Stepfather
7 Seus beijos, seus toques e nossos corpos unidos...
Notas iniciais
No dia seguinte...
P.O.V Da Sam
Acordei com uma ressaca infernal, praticamente me arrastei até o banheiro para fazer minha higiene matinal. Minha cabeça latejava e eu estava sentindo um maldito amargo em minha boca, olhei-me no espelho e suspirei me apoiando na pia.
— Porra! — Praguejei baixinho, sentindo dolorosas pontadas nas minhas têmporas, maldita dor de cabeça.
Lembrei de certas coisas, principalmente do Benson lutando para não me agarrar no banheiro enquanto me dava banho, depois me vestiu e me colocou para dormir. Eu apenas bebi à beça, mas não à ponto de ficar desmemoriada no dia seguinte, ele me deseja e não esconde isso.
Tomei um banho rápido, vesti algo bem simples e desci para tomar café. Não havia ninguém na cozinha, meu celular estava perdido em algum lugar no meu quarto e eu olhei para o relógio na parede. 12h:48min, e eu pensando que ainda era hora de tomar café da manhã, tomei um comprimido para amenizar a dor de cabeça e fui vasculhar a geladeira.
— Eu sabia que acordaria faminta!
Oh, aquela voz sexy.
Olhei para a entrada da cozinha e o Freddie estava ali, parado. Um sorrisinho brotou em seus lábios, ele estava lindo usando uma camiseta preta justa e calça jeans larga e quase desbotada, os cabelos levemente desalinhados e com barba por fazer.
Me aproximei devagar, parei diante dele, mordi o lábio com força enquanto passava as mãos por seus braços musculosos.
— Dispensou a senhora Dawson? — Perguntei me referindo a nossa cozinheira, a senhora de meia idade que ele contratou.
— Sim. — Respondeu me encarando, suas mãos desceram por minhas costas, estremeci com seus toques.
[...]
— Esse sem dúvidas é o melhor macarrão com queijo que já comi em toda a minha vida. — Elogiei o macarrão dele.
— Oh, que bom ouvir isto. — Sorriu me observando.
Coloquei mais queijo ralado no meu macarrão e ele me olhou prendendo o riso.
— O quê? — O olhei confusa.
— Você sempre exagera em tudo? Já tem queijo no macarrão e você coloca mais? — Apontou para o meu prato cheio e com bastante queijo ralado.
Dei de ombros e voltei a comer, seu olhar atento acompanhava cada movimento meu. A bancada era a única coisa que nos distanciava, me endireitei no banco giratório, tomei um pouco de refrigerante e usei o garfo para atirar alguns fios de macarrão no Benson.
Ele limpou o rosto e me lançou um olhar frio, me repreendendo, comecei a rir. Mas não parei de perturbá-lo, dessa vez peguei o macarrão com a mão, me inclinei sobre a bancada e joguei o punhado de macarrão na cabeça dele.
— Samantha. — Se levantou me olhando irritado.
Desci do banco rapidamente, saí gargalhando e correndo da cozinha, fugindo dele que decidiu vir atrás de mim.
— Abra essa porta agora! — Ele socou a porta do meu quarto, sobressaltei com um susto e prendi a risada, pondo as mãos na boca.
Não ousei abrir a porta, o silêncio se fez presente. Ele havia ido embora, decidi abrir a porta. Dei uma espiada no corredor, constatando que a barra estava mesmo limpa. Saí do quarto, e parei na frente do quarto dele e da minha mãe.
Girei a maçaneta e para a minha sorte, a porta não estava trancada. Resolvi entrar, ouvi o som do chuveiro sendo ligado, fechei a porta sem fazer barulho.
Meus pensamentos estavam à mil, imaginando ele no banho...
Tive a brilhante ideia de xeretar as coisas dele. O closet era da minha mãe e o enorme guarda-roupa preto era dele, abri seu guarda-roupa, mexi em suas gavetas e achei uma bela coleção de cuecas da Calvin Klein, sorri pegando uma preta e imaginei como ele ficaria usando aquela boxer.
Fechei o guarda-roupa e circulei pelo quarto, assim que o chuveiro foi desligado, saí dali em fininho, deixando tudo organizado como estava antes para ele não desconfiar que eu havia mexido em suas coisas.
[...]
— Sim, mãe. — Respondi ficando entediada com a nossa conversa.
"- Você está respeitando o Freddie?" — Perguntou e revirei os olhos.
— Estou. — Menti e tive vontade de rir.
"- Continue se comportando, mocinha. Comprei vários presentes para você, agora preciso desligar. A mamãe te ama, beijos."
— Também te amo, mãe, beijos!
Ela desligou, deixei meu celular de lado. Rolei pela cama entediada, o meu iPhone apitou informando que havia chegado uma mensagem, o peguei e desbloqueei a tela.
"Vamos ao Vitamina da Hora, loira?"
Era uma mensagem da Carls.
"Você não estava de castigo?"
Digitei rapidamente e enviei.
"Lavei toda a louça do almoço e o Spencer me perdoou."
Comecei a rir com a resposta dela.
"Te vejo lá em 20 minutos."
Enviei a mensagem, me levantei da cama. Troquei meu short por uma calça jeans e peguei uma jaqueta de couro vermelha. Calcei um All Star qualquer, passei perfume e peguei minha carteira.
30 minutos depois...
Sentamos na última mesa, a da direita ao lado da parede. Carly colocou a bolsa em cima da mesa, e eu fiz o mesmo com o meu iPhone.
— Quando sua mãe chega de viagem? — Perguntou.
— Quarta-feira. — Respondi. — Hoje ainda é sábado e eu ainda vou curtir muito sozinha com o meu querido padrasto sexy. — Falei.
Shay arregalou os olhos e se inclinou sobre a mesa.
— Vai fazer amor com ele? — Perguntou baixinho, muito corada.
— Amor? — Comecei a rir escandalosamente. — Não, Carlinha. — Balancei a cabeça. — Irei foder com ele, e estou querendo fazer isto essa noite. — Contei.
— Tem certeza? Você é virgem e ele pensa que você é experiente... E se tudo acabar... Mal? — Me olhou preocupada.
— Fica 'tranque', Carls. Levanta essa bunda pálida daí e vai lá pegar as nossas vitaminas.
— Okay. — Se levantou.
— É ISSO AÍ, DESFILA GOSTOSA! — Gritei só para deixá-la ainda mais constrangida.
Um garoto ruivo e com um estilo playboyzinho abordou a Carly quando ela estava voltando com nossas vitaminas. Ela não queria papo, mas ele insistia em importuná-la, me irritei e me levantei decidida a salvá-la do assédio daquele idiota descarado.
— Qual é brother? Tire suas mãos nojentas da minha garota. — Engrossei um pouco a voz, parando na frente dele.
— Sua garota? — Ele arregalou os olhos verdes, soltou a cintura da Carly e se afastou.
— É, sim, ela é minha e eu não a divido com ninguém. — Puxei a Carls para perto de mim.
Ele apenas foi embora resmungando, a morena suspirou aliviada e sorriu para mim.
— Vamos, baby. — Passei o braço direito ao redor da sua cintura e começamos a caminhar para a nossa mesa. Desci a mão para a sua bunda e dei uma apertada. — Que bundinha gostosa! — Falei prendendo o riso.
— Sam! — Ela exclamou ainda mais constrangida, me fazendo rir.
[...]
— Aonde você estava? E quêm te deu permissão para sair? — O Benson perguntou assim que cheguei em casa.
— Não é da sua conta e você não manda em mim. — Respondi seca.
— VOLTA AQUI, GAROTA INSOLENTE! — Gritou quando eu lhe dei as costas e comecei a subir a escada.
Parei no topo, me virei e lhei mostrei o dedo do meio, ele me olhou furioso por meu gesto obsceno. Sorri satisfeita e rumei para o meu quarto...
Horas depois, às 21:26 da noite...
Paramos o beijo, me remexi em seu colo sentindo suas mãos apertando minhas coxas. Sua respiração ofegante contra o meu pescoço me causando arrepios, joguei a cabeça para trás sentindo seus lábios contra a minha pele. Ofeguei quando ele depositou um chupão, passou a língua por cima fazendo-me estremecer, rebolei em seu colo sentindo seu membro endurecer ainda mais abaixo de mim, mordi o lábio inferior sentindo mais outro chupão sendo depositado.
Suas mãos continuaram em minhas coxas me apertando e me acariciando, eu estava adorando aquilo.
— Vou te marcar todinha. — Sussurrou rouco e depositou mais um chupão. — Isso, rebole mais... — Gemeu apertando minha coxa direita.
Ainda estávamos vestidos, segurei a barra da sua camiseta e a puxei para cima. Ele se afastou e levantou os braços facilitando o meu trabalho, joguei sua camiseta para trás e sorri deslizando minhas mãos por seu peitoral.
— Você se depila... — Confirmei olhando para o seu peitoral malhado e lisinho. Desci as mãos parando em seu abdômen, olhei para baixo, saí de seu colo e vi o volume já formado que ele exibia mesmo ainda estando de cueca e calça de moletom.
Tirei minha regata expondo meus seios, seu olhar cobiçador parou sobre eles. Voltei a sentar em seu colo, e Freddie agarrou minha cintura e me puxou para mais um beijo. Ele havia se barbeado, deslizei meus dedos por seu cabelo, puxando seus fios macios na medida que sua língua chupava a minha e explorava cada canto da minha boca.
Seus beijos estavam ficando viciantes, o seu gosto e seus toques estavam me enlouquecendo...
E eu tentava acompanhá-lo, repetindo seus movimentos. Gemi baixinho quando ele sugou meu lábio inferior e o mordeu, puxando-o antes de encerrar o beijo.
[...]
Eu sabia que tudo aquilo que estávamos fazendo era errado. Extremamente errado, estávamos em seu quarto, na cama dele e da minha mãe. Não deveria estar deixando ele tocar em meu corpo e nem correspondendo aos seus beijos. Mas eu estava excitada demais para fazê-lo parar, e eu não queria que ele parasse. O que eu poderia fazer se meu corpo parecia clamar pelo dele? Já estava atiçada, completamente em chamas, nunca pensei que o proibido poderia ser tão excitante.
Oh, sim, muito excitante...
Sua língua cotornou meu umbigo e ele fez uma trilha de beijos até chegar na minha calcinha. E por instinto abri as pernas, voltei a fechá-las quando ele se afastou e retirou a calça de molentom. Sentei na cama e sorri vendo a cueca que ele estava usando, era uma preta parecida com a boxer da Calvin Klein que achei mexendo em suas gavetas.
Ele andou até uma cômoda, abriu a terceira gaveta e retirou um pacotinho azul de lá. Quando se aproximou, vi que era uma camisinha. Gelei sentindo o meu coração disparar, ele subiu na cama e deixou o preservativo perto de um dos travesseiros.
"Oh, meu Deus! E agora? Será que devo contar?"
— Você disse que era experiente, mas parece que estar tão nervosa como se fosse sua primeira vez. — Disse parando na minha frente, enguli em seco.
Aquela era a hora de contar a verdade, mas eu simplesmente fiquei calada. Com receio, mas ele me deitou na cama e seus olhos fitaram os meus com intensidade. Olhei para o lado direito, o pacotinho azul estava ali quase em cima do travesseiro, senti o peso do seu corpo contra o meu.
— Quer me dizer algo? — Puxou meu queixo e me fez olhar em seus olhos castanhos.
— Não. — Falei baixinho, balançando a cabeça.
— Tem certeza? — Ele estava desconfiado.
Sua mão erquerda adentrou minha calcinha, arfei sentindo seus dedos em mim, tão quentinhos. Me tocando, acariciando e pressionando meu clitóris,ele estava sorrindo malicioso e seus olhos pareciam estar mais escuros.
— Molhadinha do jeito que gosto... — Retirou a mão e se afastou puxando minha calcinha.
Ergui meus quadris sentindo o tecido deslizar por minhas pernas. E por incrível que pareça, eu não sentia vergonha de ficar nua na frente dele, fiquei o observando se livrar da cueca.
Mas eu estava nervosa, ele sabia disso e parecia saber o motivo por eu estar assim...
— Tem certeza que quer mesmo fazer isto? — Perguntou abrindo minhas pernas, senti seu membro roçando na minha coxa erquerda. Olhei para o seu membro e fiquei com um pouco de receio, será que vai doer muito?
Assenti permintindo e deixando que ele prosseguisse. Abri as pernas e ele se encaixou entre elas, segurou o membro e o direcionou até a minha entrada, estremeci quando ele roçou em mim, tão duro. Olhei para o seu rosto, tentei relaxar...
— Ai. — Gemi ao sentir uma pontada de dor.
Ele começou a me penetrar, se afastou um pouco e moveu o quadril contra o meu num movimento rápido. Gritei sentindo uma dor horrível, ele me penetrou com rapidez e força, agarrei seus braços tremendo abaixo do corpo dele.
— Não me surpreendi de ter acabado de romper seu hímen. — Disse com a voz rouca, seu tom era sério. — Tentou me enganar, eu já estava desconfiando... — Voltou a se afastar e saiu devagar.
Minhas pernas estavam trêmulas, vi ele rasgando o pacote de preservativo, denserolou sobre o membro. E eu fechei os olhos respirando fundo, estava doendo, e ele novamente encaixou nossos corpos.
— Olhe para mim. — Pediu e eu obedeci mergulhando naquele mar escuro dos seus olhos.
Gemi de dor na medida que seu membro me adentrava novamente, suas mãos foram para a minha cintura e ele permaneceu imóvel.
— Devia ter sido sincera. — Deslizou os dedos pelo meu rosto, em seguida grudou nossos lábios.
Correspondi ao seu beijo, a dor estava amenizando. Mas eu sentia o meu interior queimar e latejar um pouquinho, o seu membro estava pulsando dentro de mim.
Nossos gemidos começaram a escapar quando ele começou a se movimentar. Relaxei com suas carícias, seus beijos foram para os meus seios. Ele apertava um e beijava o outro, seus movimentos estavam acelerando.
— Geme pra mim, Sam. Geme, minha loirinha apertada...
Tentei ignorar as pontadas de dor que eram incômodas, e passei a gemer movendo meus quadris de encontro com os seus sem quebrar nosso contato visual.
Nosso contato visual, nossos gemidos se misturando, nossos corpos unidos naquele ato. Oh, céus! Nunca pensei que pudesse ser tão bom...
Seus olhos estavam negros, ele apertou minha cintura enquanto me penetrava sem pausas, não estava sendo com força, eu estava gostando de sentí-lo, ainda doía um pouco, mas a sensação de tê-lo dentro de mim era surreal, não poderia explicar com perfeição, ainda assim se resumia em dor e prazer.
— Oooh, você está me apertando. Estamos quase lá... Eu queria meter com força, mas não quero machucá-la... — Arfou.
Sua voz rouca me deixava ainda mais excitada. Abri ainda mais as pernas permitindo ele ir mais fundo, não me importaria se ele sussurrasse palavras sujas em meu ouvido.
— Aahh, Freddie... — Gemi alto sentindo uma sensação indescritível.
Meu corpo inteiro tremeu, ele gemeu junto comigo parando de me penetrar. Seu corpo desabou sobre o meu, fechei os olhos sentindo uma espécie de alívio.
— Você gozou. Mulheres nem sempre conseguem gozar na primeira vez. — Disse retirando o membro devagar.
— Isso foi tão bom. — Admiti ainda de olhos fechados, meu corpo ainda estava trêmulo.
[...]
— Está arrependido? — Perguntei me aconchegando em seus braços.
— Não. — Respondeu puxando o cobertor para cima dos nossos corpos.
Ficamos em silêncio, fechei os olhos sentindo ele mexer no meu cabelo. Estava dolorida e com sono, e naquela noite adormeci ao seu lado. Eu devia estar me sentindo horrível por ter perdido minha virgindade com meu próprio padrasto, mas pelo contrário, eu estava satisfeita, muito satisfeita com aquilo.
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