Stay with me, forever?
1 Jantar.
Notas iniciais
Apreciem a leitura.
A pessoa era insistente, fazia pelo menos dez minutos que estava batendo na porta de Steve, porém ele não podia atender (estava tomando banho e não se sentiria confortável em sair apenas de toalha para atender quem quer que seja). Cansada, Phêmeder desceu os primeiros degraus da escada do apartamento de Steve, porém ela escutou o barulho do trinco de uma das portas, se virou e viu um Steve trajado como um típico homem daquela época. Ela não pôde deixar de sorrir:
—Achei que não estava em casa, me desculpe te importunar as oito da manhã.- ela sorriu de forma culposa.
—Está tudo bem.- Steve falou, sério.- Imagino que não veio apenas para dizer "bom dia".
Ela sorriu. Por mais que pudesse ler mentes, manipular pessoas, mexer algumas coisas com o poder da mente, ela ainda tentava manter a naturalidade com o loiro. Porém, ele sabia que a moça não era tão amigável quanto aparentava, ainda menos quando ela batera em um homem folgado que tentou abusa-lá.
—Está sabendo do jantar, no centro?- ela perguntou, ele ergueu uma das sobrancelhas, sabendo que, se fosse, não seria bem-vindo.
—Eu soube de alguns comentários. Você vai?- ele quis se enforcar ali mesmo, era mais do que óbvio que ela iria.
—Estou sem companhia, os outros garotos legais já estão com seus pares. Então -ela respirou fundo-, eu queria saber se você quer me acompanhar.
Era estranho, no mínimo, era ele quem deveria convidar a donzela, não ao contrário. Ele fez uma careta, enquanto ela o olhava esperançosamente:
—Desculpe, eu não posso... não posso te acompanhar.- Steve respondeu.
—É claro que pode!- James Barnes subia as escadas, Rogers havia esquecido completamente da jaqueta que o amigo deixara em seu apartamento noite passada.- Aliás, James Barnes. -ele pegou na mão da moça e ali depositou um beijo.
—Phêmeder... -um branco preencheu a cabeça da moça, ela se esquecera seu sobrenome falso- Martinez, Phêmeder Martinez.
—Então, que horas o meu amigo pode buscar a senhorita?- James sorriu, dando um abraço de lado no melhor amigo.
(...)
—Não deveria ter feito aquilo, Bucky!- Barnes arrumava a gravata de Rogers, enquanto Steve só reclamava.- Eu não sei nem como fazer.
—Uma moça te convidou para um jantar público, você não pode recusar! -Barnes se afastou quando terminou o trabalho.- Pegue na mão dela, da tia dela e no tio dela dê um abraço. Primeiro se conquista a família da moça, depois você conquista a moça.
Steve não estava acreditando, Bucky estava dando dicas amorosas para ele, pela trigésima vez no ano. Claro que Steve não saberia como agir quando chegasse, mas ele se resolveria no momento:
—Estou bonito?- Rogers perguntou.
Ele vestia um conjunto social; a camisa era branca, o paletó era preto e combinava com a calça e as gravatas, seus sapatos sociais marrons.. Ele não queria exagerar, porém era uma antiga paixão que estava lhe esperando.
James, por sua vez, vestia-se quase a mesma coisa que o amigo; uma camisa branca, o paletó era marrom, a gravata borboleta era igualmente a camisa, a calça marrom (assim como o paletó) e os calçados eram sociais pretos:
—Steve, como é saber que foi a menina que tomou atitude ao invés de você?- o amigo não pode perder a oportunidade de zoar o outro (que apenas ignorou).
Eles saíram do prédio e foram até o edifício ao lado. Phêm estava os esperando na entrada, sozinha. Ela usava um vestido preto com um grande laço branco no meio, cheio de bolinhas brancas, um salto também preto e enfeitado com bolinhas, carregava uma bolsa no ombro, a maquiagem era tão simples que nem parecia que tinha passado. Porém, quando olhou para Steve se sentiu culpada, ela era um pouco mais alta que o loiro, no entanto, com o salto, houve uma grande diferença. Ela se agachou um pouco e depositou um beijo na bochecha do amigo:
—Você está bonita... quer dizer, você é bonita mas... -ele respirou fundo, sabia que estava fazendo tudo errado.- Você sempre está muito bonita!- ele disse por fim.
—Obrigada, Steve. Você também!- ela sorriu de forma calorosa, fazendo Steve sentir vergonha e ficar vermelho.- Barnes.- ela saudou o moreno.
—Pode me chamar de Bucky, senhorita Martinez.- ele repetiu o mesmo ato da manhã.
—Me chame de Phêm.- eles sorriram. Por um único instante Steve pensou que eles formariam um belo casal, mas deixou a insegurança de lado e pegou na mão da garota, que se assustou com o gesto.
—Desculpe, eu não quis ser desrespeitoso com a senhorita.- ele soltou a mão da moça, porém ela puxou sua mão de volta.
—Tudo bem!
Eles caminharam até o centro (que não era muito longe dali). Barnes conversava com Phêm como se fossem amigos à anos, Steve caminhava calado e algumas vezes olhava para suas mãos entrelaçadas e sorria. Assim que chegaram, Phêm recebeu vários comprimentos até chegarem aos lugares reservados. Se sentaram. As comidas eram pegas livremente, então Steve se ofereceu para pegar os alimentos para Phêmeder, que aceitou a proposta.
Steve chegou com dois pratos: um para ele e um para ela. Por incrível que pareça, o loiro havia colocado a quantidade certa que a morena comia. Após a comida, os moradores trouxeram uma vitrola para que os casais dançassem enquanto o resto conversava:
—Convide-a para dançar!- Bucky alertou.- Siga os outros casais, é fácil!
Steve ficou alguns minutos observando as danças, realmente era muito fácil. Parecia bobagem para quem não o conhecia, mas ele sempre guardara uma dança para Phêmeder (que virou sua paixão desde que se mudara). Respirou fundo, o máximo que ganharia era um "não" da cara fechada da moça, então resolveu se arriscar.
O braço direito da moça estava esposto na mesa, ela olhava para o céu quando Steve aproximou as mãos novamente:
—Posso te fazer uma pergunta?- ele olhou fundo nos olhos da garota, que havia desviado a atenção para ele.
—Tecnicamente, você já fez.- ela sorriu sozinha, a tentativa de amenizar a vergonha do menino foi em vão, pois ele pareceu desconfortável quando ela completou a sentença.- Faça!
—Você... -ele respirou fundo novamente, as bochechas já estavam levemente coradas-, você me concede essa honra?- ele se levantou da cadeira e lhe estendeu a mão, ela hesitou por dois segundos mas logo já estava o puxando para a pista de dança.
Ela ensinara os passos para o loiro, que tentou aprender tudo na forma correta. Ele deve ter pisado no pé de Phêm três ou quatro vezes, apesar disso ela não pareceu se importar.
Odin olhava para a filha sorrindo, ela estava se dando bem entre os humanos. A decisão de sua mulher realmente fora uma ótima ideia, ela precisava aprender a fazer o bem para que não se rebelasse. Thor estava ao lado do pai, observando a irmã dançando com seu futuro amigo, Loki parecia pouco se importar (já que não tinha tanto contato com a garota quanto Thor):
—Essa é a minha menina!- Odin falou sorrindo, orgulhoso da filha.
Fale com o autor