Stepfather

9 Minha pequena Raio de Sol: Preocupações...


Notas iniciais
Hey, gente! Espero que gostem! Boa leitura!

P.O.V Da Sam

Segunda-feira, às 18:46 da noite...

Suspirei aliviada depois de ter terminado todos os meus deveres, passei horas enfurnada no quarto terminando os deveres acumulados. Enfiar a cara nos livros é tedioso, fazer pesquisas e cálculos me deixou com dor de cabeça. Desliguei meu notebook, guardei meus livros e enfiei meus materiais escolares na mochila de qualquer jeito. Cansada, me joguei na cama com o objetivo de tirar um cochilo, e eu estava precisando...

Despertei sentindo um peso sobre mim, cócegas em meu pescoço, um hálito quente e calor. Abri os olhos assustada, acordei com o Freddie em cima de mim me atacando com beijos.

— Porra! Você quer me matar? — O empurrei, tirando-o de cima de mim.

— Desculpe, eu não resisti. — Abriu um sorriso sacana, saindo da cama.

— Como entrou no meu quarto? — Sentei na cama atordoada.

— Você esqueceu de trancar a porta. — Deu de ombros, cruzando os braços.

Estava usando uma camiseta branca que deixa seus músculos ressaltados, os cabelos levemente desalinhados e o pequeno sorriso de lado quase sempre estampado em seu rosto, tão sexy...

— Safado, iria se aproveitar de mim, né? — Ri jogando um travesseiro nele.

— Claro que não, só estava te acordando. — Respondeu e sorriu quase inocentemente.

— Sei... — Murmurei desconfiada, nunca podemos confiar em homens e quando se trata de padrastos pervertidos, então... Todo cuidado é pouco.

— Sua mãe ligou, disse que você está recusando as ligações dela. Pam está triste e preocupada com você, por quê está fazendo isso com sua mãe? — Perguntou sentando na cama.

— Ela fica ligando hora em hora para saber como estou. E fica tagarelando como se não houvesse amanhã, isso cansa, entende? Estou bem, não sou mais nenhuma criancinha e ela devia ficar ligando para você e não para mim, me irritei e acabei desligando o celular. — Expliquei me levantando, tirei minha blusa e fiz um coque no cabelo.

— Você deveria ser mais compreensiva com sua mãe, sabia? Ela está longe de você, sente saudades, se preocupa... Eu gostaria muito de ter minha mãe ligando para mim. — Disse abaixando a voz, ficando triste de repente.

— E por quê ela não liga para você? Ou você mesmo poderia ligar para ela...

— Minha mãe já morreu! — Me interrompeu.

— Me desculpe, eu não sabia. — Falei me aproximando, passei os braços em volta do seu pescoço, ficando nas pontas dos pés. — Eu prometo que vou ligar para a minha mãe, estou sendo insensível eu sei, e eu sinto muito por sua mãe. — Sussurrei me sentindo mal.

— Faça isso, preciso resolver algumas coisas. Qualquer coisa, estarei no meu escritório, ok? — Me deu um rápido selinho e se livrou dos meus braços.

Saiu do meu quarto, indo se trancafiar no escritório. Terminei de me despir e fui para o banheiro.

[...]

— Me desculpe, mamãe. Eu não vou mais ignorar suas ligações ou desligar o celular. Sim, eu estou indo para o colégio, o Freddie está até me ajudando com o deveres de Matemática. — Contei.

"- Que ótimo. Isso me deixa mais tranquila, não vejo a hora de voltar para a casa. Gosto do calor de Miami, mas eu prefiro o friozinho de Seattle. Assim que eu chegar, irei marcar uma consulta para nós duas no Ginecologista, preciso saber se está tudo bem... "

Gelei. Parei de ouvir o que ela falava. Comecei a ficar nervosa, com medo. Deus! O que vou fazer? Ela vai descobrir que não sou mais virgem, não, ela não pode descobrir...

— Está bem, mãe. Eu preciso desligar, minha Pizza chegou. — Menti. — Amanhã nos falamos, te amo! Beijos. — Me despedi rapidamente e encerrei a ligação, tremendo.

Se ela descobrir que não sou mais virgem, com certeza vai contar para o meu pai. E ele vai surtar, é muito bravo, e às vezes rígido comigo. Se ele ficar sabendo vai virar uma fera, vai querer me pressionar até eu contar quem tirou minha virgindade, isso seria trágico.

— E agora? E agora? E agora? — Comecei a circular pelo meu quarto, tentando bolar algum plano para escapar dessa enrascada.

Tive uma ideia, corri para o escritório do Benson, ele vai ter que me ajudar a sair dessa...

— Freddie! — Chamei batendo na porta.

— O que foi? Colocou fogo na cozinha? — Perguntou quando abriu a porta, sorrindo brincalhão.

— Sem gracinhas, Benson. Acabei de conversar com a minha mãe, quando ela voltar, vai me levar ao Ginecologista e vai descobrir que não sou mais virgem. — Contei.

— Mas as consultas não são particulares? Tudo que conversar com seu ginecologista ele não vai manter em sigilo? Sua mãe não precisa ficar sabendo...

— Ah, então, você não conhece a minha mãe. É claro que ela vai interrogar a doutora Lopez, e ela a mantêm informada de tudo. Estou ferrada, ela vai contar para o meu pai e ele vai me matar! — Falei desesperada.

— E o que quer eu faça? Se me contasse desde o início, eu não teria te levado pra cama. — Disse irritado.

— Oh, então, a culpa é só minha? Beleza, vou agora mesmo na casa do meu pai. Contarei tudo à ele, vou dizer que você me assediou, me seduziu e me levou pra cama duas vezes. E sabe o que ele vai fazer com você? Vai meter uma bala no meio da sua testa, seu idiota! — Esbravejei.

— Espera! Não se preocupe, nós vamos dar um jeito. Eu só preciso pensar em algo, ok? — Me olhou nervoso.

— Okay, é bom mesmo. — Murmurei um pouco aliviada.

— Que tal uma lasanha agora? Tem na geladeira, só precisamos esquentar. Ainda nem jantei,me acompanha? — Convidou.

— Claro. Eu não dispenso comida, querido. Também não jantei e estou morrendo de fome. — Falei lhe arrancando uma risada.

[...]

Quando sentei em seu colo suas mãos foram para as minhas costas, subindo e descendo por elas me tocando, me desejando. Relaxei no seu colo, me entregando aquele beijo sentindo ele subir minha blusa, me beijando com fervor.

A campainha tocou duas vezes seguidas, nos desgrudamos contra a nossa vontade. Saí do seu colo e ele se ajeitou no sofá, pondo uma almofada em cima da ereção.

— Droga! — Resmunguei ajeitando a minha blusa, passei as mãos pelo cabelo tentando dar um jeito nele.

A campainha tocou novamente, com passos lentos fui até a porta, ainda ofegante. Freddie continuou sentado no sofá, calado.

— Pai? Lizzie? — Me surpreendi quando abri a porta.

Meu pai entrou carregando minha meia-irmã, ela estava com um casaco e uma mochilinha nas costas. John parecia abatido e preocupado, entrou rapidamente sem falar nada, Lizzie estava com o rostinho vermelho e olhos marejados.

— Desculpe-me por incomodá-los, sei que já está um pouco tarde... — Ele falou olhando para o Benson, seus olhos azuis pararam na almofada que o Freddie havia colocado no colo para esconder a ereção. Freddie se mexeu desconfortável e meu pai olhou para mim. — Filha, a Karen está no hospital. Ela escorregou no banheiro e acabou caindo, teve um pequeno sagramento. Preciso voltar para lá, e eu preciso de um favor seu. Pode cuidar da Lizzie para mim? — Perguntou um pouco hesitante.

Elizabeth tem 6 anos, é minha meia-irmã. Herdou os cabelos ruivos da mãe e os olhos azuis do nosso pai. Fazia meses que eu não via ela, a Lizzie estava na casa dos avós maternos, Karen teve um período de Depressão e não podia cuidar da filha, meu pai não para em casa por trabalhar tanto, então eles deixaram a Lizzie com os avós maternos por algum tempo...

— Claro, pode ir lá! — Peguei a pequena ruivinha do colo dele. — Cuidarei dela, espero que a Karen e o bebê fiquem bem. — Falei sendo sincera.

— Obrigado, filha. — Papai agradeceu. — O que estavam fazendo? — Perguntou olhando para mim e para o Freddie com certa desconfiança. — Sam, sua roupa está amassada e seu cabelo está bagunçado, e ele...

— Só estávamos brincando, o senhor Benson é muito brincalhão. Gosta de me fazer cócegas como o senhor fazia quando eu era pequena, lembra? — Acabei soltando uma risadinha nervosa. — Pode ir tranquilo, a Lizzie vai ficar bem com a gente. Vá logo, sua mulher grávida está precisando de você. — O lembrei.

— Oh, claro. Tchau, princesas. — Deu um beijo no meu rosto e beijou a testa da Lizzie. — Desculpe-me por ter entrado assim na sua casa, senhor Benson. — Olhou para o Freddie.

— Sem problemas. — O Benson forçou um sorriso, se levantando. — Deixa que eu acompanho o senhor até a porta! — Ele fez questão de levar meu pai até a porta.

— PAPAI! — Lizzie gritou e começou a chorar querendo sair do meu colo. — Eu quero ir com ele, quero a minha mãe... — Dizia quase soluçando.

— Calma, Lizzie. Sou eu, a Sam. Não lembra de mim? Não chora minha pequena Raio de Sol! — Ajeitei ela no meu colo.

— Eu não sabia que você tinha uma irmã e que a mulher do seu pai estava grávida. — Ele se aproximou de nós.

— Pois eu tenho, essa é a Lizzie. Tem 6 anos, ela estava na casa dos avós maternos, é uma triste história... — Falei e ele assentiu.

Lizzie parou de chorar, coloquei ela no chão, tirei seu casaco e sua mochila. Me abaixei ficando da altura dela...

— Amanhã o papai vem te buscar, eu acho... — Passei a mão por seu rostinho redondo e molhado por causa das lágrimas, cheio de sardas fofinhas. Seus grandes olhos azuis se direcionaram para o Freddie.

— Quêm é ele? — Perguntou timidamente.

— É o tio Freddie, ele é legal. — Respondi colocando ela no sofá.

— Oi, Lizzie. Gosta de Cookies com gotas de chocolate? — Freddie perguntou sorrindo.

— Gosto. — Ela respondeu retribuindo o sorriso.

— Que bom. O tio Freddie vai preparar leite para a gente, e nós vamos comer muitos Cookies, ok? — Sorri e beijei o rosto dela.

— Eu? Oh, sim. Sua folgada, já estou indo... — Ele riu saindo da sala.

[...]

— Do quê está rindo sua louca? — Ele me olhou sério.

— Dela. Olha que bigodinho de leite fofo, uma gracinha. — Apontei para a ruivinha toda lambuzada de leite.

Lizzie sorriu para mim e de repente começou a rir junto com o Freddie.

— Como se você não estivesse diferente, as duas com bigodinho. — O Benson parou de rir, aproveitou que estava sentado ao meu lado e passou a ponta do polegar por minha boca, nas extremidades limpando-me.

Me perdi no seu olhar por alguns segundos, mergulhando naquele mar achocolatado. Olhei para sua pequena boca levemente rosada, fomos nos aproximando devagar, seu olhar focado em minha boca...

— Quero mais leite! — A voz da minha irmãzinha nos despertou, o empurrei e levantei atordoada.

Céus! O que ia fazer? Beijá-lo na frente da Lizzie? Não, isso não. Tenho que me controlar...

— Aqui está, Raio de Sol. — Entreguei o copo cheio para ela. Coloquei mais Cookies no pratinho e beijei sua cabeça. — Depois vamos escovar os dentes e eu vou te colocar para dormir. — Avisei e ela assentiu.

— Estou vendo que você é carinhosa com sua irmãzinha, que você adora ela e ela também te adora! — Freddie sorriu para mim.

— É claro que eu amo a minha irmã, ela é minha pequena Raio de Sol. — Falei para ele.

— Por quê chama ela assim? — Perguntou me encarando, curioso.

— Porque ela trouxe luz para a minha vida, quando a vi pela primeira vez lá na maternidade, eu me encantei por seus cabelos cor de fogo e pelos seus grandes olhos azuis tão brilhantes. — Contei um pouco emocionada.

— Ah, sim. Agora eu entendo. — Freddie olhou para a Lizzie e sorriu.

Minutos depois...

Lizzie escovou os dentes, achei um pijama na mochila dela e a mandei se trocar. Coloquei ela na minha cama, a cobri com o meu edredom e sentei na beira, ligando o abajur.

— Não gosto de ficar no escuro, tenho medo. Você vai ficar aqui e contar uma historinha? A mamãe sempre conta uma história. — Falou baixinho.

— Eu sei. Vou deixar o abajur ligado, que historinha quer ouvir?

— Uma com castelos mágicos, fadas, e princesas que beijam sapos que se transformam em príncipes. — Bateu palmas, animada.

— Okay, vamos lá. Era uma vez... — Comecei a inventar uma história.

Ela sorria, achava graça, me interrompia para perguntar algo quando estava com dúvidas. Até que o sono chegou e ela foi fechando os olhos, e finalmente adormeceu.

— ... O sapo virou um lindo príncipe com olhos castanhos e dono de um sorriso derretedor de corações. — Finalizei a história sem sentido.

— E ele se apaixonou pela bela princesa que o beijou, ela tinha cachos dourados e os olhos mais lindos que ele já tinha visto na vida.

Me assustei com a voz do Freddie, me levantei e olhei para trás dando de cara com ele.

— Faz tempo que está aqui? O que exatamente você ouviu? — Perguntei sentindo o rubor em minhas bochechas.

— Ouvi tudo. Que história interessante, adorei. — Sorriu pegando minha mão direita

Desliguei a luz antes de sairmos do quarto, encostei a porta. Fui pega de surpresa quando ele me pegou no colo me arrancando um gritinho.

— Para aonde está me levando? — Agarrei seu pescoço com medo de cair.

— Para o meu castelo, princesa Puckett. — Abriu a porta do quarto dele.

Me carregou até a cama, aonde me deitou. Sorri olhando para ele, surpresa com sua atitude...

— Só por hoje, você vai dormir comigo. Sem malícia e nada de tentar me agarrar, ou eu não irei responder por mim. — Avisou, de certa maneira, sério.

— Não prometo nada... — Sorri para ele, que tirou a camisa e se jogou ao meu lado.

Ficamos em silêncio, só ouvindo a respiração um do outro. Lado à lado sem nos tocar, mas a minha vontade era de agarrá-lo.

Notas finais
E aí, o que acharam? Gostaram da Lizzie? A Sam deve agarrá-lo? Sim ou com certeza? Comentem! Bjs