Notas iniciais
Está aqui a fic que eu dedico para a melhor amiga do universo. Meu motivo para existir: Julianna Gonçalves.

- Eu entendo que você está nervosa, queridinha. Todas estão, mas não precisa fazer um buraco no chão. — Ela era loira, alta e gostosa. Tudo o que eu mais precisava agora era de um copo de água e tudo o que eu ganhava era uma garota reclamando do meu caminho indo e vindo no meio de todas elas, que estavam sentadas nas cadeiras em duas filas.

- Queridinha... — A loira azeda se chamava Sully. — Quer que eu faça um buraco no chão ou na sua cara?

Eu sorri da maneira mais maníaca que encontrei ao parar em sua frente com as mãos na cintura. A pequena Sully se encolheu na cadeira recusando qualquer troca de olhar que pudesse me fazer voar nela.

- Julianna Gonçalves e Sully Adams, por favor. — Uma velha baixinha com uns óculos gigante apareceu na porta nos chamando. — Venham comigo, vou levá-las ao estúdio.

- Claro, mas não seria uma única ganhadora? O que ela vai fazer aqui? — Ela apontava pra mim.

- Querida, você é Sully Adams, certo? — A loira assentiu para a velha. — Oh, típico de Sully's.

A velha sorriu pra mim em camaradagem. Eu ri baixinho, tentando não pensar no que nós duas faríamos no estúdio, mas perdendo no quesito curiosidade.

- Moça, nós podemos saber o que vamos fazer? — Isso ai Julianna, seja educada.

- Vocês vão dançar. — Ela respondeu com tranqüilidade enquanto abria as duas portas que nos dava acesso ao grande estúdio, rodeado de espelhos e com um grupo de cinco ou seis pessoas conversando.

Estava tocando Runnaway Love, e então a coreógrafa de Justin fez sinal para que nos aproximássemos do grupo.

- Nós estamos decidindo quem de vocês duas vai passar. Só estamos esperando ele chegar.

- Ele? — Eu e a loira azeda perguntamos ao mesmo tempo, paralisadas.

- Justin. Liguei pra ele dizendo que estávamos em duvida, e ele disse que poderia vir mais cedo para ajudar na escolha... Algum problema?

Problema? Nenhum, além do mais básico: Justin Bieber. O garoto que eu mais amo no planeta iria me ver dançar! Quero dizer... Claro que isso iria acontecer caso eu ganhasse. Mas eu era a mais feia, gorda e atrapalhada de todas que dançaram. Era difícil acreditar que ele iria observar cada passo meu. Era estranho. E a imagem dele me avaliando em minha mente fazia com que eu tremesse mais ainda, com que meu corpo ficasse úmido de suor. Me deixava tonta e...

- Daaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaave! — E quebrando o silêncio surgiu sua voz que eu tanto amava, e parecia como se o veludo tivesse sido diluído em ondas sonoras e se propagando pelo ambiente, rouca, intensa e presente. Eu estava paralisada vendo o garoto entrar correndo pelo estúdio pulando no diretor Dave Meyers, arrancando risadas de todos no local. — Vocês são as meninas?

Ele se virou em nossa direção, mudando o humor rapidamente de um garoto animado para o de um garoto estressado. Obviamente, a loira se meteu em sua direção o abraçando com entusiasmo enquanto disparava palavras cujo significado eu não estava nem um pouco preocupada em absorver. Justin se livrou de seu abraço com agilidade e caminhou em direção a sua coreógrafa.

Jamaica, a coreógrafa, lhe mostrou alguns papeis enquanto explicava algumas coisas e apontava para nós duas. Provavelmente explicando os pontos fortes e fracos de cada uma.

- Quero ver vocês duas dançando. Pode ser a mesma musica que dançaram antes. Jamaica você cuida do que elas precisam que eu já volto. Você. — Ele apontou para a loira azeda. — Já que está tão animada, você primeiro.

- Que musica quer que eu dance? Posso dançar qualquer coisa. Sou boa em improvisar. — A tal Sully se exibia para a coreógrafa enquanto Justin saiu falando no celular. Me sentei no canto mais afastado de todos, no chão, esperando que ela começasse o showzinho particular.

- Ótimo, antes você dançou Eenie Meenie, agora vai dançar One Time. — Jamaica declarou séria, enquanto um dos dançarinos colocava a musica e a entregava o controle do aparelho.

Todos nós esperamos ela começar até que Jamaica parou a musica, arqueando a sobrancelha e esperando uma resposta.

- Posso saber por que você não está dançando?

- Justin está aqui pra me ver dançar, não é? Ele vai-me ver dançar, então.

- Nós não temos todo o tempo do mundo pra você. Se ela mandou dançar então você dança. — Justin entrou novamente a respondendo da forma mais estúpida que encontrou enquanto parava ao lado dos dançarinos. — Dance. Agora.

- Tudo bem... — A loira azeda abaixou a cabeça, respirando fundo. E então Jamaica deu o play de novo em One Time.

A verdade é que eu nem prestei atenção em seus passos. Um Justin completamente diferente do que eu amava estava ali, na minha frente tratando pessoas da forma mais estúpida possível. Eu não sabia se estava com medo de fracassar na dança, com medo da forma estúpida que ele iria me tratar ou, com medo de admitir que – pelo pouco que eu notava – ela realmente era boa.

A música terminou, levando com ela a pouca calma que me restava.

- É sua vez, querida. — Jamaica me chamou, se aproximando. Me levantei, passando pela loira azeda que me olhava com um sorriso convencido. — Alguma preferência?

- Não, posso fazer o possível com o que você determinar.

Jamaica soltou uma risada nasalada, apertou um dos botões do controle e as batidas de Somebody To Love começaram a soar pelo ambiente, entrando meus ouvidos e indo direto no meu cérebro e no meu coração. Fechei os olhos, tentando imaginar que o alter ego ignorante e estúpido de Justin não estava ali. "Você está na sua casa, Julianna." E eu repetia os mesmo passos que Justin quando estava em uma performance ao vivo.

Eu erguia meus braços, cruzava meus pés, pernas. Deixava que as batidas da música me domassem.

De repente, me vi sendo seguida por dois dançarinos de Justin, sorri para eles pelo espelho, mudando os passos. Estávamos em perfeita sincronia, quando Justin se aproximou sorrindo fraco e tentou copiar meus passos. Minha mente rapidamente se desconectou da musica e seguiu para a idéia de que ele, Justin Bieber estava seguindo os meus passos. Perdi o ritmo, tropeçando em meus pés e caindo no chão com um baque surdo.

No mesmo instante a musica parou e eu vi cinco cabeças surgindo em cima de mim, todos me rodeando.

Todos menos Justin.

- Se quiser dançar, tem que saber se concentrar. Não é porque alguém dá um passo na platéia que você vai perder o ritmo. Se não sabe o que é dançar o que está fazendo aqui? Não quero perder meu tempo com besteiras. Se não sabe se concentrar pode sair agora mesmo à porta está ali.

Me levantei, com a ajuda de um dos meninos e caminhei – cambaleando — na direção de Justin que apontava para a porta com uma expressão superior. Ele não podia acabar com meus sonhos assim. Não por culpa de sua prepotência.

- Você pensa que é quem? Deus? Você não é! Você é só um cantorzinho que faz sucesso porque pessoas como eu lutaram por isso! Você não é o dono do mundo, não pode tratar pessoas dessa maneira e não vai encontrar ninguém perfeito o bastante pra você dessa forma! Se quiser tanto uma apresentação perfeita dance sozinho!

Manti nossos olhares conectados, respirei fundo três vezes e então me virei, andando em direção a minha mochila no canto do estúdio.

- Você tá desistindo? — Seu tom de voz foi seco. Sua arrogância ainda estava presente.

- Quer saber? Não! Não vou desistir! Eu treinei muito pra chegar aqui. Eu agüentei garotas idiotas e metidas como ela pra chegar até aqui. — Larguei minha mochila no chão, sem me importar em quebrar alguma coisa. Eu voltei a andar em sua direção, apontando para a loira azeda enquanto falava. — Justin, você não faz idéia do quanto essas pessoas que trabalham com você são fortes. Porque elas agüentam esse garoto arrogante e vazio que você se tornou todos os dias!

- É isso o que você quer? É isso que você vai ter. — Ele disse seco, porém com a voz enriquecida de prepotência. — Você tá na equipe a partir de hoje. E quer saber mais? Terá treinos extras. — Ele se aproximou mais enquanto falava. Aumentando o tom aos poucos. — TODOS OS DIAS.

Eu o olhei séria, esperando alguma declaração de que tudo não passava de uma de suas brincadeiras. Mas ele permaneceu olhando em meus olhos, sério.

- Tudo bem. Farei o possível e o impossível pra te mostrar que sou boa o bastante.

- O seu primeiro treino extra começa hoje. Agora. Pessoal, vocês estão dispensados. — Justin não desviava o olhar do meu e isso estava me causando arrepios na espinha. Todos deixaram a sala em silêncio – menos Sully, que saiu chorando -, sem questionar a ordem que Justin havia dado. Ao notar que já não conseguia mais respirar direito, desviei o olhar para meu reflexo no espelho, esperando por mais uma ordem. — Você sabe meus passos, então?

- Sim. Todos eles.

- Você treinou muito pra fazer parte da equipe?

- Treinei muito para saber os passos do meu artista preferido.

- Bela maneira de tratar seu artista preferido, hein. — Ele resmungou baixo enquanto pegava o controle do aparelho de som.

- Bela maneira de tratar sua fã, não é? — Me virei para ele mostrando o sorriso mais sarcástico que encontrei esperando ele falar o que faríamos. Mas ele simplesmente ficou em silêncio. Talvez pensando no que eu havia dito, talvez pensando em maneiras de me ferrar ou ainda, controlando sua raiva. Eu não conseguia decifrar seu olhar. Não conseguia respirar direito. De novo.

- Quero que me mostre o que sabe. Mostre quais os passos você não gosta. Quero ver quais seriam as suas mudanças.

E então ele colocou play, enchendo o estúdio com o som de Love Me. Parando atrás de mim, esperando que eu começasse. E dessa vez eu iria me esforçar. Eu faria tudo da melhor forma. Eu precisava provar que era boa o bastante.

Eu já tinha perdido a noção do tempo. Eu estava confusa, sem saber o que esperar dele. Nós passamos a tarde toda dançando. Era divertido. Justin era divertido quando eu não me atrapalhava e caía. Mas sempre que isso acontecia ele virava de costas pra mim fazendo gestos exagerados pra provar que estava cheio de meu jeito.

Então resolvi criar coragem para falar sobre o meu lugar na equipe, quando cai pela bilionésima vez.

Porém esse tombo foi mais grave do que os anteriores.

Eu estava distraída. O ritmo da música pulsava em mim como se fosse o meu próprio coração batendo. Senti meu pé folgar no sapato, mas não liguei. Ousei abrir os olhos e vi Justin esboçando um passo de break com um pequeno sorriso brincando em seus lábios que deixavam a minha respiração afoita. Não sei exatamente o que fiz de errado e senti meu corpo se encontrar violentamente com o chão. A sensação foi horrível. Senti o músculo da minha coxa agir estranhamente enquanto se esticava além do normal. Grunhi.

- Se machucou? — Justin correu até mim, deslizando de joelhos ao meu lado. Minha perna direita doía muito, principalmente quando ele tentava me ajudar a sentar. Mas a dor foi substituída pela surpresa quando nós dois paramos nos olhando.

As mãos dele começaram a ficar hesitantes em meu braço e costas. Ele olhava pra elas pensando se me soltava ou não.

- Meu Deus. — Finalmente acordei de meus pensamentos, entendendo que alguma coisa estava errada ali.

- Que foi? Tá doendo muito? — Ao que tudo indicava, Justin escolheu ser legal comigo. — Espera, vou chamar alguém. Não se mexe, por favor!

Ele se levantou ainda hesitante sobre me deixar ali. Mas então quando seus olhos que estavam conectados aos meus me libertaram, voltei a respirar direito, sentindo a dor voltar a meus pensamentos enquanto eu assistia ele sair correndo do estúdio.

Os minutos se arrastaram até que muitas pessoas – mais de dez, sem dúvida – entraram correndo no estúdio, acompanhados de Justin que explicava o acontecido sem parar ao menos para respirar direito.

— Calma Justin. — O homem de branco (provavelmente o médico que atendia os dançarinos, caso ocorresse algo errado) interrompeu Justin, sorrindo fraco. Olhei para Jamaica e ela sorriu pra mim fazendo um “está tudo bem” com os lábios. Sorri pra ela e voltei meu olhar para Justin que alternava os olhares entre nós duas.

Bom, depois de o médico acalmar todo mundo e pedir para que metade das pessoas saísse, fui “examinada”. Eu ria quando o médico falava coisas engraçadas e imitava o jeito que Justin estava quando o chamou desesperado. Já ele, Justin, não gostava muito das brincadeiras e desconversava fazendo perguntas sem sentido para Jamaica. O que fazia o médico zoar ainda mais dele. Eu fiquei completamente vermelha depois disso, por isso eu mesma passei a o ajudar a fugir do assunto.

No fim, descobri que não era nenhum problema sério demais, eu só precisava de alguns analgésicos e massagem — que no mesmo instante fizeram o que causou olhares estranhos da parte de Justin – e repouso por uns dois dias. Jamaica pediu para que apesar do repouso eu assistisse todos os ensaios e Justin concordou dizendo que seria bom para que eu conhecesse seus treinos e desse minha opinião já que era boa nisso.

Assim que sai, ainda cambaleando, vi que não seria tão fácil assim descansar em casa. Tudo isso pelo simples fato de que meus pais não moravam na cidade e que eu não tinha idéia de para onde ir. O dinheiro que eu tinha não seria o bastante para um hotel, não próximo dali, e eu não tinha condições de gastar o pouco dinheiro que tinha com um táxi.

Sentei nas escadas do grande prédio atrás de mim, pensando em uma solução para meu problema. Ligar para meus pais estava fora de cogitação, eles já haviam brigado comigo por eu largar tudo para tentar o lugar na equipe. Apesar de ter ganhado eles não ajudariam muito agora. Na verdade, não ajudariam nada.

Pelo relógio de meu celular, eu estava sentada ali a 50 minutos. Ainda sem nenhuma solução para meu problema. Até que a idéia mais absurda surgiu em minha cabeça quando dois dançarinos passaram por mim me cumprimentando.

Uma coragem que nunca senti antes – nem dançando com Justin – se apoderou de mim e eu entrei cambaleando no prédio, alegando na portaria que havia esquecido algo no estúdio. Corri para o banheiro feminino ao ver as portas do estúdio abrirem, assim que cheguei no andar. Já estava anoitecendo lá fora e começava a ficar muito frio. Mas eu precisava de um lugar para dormir. Minha perna doía por culpa de eu ter corrido até o banheiro. De repente a luz se apagou e eu me desesperei dentro da cabine, imaginando se eu ficaria presa ali até o outro dia.

Esperei alguns minutos e sai do banheiro encontrando a luz do corredor ainda ligada. Ouvi um barulho vindo da escada e tentei correr – dessa vez em uma perna só – até o estúdio. A luz dele também estava apagada, então com a luz do celular fui até o canto onde os colchões estavam. Me sentei devagar clareando o colchão a minha volta. Então eu vi enrolado mais para o lado, um casaco. Um casaco roxo.

Eu estava com muito frio e ninguém precisava saber que eu o usaria, por isso o peguei rapidamente, o vestindo e me deitando. Sorri automaticamente quando parei para sentir o cheiro do casaco. Senti no bolso um objeto estranho. O peguei também, notando que era um celular. Toquei sua tela imaginando como o dono poderia ter esquecido um celular como aquele. Quando meus olhos se acostumaram com a claridade entendi qual era a foto no plano de fundo.

Jazmyn.

Jazmyn e Justin.

Larguei o telefone rapidamente e me sentei assustada. Nos 50 minutos que fiquei sentada lá fora, não parava de pensar em como ele conseguia ser tão perfeito e tão estúpido ao mesmo tempo. Fiquei sonhando acordada com um futuro que não iria acontecer. Eu não podia simplesmente me deixar levar por esses pensamentos. À tarde com ele foi a confirmação de que ele não era o indicado pra mim. Ou talvez – a idéia mais aceitável -, eu não era boa o bastante pra ele.

As luzes dos celulares já estavam apagadas, mas eu ainda olhava para onde eles estavam agora no escuro total. Minha mente teimava em trazer imagens felizes entre mim e Justin, o que não poderia acontecer. O que não iria acontecer.

Eu pensava em seu sorriso direcionado somente a mim. Seus olhos brilhando, eu me imaginava tocando seu cabelo, arranhando sua nuca. Dançando com ele, na chuva, no estúdio, em um baile. Imagens de nós dois no cinema, dele me protegendo no meio de todas suas fãs, imagens de nós dois abraçados, conversando, rindo, caindo. Comendo besteiras, um desejando sorte ao outro antes de cada apresentação. Dormir deitada em seu colo, andar de skate. Estudar, conhecer músicas novas... Coisas normais do dia-a-dia surgiam em minha mente muito rápido, sem que eu pudesse controlá-las.

Coisas que só poderiam acontecer em meus sonhos.

Eu já não fazia idéia de que horas eram. Eu estava deitada no colchão, encolhida. Eu abraçava minhas pernas ainda sem conseguir dormir. Mas pelo menos as lágrimas que caiam enquanto eu teimava em pensar nos momentos felizes que poderiam existir ao lado de Justin, sumiam aos poucos.

Meus olhos estavam fechados e eu não sabia mais se a musica que eu ouvia era real ou parte de minha imaginação. Deveria ser real já que o volume estava aumentando e eu percebia uma claridade próxima ao meu rosto. Cansada, abri os olhos encontrando um celular a minha frente tocando sem parar. Me sentei, meio tonta, o atendendo e bocejando enquanto falava.

- Alô?

- Quem tá falando?

- Você que ligou, diga o que quer logo antes que eu perca minha paciência e desligue.

- Oh não. Eu conheço esse jeito! Julianna? Julianna é você? O que você está fazendo com meu celular?

- Acessando a internet, em um site pornô. Eu salvei umas fotos de uns caras gostosos aqui.

- O QUE? Fotos? Que tipos de fotos?

- De uns garotos sarados batendo punheta.

- O QUE? — Ele passou a gritar, sua voz tremia, sua respiração estava acelerada, me fazendo imaginar coisas.

- Brincadeira. Você só esqueceu o telefone aqui.

- Onde você tá?

- Er.. Então. Eu estou aqui no estúdio.

- O que você tá fazendo ai? — Ele passou a sussurrar a voz preocupada.

- Ah, é uma longa história. Outra hora eu explico. — Bocejei novamente, sendo seguida por Justin, no outro lado da linha. Ficamos alguns segundos em silêncio e então rimos baixinho. — O que importa é que seu celular está a salvo, sem fotos indecentes e sem pessoas curiosas mexendo nele. Amanhã ele estará direitinho aqui pra-

- Ah, tudo bem. — Justin me interrompeu. — Eu confio em você. Eu acho. Posso confiar em você, certo? Porque se não, já é tarde demais. — Eu não conseguia respirar direito. Na verdade, minha respiração ficou alta e depois parou. Simplesmente me esqueci como se respirava. — Juu? Juu respira.

Era a primeira vez em que ele me chamava pelo apelido, e isso causou mais danos a minha respiração. Bom, pelo menos eu estava respirando.

- Boa noite, Justin.

- Boa noite, Juu.

E então, eu dormi melhor, apesar de toda a confusão em minha mente.

Notas finais
Está ai MAIS UMA FIC! HEHE Essa fic eu dedico a minha amiga linda, que é meu motivo pra viver. Minha sensual ♥ Que todo mundo goste assim como eu, porquené essa fic é mágica pra mim. Bom, mandem reviews e eu continuo. A gente se vê, beijos. :*