Notas iniciais
IMPORTANTE LER AS NOTAS FINAIS.

Pulei da cama ao ver que o relógio marcava 10h43min. Me arrumei correndo para descer e tomar o café da manhã. Acordei ansiosa, por ser sábado. Faziam três longos e tediosos dias que eu estava nesse luxuoso hotel. Eu não saia do quarto. Eu não tinha a coragem necessária para manter um diálogo com Justin.

Mas hoje era diferente. Hoje eu ia voltar a treinar. E apesar de me manter trancada por três dias, com medo, hoje eu estava a fim de passar meu tempo com ele. Justin já havia treinado com Jasmine, para a apresentação ao vivo no programa que iria ao ar no dia seguinte. O famoso The Ellen Show. Justin faria uma entrevista, e iria dançar Baby. Só com garotas devido o sucesso do clipe. Eu tentei fugir o máximo que pude dos treinos, mas fugir não tinha muito resultado, pois sempre Pattie conversava comigo. Segundo as palavras dela, Jasmine “está se esfregando em Justin o quanto pode”.

Não sei exatamente porque Pattie teimava em deixar isso claro como água pra mim, mas sei que não gostava nem um pouco de saber que enquanto ela se esfregava nele, eu fugia por ser fraca. Por ser gorda. Eu precisava mudar.

Fiquei o caminho todo do hotel até o estúdio, pensando em como eu poderia fazer ele me notar. Pensando se isso era o melhor. Se eu poderia ser boa o bastante ou não.

Jamaica me encontrou na portaria, explicando que Justin iria passar mais algumas vezes a apresentação com a Jasmine, e que depois ele iria treinar comigo. Só comigo. Segundo as palavras de Jamaica, “Justin está muito animado para dançar com você. Ele perguntou por você muitas vezes, hoje.”

Eu não sei bem por que eu tinha um sorriso no rosto. Talvez fosse a ansiedade de ver o Justin depois desses três longos dias dando um jeito de transparecer. Mas eu sabia que esse sorriso era falso, porque do mesmo jeito que eu precisava vê-lo eu desejava sair correndo e dar um jeito de fugir do seu lado que não me agradava nem um pouco.

Abri — não por completo -, uma das portas do estúdio e entrei.

Senti o olhar dos dois em mim, enquanto eu me dirigia ao canto mais afastado afim de não atrapalhá-los.

Eles estavam dançando a meia hora, enquanto eu decorava os passos só de tanto olhar. Justin estava confuso, ele dava idéias e depois as esquecia. Tropeçou várias vezes e gritou com uma das dançarinas três vezes. Cansada de observar o Justin estúpido entrando em ação, me deitei no colchão, olhando pro teto. Fugindo.

- Oi. — Ouvi sua voz, doce demais pro meu gosto, me chamando.

- Oi. — Devolvi, me sentando, vendo Jasmine se sentar ao meu lado. Tomando água.

- Ele está chateado hoje. — Ela falou, olhando para meus pés. Depois, olhou em meus olhos, sorrindo fraco.

- Sabe o que aconteceu? — Eu queria evitar muita conversa, mas era impossível. Algo nela me deixava curiosa, me prendia.

- Não sei, mas ele me chamou de Julianna duas vezes, quando eu errei. — Desviei o olhar, procurando por ele no estúdio. — E ele perguntou a hora muitas vezes...

Jasmine riu ao ver que eu o procurava. Ela se deitou no meu colchonete, suspirando.

- Ele foi ao banheiro. Quando ele voltar, eu acho que vai começar a treinar você. Mas e ai, o conhece há quanto tempo?

E assim passamos mais 40 minutos conversando. Sobre tudo, o que me surpreendeu. Justin havia voltado ao estúdio e conversava com os dançarinos, no outro canto. Nós duas deitamos no colchão, rindo e contando histórias como se fossemos amigas há décadas. O que me deixava mal, já que ela sempre era apontada como um romance de Justin. Ela contava das amigas, da escola, de como começou a cantar e dançar. Eu contava das apresentações que fazia na escola, das poucas amigas que tive, de como minha amizade com Justin começou. Eu não queria aceitar o fato dela ser extremamente fofa e divertida. Eu não conseguia acreditar que ela estava me fazendo esquecer que o garoto que eu amava estava ali na mesma sala que eu, me observando. Não entendia direito como eu podia a ouvir contar às histórias que tinha com ele, e tudo o que eu sentia era vontade de rir. Sem dor, nem ciúmes. Apenas cumplicidade.

- Julianna? — A voz dele me chamou baixinho, interrompendo minha risada. Sentei, ficando surpresa ao ver sua expressão. De quem estava desconfiado. De quem não gostava do que via. Justin alternava os olhares entre nós duas, e Jasmine me observava.

- Não vamos ensaiar mais? Acho melhor eu ir. Julianna, passe seu número assim a gente se fala. — Jasmine se levantou, sorrindo pra mim. Justin ainda estava paralisado, nos observando. Me levantei, e nós duas trocamos nossos números. Nos despedimos com um abraço, enquanto Justin apenas beijou sua bochecha ao se despedir. Esperamos ela sair, e evitamos nos olhar até que meu celular tocou, nos acordando. Era uma mensagem. Da Jasmine. “Aproveite. Sei que gosta dele. Ele também gosta de você, então use os passos. Você pode cair de novo, se quiser."

- Então... Vamos dançar? — Justin estava nervoso, ainda sem olhar direito pra mim.

- Vamos, estou ansiosa. — Sorri pra ele, jogando o celular no colchão, junto de meu casaco.

Segui Justin, que estava alguns passos adiantados, indo em direção ao som. Assim que os acordes de Somebody to Love começaram a soar pelo ambiente, ele se virou pra mim, olhando fundo em meus olhos, depois de setenta e duas horas. Minhas pernas tremiam conforme ele se aproximava. Me virei para o espelho, tentando ficar calma.

- Vamos fazer algo diferente hoje? — Justin parou ao meu lado, de frente pra mim. Eu sentia sua respiração em meu pescoço. Evitei olhar pra ele, enquanto assentia.

- O que você quer fazer?

Justin me abraçou pela cintura, ainda de lado, fazendo com que ficasse mais difícil continuar respirando.

- Quero uma dança diferente. Uma dança que só você consegue fazer. Quero algo mais... Sensual. — Levei meus olhos até os seus sem conseguir esconder minha surpresa. Encontrei seus olhos, me mostrando que ele estava falando sério quanto o “sensual”. Virei meu corpo para ele, fazendo carinho em seu braço. Ele me apertou contra seu corpo e colocou a musica no início de novo. Eu ri pra ele, abaixando o olhar.

- Que foi? — Ele falou baixo, levantando meu olhar até o dele. As palavras “use seus passos” voltou a minha mente, devolvendo minha coragem.

- Se quiser algo sensual, busque algo mais sensual que isso. — Roubei o controle no seu bolso e me soltei dele, caminhando até a pilha de CD's ao lado do som. Busquei o CD do Usher o arrumando e me aproximei de Justin novamente, arqueando uma sobrancelha. Ele avançou alguns passos, me abraçando de novo e eu dei o play em Love in This Club, sentindo ele paralisar.

Alguns segundos se passaram, e eu comecei a mexer o quadril, olhando em seus olhos. Justin me abraçou por trás, segurando uma das minhas mãos e rondando o meu corpo com seu braço, fazendo com que seu queixo roçasse na curva do meu pescoço e eu sentisse sua respiração vinda direta e calmamente no pé da minha orelha, causando leves arrepios em todos os meus poros. Ele levou a outra mão até minha cintura enquanto balançava seu corpo fazendo o meu o acompanhar, até que a batida da música se tornou algo mais intenso, fazendo com que ele apertasse minha cintura por baixo de minha blusa. Justin esticou o braço e fez com que meu corpo desse um giro calmo, porém urgente. Ele puxou-me para si de novo, dessa vez encaixando uma de suas coxas entre as minhas, jogando o meu corpo um pouco para baixo, sustentando-me, fazendo com que meu olhar ficasse preso ao seu. Eu sentia seu abdômen subir e descer constantemente conforme seus pulmões trabalhavam.

Nós giramos pelo estúdio, quanto mais eu fugia de seus braços, mais ele conseguia me apertar pra si. Suas mãos, quentes em meu corpo, me deixavam tonta, me faziam sentir um calor que não imaginei ser possível, pelo menos nessas ocasiões, se é que me entende. Comecei a rebolar enquanto ele passava sua mão por minha barriga, beijando meu pescoço e fazendo o frio em minha espinha surgir de uma forma monstruosa. Me fazendo ficar vulnerável em seus braços. Justin, ao notar, me virou pra ele e, me empurrando rapidamente até a parede mais próxima, grudou os lábios nos meus, mostrando o quão sensual a dança tinha ficado para ele.

As borboletas em meu estomago também resolveram dançar sensualmente quando sua língua encontrou a minha, quando suas mãos voltaram a apertar meu corpo por baixo de minha blusa – dessa vez, passeando livremente pelas minhas costas. Puxei seu cabelo, ficando na ponta dos pés, tentando grudar meu corpo no seu o quanto conseguia.

Minhas mãos não se decidiam entre puxar os seus cabelos extremamente macios — algo que eu sempre desejei -, ou explorar algum trecho de sua pele entre o pescoço, tórax e o abdômen. As mãos de Justin eram macias, exatamente como eu imaginava que seriam. Elas caminhavam livremente, explorando cuidadosamente a pele das minhas costas, cintura e barriga. Justin partiu o beijo, me fitando com um brilho intenso no olhar. Ele sorriu de lado, segurou em minha mão e atravessamos o estúdio, indo em direção aos colchonetes. Ele se abaixou, sem soltar a minha mão, e eu me sentei à sua frente logo em seguida.

Justin voltou a colar nossos lábios, me puxando e fazendo com que eu me sentasse por cima dele. As mãos de Justin tinham livre acesso à minha cintura, minhas costas e ousava em tocar o meu quadril algumas vezes. A batida de Love In This Club se tornou mais pertinente, como se meu coração bombeasse meu sangue no mesmo ritmo. A letra do refrão me causava uma sensação aguda de arrepio e... Desejo.

I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)
I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)
I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)

I wanna make love in this-this-this-this-this-this-this-this-this

Então, enquanto minhas mãos queimavam ao sentirem a pele de Justin, meu pescoço formigava sentindo a respiração de Justin, ou então enquanto minha língua travava uma guerra com a de Justin; completamente inerte no momento, a música foi interrompida por repetidas batidas. Me separei de Justin tomando alguns centímetros de distância, como se ficar perto dele agora fosse algo totalmente contra alguma lei. Justin procurou o controle do aparelho e apertou algum botão, fazendo a musica parar... Sai de seu colo, enquanto respirava ofegantemente, ruidosamente, não conseguia organizar meus pensamentos.

Justin se levantou, mas ainda podia sentir seu olhar em mim.

Coloquei a mão sobre meu peito — que se movia em um ritmo descompassado e sua voz surgiu, quebrando o silencio do estúdio.

- Se não for pedir muito... — Justin começou a falar com a voz ríspida e solícita. — Não se misture com a minha galera. — Justin gesticulava enquanto falava.

- Eu... Eu... — Entreabri a boca diversas vezes, tentando encontrar as palavras para respondê-lo, ou me desculpar ou simplesmente entender porque diabos ele tinha mudado seu humor tão rápido.

- Eu não quero você com a minha turma. Você não se encaixa. — Ele tinha seus olhos nos meus enquanto falava. Seus olhos pareciam congelados, sem nenhum tipo de emoção. — Você talvez nem se encaixasse em seu colégio, como acha que vai se encaixar com a minha turma?

- Jus-Justin... — Droga. Ele ali, soltando verdades na minha cara e eu com cara de boba na frente dele, ouvindo tudo.

- O QUE É? Espero que tenha entendido o recado.

- Sim. Eu entendi. — Me levantei, tremendo enquanto pegava meu casaco e telefone. Eu tinha que sair dali antes do choro tomar conta de mim.

- Onde cê pensa que vai? — Justin parou em minha frente, segurando meus ombros.

- Não é óbvio? — Tentei me soltar e continuar o caminho que já era longo demais, até a porta, mas Justin me puxou novamente, dessa vez apertando meu braço forte o bastante para doer. — ME SOLTA!

Gritei para Justin, vendo sua expressão se tornar sarcástica.

- Você trabalha pra mim. Faz o que eu mando. E eu digo que o treino ainda não acabou!

Foi a minha vez de agir da forma sarcástica. Sorrindo e me aproximando dele.

- Não sou boa o bastante pra você não é?

- Não misture os assuntos.

- Quem está misturando as coisas aqui é você Justin.

Minha mão estava formigando e eu já não conseguia fingir ser tão forte.

- Você fica.

- Pra que? Pra você me beijar e depois dizer que não sou boa o bastante?

- QUE DROGA! NÃO MISTURE AS COISAS!

- CALE A BOCA, MOLEQUE IDIOTA. É ISSO QUE VOCÊ É. UM BABACA, INFANTIL QUE ACHA QUE MANDA NO MUNDO. DESCULPE DESAPONTA-LO SENHOR, MAS O MUNDO NÃO VIVE EM FUNÇÃO DESSA SUA FRANJA RIDÍCULA.

- NÃO FALE ASSIM COMIGO GAROTA! — Justin jogou o controle do aparelho no chão, fazendo a musica voltar a tocar.

- NÃO FALE ASSIM VOCÊ! VOCÊ NÃO PERCEBE O LIXO QUE TÁ SE TORNANDO TODA VEZ QUE SE OLHA NO ESPELHO?

- POIS EU NÃO SOU A GORDA SEM AMIGOS AQUI!

Justin me empurrou até os colchões de novo, me fazendo cair sentada.

Não consegui segurar o choro, tentando me levantar rapidamente para sair daquele lugar o mais rápido possível. Paralisei ao ver Usher, Pattie e Jasmine olhando a cena, também paralisados, na porta.

- Me diga que acabaram de chegar. — Dei alguns passos, fazendo Justin se virar para ver com quem eu estava falando.

- Er... Desculpa Juu, a gente tá aqui desde... — Jasmine olhou para cima, ao seu lado, olhando Usher.

- A gente chegou quando vocês ainda estavam aos beijos. Que amor selvagem é esse? Desculpem mas isso não é nada saudável. — Usher se aproximou, cruzando os braços enquanto dava sua resposta irônica.

- A culpa não é dele! Não... Não interpretem mal. Por favor. — Dei mais alguns passos, sentindo o gosto de minhas lágrimas que seguiam até meus lábios.

- Julianna! Não diga isso. Eu vi muito bem no que meu filho se tornou!

- Mãe! Por favor! — Justin parou em meu lado, sua voz falhou.

- Não me chame assim! — Pattie segurava o choro, balançando a cabeça negativamente.

- Não briguem com ele! Por favor! Já disse que a culpa é minha. Vocês não sabem o que aconteceu antes, não tirem conclusões precipitadas e e... — Eu não conseguia mais falar, abaixando meu olhar.

Senti o olhar de Justin parar em meu rosto. Olhei para ele, sentindo o choro aumentar, meu corpo agora tremia. Ele estava surpreso com minha atitude.

- Juu. — Jasmine se aproximou de mim, segurando minha mão. — Vem. Vamos sair daqui. Senhora ela pode dormir comigo hoje?

- Se você quiser querida. — Assenti para Pattie, sentindo o braço de Jasmine se entrelaçar ao meu e ela me puxar para fora do estúdio.

- Vamos dar um jeito nesse seu rosto. Você não pode sair desse jeito na rua.

Ri fraquinho, seguindo para o banheiro.

- Você vai adorar meus amigos. Eles são divertidos, idiotas e infantis, mas de uma maneira legal.

Estávamos chegando a seu hotel. Não era o mesmo de Justin e ele parecia um pouco mais natural. Nada muito glamuroso.

Eu tinha parado de chorar, e quase não pensava mais em Justin. Jasmine parecia ser uma ótima amiga.

O quarto que providenciaram pra mim ficava ao lado do quarto de sua amiga, Mary. Ela também era legal, e as duas me convidaram para passar o resto do dia com elas. Fazendo compras.

O shopping era muito mais legal do que o shopping de minha cidade. As meninas me forçaram a comprar muitas peças de roupas. Passamos horas comprando saias e vestidos. Elas queriam alguma coisa me produzindo daquele jeito. Mas eu estava tão feliz que não ligava para o que elas iriam aprontar.

Nós estávamos acompanhadas de dois seguranças, que algumas vezes participavam de nossas brincadeiras e nos ajudava a escolher várias peças.

À noite, eles ficavam em nosso corredor, cuidando para que tudo continuasse em paz.

- Josh? — Abri a porta, chamando o segurança mais velho da dupla. O dia todo ele tinha me lançado olhares que deixaram claro que ele sabia que eu não estava bem e que se eu quisesse, poderia conversar com ele.

- Julianna? — Ele se aproximou, me observando.

Meus olhos estavam cheios d'água, e eu não sabia mais o que fazer com minha vida.

- Você pode me ajudar? — Abri toda a porta, indicando que ele poderia entrar. Mas ele sorriu parado.

- Acho melhor acompanhar você até a cozinha. É melhor lá. Gustav! Vou acompanhar a moça até a cozinha. — Ele chamou a atenção do segurança loiro e deu passagem para que eu saísse com ele.

Corri até a cama pegando meu celular, e andamos até o elevador enquanto eu pensava em como começar a história.

- Conte sobre você e depois tudo ficará mais fácil.

Assenti, e respirei fundo, vendo a porta se abrir e ele sair, me esperando.

- Sou Julianna. Tenho 17 anos. Morava em outra cidade e briguei com meus pais porque quis largar tudo para tentar entrar pro grupo de dançarinos do Justin. — Estávamos seguindo para a cozinha, o hotel estava deserto.

- E conseguiu?

- Ai que está o problema. Até consegui, mas, Justin não é nada daquilo que eu imaginava.

A cozinha grande estava iluminada por apenas duas luminárias, uma em cada canto, o que dava um ar ainda mais aconchegante ao lugar.

- Frio e estúpido demais?

- É! Eu nem sei se vale à pena continuar com tudo isso. Não sei como isso vai terminar, mas sei que não vai ser bom pra mim.

- Vocês andaram se beijando? — Ele perguntou surpreso. Assenti, sem olhar para seu rosto.

Sentamos no bar, onde cruze os braços sobre o balcão, vendo duas mulheres dentro de uma pequena sala, tomando café e conversando.

- Não sei o que acontece. Dizem que ele sempre pergunta por mim. Eu to sempre pensando nele. Ele me olha. Quando a gente dança, ele fica tão doce, a gente se entende. É tão bom. Mas ai, eu não sei o que acontece. Do nada ele fica agressivo. Fala coisas horríveis. Sei la. Ele fala mal e, e... Sabe? — Eu estava segurando o choro de novo.

- Justin é complexo demais para um garoto de quase 17 anos. Ele vive rodeado de pessoas dizendo o que ele é, o que deve ser fazer. Quando ele começou com tudo isso ele não sabia onde estava pisando. E na verdade ele ainda não sabe. Você precisa ter calma e mostrar pra ele que ele pode confiar em você.

Eu devia estar de boca aberta, devida surpresa que tive ao ouvir suas palavras. Ergui as sobrancelhas, questionando tal conhecimento e o velho sorriu pra mim antes de se explicar.

- Lembra quando surgiram boatos sobre ele e Jasmine? Digamos que eu já dei muitos conselhos a ele. Marta, um café, por favor.

A mulher dentro da sala sorriu ao ver Josh, e sumiu de vista, provavelmente providenciando seu pedido.

- Mas ele precisa tratar as pessoas desse jeito? Ele não precisa daquela pose de garoto malvado que manda do mundo. Ele não precisa sair chamando ninguém de gorda.

- Ele não entendeu nada do que eu disse. Esse garoto... — o Sr. Josh ria, balançando a cabeça, enquanto a tal Marta chegou entregando um café em minha frente. Sorri em agradecimento, esperando ela sair, e empurrei o café para Josh que estava pensativo ao meu lado.

- O que eu faço afinal?

- Porque não quer o café? — O olhei confusa.

- Mas foi você que pediu...

- Não. Eu não posso tomar café.

- Não gosta? — Puxei a xícara, o olhando de canto.

- Adoro. Mas alguma coisa acontece. Eu sempre passo mal.

- Alguma coisa? Você já fez exames?

- Não.

- E me diz isso com toda a naturalidade desse mundo? Senhor Josh, qual é. Tem que se cuidar.

- Você fala como um menino.

- É e você, com todo respeito Sr. Josh, que foge do hospital como uma menina com medo de agulhas.

Rimos, enquanto eu continuava tomando meu café.

- Tenho alguns planos.

- E eles são...?

- Vou fazer uma visita a minha sobrinha amanhã, no hotel em que Justin está hospedado. — O homem me olhou sugestivamente.

- Legal e quem é?

Sr. Josh parou de sorrir, me olhando como se eu fosse o ser mais estranho do mundo. Depois me olhou de cima a baixo, esperando minha ficha cair.

- Ah qual é Sr. Josh! Tá me tirando?

- Qual o problema em ser minha sobrinha?

- Nenhum o senhor tem classe, cultura... Pelo menos eu acho né...-

- Ótimo. — Ele me interrompeu se levantando. — Vou te levar amanhã sem ninguém me ver e uma hora depois apareço lá pra te ver. Vamos. Melhor dormir.

Me levantei, tomando o resto do café o mais rápido que pude pra logo o seguir, quase correndo.

Notas finais
Oi amores!
Estou assustada comigo mesma. A ultima atualização da Step foi 01/03/2011. Hoje é 10/08/2011.
Hora de pedir desculpas, não é?
Como eu disse em Believe (se vocês não leem essa minha outra fic, corre ler hein), estava mal. Sem ideias e sem internet.
Mas quero que saibam que eu NUNCA iria abandonar vocês.
Então, cheguei aqui com esse capítulo lindo (mentira, prefiro o próximo. KKKK) pra matar a saudade -n
Vocês me abandonaram? Como vocês estão?
Mandem reviews! Muitas reviews! Agora que estou voltando, preciso de animação, ok? U_U

Mais uma vez: Desculpa.
Eu amo MUITO vocês.
Dessa vez vou tentar voltar mais rápido. Prometo (:
A gente se vê, beijos. :*