Stay Strong Cause You Are Unbroken
24 I'm With You
Notas iniciais
Twitter: @1Demiley
Pov Melanie
Eu tinha ficado preocupada com Ally, quer dizer, ela nunca tinha ficado tão acabada assim, pelo menos eu acho, mais elas estava diferente. Estava pálida, fervendo de febre. Então Liam pegou o celular dela ( que ela tinha levado, teimosa ) e ligado para o nosso colégio, resultado, a gente voltou pra cidade e levou a Ally pro hospital, ela ficou lá por umas 7 horas e depois ela ( de acordo com a Anne, o Liam e o Zayn ) fugiu haha.
Não sei porque Ally não gosta dos meninos, eles são muito engraçados, legais, fofos e estamos cada vez mais íntimos... Mas ela diz que eles trazem problemas, que não é para a gente confiar neles e blá blá blá.
Eu, Hannah, e Tory estávamos na casa dos garotos se divertindo, só saímos de lá cerca de 2 horas da manhã. Enviei uma mensagem para Ally perguntando se ela estava bem e ela ainda não respondeu, acho que eu devo ter acordado com ela, mas tudo bem, ela merece.
Pov Ally
BIP BIP BIP
Ótimo, quem é que vai querer me acordar ás 2 da manhã? — Penso olhando para o meu celular.
É, Melanie. Olho pro lado meio sonolenta e vejo Lucy se tremendo de frio jogada no sofá, a gente deve ter caído no sono. Me levanto meio tonta.
–Haha, Lucy – falo rindo. Me assusto, minha voz está bem mais grossa do que o normal. Pego Lucy no colo e levo ela até minha cama ( isso, no escuro). Ligo o abajur, a enrolo e coloco a cabeça dela em cima de um travesseiro. Caminho até a mesinha do meu notebook e me sento na cadeira, faço um coque no meu cabelo e levanto a tela do noot. Espero carregar e clico no balão da internet. Google, pesquisar: Voz rouca. Apareceu um monte sites com as palavras “ Voz Rouca” em negrito, clico em um site sobre doenças. Desço a página com meus olhos lendo rapidamente tudo e vejo:
“ Maus tratos com bebidas e/ou drogas causam diversos efeitos colaterais, exemplos: Queimação na garganta, palidez, voz rouca/grossa... “
Parei de ler e fechei com tudo a tela do computador. Não pode ser, ou pode? Eu esqueço de tudo quando eu bebo, não que eu beba muito nem nada, mas quando eu bebo, eu geralmente esqueço do que faço. Bom, acho que só vou poder esclarecer as duvidas na sexta.
Me levantei, não estou com sono nem com fome. Liguei a televisão e fiquei vendo um desenho super bobo do Bob Esponja ( eu gosto ‘-‘ ) e caí no sono.
...
– Ally, será que você pode cuidar da Lucy hoje? Sua irmã vai sair com o namorado — Então Ashley olha pra mim rindo, é ela tinha chegado da excursão – E eu vou sair com a sua madrasta e você provavelmente não irá sair.- Lucy olha pra mim culpada e eu sussurro um “shiuu” para ela.
– Tudo bem — Digo com a cabeça baixa, afinal, foi como se meu pai falasse que eu sou uma excluída, ninguém quer sair comigo e etc, o que é verdade. Afasto o meu prato com quase toda a comida e saio da mesa – Você vem Lucy?
–To indo – Ela desce na cadeira e pega na minha mão e a gente sobe as escadas.
Subimos e entramos no meu quarto. Lucy está dormindo aqui porque o quarto dela ainda está sendo construído, provavelmente será a última noite dela aqui.
Hoje já é Sexta, ou seja, é hoje que eu vou tentar resolver os meus probleminhas com o “Max”. Eu combinei com uma mãe da amiga da Lucy, que ela iria dormir lá hoje, sem meu pai saber.
Eu, Anne e Melanie ficamos muito distantes, elas ágoras só ficam com os idiotas daqueles garotos, sério, o que elas vem neles? Só um bando de idiotas que se acham pensando que são bonitos. Urg. Eu passei a semana toda sozinha, eu raramente via o Max e seus amigos. E eu voltei de novo a comer no banheiro. Sozinha, como tudo começou. Será que Anne e Melanie tem vergonha de mim? Não importa... Quer saber? Importa sim, elas eram minhas melhores amigas,era tudo. Mas agora? Agora ela me apagaram da memória delas.
– Aonde vai? – Lucy desviando o seu olhar para mim.
– No banheiro. – Respondo desconfiada.
Entro no banheiro e fecho a porta de chave, passo a mão nos meus olhos que estavam jorrando água. Deslizo na porta e caio sentada, chorando. Agora é oficial: Eu não tenho mais amigos, família ( pelos menos a Lucy eu tenho), vida, eu não tenho mais... Rasões para viver? Me levanto depressa, abro uma gaveta. Tiro tudo que tem dentro desesperada. Encontrei. Meu pior e melhor amigo, confuso né? A coisa que me aliviava quando estava triste, mas mesmo assim, que fazia ter um monstro dentro da minha pele, que me dava vício, que não me fazia parar. Peguei-o e cortei o lado do meu pulso, é como se a minha tristeza toda estivesse saindo de dentro de mim.
TOC TOC TOC
– Ally?
–Oi linda, to indo jajá.
– Tudo bem
Coloco tudo de volta na gaveta e pego uma toalha e como de costume, enrolo no meu braço.
–O que aconteceu com seu braço? – Lucy pergunta enquanto eu saio do banheiro.
–Nada, nada. E aí, já esta pronta?
–Ainda não...
–Eu vou me aprontar, e você coloca essa roupa aí – Digo apontando para uma roupa que eu separei para ela vestir
–Ok
Toc Toc
–Entra
–Filha? Já estamos indo, se cuidem viu?
–Ta pai, tchau. – Falo e ele sai
– Vou me vestir Lucy.
–Certo.
Pego uma roupa qualquer (http://img.youtube.com/vi/dGR65RWwzg8/0.jpg ) e visto. Sinto algo vibrar no meu bolso. Uma nova mensagem: Max:
“Cadê você?”
“Em casa”
“Você vem?”
“To pronta, espera”
Ele não respondeu.
–Vamos Lucy?
–Pra onde você vai?
–Eu... vou sair....
– Pra onde?
– Não é importante- Falo e ela me da língua e eu dou uma risadinha.
...
–Chegamos – Digo apontando para a casa da amiga da Lucy. – Se divirta – Então ela me da um abraço que quase arranca o meu pescoço fora.
–Até amanhã
–Até.
Pego o meu celular e envio uma mensagem para o Max.
“Onde é essa merda?”
Ele responde dizendo onde é e eu consigo encontrar o lugar.
( Nota da autora: Leiam essa parte escutando essa música: http://www.youtube.com/watch?v=dlr_2XKP0d0 )
Entrei, olhei para as pessoas dançando e dei o dinheiro para o homem, ele me olhou de cima para baixo com uma cara de nojo e me deu o troco, pegou a minha mãe e carimbou ela. Guardei o troco no bolso. Saio procurando Max. Esbarro em todo mundo e entro em um corredor vermelho cheio de espelhos e bebidas. Vejo casais se beijando, ou melhor se comendo e continuo andando, vejo uma porta e abro ela, entro em outra sala cheia de gente. Continuo andando e esbarrando em um monte de gente e vejo um casal se beijando na minha frente, continuo andando e eles se separam, o cara olha para mim e sorri, me agarra, querendo me beijar, mais eu empurrei ele e dei um soco na barriga do mesmo, fanzendo-o cair e um homem derrubar bebida nele. Continuo andando normalmente, procurando a “turma”. Paro e fico encarando o nada. Um homem sai correndo e esbarra em mim me fazendo quase cair no chão, mas uma mão me segura.
–Cuidado. Espera...Ally?
– Oi, quem é vo.. A, oi Megan
–Amor…Ah, oi Ally!! – Ray diz
–Vocês viram o Max? – Pergunto
–Não... – Megan responde
–ok, vou dar uma olhada por aí. –Digo e saio
Olho por todo canto e não acho ele. Vejo um barzinho e sento em umas das cadeiras. Um garçom vem e pergunta se eu aceito um copo. Assenti com uma cabeça e ele trouxe, disse que era por conta da casa e me entregou. Peguei o copo e virei tudo de uma vez. Minha vista começou a ficar embaçada, não consigo enxergar mais nada. Consigo ver um homem do meu lado que estava bebendo a mesma bebida que eu bebi. Peguei a mão dele e falei:
– Você não quer pegar na minha mão e me levar para outro lugar? Eu não sei quem você é, mas eu estou com você. – Ele me olha confuso, mas pega na minha mão e se levanta.
Me levanto junto com ele e caminhamos para fora dessa droga de lugar. Minha vista continua embaçada e eu não consigo identificar esse cara. Ele abriu uma porta onde dava em uma escada, e no fim da escada tinha uma porta com o nome: Saída. Nós descemos as escadas e ele abra a porta e solta ela, seguro a porta para ela não bater em mim e saio.
– Obrigada. – Digo cerrando os olhos, para tentar enxergar quem é esse homem
–Não precisa agradecer. – ele fala cerrando os olhos igual a mim, acho que ele estava tentando me enxergar ou zoar da minha cara.
– Então, tchau.
–Espera, onde eu posso te ver de novo? – Ele diz segurando o meu braço
–Por aí. – Digo e tiro a mão dele do meu braço.
–Espera. – Ele segura de novo o meu braço.
– O que?
–Isso – Então ele me segura e me da um beijo, lento, calmo, doce. Fico paralisada por um segundo, mas depois retribuo o beijo deixando ele surpreso também. Ele pede passagem para língua e eu deixo. Não é como se tivesse borboletas no meu estomago, é como se tivesse um zoológico inteiro, as emoções, todas misturadas em um só lugar. As mãos dele estavam na minha cintua e as minhas estava no cabelo dele, que por acaso, acabei de descobrir que são cacheados.
Notas finais
xx
PS: Não me matem
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