Steps

2 Machucado- A Surpresa


Notas iniciais
Bom, eu só queria dizer que existem capítulos mais longos e uns um pouco menores... por que a história já está terminada no meu computador. Então não pensem que só tem capítulos pequenos! :D

Passei por Clary agarrando seu braço e a puxei para fora.

–Nico, devagar... Devagar! – ouvi ela murmurar e só assim percebi que estava correndo pelo parque com uma Clarisse ofegante atrás de mim.

–O...que houve?- perguntou tentando recuperar o ar.

Olhei para ela e para o outro lado.

– Percy?

E foi só preciso ouvir o nome dele para eu desabar no chão, e senti as mãos de Clary em volta de mim, me reconfortando.

Eu me aconcheguei no seu colo, até que ouvimos uma explosão.

Não era ‘bem’ uma explosão. Na verdade parecia um... tiro!

Levantei um pouco para olhar de onde o barulho tinha vindo, e só consegui distinguir quatro formas escuras a alguns metros.

A neve açoitava tudo que ela conseguia tocar, o que dificultava mais minha visão.

Quando ela deu uma pequena trégua, o que eu vi era: Uma massa preta jogada no chão e mais três a chutando fortemente no que parecia a barriga do mesmo.

Olhei para Clarisse e murmurei “ Vamos esperar eles irem embora.”

Depois de um tempo, -que eu considerei um longo tempo- os três homens foram embora, mas o que estava no chão, lá permaneceu.

Fitei Clary, que me olhava como se esperando um plano.

– Liga para a polícia e para mamãe, que eu vou lá ver como ele está.

Antes mesmo de ver tudo, eu já sabia que se tratava de assalto. Isso estava ocorrendo muito pelo bairro.

Cheguei até a manta preta caída agora, a minha frente. Abaixei e percebi que havia muito sangue. Olhei seu rosto e só conseguia distinguir sangue e alguns fios loiros.

Ao seu lado, tinha um cachecol rosa, também manchado de sangue.

O sujeito deixou sair um som abafado, como um protesto e murmurou algo como “É dela”. Eu o olhei assustado e ele fechou os olhos.

XXXX

Tempos depois a polícia e meus pais chegaram.

Um homem, com o nome “Brunner” gravado na camisa, me fez algumas perguntas. As quais eu só soube responder o meu nome.

O policial nos informou que junto com o menino, foi achada sua identidade. Seu nome era Jason e ele tinha 21 anos.

– Bom, ele será encaminhado para o Hospital Andrômeda, e poderá receber visitas amanhã, à partir das 14hrs.

Meu pai pigarreou e murmurou “Nós nem o conhecemos, por que o visitaríamos?”

–PLUTO!- minha mãe o repreendeu- Se ele precisa de alguém, nós seremos esse alguém. E fim de papo!

Meu pai sussurrou algumas palavras não audíveis e mamãe o calou com um olhar.

–Francamente, hein...- ela balançou a cabeça de um lado para o outro e foi em direção ao nosso carro.

–Vocês concordam comigo, não é crianças?

–Nem pensar, pai!- Clarisse disse e andou até mamãe.

– Nem mesmo você, garotão?- ele me olhou com esperança, e a única coisa que eu fiz foi imitar o balanço de cabeça da mamãe e andar até as duas.

Ele bufou e nos acompanhou.

Eu parei na frente do policial e soltei:

– Você acha que ele vai morrer, não é?

Ele se virou surpreso para mim.

– Bem, foi um tiro na cabeça, e pode ter...

Eu o interrompi.

–Acha ou não?

–Não!- ele sorriu e voltou à viatura.

XXXXX

20/05/2013

Eu não me lembro de ter ido dormir, só de deitar na cama e olhar para o teto durante algumas horas. Porém quando acordei, a luz do sol queimava minhas retinas e percebi minha mãe parada na porta de braços cruzados.

Quase não resisti á ideia de fingir ainda dormir, mas em algum momento isso teria que acontecer.

–Isso é por que eu saí escondido? Porque se for isso, a culpa é toda da Clarisse.

Ela sorriu e se sentou na ponta da cama.

–Não. Isso é sobre você quase presenciar a morte de alguém.

–Ah, isso... Não poderíamos falar sobre a fuga? Parece-me melhor!

–Nico, você está bem?

–Por incrível que pareça: estou! – admiti- Acho que isso se deve ao fato dele ainda está respirando. Então eu ‘quase’ vi alguém morrer. Mas teoricamente ele ainda está vivo, então eu não vi ele morrer...morrer. Estou confuso!

Minha mãe se levantou, beijou minha teste, pegou minhas meias sujas e saiu do quarto.

Levantei da cama e fui tomar banho, e no meio dele, minhas lágrimas se misturaram com a água. Eu não sabia quando aquilo havia começado, e eu só percebi quando estava sentado no Box soluçando.

Limpei minhas lágrimas e sai daquele lugar. Caminhando para a minha cama, peguei meu celular e disquei o número de Thalia.

“Alô?”

“Oi, pivete.”

“Eu preciso de você. Aqui” murmurei e desliguei o telefone.

E se eu finalmente descobrisse quem vinha fazendo tudo aquilo? E se por algum momento, essa pessoa fosse quem eu imaginava? De que modo eu podia agir?

Minha cabeça rodava e eu estava suando frio. Me encostei na parede e relembrei algumas coisas.

O modo como havia sangue por toda parte. Os cabelos loiros lhe cobrindo a testa. O som da voz embargada... e o buraco em seu lado esquerdo.

Balancei a cabeça, tentando tirar a lembrança dali.

Algum tempo depois, o que eu contei como uma meia hora, Thalia entrou no meu quarto.

– O que foi, princesa?

– E se foi o Luke?- soltei de cara.

– O que? Que assaltou o precioso Grace? Não... nunca.

– Thalia... e se foi ele? O que vamos fazer?

– Não fomos nós, Nico.

XXXX

Chegamos ao hospital e perguntamos por Jason Grace. Logo um médico veio e nos convidou para sua sala.

–Meu nome é Apolo- e apontou para que sentássemos- e eu estou cuidando do paciente Grace. Ele chegou aqui com um eminente risco de vida, porém agora já está estável. – ele se levantou e apontou para um Raio X que estava na parede sob um quadro de luz- Houveram diversas fraturas em seu corpo. No entanto, seu cérebro foi o que mais sofreu! – ele pigarreou e disse- Ele perdeu a memória, por conta das contusões.

–Parte ou.. ou totalmente? – meu pai perguntou, ainda sentado enquanto minha mãe caminhava em direção a parede.

–Totalmente! Claro que pode voltar... mas será com ele. Não podemos fazer nada para acelerar o processo.

–E? – meu pai continuou.

– E que sendo assim, ele não sabe onde mora ou nada sobre sua família. Jason será mantido no hospital, a menos que alguém se responsabilize por ele.

Minha mãe ainda encarando a parece, murmurou “Nós! Nós ficaremos com ele.”

XXXX

30/07/2013 *Moedor de carne, por que quando o encontrei ele estava ‘em pedaços’.

Estava sentado no banco que ficava no corredor, em frente ao quarto do moedor de carne*, pois não era me permitido entrar. Eu tinha 17 anos, vi o garoto quase morto; mas entrar no quarto dele eu não podia. Revirei os olhos e encarei a porta.

Clarisse havia visitado Jason desde que foi permitido, e ela era quem mais demorava lá. Ela me contou que ele estava melhorando, porém ainda não se lembrava de quase nada.

Finalmente todos eles saíram do quarto, enquanto um garoto loiro se apoiava no ombro da minha irmã.

O observei por alguns segundos: cabelos da cor do sol, corpo normal –nem branquelo nem bronzeado- e os olhos mais azuis que eu já vi. Esse era Jason Grace!

– É bom te ver sem sangue por todo lado...- estiquei a mão e ele a apertou- Nico Di Angelo.

– Prazer, Jason Grace. E só para constar – piscou um olho- é bom estar sem sangue por todo lado!

Sorri de volta e fomos para o carro.

No caminho, minha mãe veio perguntando coisa a Jason e ele ficou em silêncio. Foi quando caiu a ficha de que ele não podia responder as perguntas, por que não se lembrava.

– Desculpe, eu esqueci!- ela murmurou um pouco vermelha.

Passamos em frente a um Mc Donald’s e eu perguntei se poderíamos parar para comer.

Minha irmã respondeu que o loiro precisava descansar. Olhei para ele e o menino parecia ter saído de uma luta.

–OK,OK. Eu deixo de me alimentar para salvar uma vida!

–Nicolas!- Minha mãe me repreendeu, mas a tentativa falhou quando ela caiu na risada.

– Vamos logo! Quero mostrar a casa antes que ele precise dormir. –Clary revelou animada.

Revirei os olhos e ouvi Jason rir.

Notas finais
Espero que gostem. E eu vou admitir: Como essa é a minha primeira fic, eu amei os comentários :3 E ficaria radiante com mais deles!!!!