Stay High, Bitch Low

1 Stay High - Capítulo Único


Notas iniciais
Olá leitores, essa é a minha terceira fanfic de Awkward, e nesta irei mostrar a minha visão e o meu ponto de visto em relação aos acontecimentos de Awkward após o termino do namorico da Jenna com o Collin. Talvez tenha alguns spoilers.
Se alguém quiser ouvir a musica em que a fic é baseada segue o link https://www.youtube.com/watch?v=oh2LWWORoiM

Jenna Hamilton estava sozinha. Sem Matty Mckibben, sem Collin, sem amigos, odiada pelos seus pais e pela Val, sua única companhia que a desejava era a maconha. Se não fosse pelo maldito e traidor (mas charmoso) do Collin ela nunca teria nem sequer pensado em usar, e agora ela usava em busca de conforto.

Na escola ela era ignorada pelos seus antigos amigos, que pareciam rir do seu estado deplorável. A escola sem Valerie era entediante, mas Jenna sabia que se sua antiga conselheira estivesse ali também estaria lhe jogando pedras enquanto os outros a crucificavam. Antigamente os ocorridos renderiam bons textos para o seu blog, mas hoje ela não sente mais vontade de escrever, assim como tem ido mal na escola por sua falta de vontade.

Era uma sexta feira, Hamilton foi mandada embora, pois tinha ido para a escola chapada. Ela tinha intenção de voltar para casa e ouvir os sermões de seus pais, mas tudo mudou ao passar por uma esquina. Naquela esquina comum como qualquer outra, ela encontrou um casal se beijando, ou melhor, quase transando. Mas não era um casal, ela sabia disso, a garota era apenas um passatempo para o Mckibben. Ela se aproximou e limpou a garganta, fazendo o garoto e a garota olharem para ela.

- Ficar comendo garotas do primeiro ano não irá mudar o fato de você ser adotado, faça um favor para a cidade e vá para um motel e para de tentar chamar atenção, ninguém está com pena de você.

Aquelas palavras venenosas foram cuspidas da boca da Jenna e depois ela deu as costas e saiu andando. Ultimamente ela tem sido muito cruel em pensamentos, e tem falado o que pensa e sem se importar em machucar os outros, porque afinal ela também estava machucada, quebrada por dentro. Não era apenas Matty que tinha problemas em casa, mas principalmente não era apenas Matty que estava tentando chamar atenção e queria mudar algo.

Jenna estava a poucas quadras da sua casa quando ouviu gritarem seu nome, e ela sabia quem era. Ela não olhou para trás, ao invés disso apressou o passo e tentou chegar o mais rápido. Antes de chegar em casa ela sentiu o seu braço ser puxado e então ela foi obrigada a olhar para trás. Era Matty, estava com os olhos lacrimejantes, provavelmente havia chorado pelo o que sua ex-namorada havia lhe dito. – Qual é o seu problema? – Gritou ela.

- Ei me larga, você está me machucando! – Jenna gritou no mesmo nível, ao mesmo tempo que tentava se livrar do Mckibben.

- Você é um monstro Jenna. A pior garota que já conheci, e é por isso que todos tem vergonha de você, por isso que todos querem se livrar de você.

A garota finalmente se livrou e antes de voltar para o seu caminho ela disse: — Eu que me livrei de você, porque você não passa de um corpinho sarado. É só isso que as pessoas veem em você.

Mesmo com ela já estando de costas, Matty gritou o suficiente para ela escutar. – E sabe o que as pessoas veem em você? N-A-D-A! Ninguém te vê, como a sua própria mãe disse, se você sumisse ninguém iria se importar, ao contrário, eu iria soltar fogos e mostrar o meu “corpinho sarado” para todas as garotas da cidade.

Jenna continuou andando calmamente até a sua casa, fingindo não ter se importado com o que ele disse. Mas a pose de garota forte durou apenas até ela chegar a casa. Após ver que estava sozinha ela começou a enlouquecer, quebrando a maioria das coisas que via pela frente. Quase quebrando a porta do quarto, ela entrou e se jogou na cama. Pegou fortemente o travesseiro e se sufocou com ele enquanto chorava e gritava entre os soluços. Depois de quase uma hora chorando, ela se acalmou e foi até o quarto dos pais. Eles haviam escondido melhor, mas isso não impediu dela achar as ervas deles.

Ela precisava ficar chapada para mantê-lo longe da sua mente, se trancando na nuvem de fumaça da maconha. Após ter fumado um pouco, ela foi até a cozinha e comeu um dos sanduiches que tinha na geladeira. Procurou as bebidas do seu pai e encontrou apenas cerveja. Quando tomou o último gole da garrafa que ela percebeu o gosto da bebida, gosto de solidão. Sua cabeça doía de mais, mas ela queria se desculpar pelo que disse. Pegou o telefone e antes de discar ela sentiu toda a podridão vindo, precisou correr até o banheiro e soltou aquilo como uma saída de esgoto, bem na banheira. Ficou um tempo olhando para o seu vomito e então percebeu que não queria se desculpar com Matty, nem se quer se sentia culpada. Quantas vezes ele magoou ela? Ela que corria atrás dele como uma cachorrinha e isso não iria acontecer de novo.

Jenna voltou para o seu quarto e voltou a fumar a maconha dos seus pais. Entre uma tragada e outra ela se lembrou dos gritos do seu ex hoje mais cedo, então ela decidiu reler a carta que sua mãe havia lhe escrito há alguns anos atrás. Eram palavras extremamente cruéis para se falar para uma filha, até mesmo para uma inimiga. A garota leu e releu a carta por horas, até a maconha acabar. Quando ela percebeu que a droga havia terminado que ela se deu conta do seu estado. Ela não conseguia mais definir as letras na carta, e mal conseguia se manter em pé e por isso foi rastejando de quatro até o banheiro. Assim que entrou no banheiro ela sentiu o cheiro podre do seu vomito que deixou ali mais cedo. Ela abriu as torneiras da banheira para limpar um pouco do vomito e depois fechou o ralo para começar a enchê-la.

Se apoiando na pia ela conseguiu ficar em pé e se olhou no espelho. “Puta que pariu, que cara feia.” Foi o que veio a sua mente. Ela foi pegar uma toalha para lavar o rosto e ela percebeu que ainda tinha a toalha do Matty, de quando ele passou alguns dias na sua casa. “Eu precisaria passar a vida toda chapada para esquecê-lo.” Ela pensou enquanto olhava para a toalha e depois cheirou o pano macio, em busca de encontrar resquícios do cheiro do ex-namorado. – Mas eu não quero passar a vida pensando nele. Não quero passar a vida me arrependendo de meus atos. Não quero viver pelos outros. Não quero que a vida passe. – Jenna dizia no espelho, como se conversasse com o seu reflexo.

Ela sentiu a água quente tocar o seu pé e olhou para a banheira cheia, com as torneiras enchendo-a ainda mais. Ela deu alguns passos desajeitados até chegar na banheira, se sentou na borda e molhou a mão, balançando-a de um lado para o outro e ficava observando as ondinhas que se formavam. Depois ela avistou o seu reflexo na água e se olhou por um bom tempo, memorizando o seu rosto. A água já estava saindo do banheiro e indo em direção aos outros cômodos da casa, mas ela nem notara.

Jenna Hamilton se deitou na banheira de roupa ainda e sentiu a água quente lhe acolher. “Finalmente algo que me agrade.” Enquanto ela se deixava afundar na banheira, a sua mente era preenchida com imagens de seus amigos, pessoas que ela machucou e foi machucada por eles por não apoia-la. Ela culpava Collin por ter perdido os amigos, mas ela sabia que a culpa era dela, ela mesma que se tornou uma vadia baixa. Suas lágrimas se misturavam com a água da banheira e então ela percebeu que seu corpo estava anestesiado, que não sentia mais dor, mesmo pensando nas pessoas que perdeu. A anestesia que a água quente da banheira lhe proporcionou era a melhor coisa que ela já experimentou nos últimos meses, como as drogas e bebidas não funcionara, aquilo era melhor que tudo. Ela sabia o que iria acontecer se ela não saísse do fundo da banheira, se não erguesse o pescoço para respirar, mas ela se manteve ali.

A garota invisível colocou a mão sobre o coração e sentiu seu coração batendo. Sempre pensou que se estivesse se afogando seu coração dispararia, mas ele estava sereno, assim como ela estava em paz. Será que alguém irá sentir a minha falta ou se lembrar de mim? Será que Tamara irá chorar no meu velório e depois irá se arrepender de ter parado de falar comigo? Será que Jake irá ficar lembrando-se do tempo que namorávamos e éramos felizes? Será que Matty irá se lembrar do nosso amor e irá levar flores para mim? Eu não quero desaparecer, apenas não quero mais trazer sofrimento para os outros e para mim.

Notas finais
Então o que acharam? Deixem os seus comentários, é de suma importância para mim, para saber se eu continue com minhas fics oneshot de Awkward. Meu obrigado à quem leu. :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!