Stepfather

25 Recomeçar: Epílogo como bônus


Notas iniciais
Ai que dorzinha! Sempre bate uma dorzinha toda vez que encerro uma Fic... E aquí está o último capítulo com um pequeno epílogo como bônus. Fiz com muito carinho! Espero que gostem!!! Esse capítulo é 100% Seddie. Boa leitura!!! LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!

P.O.V Da Sam

Eu precisava encontrar o Freddie, queria muito vê-lo. Matar a saudade, conversar e saber sobre os seus sentimentos. Pois no fundo eu sabia, mas eu gostaria muito de ouvir da boca dele. Não podia ser apenas atração, mas se fosse, eu iria ter que superar e tentar esquecer de alguma forma.

Mas e se eu estivesse me iludindo? Ele poderia muito bem ter se casado de novo. Talvez já tivesse até filho. Minha mãe havia feito o mesmo, certo? E se Freddie tivesse seguido em frente também?

Será que eu suportaria vê-lo com a família? Não, acho que seria doloroso demais.

Peguei um táxi. Eu já ia ligar para a Carly. Talvez ela pudesse saber de alguma coisa. Qualquer coisa que me ajudasse a encontrá-lo.

Nem completei a ligação... Lembrei da empresa. Da empresa que ele comandava. Como eu não havia pensado naquilo antes?

Passei o endereço para o táxista.

Logo me vi em frente à empresa. Era um prédio de 15 andares. Era o 'Império' do Benson. Redirecionada para o ramo de alta Tecnologia. Lá eles produziam os melhores e mais avançados computadores, tablets e celulares.

Além de lindo, o Freddie tinha uma mente brilhante.

Assim que passei pelas enormes portas-duplas de vidro, senti meu coração disparar. Meu nervosismo apenas aumentou. À cada passo, minhas pernas tremiam.

Fui até a recepção. Logo a recepcionista que era uma ruiva muito simpática, me informou que o Benson estava no último andar. Ela me deu um crachá para eu poder circular por ali sem problemas e me informou onde exatamente ficava a nova sala dele.

Agradeci e peguei o elevador. Eu estava ansiosa demais. Minhas mãos já suavam.

As portas do elevador se abriram, saí dali e segui por um longo corredor. Funcionários perambulavam por todo o canto. Muita gente trabalhava naquela empresa.

A sala do CEO ficava à direita, era a da porta marrom-avermelhada, com plaquinha dourada onde estava escrito: Sala do CEO.

Segundo a recepcionista chamada Louise, o assistente do Freddie estava doente e o substituto estava atrasado. Portanto, o moreno estava sozinho em sua sala, ele havia chegado à pouco tempo.

Notei que Louise era daquelas que ficavam por dentro de tudo. Ela com certeza não deixava passar uma fofoca. Gostei dela.

Respirei fundo e bati na porta.

— Entre! — Sua voz saiu abafada.

Com certeza pensava que era o assistente substituto. Ele teria uma surpresa, afinal, pedi que Louise não ligasse avisando sobre a minha visita.

Girei a maçaneta dourada e abri a porta devagar. Assim que adentrei sua sala, Freddie levantou sobressaltado.

Sua boca abriu em tamanha surpresa. Seus olhos até arregalaram. Sorri.

— Surpresa! — Abri os braços.

O moreno estava ainda mais lindo, se era possível. Lindo demais. E ele veio ao meu encontro tão rápido.

Logo senti seus braços fortes me envolvendo num super abraço apertado.

— Sam... — Balbuciou meu nome. — Ah, Sam... — Me apertou ainda mais.

— Meu Deus, Freddie... Eu senti tanto a sua falta. — Lágrimas já rolavam pelo meu rosto.

— Digo o mesmo... Também senti a sua. — Ele estava emocionado.

Seus braços se afrouxaram ao meu redor. Ele se afastou para poder olhar em meus olhos.

— Foi um inferno ficar longe de você... — Sua voz estava embargada e seus olhos ficaram marejados.

— Para mim também... — Apoiei as mãos em seu peito, sentindo o tecido do seu terno.

— Eu tentei te procurar. Fui até a casa do seu pai. Aquele homem é osso duro de roer. Ele disse que me deixaria numa cadeira de rodas se eu tentasse achar você... — Contou. — Eu não sabia para onde ele havia te mandado, sua amiga não podia dizer nada, ela havia prometido ao seu pai que não me contaria o seu paradeiro... Eu não tinha pistas, Sam. Me perdoa por não...

— Shhh. — O calei pondo o dedo indicador sobre seus lábios. — Apenas diga que me ama. — Eu precisava ouvir aquilo.

— Eu te amo. Te amo demais. — Suas mãos se firmaram em minha cintura. — Você ficou ainda mais linda. Estou tão feliz de te ver. — Disse antes de me beijar.

Agarrei sua nuca. Seu beijo. Eu amava o beijo daquele homem. Amava tudo nele. Eu senti tanta falta daquilo.

Sua língua percorria toda a minha boca. O beijo lento logo se intensificou. O beijo para matar a saudade se transformou num beijo ardente, avassalador...

As coisas que haviam na mesa foram parar no chão. Assim como a minha roupa e o terno dele. Freddie apenas abaixou a calça e a boxer. Sua camisa de linho estava toda desabotoada.

— Senti tanto a falta disso... De sentí-la... De ouví-la gemer... — Foi me penetrando devagar.

— Imagine eu, então... Tive que me aliviar com os dedos. Porra, Freddie! — Apertei seus ombros.

— Apertada pra caralho! Está desconfortável? — Perguntou ficando imóvel.

— Um pouco... — O membro dele parecia maior. Mais grosso.

— Vai ter que se acostumar de novo... Minha gostosa! — Beijou ambos os seios.

Havíamos pulado as preliminares.

— Quase enlouqueci sem sexo... — Admiti.

— Imagino... Oh, você está tão quentinha e molhada... — Começou a se mover.

— Oooh... Que delícia poder te sentir de novo... — Passei as pernas ao seu redor.

[...]

— Sei que começamos errado, você era a minha enteada e ainda por cima, era menor de idade. Cometemos um grande erro, Sam, e sofremos com as consequências. Não podemos voltar no tempo e nem mudar a nossa história que começou tão torta digamos assim... Não deveríamos ter nos envolvido, mas aconteceu, nos apaixonamos, foi a única coisa boa nisso tudo. Esse amor que sentimos um pelo outro. E tudo começou com a atração, que virou paixão e se transformou em amor. Eu te amo e tenho a absoluta certeza disso, Sam! — Suas palavras me tocaram e muito.

— Você tem razão, Freddie. Eu também te amo. Tudo aconteceu tão intensamente. E nossa história começou de um jeito que não deveria ter acontecido. Não podemos mudar nada, mas podemos recomeçar do zero, o que você acha? — Não custava nada tentarmos.

— Recomeçar? Você acha que daria certo? — Indagou.

— Se não tentarmos, nunca saberemos, não é? — Ajeitei sua gravata.

— Certo. Vamos tentar. Vamos recomeçar do zero. Mas o que eu mais queria é que você viesse morar comigo. Posso pagar sua faculdade. Se quiser um estágio aqui, eu te dou. — Falou com seriedade.

— Vamos com calma. Eu não quero depender de você. Por enquanto quero morar sozinha, não precisa pagar a minha faculdade. Eu tenho dinheiro. Agora tenho o acesso à minha conta. Meu pai e minha colocavam dinheiro na minha poupança antes mesmo de eu nascer. Sei que o dinheiro não dura para sempre, mas por enquanto eu posso me manter. — Falei a ele.

— Tudo bem. Como quiser, Sam. Aceita sair comigo hoje à noite? — Sorriu feito um adolescente.

— Aceito. Será nosso primeiro encontro. Recomeçar do zero, certo? — Sorri.

— Sim. Um passo de cada vez. Eu quero muito que isso dê certo! — Confirmou.

— Eu também. — Falei. — Por enquanto estou na casa da Carly. — Contei.

— Te pego às 19:00. — Disse animado.

— Maravilha! Já estou ansiosa! — Eu não conseguia parar de sorrir.

Recomeçar do zero poderia dar certo. Eu torcia para aquilo. Tudo seria diferente. Só assim poderíamos reescrever a nossa história. Só assim poderíamos iniciar um relacionamento de um jeito certo. Sem cometermos o mesmo erro. Afinal, ele estava solteiro.

O homem que um dia foi o meu padrasto sexy, seria o meu namorado sexy e quem sabe o meu futuro marido, o pai dos meus filhos.

Não tínhamos certeza de nada. Mas ouvi um certo ditado uma vez:

"Se for para ser, será..."

E eu acreditava naquilo. Mas só havia um jeito de saber. Iríamos tentar. Tentar fazer tudo dar certo dessa vez.

Meses depois...

— Você não acha que essa casa é grande demais? A gente poderia morar no meu apartamento. — Falei quando estávamos olhando para a casa de dois andares, com deck, piscina e com uma garagem espaçosa até demais.

— É muito luxo para você, amor? — Perguntou me abraçando por trás.

— Eu só acho um pouco de exagero, sabe? Somos só nós dois e isso aqui é uma mansão. A gente poderia viver bem no meu apartamento. — Falei.

— É, pensando bem, até que você tem razão. Quando casarmos podemos morar aqui, quero ter muitos filhos e três cachorros, também podemos ter alguns gatos e acho que só... — Ele já tinha alguns planos.

— Muitos filhos e 3 cachorros? — Comecei a rir.

— Sim, você não quer ter uma família grande? — Me fez virar para ele.

— No máximo 4. — Falei.

— 4 é um bom número! — Sorriu aprovando.

— Vamos ter um Fredward Junior. Quero que um dos meus filhos carregue o meu nome. — Disse com os olhos brilhando.

— Fredward Junior? — Prendi o riso. — E se tivermos apenas meninas? — Brinquei.

— Podemos colocar Frederika numa delas, o que acha? — Ele brincou me fazendo rir.

— Acho ridículo. — Eu ainda estava rindo.

— Mas agora falando sério, meu amor... — Acariciou meu rosto.

— O quê? — Perguntei.

— Vamos ficar no seu apartamento. Ele é espaçoso e eu me sinto muito confortável lá. — Disse tocando no meu cabelo.

— Ótimo! — Passei os braços ao redor do seu pescoço. — Meu pai já aceitou você como genro e a Lizzie te adora. — Falei.

— Ele ainda me olha torto, mas tudo bem...Eu também adoro a sua irmãzinha. — Comentou. — Onde quer chegar com isso? — Indagou.

— Meu pai quer que a gente passe o Natal na casa dele. Minha mãe e o David também vão. E eu quero muito isso, entende? Quero passar o Natal com eles. — Expliquei.

— Você deve ir e vai, mas eu... Você sabe... Eles são sua família, eu...

— Se você não for, eu não vou. — O interrompi. — Por favor, Freddie, você é meu namorado agora, deve ir comigo. — Fiz carinho na nuca dele.

— Eu vou e seja o que Deus quiser... — Disse me fazendo rir.

— Não seja bobo, amor, tudo vai dar certo. — Eu acreditava naquilo.

— Espero mesmo. — Sorriu.

— Eu tenho um presente para você. — Falei.

— É mesmo? O que é? — Ficou curioso.

— 3 dicas: Fantasia natalina. Lingerie vermelha. Noite especial. — Usei meu tom sensual. Ele ficou arrepiado. Continuei tocando na nuca dele.

— Hum... Já sei que vou amar. — Abriu um belo sorriso.

— E vai mesmo! — Garanti.

— Já que ainda não vamos morar aqui... Podemos nos divertir um pouco antes de irmos para o seu apartamento, não acha? — Me agarrou pela cintura.

— Uhum... Acho uma boa ideia. — Assenti antes dele me beijar.

Tudo estava indo tão bem. Brigávamos como qualquer casal, mas sempre fazíamos as pazes. Nenhum relacionamento é um mar de rosas. Estávamos dando mais um passo indo morar juntos. E estávamos tão felizes com aquilo. O próximo passo seria noivarmos. Nenhum dos dois estavam com pressa, a gente estava aproveitando o namoro ao máximo. E era isso o que importava, nós dois estávamos satisfeitos e felizes.

Notas finais
Muito obrigada, pessoal. Vocês me motivaram e fizeram essa Fic crescer e chegar até aqui. Amo cada um dos meus leitores!!! Agradeço por tudo mesmo. Vocês são demais. Bjs P.S.: Deixem seus últimos comentários. Leio e respondo cada um com carinho.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!