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5 O Avião


Marina puxou Clara para sentarem nas ultimas poltronas conforme estava registrado nas passagens que Ricardo as entregou. Logo a porta da aeronave se fechou e a aeromoça junto com o comissário de bordo passaram as principais informações sobre o vôo.

– Se estiver com medo amor é só se segurar em mim! — Sugeriu Marina.

– Eu estou bem! — Falou Clara ainda irritada por deixar algumas coisas para trás.

O avião decolou e Marina só sentiu Clara quase que pular em seu colo e não deixou de rir de tudo aquilo. Quando o avião se estabilizou no ar, a dona de casa já mais calma sentiu que o momento ali não era de brigar e sim aproveitar com sua esposa. Marina jogava no celular quando sentiu as mãos de Clara sobre a sua coxa direita.

– Que foi amor? — Perguntou Marina sem tirar os olhos do celular.

– Sabe, você tem razão, era muita maquiagem! Mais sabe o que eu queria agora? — Perguntou Clara com um sorriso maroto.

– Ah sei lá, algo pra beber? — Perguntou Marina ainda envolvida com o jogo.

Clara pensou em responder, quando o comissário de bordo informou que as vendas de alimentos e bebidas estava disponível durante o vôo e a aeromoça se aproximou com o carrinho perto das duas.

– Querem algo? — Questionou a aeromoça para Marina.

Clara se sentiu meio boba ao sentir ciúmes da aeromoça com Marina, ela podia jurar que a moça estava dando encima descaradamente da fotógrafa e a pior parte era ver Marina cheia de sorrisos e gracinhas com a tal aeromoça.

– Olha parece tudo muito gostoso! — Comentou Marina olhando no cardápio.

– Sim, todos os alimentos são feitos por chefes renomados! Tenho uma pequena degustação de casquinha de siri, tenho certeza que irar gostar! — Sugeriu a aeromoça.

– Ah minha comida é muito melhor que qualquer casquinha de siri feita por um cara que nem lava as mãos! — Resmungou Clara.

Depois de alguma insistência da aeromoça, a fotógrafa aceitou a degustação e foi quando Clara ficou louca de vez ao ver a aeromoça dando algumas casquinhas de siri na boca de Marina.

– Oh minha filha! Ela tem duas mãos que podem muito bem pegar essas casquinhas de siri sozinha! — Criticou Clara.

O sangue da dona de casa foi subindo a explodiu quando o avião passou por uma pequena turbulência e devido a virar rapidamente para a esquerda fez com que a aeromoça caísse no colo de Marina.

– Sai daqui! Sai logo! Esse colo já tem dona! Ta vendo essa aliança aqui?Significa que ela é minha! Só minha! Por isso xispa daqui! Anda sai logo! — Gritava Clara chamando a atenção de todos.

A aeromoça saiu completamente sem graça e Marina tentou se afundar na poltrona.

– E você não tenta fugir não!Que você também tem culpa no cartório! Fica arrastando asa, mostrando seu poder de sedução pra essazinha ai! — Brigou Clara.

– Clara você esta louca? Eu nem fiz nada muito menos a aeromoça! Você fica ai fantasiando chifre na cabeça de cavalo! — Reclamou Marina.

A dona de casa parou para pensar e não pode negar que estava demonstrando muito ciúmes, que sua mente criava situações que não existiam na realidade como por exemplo o dia em que jurou que Luiza queria algo com a Marina, ou que os elogios de Helena a fotógrafa estava carregadas de segundas intenções. A morena puxou Marina para um beijo de desculpas que foi muito bem aceito pela artista. Aquele beijo reacendeu o desejo da fotógrafa de sentir o corpo quente da dona de casa.

–Amor eu perdôo você! Mais com uma condição! — Falou Marina com um sorriso maroto.

– Você e esse olhar safadinho! Mais vai fala sem censura essa condição! — Pediu Clara.

Marina soltou o cinto para se aproximar mais da esposa e sussurrou o que tinha em mente.

– Amor você esta louca? Como assim você quer fazer amor no banheiro de avião? — Questionou Clara.

– Vai ser uma experiência única não acha? — Perguntou Marina séria.

– Nada disso! Marina essa vai ser a nosso primeiro momento íntimo depois de casarmos, não pode ser em qualquer lugar! — Advertiu Clara.

Marina ainda tentou argumentar mais Clara negou todos os argumentos da esposa, a fotógrafa então não viu alternativa a não ser virar de lado e dormir. Algumas horas depois o comissário de bordo avisou que pousariam em alguns minutos e informou a hora e o clima que o estado de Las Vegas tinha naquela terça feira cinza.

– Marina! Amor! Chegamos! — Falou Clara beliscando Marina para que a fotógrafa acordasse.

– Ainda bem! Estou com uma fome! Não vejo a hora de chegarmos no hotel para comer algo! — Falou Marina se esticando na poltrona.

– Eu também! — Falou Clara com um tom malicioso.

O avião pousou e os passageiros saíram na aeronave, Clara ainda fez um gesto ofensivo para a aeromoça ao lembrar do incidente com a casquinha de siri. No aeroporto Marina pegou as malas e um taxista a ajudou a colocar sobre o porta malas do táxi, a artista passou o endereço e o taxista as levou até o hotel e cassino The Mirage.

Gente que quarto lindo! – Falou Clara animada entrando no quarto.

Marina terminou de colocar todas as bagagens dentro do quarto e fechou a porta, Clara se aproximou e puxou a esposa para um beijo.

– Agora podemos gritar para o mundo que somos casadas! – Falou Clara passando a mão pelo pescoço de Marina.

– Hum! Adoro ser só sua! – Entregou-se Marina.

– Me espera! – Falou Clara se afastando da esposa e seguindo para o banheiro, deixando uma Marina muito curiosa.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.