligue para: (000) 0000-0000 ou acesse:

stepsoftomorrowcamp.com/maisinformaçõesparapais >

Futuro?

É... minha mãe quer que eu me case, mas a verdade é que eu não quero isso. Não gosto de me sentir presa, amo a liberdade!

E quero continuar assim, livre. Mas tenho que arranjar o que fazer no meu futuro se quero conseguir essa liberdade... Porque se isso não acontecer, com certeza minha mãe vai me forçar a casar. Mas será possível que ela não entende que quero ser independente? Ela até que melhorou muito desde o "incidente", mas há algumas semanas ela começou com essa história de novo. De forma bem mais calma, como foi possível perceber hoje de manhã, mas para mim, a simples ideia de que ela quer arranjar um casamento para mim me assusta e eu enxergo coisa onde não tem. Talvez seja esse o caso, mas ninguém pode negar que ela anda querendo voltar com essa história de que eu me case!

E EU SÓ TENHO DEZESSEIS ANOS!

Esse acampamento vai me ajudar... Espero. Por mim eu vou! Mudança... Isso tem mais a ver com o Soluço. Por falar nisso, será que eles vão também?

Olhei ao redor, Rapunzel, Soluço e Jack estavam perto de mim; como de costume sentávamos sempre próximos uns dos outros. As reações variavam muito, isso tinha a ver tanto com a personalidade de cada um, quanto com o que eles queriam para a vida. Rapunzel lia o comunicado animada, Soluço lia interessado e Jack... Bom, Jack nem sequer estava lendo! Como já era de se esperar se tratando dele, mas mesmo assim eu não deixo de revirar os olhos toda vez que ele minimamente banca um idiota.

— E aí? Vocês vão? — perguntei.

— Não sei... — respondeu Soluço.

— Acho que sim. — falou Rapunzel sem tirar os olhos do bilhete.

— Pra onde?! — perguntou Jack fazendo a gente olhar para ele e cairmos na risada. Ele acabou ficando um pouco bravo conosco e arqueou a sobrancelha num tom quase desafiador. — O que foi?

— Não seria bom confiar em você para o futuro, né? — disse Rapunzel se virando na cadeira e o encarando de um jeito divertido.

— Por que não loira? — perguntou se levantando e indo até ela. — Pensei que confiasse mais em mim. Acho que fui eu quem te livrei de algumas encrencas não é mesmo?

— Desculpa! Não tá mais aqui quem falou! — ela falou erguendo os braços em sinal de rendição e ele sentou na carteira dela fazendo-a soltar um suspiro de incredulidade. — Na verdade, teoricamente você só me salvou das confusões em que você mesmo me colocou, então retiro minhas desculpas.

— Isso não vem ao caso, — escapou um pouco incomodado. — e para mim elas continuam valendo.

Não pude deixar de segurar uma risada, agora eles dois estavam claramente se provocando, e era engraçado ver como Jack ficava sem graça quando a loira começava a ser sincera demais e jogava tudo na cara dele.

— Já sabem o que vão fazer da vida? — perguntei interrompendo aquela discussão que não serviria para nada mais além de me divertir.

— Claro! — responderam em uníssono.

— Até você Iceberg? — perguntei surpresa segurando outra risada.

— Estou ofendido com o que você falou Tochinha! — ele disse fazendo pose e bancando o dramático nos fazendo rir.

Continuamos conversando e em algum ponto a conversa voltou para assuntos fúteis como sempre acaba acontecendo.

No meio da aula Rapunzel tentou se levantar da cadeira, mas acabou derrubando uma tinta azul em cima do albino, que não deixou barato e jogou tinta rosa nela. Tudo ficou meio confuso com os dois se sujando, até que as tintas acertaram a mim e Soluço, e então revidamos, mas acabou acertando outras pessoas aleatórias, e em poucos segundos se iniciou uma guerra de tinta na sala.

Seguindo essa nossa tendência a nos metermos em confusão, se formos para esse acampamento, eu nem sei o que pode acontecer... Só digo que vamos aprontar e que isso vai ser inesquecível!

Notas finais
O que acharam dessa nova versão?
Em breve estarei de volta com os próximos capítulos.
Comentem, meus amores.
Bjs, Bia ^-^