Notas iniciais
Eu estou APAIXONADA pela cena Steferine no 5x08, eu amei! E tive que escrever essa shot ou não ia dormir de noite kkkk espero que gostem de ler o tanto quanto eu gostei de escrever. Boa leitura!!

Todos os pensamentos que desperdiçamos

Sob o peso do mundo

Todo o tempo que gastamos

Com o peso do mundo

Não sinto falta dos seus jeitos

Não sinto falta da sua partida

Amo viver a minha dor

Viva os meus sentimentos

Cego e infantil

Eu não vou lutar contra isso

Aqui eu me escondo

Debaixo de minha inocência

[Crescer, crescer]

Todas as mentiras que dobrados

Sob o peso do mundo

Pego espancado pelo limite

Do peso do mundo

Viva a essa dor

Viva a este sentimento

Não precisa mudar

Precisa acreditar

Cego e infantil

Eu não vou lutar contra isso

Aqui eu me escondo

Debaixo de minha inocência

[Crescer, crescer]

Aqui eu me escondo...

Cego e infantil

Eu não vou lutar contra isso

Aqui eu me escondo

Debaixo de minha inocência

[Crescer, crescer]

Querida Nadia, me desculpe por matar o seu namorado mas isso era a coisa mais maternal a ser feita. Suicídio, no entanto — não é muito maternal da minha parte. Eu fugi dos meus inimigos por 500 anos. E então, um dia, eu parei. Agora um novo inimigo me quer morta, é claro que eu poderia fugir dos viajantes mas tem um inimigo que eu não posso escapar... o tempo. Eu percebi que eu não tenho mais um propósito. Adeus, Nadia.

Clichê, não é? Especialmente para mim, Lady Katherine Pierce. Quem poderia esperar que esse seria o meu fim? Em uma cidadezinha nojenta como Mystic Falls, jogada da torre de um relógio velho que nem funciona mais e por vontade própria. Eu temi a morte por 500 anos, eu fugi, eu lutei, me escondi, eu fui uma verdadeira sobrevivente. Mas é impossível fugir da morte para sempre e acho que já tirei com a cara dela mais do que o suficiente mas não vou lhe dar esse gostinho de tomar a minha vida, eu estou me entregando. Katherine Pierce está se rendendo a morte, ela ganhou o seu maior prêmio. É sua vez de rir morte.
Não estou vendo nenhum flashback dos meus melhores momentos de alegria, que não foram muitos mas eu tive meus altos e baixos. A morte não é como imaginamos, é uma surpresa de mal gosto que assusta e surpreende de todas as formas e o mais interessante, é que você nunca se sabe o que vem a seguir.
Espiando daqui de cima a altura em que estou e o chão de concreto velho e sujo em que vou acabar, eu penso em tudo luxuoso porque ainda estou viva mas quando eu partir, nada disso vai estar comigo. Nenhuma morte nobre ou por merecimento vai me distinguir dos outros, afinal, todos temos de morrer. Alguns morrem e voltam a vida, outros ficam lá para sempre e assim por diante. Talvez eu tenha um arrependimento ou dois pelas coisas que eu fiz, por começar por Nadia, mas nada que não me faça dormir a noite.
O último ato de minha história, a última cena grandiosa em que a platéia vibra e aguarda para assistir com ansiedade. Obrigado! Obrigado!
Me libertando disso, fechei os olhos e me rendi a morte. Não me importando se fosse rápido ou lento, sem dor ou muita dor, eu apenas vou morrer...


Espere, onde está a dor? A luz branca ou a escuridão eterna? Esse não é o chão de concreto que eu vi. Abri os olhos e vi quem me salvou da morte. Stefan Salvatore, o doce e bondoso Stefan. Sempre fazendo o que é certo, o que é honrado, sempre tentando provar que é tão diferente do irmão sendo que são mais parecidos do que imaginam. Eu posso dizer isso, eu conheço os dois, eu amei os dois.

― O que você está fazendo? ― Ele perguntou. As sobrancelhas arqueadas em surpresa com a cena que ele assistia. Era satisfação em seu olhar por não acreditar no que via. Ainda me segurando em seus braços. Eu não consigo nem morrer nessa cidade.

― Eu te disse. ― Pulei de seu colo. ― Encare seus problemas ou fuja. Eu escolhi a opção três.

Ele apenas me respondeu com um olhar confuso.

― E que problemas tem você, pulando da torre do relógio? ― Você não vê, ainda pergunta, Stefinho?

― Eu estou morrendo, Stefan! ― Falei sem conter um riso histérico sobre o quão engraçado era isso e revoltante, e injusto, e... Essa piada de mal gosto que a morte esperou tanto tempo para rir de mim. ― Eu estou morrendo por velhice. Eu não sei, a cura fez alguma coisa que está aumentando a velocidade de todo o processo.

Deus, como isso é tão humilhante? Como ser humano é tão humilhante? É mais difícil controlar suas emoções quando se é humano do que quando se é um vampiro. Estou lutando com o tsunami de choro que está preso em minha garganta, essa bola de sentimentos e injustiça. E tudo que Stefan faz é assistir a minha miséria bem ai... ele tem sorte de ver isso e deve estar feliz, pois ele passou tanto tempo desejando isso. Pelo menos um de nós dois está se sentindo bem.

― Hei! ― Ouvi o som de sua voz rouca e grossa, sempre cheia de culpa e cavalheirismo. E então em seguida veio o toque de sua mão em meu rosto, a ponta dos seus dedos mais fria do que o resto de sua mão. Eu tinha me esquecido do quão cavalheiro ele era, mas o que eu poderia dizer? Ele é um homem do século XIX. ― Você é Katherine Pierce, foda-se isso.

Eu me esqueci deste Stefan, me esqueci que ele sempre era bom, independente de seus pecados ou das pessoas a sua volta. Ele era misericórdioso e fazia a humanidade parecer bonita, ser um vampiro ficou perfeito nele. As suas feições másculas e duras, você olha para ele e parece um príncipe vampiro saído de um livro do século XVIII. Eu queria fazer algo antes de morrer, eu precisava fazer isso antes de morrer, na verdade, haviam muitas coisas mas essa era a mais importante, pelo menos no momento.

― Apenas, ― Passei a língua sobre meus lábios os umidecendo. ― me permita fazer isso, como um último desejo...

Segurei seu rosto com as duas mãos, com cuidado e carinho, até mesmo orgulho. Como uma mãe segura o seu recém nascido com todo o seu amor infinito. Fechei os meus olhos e dei um impulso na ponta dos pés deixando minha boca na altura da sua. E então... seus lábios, sempre doces e deliciosos. Quanto tempo eu passei sem lhe dar um verdadeiro beijo como esse. Quando se é um vampiro tudo é amplificado, tudo parece melhor e mais gostoso mas nesse momento, parece até melhor do que quando se é um vampiro. Porque você não tem aquela confusão de sentimentos de todas as formas saindo pelas suas orelhas, você pode se concentrar num só sentimento e ele vai ser enorme e maravilho. Causando formigamento desde os dedos dos pés até os das mãos. Você vai sentir os lábios macios e gentis do seu parceiro, delicadamente a sua barba recém feita dilacerando a sua pele, você vai sentir as famosas borboletas no estômago. Stefan não recuou e nem se afastou do meu amor, não me negou ou me amaldiçou. Ele se entregou a mim como eu me entreguei a morte, um gesto gracioso.
Encostei minha testa na sua e nossos lábios se afastaram numa conexão elétrica. Ainda de olhos fechados, sentindo a sua respiração quente tocar a minha pele numa mistura com o vento frio que soprava minha pele. Ele respirava tranquilamente, sereno. Não tinha nada traumatico ou um tipo de estresse em seu corpo nesse momento. Eu estive tão perdida e concentrada em um único sentimento que não percebi que aquilo não foi só aceito, como foi recíproco. Ele segurava meu rosto com as duas mãos também, seus polegares acariciavam meu queixo com delicadeza. Meu nariz tocando no dele. Eu estava chorando e nem percebi.

― Eu não quero morrer, Stefan. ― Eu não quero morrer porque eu tenho um propósito e é Stefan. Sempre foi quem eu amei, e sempre será.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!